Gabriel Martins, um jovem de 17 anos, é natural de São Romão e nutre uma paixão enorme pelo mundo da astronomia. É estudante do 11º ano, na Escola Secundária de Seia, e o sonho do Gabriel é ser um astrónomo profissional. Um miúdo incrível, sensível e com uma inteligência acima da média.
Recentemente participou na Internacional Astronomy and Astrophysics Competition (IAAC) 2025, tendo os resultados finais deste concurso sido divulgados durante o dia de ontem. Gabriel Martins não poderia estar mais contente. Ganhou o 2.º Prémio Nacional em Portugal, o que significa que teve a maior pontuação na Ronda Final de todo o país e foi premiado com a Honra de Bronze, colocando-o no top 15% de todos os participantes a nível global, entre mais de 12.300 competidores.
O mais impressionante de tudo é que, durante a competição, Gabriel encontrava-se no 10°, com 16 anos, e competiu, lado a lado, com alunos universitários das melhores universidades do país. Passou horas a aprender e fazer cálculos sozinho sem ajuda de ninguém e com o seu esforço, com o seu foco, com a sua dedicação e com a sua inteligência, brilhou.
Um orgulho para os pais do Gabriel, José António e a Débora Tavares, que têm sido incansáveis em todo este percurso. “Um miúdo verdadeiramente fenomenal. O meu coração de mãe transborda de orgulho ao ver mais uma grande vitória alcançada pelo meu filho, Gabriel. Uma conquista que me enche o coração!, expressa emocionada Débora Tavares.
No passado dia 11 de setembro, Gabriel Martins recebeu mais um prémio, o Certificado de Mérito Escolar, pelo Agrupamento de Escolas de Seia, que vem comprovar, ainda mais, o seu excelente desempenho escolar.
Há que referir que jovens talentosos como Gabriel são um orgulho e uma mais-valia para toda a comunidade de Seia.
No passado sábado, dia 20 de setembro, realizou-se a 42.ª Meia Maratona de Viseu, prova onde o Maratona Clube Vila Chã esteve presente e foi representado com dois atletas: António Rodrigues e Virgílio Figueiredo.
O atleta António Rodrigues classificou-se em 8.º lugar do escalão de M40 e, no escalão de M50, o atleta Virgílio Figueiredo terminou a meia maratona na 10.ª posição.
No dia seguinte, realizou-se o II Trilhos das Terras do Vasco, em Casal Vasco, Fornos de Algodres. O Maratona foi representado por dois atletas do escalão de M60. Jacinto Correia venceu a prova seguido do seu companheiro de equipa, Joaquim Gaio.
Com estas duas participações, o Maratona termina a época desportiva de 2024/2025.
Fundada a 22 de setembro de 1846, em Santa Marinha, no concelho de Seia, a Sociedade Musical Estrela da Beira (SMEB) é uma das filarmónicas mais antigas de Portugal e um pilar cultural e de tradição na região que merece ser reconhecida e aplaudida.
A sua longevidade demonstra o enorme valor e a paixão pela música que tem sido transmitida de geração em geração. É um feito notável que merece ser celebrado por todos os que apreciam a dedicação e o talento que a banda partilha com a comunidade.
A instituição foi reconhecida com o estatuto de utilidade pública pelo governo, que destacou as suas “relevantes atividades de interesse geral no âmbito da promoção da atividade musical e cultural”.
Além das suas atuações regulares, a Sociedade Musical Estrela da Beira tem uma escola de música dedicada à formação de novos talentos, tanto jovens como adultos. A banda participa em diversos eventos, como festividades, concertos, procissões e encontros de bandas filarmónicas, e também colabora com entidades públicas e privadas.
O trabalho da banda é valorizado pelo projeto “Filarmonias”, promovido pelo Município de Seia, que procura divulgar as atividades das cinco coletividades musicais do concelho.
Para comemorar este dia festivo, a Banda vai promover, no próximo domingo, dia 28 de setembro, uma romagem aos cemitérios (9h30m), seguindo-se, pelas 11 horas, a Eucaristia em honra de todos os que já fizeram parte da SMEB e, pelas 11h30m, decorrerá um concerto no Largo de São João.
