O vídeo vertical está a transformar a forma como os negócios locais comunicam com os seus clientes. Plataformas como Instagram, TikTok e Facebook Reels abriram portas a uma nova maneira de contar histórias: rápida, próxima e visual.
Já não se trata de grandes produções, mas de criar vídeos autênticos, em formato vertical, pensados para o telemóvel e para captar atenção em segundos.
Mostrar os bastidores do negócio, partilhar um testemunho ou lançar uma campanha num vídeo de 30 segundos pode gerar mais impacto do que anúncios tradicionais.
O importante é ser direto, genuíno e estratégico. Para quem tem um café, loja, salão ou serviço local, o vídeo vertical é hoje uma ferramenta poderosa e acessível para crescer.
A presença digital já não é opcional, é vital para chegar mais longe, com poucos meios, mas com criatividade e consistência.
Com o verão e com as férias surgem os planos com família e amigos. Viagens, almoços e jantares prolongados, idas à praia, ao rio e à piscina… É, para alguns, um período de maior entusiasmo, mas nem sempre de descanso. Há quem diga que precisa de “férias das férias”.
A verdade é que até no lazer nos esquecemos de abrandar.
Horários para acordar, para o pequeno-almoço, para as idas à praia, tudo marcado no relógio. As rotinas estão enraizadas e carregamos o ritmo acelerado que nos acompanha em todos os outros dias do ano.
Descanso mental é mais do que não trabalhar e mais do que as horas de sono. É permitir que o corpo respire e a mente acalme. É dar espaço para o silêncio, para as pausas e para o ócio consciente. É um estar sem fazer nada produtivo, essencial para uma vida com menores níveis de ansiedade e para uma vida com rumo, com sentido.
Neste espaço de tranquilidade conectamo-nos connosco próprios, com os nossos valores, com as nossas emoções. Nem todos conseguimos tirar férias, ir para hotéis ou casas de praia. Nem todos temos companhia para o fazer (e, por isso, o verão não é um período de entusiasmo!). Ainda assim, conseguimos descansar.
Precisamos de estar e gostar da nossa companhia, de minutos de silêncio, de refeições calmas e sem distrações. Este verão o que precisa pode ser apenas a sua permissão para parar.
O Jornal de Santa Marinha divulga a lista dos candidatos que concorrem às diferentes Assembleias de Freguesia do Concelho de Seia. Serão publicadas gradualmente as várias listas concorrentes.
Lista de Candidatos à Assembleia de Freguesia de Travancinha
PS
Paulo Jorge da Costa Monteiro
David Pereira Costa
Maria Luísa Fernandes Pereira
Renata Cristina Fernandes Simões
Rodrigo Miguel Amaral Esquina
Vânia Alexandra Santos Figueiredo
Hélder António Amaral Lopes Borges
Suplentes
Joana Sofia da Costa Morais
José Luís Garcia Lopes
Jorge da Cruz Alves
Beatriz da Conceição Nunes
Cláudio Rafael Borges Figueiredo
Conheça as restantes listas e tudo o que se passa na secção do JSM: Autárquicas2025
O Jornal de Santa Marinha divulga a lista dos candidatos que concorrem às diferentes Assembleias de Freguesia do Concelho de Seia. Serão publicadas gradualmente as várias listas concorrentes.
Lista de Candidatos à Assembleia de Freguesia de Sazes da Beira
PSD
José Carlos Alves da Costa Freire da Silva
Leni Mendes Lages
Beatriz Dias Figueiredo
Hugo Rafael Brito Abrantes
Fábio Carreira Fernandes
Claudia Cristina Martins Ortigueira
Miguel de Brito Duarte
Suplentes
Carlos Miguel Brito Fernandes
Alexandra Dias Figueiredo
Joaquim João Marques Dias Paixão
José Carlos Brito Silva
PS
Carlos João Fernandes Santos
Sylvie Brito Martins
André Costa Martins
Mariana Lages Brito
José da Costa Figueiredo
Marco Filipe Mendes Pina
Rita Figueiredo Marques
Suplentes
Jessica Marisa Esteves de Brito
Diogo Filipe Fernandes Brito
José Luís Campos de Brito
Liliana Fernandes Lopes
Mário Fernandes Figueiredo
Manuel Duarte Mendes
Maria Luísa dos Santos Gouveia
Conheça as restantes listas e tudo o que se passa na secção do JSM: Autárquicas2025
O ossário do Cemitério Municipal de Seia foi benzido, na manhã de sábado, pelo padre Joaquim Pinheiro, marcando o momento da conclusão da requalificação das obras neste espaço.
O investimento, no valor de 227.613,34 euros, foi concluído no início deste ano e representa uma melhoria significativa das condições de acolhimento e dignificação deste espaço municipal.
A requalificação do espaço abrangeu a melhoria das acessibilidades a todos os espaços interiores, a requalificação da capela existente, bem como a valorização de todo o espaço interior, ao nível dos pavimentos e das infraestruturas. A intervenção incluiu, ainda, a construção de um ossário e a edificação de um novo espaço de apoio e manutenção contíguo ao cemitério.
Antes da bênção, a arqueóloga Rita Saraiva conduziu uma visita inédita à arte tumular, revelando pormenores surpreendentes, símbolos escondidos e as histórias de quem marcou a comunidade. Foi a primeira iniciativa do género no concelho — e mostrou que o cemitério é também um espaço de cultura e património, onde se cruzam memórias, curiosidades e verdadeiras obras de arte.
A Escola Superior de Turismo e Hotelaria (ESTH) de Seia do Instituto Politécnico da Guarda (IPG) continua a ter diversas dificuldades na colocação de alunos, uma vez que acaba de ter apenas três colocações das 54 disponíveis. O curso de Gestão Hoteleira não teve nenhuma entrada das 20 vagas. O curso de Turismo e Lazer teve 1 colocação das 12 vagas disponíveis, enquanto o curso de Restauração e Catering também não teve nenhuma colocação das 12 vagas e o curso de Gestão do Turismo e Hospitalidade teve 2 colocações das 10 vagas. Ou seja, a ESTH de Seia teve apenas 3 colocações em 54, referente aos 4 cursos.
Em contrapartida, na Guarda, e apesar da quebra nacional, que deixou o ensino superior com menos seis mil alunos do que no ano passado, o IPG registou procura elevada em várias áreas de formação. Enfermagem e Educação Básica preencheram a totalidade das vagas disponíveis, enquanto Mecânica, Informática Industrial e Desenho de Equipamento e Ambientes registaram taxas de ocupação muito positivas. A Escola Superior de Saúde teve mais colocados que em 2024: passou de 101 no ano passado para 113 em 2025, subindo a sua taxa de ocupação de 65,2% para 66,5%
Nesta 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso de 2025, o IPG recebeu 278 estudantes colocados na, o que representa uma quebra de 28% na sua taxa de ocupação, a qual baixa de 61% em 2024 para 33% este ano.
Segundo os dados oficiais do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, as universidades perderam em média 6% e os politécnicos 20%. Continua a agudizar-se a concentração no litoral: as instituições de ensino superior (IES) do litoral cresceram para 76% do total de alunos colocados, face aos 72% de 2024. “Tivemos bons resultados em alguns cursos, o que demonstra a confiança que muitas famílias continuam a depositar no Politécnico da Guarda. Mas é inegável que o aumento sucessivo de vagas nas grandes instituições do litoral criou uma concorrência profundamente desigual”, afirma Joaquim Brigas, presidente do IPG. Joaquim Brigas sublinha que “esta realidade prova que a política de coesão territorial continua a ser um título vazio, apesar de existir um ministério com esse nome. Só com medidas concretas de promoção do ensino superior fora dos grandes centros será possível um país equilibrado e competitivo, capaz de assegurar às empresas locais inovação, ciência e qualificação de recursos humanos”.
O IPG aguarda agora pela 2.ª fase de candidaturas, em que espera preencher a maioria dos cursos, à semelhança dos anos anteriores. “Faremos tudo para recuperar a dinâmica de procura e continuaremos a afirmar o IPG como ator fundamental para o desenvolvimento num território de baixa densidade”, conclui Joaquim Brigas.
A história da CPS começa em 2022, quando foi fundada com a designação Cruz Plácido e Seabra, Lda., fruto da iniciativa conjunta de Hélder Fernando Correia Plácido, Paulo Cruz e Ricardo Seabra.