O JSM endereça as maiores felicidades à Sociedade Musical Estrela da Beira pelo seu aniversário e pelo trabalho que tem vindo a realizar ao longo de todos estes anos! Que a música continue a soar e a inspirar por muitos mais anos!
A Comissão Diretiva do Programa Regional do Centro (CENTRO 2030), em articulação com as Comunidades Intermunicipais da região, aprovou a abertura de um conjunto de concursos, que totalizam 4,7 milhões de euros de fundos europeus, para apoiar investimentos de pequena dimensão por empresas dos setores do comércio e serviços.
Estes apoios têm como objetivo contribuir para o emprego e para a modernização e resiliência das economias locais, bem como para as estratégias locais de dinamização da atividade comercial.Trata-se de apoiar pequenos projetos de investimento (até 50 mil euros) para a construção, reconstrução ou ampliação de estabelecimentos e a modernização de máquinas e equipamentos, incluindo informáticos.
As atividades económicas que podem ser apoiadas referem-se fundamentalmente a estabelecimentos de comércio e serviços de proximidade que contribuem para melhorar a qualidade de vida das pessoas e podem ter um impacto relevante em termos de ambiente urbano, nomeadamente nas áreas centrais e zonas históricas dos centros urbanos da região.
Segundo Isabel Damasceno, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro), “estes concursos procuram responder aos apelos efetuados por muitos representantes empresariais da região, no sentido de encontrar uma resposta para as empresas dos setores de comércio e serviços, habitualmente arredadas deste tipo de apoios. A CCDR Centro olha também para estes apoios como um instrumento complementar das intervenções públicas de qualificação dos espaços urbanos das nossas cidades e vilas”.
Este financiamento, enquadrado nos Contratos para o Desenvolvimento e Coesão Territorial assinados com as Comunidades Intermunicipais, integra-se nas medidas de apoio ao tecido empresarial, por via do Sistema de Incentivos de Base Territorial.
O Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) e a Associação Aldeia / CERVAS promovem no dia 4 de outubro uma saída para Observação de Aves, integrada nas comemorações do Fim-de-semana Europeu de Observação de Aves 2025 (EuroBirdwatch25).
Destinada ao público em geral, esta iniciativa reforça a serra da Estrela como um destino privilegiado para a prática de birdwatching e pretende contribuir para o conhecimento e divulgação da avifauna da região, tendo como principal objetivo a observação das espécies no seu habitat natural.
A saída de campo decorre entre as 8h30 e as 17h00, com ponto de encontro no CISE, e inclui visitas a vários locais no Parque Natural da Serra da Estrela.
A participação é gratuita, limitada a um mínimo de quatro e um máximo de 20 pessoas, podendo sofrer alterações em função das condições meteorológicas.
As inscrições devem ser efetuadas em visitseia.pt e mais informações podem ser obtidas junto do CISE, através do e-mail cise@cise.pt ou do telefone 238 320 300.
“Sede de Viver” é um livro de Patrícia Coelho, uma obra que explora temas existenciais de forma metafórica e que traduz o profundo anseio humano de encontrar sentido na vida e de torná-la melhor. Segundo a autora, “Sede de Viver” “está profundamente enraizado na natureza humana e transcende as necessidades físicas e materiais, envolvendo questões existenciais, espirituais e emocionais.” Este é o segundo livro de Patrícia Coelho e explora a necessidade humana de encontrar um sentido mais profundo na vida, indo além do material.
Patrícia Coelho não se considera uma “escritora” e afirma que se vê como alguém que tem o prazer de passar uma mensagem a outras pessoas. Acredita na importância de ter uma mentalidade mais aberta sobre os assuntos da sociedade. O livro convida o leitor a uma jornada de autoconhecimento e de procura por um propósito maior. “Este livro leva as pessoas a encontrarem respostas e o significado da sua caminhada ao longo dos anos”, explica.
A capa do livro apresenta a imagem da Fénix, a ave mitológica que renasce das cinzas. Esse símbolo é crucial para a obra, pois representa o renascimento, a imortalidade e a capacidade de suportar grandes dificuldades para, no final, ressurgir com mais força. A Fénix simboliza a ideia de que a “sede de viver” vai muito além das necessidades físicas e materiais, envolvendo questões emocionais e espirituais.