Com o passar do tempo e a evolução do negócio, a empresa passou por uma reestruturação que levou à adoção da atual designação: Correia Plácido e Sousa (CPS). Esta mudança reflete uma homenagem de Hélder Plácido à sua esposa, que partilha o sobrenome “Sousa”, e ao seu pai, mantendo assim a identidade das siglas que marcaram o início da atividade. Hoje, a CPS é gerida exclusivamente por Hélder Plácido, único sócio da empresa, e especializa-se em manutenção industrial e engenharia, com projetos espalhados por vários países da Europa. O compromisso permanece o mesmo: oferecer soluções técnicas de excelência e contribuir para a modernização e eficiência da indústria.
A Correia Plácido e Sousa (CPS) é uma empresa que tem a sua sede em Seia, na zona industrial, embora o atual do sócio não tenha ligações prévias com a região. Hélder é de Aveiro e a sua esposa é de Coimbra. A mudança para Seia aconteceu devido à esposa de Hélder, Diana, ter aceite o desafio de se mudar para Seia por intermédio do Fundo Crest, fundo este que foi proprietário dos Queijos Tavares. Na altura, Diana trabalhava em Lisboa na área financeira e Hélder em Madrid, para a multinacional alemã Sick AG. A vinda da esposa para Seia permitiu que as viagens fossem muito mais fáceis. “Conseguia visitá-la mais facilmente, porque são cerca de três horas de Madrid a Seia”, refere Hélder Plácido. Com este vai e vem, Hélder começou a conhecer pessoas do concelho. Nomes como Filipe Fraga e Paulo Cruz abriram os seus horizontes. A partir daqui, a oportunidade de negócio, na área da manutenção industrial e engenharia, surgiu, tal é a carência destes serviços na região.
A empresa iniciou a sua atividade com três sócios (sendo dois com atividade direta) e um colaborador. Durante os primeiros anos, manteve um crescimento razoável, e até finais de 2024 contava com cerca de seis colaboradores e diversos projetos em diferentes partes do mundo.
No entanto, a partir de março de 2025, fruto do trabalho desenvolvido e da confiança conquistada junto dos seus clientes, a empresa registou um crescimento acelerado. Atualmente, conta já com mais de 50 colaboradores e projeta que, até finais de 2026, este número pelo menos duplique.
A grande maioria dos funcionários atua no estrangeiro, sobretudo em projetos por toda a Europa, permanecendo no exterior por períodos que variam conforme a duração de cada projeto. Hélder Plácido destaca que a empresa tem como prioridade garantir boas condições de trabalho e alojamento aos seus colaboradores, disponibilizando boas condições de alojamento, viaturas e cobrindo todas as despesas. “Aquilo que quero para mim, quero para os meus colaboradores.” A experiência de ter trabalhado fora de Portugal reforçou este compromisso, garantindo que a equipa recebe o melhor tratamento possível.
Hélder Plácido, um empresário com uma visão de futuro e experiência com mercados internacionais
Hélder Plácido começou a sua carreira na Nestlé, onde o seu pai e avô também trabalharam. Mais tarde, juntou-se à Meivcore, uma empresa que, na altura, estava a nascer e que teve um enorme crescimento. Aqui, começou como eletricista e chegou a gestor de projetos e montagem elétrica. A sua experiência profissional foi predominantemente no estrangeiro, o que lhe deu facilidade em trabalhar neste mercado. A sua inquietude era tão grande que, no mesmo dia em que saiu da Nestlé, colocou-se a caminho da Espanha para começar a trabalhar na Meivcore. Foram cerca de 10 anos nesta empresa, onde diz ter crescido bastante e estar grato por todas as oportunidades que teve para crescer.
A Separação dos Sócios e o Crescimento da Empresa
No final do ano passado, Hélder Plácido fez um balanço e propôs, então, a compra das quotas dos sócios, que aceitaram a proposta e concordaram em se separar amigavelmente.
Com a empresa agora sob a sua total propriedade, este ano Hélder começou com projetos maiores e, por isso, o número de colaboradores teve de aumentar. A mão-de-obra é maioritariamente portuguesa, mas também inclui trabalhadores de outras nacionalidades como brasileira, ucraniana, espanhola e paquistanesa. Hélder expressa o desejo de contratar mais pessoas da região de Seia, pois acredita que o futuro da zona trará oportunidades de emprego.
Serviços, Mercado e Dificuldades
A CPS, Lda é especializada em engenharia e manutenção industrial. Inicialmente, a sua área de atuação era a engenharia eletrónica e eletrotécnica. Mais recentemente expandiu os seus serviços para engenharia mecânica e de estruturas. A empresa também oferece serviços de automação, ajudando as empresas a otimizar processos e máquinas, o que é especialmente útil para combater a escassez de mão-de-obra na região.
Alguns dos clientes são da região, no entanto a empresa opera numa escala global, com a maioria dos seus projetos e colaboradores estar fora de Portugal, nomeadamente na França, Espanha, Finlândia e Bélgica. Desafios Um dos principais desafios que a empresa enfrenta em Seia é a mentalidade dos empresários da pequena indústria local, onde, segundo Hélder Plácido, é mais difícil de convencer a investir a longo prazo em manutenção e melhorias.
“É muito difícil fazer com que eles entendam que estão a investir na própria qualidade, evitando paragens intempestivas de máquinas, que lhes vai causar grandes transtornos. A adaptação a este tipo de mentalidades custou-me um bocadinho, mas creio que é perfeitamente normal”, refere. No entanto, Hélder salienta a importância de otimizar e investir na qualidade para evitar problemas futuros.
Refere também que apesar do crescimento e internacionalização da empresa e da região para o qual tem contribuído não é acompanhado pelas entidades da região que deveriam estar muito mais envolvidas no dia-a-dia das empresas da região, a desertificação do interior só se combate com a criação de emprego de qualidade para isso é essencial que o poder local esteja mais ligado ás empresas porque são estas as que iram proporcionar a criação dos mesmos, atrair uma multinacional de peso é chave para esta cidade e para isso basta olhar para o exemplo das cidades vizinhas (Mangualde, Oliveira do Hospital e Nelas).
A participação nas Jornadas Mundiais da Juventude
Em 2023, a empresa teve a oportunidade de participar num projeto de grande visibilidade, as Jornadas Mundiais da Juventude, onde a empresa foi responsável por toda a infraestrutura elétrica e de telecomunicações. Este projeto, apesar de ter trazido algumas dificuldades e muitas horas de trabalho, deu à empresa a confiança para enfrentar projetos maiores. Hélder Plácido diz mesmo que “em termos de número de pessoas, este foi o maior evento alguma vez realizado em Portugal. E nós, com as nossas limitações, trabalhando cerca de 16 hortas por dia, sábados, domingos e feriados, conseguimos implementar tudo aquilo que nos foi solicitado”. E acrescenta: “Não é por sermos uma estrutura pequena que não conseguimos fazer coisas grandes ou metermo-nos em projetos grandes.”
Hélder Plácido acredita no potencial de crescimento da região de Seia e fala em projetos futuros como a vinda do Grupo Sonae e a barragem de Girabolhos que, na sua opinião, poderiam dinamizar mais a economia local.
Projetos Futuros para Seia
Hélder mencionou vários projetos que, segundo ele, irão nascer em Seia e que irão exigir mais mão-de-obra local. Destaca a nova empresa do Grupo Sonae, a Capwatt com um projeto de produção de Biometano, a instalar em Seia que já está em fase de licenciamento; a empresa de hidrogénio, a HEN; a construção da Barragem de Girabolhos, que Hélder defende veementemente, apesar das questões ambientais, argumentando que a barragem teria um enorme impacto positivo na economia da região, atraindo grandes empresas e profissionais com altos salários, e que, por sua vez, iria dinamizar o comércio, os restaurantes e o setor hoteleiro. Além disso, a barragem justificaria melhorias na infraestrutura rodoviária, como a conclusão do IC6 e um acesso mais direto à A25, e ajudaria a garantir o abastecimento de água. “Tudo isto tem um enorme impacto direto. Este investimento poderá potenciar, posteriormente, a construção de hotéis, a criação de alguns desportos aquáticos aqui em Seia, a criação de novas infraestruturas, restauração, empresas… Tudo isto poderá justificar o início e conclusão da construção do IC6 e um acesso mais direto à A25. Mas o fator mais importante para mim é o de podermos guardar a água.”.