De referir que a autora, Patrícia Marisa Santos Coelho, também publicou outro livro, “Senti Saudades. Sem Ti, Saudades”, onde aborda temas relacionados com a sociedade atual, alguns dos quais e segundo a autora “estão a desvalorizar-se, tal como a importância de um simples abraço. ”Ambas as obras parecem estar alinhadas com temas de desenvolvimento pessoal e crescimento espiritual, focando a jornada interna e a melhoria da alma.”
Sobre a autora
Patrícia Marisa Santos Coelho nasceu em Oliveira do Hospital, a 26 de setembro de 1979. Passou a infância e a juventude em Chaveiral, uma pequena aldeia “pequena e acolhedora” no concelho de Seia. É filha de Maria Olívia Santos Marques e António Duarte Coelho e é mãe de uma adolescente. Atualmente reside em Vila Nova de Tazem, no concelho de Gouveia. Aos 19 anos voltou para a cidade onde nasceu e ali trabalhou até aos seus 26 anos, até que emigrou para a Suíça. Tanto em Portugal como na Suíça, Patrícia Coelho trabalhou sempre na área comercial e no atendimento ao público. Extremamente “simpática e dotada de uma grande inteligência emocional”, a autora sentia-se, muitas das vezes, “como psicóloga”, uma vez que sempre gostou de ouvir e ajudar os outros. “Os meus clientes, tanto os de Portugal como os da Suíça, gostavam de desabafar comigo e eu tinha sempre um abraço ou uma palavra positiva para lhes dar”, refere. A paixão pela escrita começou aos 18 anos e foi uma amiga do Chaveiral que a impulsionou a escrever o seu primeiro livro, intitulado “Senti Saudades. Sem Ti, Saudades”, que foi lançado há cerca de um ano. Com os livros que escreve, Patrícia Coelho acredita que é importante termos uma mentalidade mais aberta, para podermos abordar vários assuntos da sociedade. Locais de venda do livro A partir do próximo dia 26 de setembro, tanto o primeiro livro “Senti Saudades. Sem Ti, Saudades”, como o seu mais recente “Sede de Viver” irão estar à venda e poderão ser adquiridos através das redes sociais de Patrícia Coelho e em diversas papelarias: “Paz de Espírito” em Seia; Estúdios Cryna em Seia; Papelaria “Adrião Lda.” em Mangualde; Papelaria “Gouveense” e Papelaria “Pérola”, também em Gouveia. Muito em breve, nas papelarias em Nelas. Para além destas papelarias, o livro está ainda disponível em www.wook.pt; www.bertrand.pt e libros.cc. Neste momento, após a venda do seu primeiro livro e na sequência do segundo “Sede de Viver”, Patrícia Coelho sente-se realizada. “Sei que, de alguma forma, tenho ajudado outras pessoas com a minha escrita”.
O Comando Territorial da Guarda, através do Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) de Gouveia, deteve, esta sexta-feira, dia 19 de setembro, um homem de 53 anos por incêndio florestal, no concelho de Gouveia.
Na sequência de um alerta de incêndio florestal, na localidade de São Paio, os elementos do SEPNA encetaram diversas diligências policiais para identificar as causas do mesmo. No seguimento da ação, foi possível apurar-se a identidade do seu autor, que terá atuado de forma negligente, ao deitar cinzas, resultantes de uma limpeza de uma caldeira, sobre um amontoado de sobrantes, originando um foco de incêndio que se descontrolou, culminando na sua detenção.
O detido foi constituído arguido, e os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Gouveia.
A proteção de pessoas e bens, no âmbito dos incêndios rurais, continua a assumir-se como uma das prioridades da GNR, sustentada numa atuação preventiva e num esforço de patrulhamento nas áreas florestais.
A GNR relembra que:
As queimas e queimadas são das principais causas de incêndios em Portugal;
A realização de queimadas, de queima de amontoados e de fogueiras é interdita sempre que se verifique um nível de perigo de incêndio rural «muito elevado» ou «máximo», estando dependente de autorização ou de comunicação prévia noutros períodos;
Para evitar acidentes siga as regras de segurança, esteja sempre acompanhado e leve consigo o telemóvel.