Hélder Plácido acredita e espera que este projeto, que agora entrou no caderno de prioridades para o Governo, venha a ser construído, porque “seria um bom negócio para a região”. Ao defender a construção da Barragem de Girabolhos e a chegada de novos projetos a Seia, Hélder Plácido acredita que estas iniciativas são cruciais para o desenvolvimento económico local. Embora a sua empresa beneficie destes projetos, o empresário vê-os como uma oportunidade de crescimento para toda a região, com um impacto direto nos negócios locais.
Hélder compara esta situação ao projeto da barragem no Vouga, onde o aumento do movimento e do dinheiro levou alguns donos de restaurantes a venderem os seus negócios no final da obra, por saberem que nunca mais teriam um volume de trabalho tão elevado.
Atuação no Mercado Mundial
Atualmente, a CPS está a trabalhar como parceiro da empresa Kayros em Liege, num enorme projeto liderado pelo grupo Cobra, subsidiária do grupo ACS, liderado por Florentino Pérez, num projeto de construção, comissionamento e start-up de ciclo combinado com capacidade para produção de 870MW.
Em França a empresa está com a TCPI France, num projeto de Parque Eólico offshore flutuante piloto de 30 MW – Leucate / Le Barcarès (Occitânia – França).
Para além destas, neste momento estão, também, com a Pasaban SA, empresa de referência no fabrico de máquinas cortadoras de papel e com obras com a subsidiária do grupo Meivcore em Espanha, com o grupo Sonae, Finsa entre outras de menor dimensão.
Fotos: Projeto de 1 ano na multinacional Stora Enso indústria de papel
Ligação Pessoal e Profissional com Seia e a sua visão para a região
Hélder, que é natural de Aveiro, explica que a decisão de fundar a empresa em Seia foi mais do que estratégica. Reconhece que abrir uma empresa em Aveiro, perto da universidade, seria mais fácil para atrair talento. Mas, a sua paixão pela serra e a prática de ciclismo na juventude, juntamente com o facto de ter criado raízes e estabelecido a sua família em Vila Nova de Tazem, o motivaram a fixar-se na região.
Menciona que o seu objetivo não é apenas o lucro, mas sim o crescimento para toda a comunidade. Para isso, acredita que é fundamental dinamizar a economia local, de modo a proporcionar um aumento do número de restaurantes e para que as taxas de ocupação dos hotéis da região fiquem a 100 por cento. Sugere que a Escola Superior de Turismo e outras instituições locais deveriam adaptar os seus cursos para atender às necessidades da indústria agroalimentar da região, como a formação de queijeiros.
A aposta na formação prática é outra sugestão que Hélder refere e, neste campo, diz que a sua empresa recebe estagiários para lhes proporcionar um contacto com a realidade do mundo do trabalho, mostrando-lhes as dinâmicas e o esforço que a manutenção industrial exige, incluindo a necessidade de viajar e estar fora de casa por longos períodos.
Em suma, Hélder Plácido tem uma visão a longo prazo para o desenvolvimento de Seia, baseada na sua experiência e na sua ligação pessoal à região. Acredita que o crescimento da sua empresa está intrinsecamente ligado ao desenvolvimento da economia local.
Apoio ao Comércio Local
Hélder faz questão de comprar bens e serviços no comércio local de Seia. Argumenta que é fundamental apoiar a economia local e que a proximidade dos fornecedores é uma mais-valia em momentos de aperto e que nem sempre o preço é o fator decisivo nas suas escolhas.
Lutar contra a Crise
O empresário admite que o crescimento acelerado tem os seus desafios, mas acredita que a sua área de atuação e a mão-de-obra qualificada, é sempre necessária, mesmo em tempos de crise. Por isso, pretende solidificar a empresa antes que uma crise económica chegue, para garantir a sustentabilidade do negócio a longo prazo. “Acredito que vamos ter uns anos pela frente bastante duros, porque o crescimento vai ser enorme nos próximos meses e anos, algo que cria a suas dificuldades numa jovem estrutura. Mas vamos chegar onde eu quero. E a partir daí tudo tornar muito mais sustentável apesar de não se tornar mais fácil. Por isso, Hélder Plácido mostra-se confiante de que a empresa alcançará a sua solidez financeira.
Fotos de obras em França
Visão de Gestão e Crescimento
Hélder Plácido demonstra uma visão ambiciosa e uma filosofia de gestão focada no crescimento sustentável, na valorização dos colaboradores e no apoio à economia local. A crescer muito rapidamente e a trabalhar com clientes de grande dimensão, a faturação da empresa tem aumentado exponencialmente. Em 2023, a faturação foi de 230 mil euros, no ano passado cerca de 400 mil, e a previsão é de ultrapassar 1 milhão de euros este ano, superando a meta de 700 mil inicialmente estipulada. Este crescimento abrupto, de 150% a 200%, demonstra a capacidade e a confiança que a empresa transmite aos seus clientes.
Mas há que salientar que todo este sucesso está, também, ligado à estratégia de recrutamento e motivação. Hélder aposta na contratação de talentos jovens, nomeadamente da região de Seia, e em modelos de remuneração que vão além do salário mínimo. A sua ideia é que os colaboradores se sintam parte ativa e importante do negócio, dando-lhes mais autonomia e um sentimento de propriedade, para que se sintam mais motivados. A ideia passa, também, por contratar jovens licenciados nesta área das engenharias, mas tudo a seu tempo, porque, como diz, “as pessoas não se formam todos os dias e a nossa forma de contratar é dando-lhes melhores condições, pagando mais que a concorrência. E, claro, a motivação maior que alguém nesta vida pode ter, sem ser o dinheiro, é sentir que está a trabalhar em algo que se vai refletir na vida pessoal de cada um. Por isso, aquilo que eu pretendo é que eles tenham muita independência nos projetos, mercados ou clientes que abrem que angariem. Quanto melhor conseguirem gerir o seu projeto, melhor será o retorno financeiro não só para a empresa, mas para o próprio e para os colaboradores que estão na obra”, explica.
Fotos: Obra em Liege
Futuro próximo da CPS
Hélder planeia adquirir ou construir um pavilhão próprio na zona industrial já no próximo ano, que incluirá departamentos de engenharia eletrotécnica, mecânica e estruturas. O objetivo é ganhar capacidade técnica de execução obras na sua totalidade, subcontratando os serviços a outras empresas locais e reforçando a capacidade do setor metalomecânico da região.
Concluindo
A Correia Plácido e Sousa é hoje um exemplo de como visão empreendedora, experiência internacional e ligação ao território podem impulsionar um negócio sustentável. Hélder Plácido resume a sua filosofia empresarial com as seguintes palavras:
“Quero crescer, mas quero crescer com as pessoas certas e da forma certa. Não é só faturar: é criar valor, dar estabilidade e contribuir para uma região que tem tudo para se desenvolver.”
Com um modelo de gestão assente na valorização dos colaboradores, inovação e aposta local, a CPS prepara-se para se tornar uma referência europeia no setor da manutenção industrial, sem esquecer as raízes que a fizeram nascer em Seia.
Fica aqui a explicação do comandante Paulo Santos, comentador da CNN, sobre a razão pela qual o incêndio que lavra no concelho de Seia, há mais de uma semana, não estar dominado e extinto. (Reportagem CNN)
Alguns elementos de uma comunidade SIKHS de Albufeira deslocaram-se, na tarde de sexta-feira, a Loriga, onde entregaram bens alimentares, águas e sumos no quartel dos Bombeiros Voluntários desta vila, um ato de generosidade que reflete os valores fundamentais do sikhismo.
Estes bens irão ser distribuídos por todos os operacionais que ainda se encontram no terreno a combater o incêndio que deflagra no concelho de Seia.
A entrega de bens alimentares é um exemplo prático de como a comunidade Sikhs em Portugal, e em particular a de Albufeira, demonstra a sua prontidão para apoiar as pessoas em momentos de necessidade. Estas pessoas ajudam o próximo, participando, por exemplo, em ações de caridade e enviando auxílio para áreas afetadas por incêndios.
Estas ações estão em sintonia com o princípio do Sewa, que valoriza o serviço à humanidade e o altruísta, partilhando os frutos do seu trabalho.
O Sewa, ou serviço altruísta, é um dos princípios mais importantes desta fé, que incentiva os fiéis a ajudarem o próximo sem esperar nada em troca.