A Guarda Nacional Republicana, através do Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), tem como preocupação diária a proteção ambiental e dos animais. Para o efeito, poderá ser utilizada a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520) funcionando em permanência para a denúncia de infrações ou esclarecimento de dúvidas.
No final de 2024, o concelho de Seia contava com 21.410 habitantes, menos 299 do que em 2021, o que corresponde a uma diminuição de 1,4%, ao contrário do verificado a nível nacional, onde a população aumentou 3,2%. Esta redução resulta de um saldo natural negativo, com menos nascimentos do que óbitos (-807), parcialmente compensado por um saldo migratório positivo (+508).
O município de Seia tem uma densidade populacional igual a 49 habitantes por km2, abaixo do valor nacional (117 habitantes por km2).
Comparando com os municípios mais próximos, Seia foi o único a registar quebra populacional entre 2021 e 2024. Enquanto Nelas, Oliveira do Hospital e Mangualde aumentaram ligeiramente os seus residentes, Seia perdeu 1,4% da população.
Em termos etários, 9,5% são crianças e jovens com menos de 15 anos (2.033, menos 94 que em 2021), 55% têm entre 15 e 64 anos (11.781, menos 26 que em 2021) e 35,5% têm 65 ou mais anos (7.596, mais 55 que em 2021).
No que respeita ao Índice de Envelhecimento — rácio entre a população idosa (65 ou mais anos) e a população jovem (menos de 15 anos) —, o valor subiu de 3,55 em 2021 para 3,74 em 2024. Isto significa que a população idosa está a crescer relativamente à população jovem. Ou seja, por cada pessoa com menos de 15 anos, há agora cerca de 3,74 pessoas com 65 ou mais anos, enquanto em 2021 esse rácio era de 3,55. O valor da média nacional é de 2,6.
Relativamente ao Índice de Sustentabilidade Potencial — rácio entre a população em idade ativa (15-64 anos) e a população idosa —, o concelho desceu de 1,6 em 2021 para 1,55 em 2024. Isto significa que, por cada idoso, existem atualmente apenas 1,55 pessoas em idade ativa, revelando uma crescente pressão sobre a população economicamente ativa para sustentar a população mais envelhecida. A nível nacional, este indicador baixou de 2,68 em 2021 para 2,59 em 2024.
No próximo dia 1 de outubro, o Município de Seia assinala o Dia Internacional das Pessoas Idosas com duas iniciativas que conjugam reflexão, partilha de experiências e celebração cultural: o Cem Idade – Encontro de Boas Práticas e Reflexão e a apresentação da peça “Damião, o Velhinho Rabugento”, pela Companhia de Teatro Lanterna Mágica.
O Encontro “Cem Idade” decorre no Auditório da Casa Municipal da Cultura, entre as 09h00 e as 13h00, e pretende ser um espaço de diálogo interinstitucional e comunitário, promovendo a reflexão crítica sobre a longevidade e o envelhecimento no concelho. O programa inclui a apresentação do Projeto Maior Idade, do Município de Ílhavo – reconhecido como boa prática no âmbito da promoção do envelhecimento ativo – e a realização de grupos de reflexão sobre os eixos estratégicos que irão integrar o Plano Estratégico Municipal para a Longevidade e Envelhecimento Ativo e Saudável de Seia, atualmente em elaboração.
A participação é gratuita e está aberta a todas as entidades com responsabilidade ou intervenção na área da longevidade e envelhecimento, bem como a adultos mais velhos e à comunidade em geral, mediante inscrição até 26 de setembro, limitada à lotação do espaço.
À tarde, pelas 14h30, e também mediante inscrição, o Cineteatro da Casa Municipal da Cultura recebe o espetáculo “Damião, o Velhinho Rabugento”, uma comédia musical que promete arrancar gargalhadas e emoções ao público sénior.
A peça conta a história de Damião, um artista reformado que, contra a sua vontade, vai viver para um lar de idosos. Rabugento, teimoso e sempre pronto a resmungar, Damião não poupa ninguém às suas críticas – dos cuidadores aos restantes residentes. Mas por detrás da rabugice esconde-se um verdadeiro showman, que canta, faz magia e relembra os seus tempos de glória nos palcos. Entre queixas e confusões, acaba por transformar o ambiente do lar, trazendo alegria, música e boa disposição.