A comunidade sikhs em Portugal é uma minoria religiosa que tem crescido significativamente desde os anos 90, com uma população estimada em cerca de 35.000 pessoas.
A maioria dos sikhs portugueses é de origem indiana, especificamente do estado do Punjab, e está concentrada em áreas como Lisboa, Porto e Algarve (incluindo Albufeira), onde há mais oportunidades de trabalho.
Os templos sikhs, conhecidos como gurdwaras, são centros importantes de culto e apoio comunitário. Além de servirem como locais de oração, oferecem o Langar, uma cozinha comunitária que fornece refeições gratuitas a qualquer pessoa, independentemente de sua fé ou origem.
Apesar de estarem, na sua maioria, integrados na sociedade portuguesa, os sikhs enfrentam desafios como o racismo e a discriminação, especialmente devido ao uso do turbante, uma parte essencial da sua fé. Mesmo assim, a comunidade permanece ativa e visível, contribuindo para o tecido social e económico do país e participando de eventos culturais e religiosos
Sobre a comunidade
A comunidade sikh é um grupo étnico-religioso que segue o Siquismo, uma religião originária do Punjab, no subcontinente indiano, que ensina a igualdade de todos os seres humanos e a devoção a um único Deus. Os homens geralmente têm o sobrenome Singh (“leão”) e as mulheres Kaur (“princesa”).
Princípios e Valores
Um Deus: O Siquismo acredita num Deus único e universal.
Trabalho Honesto: A doutrina enfatiza a importância de ganhar a vida honestamente e com trabalho árduo.
Igualdade: O Siquismo ensina a igualdade entre todos os seres humanos, independentemente da raça, credo ou género.
Serviço
Partilhar os frutos do trabalho e servir a humanidade é um pilar fundamental da fé.
Características Visíveis dos Sikhs (Cinco K)
Os siques carregam cinco artigos de fé, conhecidos como os Cinco K:
Kesh: Cabelo não cortado, mantido sob um turbante. Kirpan: Uma espada cerimonial.
Kara: Um bracelete de metal, símbolo da atenção ao que se faz com as mãos.
Kanga: Um pequeno pente de madeira, usado para pentear o cabelo e simbolizar a limpeza.
Kaccha: Calções ou calças curtas, que representam a castidade e o autocontrolo.
Comunidade Sikh em Portugal
Em Portugal, a comunidade sikhs é uma minoria religiosa crescente. Muitos siques migraram para o país à procura de trabalho, principalmente nos setores agrícola e da construção, ou para abrir seus próprios negócios, contribuindo para uma comunidade dinâmica e em expansão.
No âmbito dos apoios à população afetada pelo incêndio que deflagrou no concelho no passado dia 13 de agosto, o Município de Seia iniciou, na manhã de hoje, a distribuição de alimentação para abelhas, ovinos e caprinos, de forma a dar resposta às necessidades mais prementes identificadas nesta primeira fase.
Resultante do primeiro levantamento efetuado pelas equipas multidisciplinares no terreno, a autarquia vai distribuir duas toneladas de alimento artificial diretamente aos apicultores afetados pelo incêndio, abrangendo as freguesias de Vide e Cabeça, Teixeira, Loriga e Alvoco da Serra.
Para colmatar a escassez de alimento provocada pela devastação do fogo, os serviços municipais vão ainda entregar, nesta fase inicial, 200 fardos de palha destinados a animais ruminantes e asininos, igualmente nas freguesias afetadas. A entrega está a ser efetuada diretamente aos proprietários dos animais, de acordo com o levantamento realizado. A distribuição teve início esta manhã, em Vide.
Tendo em conta que o levantamento das necessidades continua em andamento, a população pode reportar situações urgentes relacionadas com alimentação animal ou outras necessidades através da linha de apoio criada para o incêndio – 238 310 242 e 917 314 993 – ou pelo e-mail incendios@cm-seia.pt.
Paralelamente, as equipas multidisciplinares mantêm-se no terreno a realizar a triagem dos prejuízos e das situações mais emergentes, com especial atenção a casos de emergência social que envolvem pessoas sem proteção. Esta linha de apoio será acompanhada por diversos serviços municipais, preparados para dar resposta rápida e adequada às solicitações recebidas.