De 10 a 18 de outubro, Seia volta a ser o centro do Cinema Ambiental mundial. A Seleção Oficial dos filmes em competição na 31ª edição do CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela é agora revelada. Estão a concurso 81 longas, médias e curtas-metragens internacionais e em língua portuguesa, filmadas em 31 países, e com ângulos de abordagem diversificados, tendo no Ambiente a sua temática transversal.
O CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, um dos festivais de referência de cinema ambiental da Europa, celebra este ano a sua 31ª edição.De 10 a 18 de outubro, Seia, bem no sopé da mais alta montanha de Portugal continental, a Serra da Estrela, volta a ser o centro da reflexão, debate e partilha de conhecimento sobre as questões climáticas e ambientais.
Este ano, o festival apresentauma seleção oficial de 81 longas, médias e curtas-metragens internacionais e em língua portuguesa de 31 países, propondo um mosaico cinematográfico rico e diversificado sobre os desafios ambientais contemporâneos.
Na Seleção Internacional de Longas-metragens é de realçar um conjunto de dez obras em estreia absoluta em Portugal onde o fator humano é sempre determinante na investigação, observação ou vivência de uma dimensão da crise climática.
Comecemos com dois filmes-denúncia: WHITE HOUSE EFFECT, de Bonni Cohen, Pedro Kos, Jon Shenk, EUA, que explora a história dramática da origem da crise climática e como uma batalha política no governo de George H.W. Bush mudou o curso da história. Na mesma linha de ação, BLACK SNOW, de Alina Simone, EUA, o filme está centrado numa eco-ativista siberiana, apelidada de “Erin Brockovich da Rússia“, que luta pela sua comunidade.
A comédia subtil CLIMATE IN THERAPY, de Nathan Grossman, Olof Berglind, Malin Olofsson, Suécia, coloca sete cientistas do clima em terapia para lidar com as suas próprias emoções. Já o drama documental, A NEW KIND OF WILDERNESS, de Silje Evensmo Jacobsen, Noruega, acompanha uma família que procura uma existência livre e selvagem. O conto sombrio PET FARM, de Finn Walther, Martin A. Walther, Noruega, aprofunda os laços afetivos com os animais. Essa relação também é observada em MILCH INS FEUER (Smell of Burnt Milk), de Justine Bauer, Alemanha, uma meditação rural sobre o significado de ser um agricultor moderno, a feminilidade e a maternidade.
Os lugares mais marcantes desta programação surgem em THE TOWN THAT DROVE AWAY, de Grzegorz Piekarski, Natalia Pietsch, Polónia, filmado no Curdistão com os últimos residentes de uma cidade secular ameaçada quando o governo turco inunda as suas terras. KATWE, Nima Shirali, Uganda/Suécia, filmado num lago de sal africano onde a extração deixou de sustentar uma comunidade, e XUE SHUI XIAO RONG DE JI JIE (After the Snowmelt), de Yi-Shan Lo, Taiwan/Japão, retrata uma trágica expedição nos Himalaias.
A Seleção Oficial Internacional fica completa com a longa-metragem animada ÂNGELO NA FLORESTA MÁGICA, de Alexis Ducord, Vincent Paronnaud, França/Luxemburgo, sobre um rapaz de dez anos que sonha tornar-se explorador e zoólogo.
Já na Seleção de Longas-metragens em Língua Portuguesa destaca-se a estreia nacional do documentário brasileiro TESOURO NATTERER, de Renato Barbieri. Grande vencedor da edição 2024 do É Tudo Verdade, principal festival documental da América Latina, o filme narra a aventura desconhecida de um indigenista austríaco pela Amazónia no século XIX. O mesmo tema do olhar estrangeiro e exótico sobre a grande floresta brasileira retorna sob uma outra perspetiva no ensaístico e provocador NÃO HAVERÁ MAIS HISTÓRIA SEM NÓS, de Priscilla Brasil. A Amazónia também aparece na ficção ENQUANTO O CÉU NÃO ME ESPERA, de Christiane Garcia. Protagonizado pela estrela brasileira Irandhir Santos, o filme narra o drama vivido pelas populações ribeirinhas com a perturbação do ciclo das chuvas causada pelas mudanças climáticas.
Da Amazónia, a competição em língua portuguesa segue para Luanda, onde o documentário LINHA DE ÁGUA, de Rui Simões, retrata o trabalho único do artista angolano Victor Gama, que une natureza e experimentação sonora. Já em Portugal, a realizadora Marta Pessoa faz um passeio estético e poético pelos jardins de Lisboa em ISTO NÃO É UM JARDIM. E a cineasta indiana Kopal Joshy vai até à Serra da Estrela, onde estabelece uma amizade inesperada e comovente com um antigo morador local no documentário SOMOS DOIS ABISMOS.
Nesta seleção oficial do CineEco 2025, contamos ainda com a Competição de Curtas e Médias Metragens tanto internacionais como de língua portuguesa. Nas internacionais, destacamos a curta documental A QUI LE MONDE(Blooming),de Marina Russo Villani e Victor Missud, França, que teve a sua estreia nos Rencontres Internacionales de Paris e Berlim e ganhou o Green Festival Award deste ano. Já a produção luso-croata THAT´S HOW I LOVE YOU,de Mário Macedo, venceu o Grande Prémio do Curtas Vila do Conde do ano passado e PET FARM, do norueguês Martin A. Walther, foi menção honrosa já este ano em Salónica, no Thessaloniki Film Festival. Já o multipremiado filme de terror de Gonçalo Almeida, ATOM & VOID, arrecadou o Méliès d’Argent deste ano no HÕFF – Haapsalu Horror and Fantasy Film Festival, na Estónia, e Menção Honrosa no Fantastic Fest, EUA, do ano passado. Quanto às curtas em língua portuguesa, destaque para as co-produções luso-brasileiras: ENXOFRE, Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes, TEMPO DE SORRIR (Time to Smile), de Jonas Almeida Braga Amarante, e CANTOS DA METAMORFOSE OU AQUELA VEZ EM QUE EU ENCARNEI COMO BOTO, de Ainá Xisto.
Não menos importante é a Secção Competitiva Panorama Regional, dedicada a filmes com narrativas centradas no território e na Serra da Estrela e que, este ano, conta com as participações de O ÚLTIMO PASTOR DE SABUGUEIRO, de Laurène da Palma Cavaco, O INCÊNDIO, de Joana Cabete, SOMOS DOIS ABISMOS (We are two Abysses), de Kopal Joshy, TALHADOS NA PEDRA, de Tiago Cerveira, MONTAÑA ABAIXO(Down the Mountain), de Carlos Martínez-Peñalver Mas, e de PORTA-TE BEM, de Joana Alves.
De ressalvar que, este ano, o CineEco inclui pela primeira vez uma nova categoria na competição para Curtas-metragens de Ficção, Não Ficção e Animação, na qual concorrem 13 filmes de 12 países.
Sobre o CineEco
O CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela é o único festival de cinema em Portugal dedicado em exclusivo à temática ambiental. É um dos festivais de cinema sobre ambiente mais antigos do mundo que se realiza em Seia, anualmente, em outubro e de forma ininterrupta, desde 1995, por iniciativa do Município de Seia. O CineEco oferece ao público em geral um cinema de qualidade e cinematografias pouco conhecidas e alternativas em relação ao mercado tradicional.
O formato do certame assenta num conjunto de atividades desenvolvidas ao longo de oito dias, com entrada gratuita.Além da secção competitiva e itinerâncias, o CineEco inclui também diversas atividades paralelas, como conferências, concertos, workshops, exposições, mercado de filmes, contribuindo para uma cidadania ativa no domínio do desenvolvimento sustentável, valorização do território, educação e enriquecimento do conhecimento ambiental e cinematográfico. Fora das datas do festival, o CineEco realiza ao longo de todo o ano uma vasta rede de extensões por todo o país, dando oportunidade ao público a visualização de filmes desta temática, que é um dos fatores diferenciadores do festival.
O CineEco é organizado pelo Município de Seia e conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República e do Departamento de Ambiente das Nações Unidas. Conta ainda com o apoio financeiro da DGArtes. A programação do Festival é da responsabilidade de Cláudia Marques Santos, Daniel Oliveira e Tiago Alves.