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Seia celebra São João com o desfile de 10 Marchas Populares no dia 21 de junho

Seia volta a celebrar o São João com um dos momentos mais emblemáticos do seu calendário cultural: o desfile das Marchas Populares. Em 2025, o evento realiza-se pela primeira vez no dia 21 de junho, antecipando-se à tradicional noite de São João, mas mantendo intacto o espírito festivo e a participação vibrante da comunidade.

O desfile envolve dez marchas populares, reunindo cerca de meio milhar de participantes de todas as idades, desde os mais pequenos do Jardim de Infância da Santa Casa da Misericórdia e do Centro Escolar de Seia — que inauguram o cortejo após a habitual receção na Praça dos Paços do Concelho — até aos grupos adultos, cuja dedicação ao longo de meses se traduz em cor, música e coreografias que enchem as ruas da cidade.

A edição deste ano conta com a estreia das marchas de Figueiredo e de Paranhos da Beira, que se juntam às já habituais marchas de Vila Verde, São Romão, Agrupamento de Escolas de Seia, Vodra, Travancinha e Loriga, num verdadeiro desfile de tradição, criatividade e identidade local.

Após a receção oficial, as marchas seguem em desfile pelas ruas da cidade até ao Anfiteatro Municipal, onde, a partir das 20h30, cada grupo fará a sua atuação principal. A anteceder este momento, às 20h00, o público poderá assistir ao espetáculo especial “É Esta Noite na Cidade de Seia – das Vozes em Meia Ponta”, que promete abrir a noite com energia e emoção.

O evento é também uma celebração dos sabores típicos da época. A partir das 17h00, o Parque Municipal transforma-se num espaço de convívio com as tradicionais barraquinhas, onde não faltarão as sardinhas, febras e os tradicionais manjericos. A animação prolonga-se pela noite fora, com música ao vivo a cargo da banda Alta Frequência.

As Marchas Populares de Seia são promovidas pelo Município de Seia, em estreita colaboração com as comissões organizadoras das marchas e com o apoio das juntas de freguesia, num esforço coletivo que valoriza a cultura popular, o trabalho comunitário e a alegria das tradições de São João.

Município de Oliveira do Hospital renova acordo de colaboração com a AIMA – Agência para a Integração, Migrações e Asilo

A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital renovou, no início do mês de junho, o protocolo de colaboração com a AIMA – Agência para a Integração, Migrações e Asilo, com o objetivo de facilitar e simplificar os procedimentos de receção e encaminhamento de pedidos de renovação de autorização de residência e respetivos títulos.

A funcionar desde setembro do ano passado, o posto de atendimento da AIMA em Oliveira do Hospital regista uma elevada afluência, com uma média diária de 25 atendimentos.

Desde a abertura no final de setembro, já foram realizados mais de três mil atendimentos relacionados com autorizações de permanência em Portugal por parte de cidadãos estrangeiros.

Situado no Espaço Cidadão, no edifício da Câmara Municipal, o balcão da AIMA de Oliveira do Hospital presta apoio presencial e colabora em procedimentos administrativos da responsabilidade da agência, promovendo o alargamento da rede de atendimento a cidadãos migrantes e assegurando um apoio mais próximo e eficaz.

A maioria dos pedidos é apresentada por cidadãos do sexo masculino, maiores de idade, de nacionalidade brasileira, indiana e angolana, que se deslocam a Oliveira do Hospital a partir de vários pontos do país para tratar dos seus processos de legalização e outras questões administrativas.

Foram também realizados atendimentos relativos a menores de idade, com idades entre os três e os 17 anos, maioritariamente de nacionalidade angolana ou nascidos em São Tomé e Príncipe.

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, salienta que este acordo do Governo com as autarquias no atendimento aos cidadãos estrangeiros “é um valioso contributo para espaço nacional, com rigor, critério e humanismo para com os cidadãos que procuram Portugal para trabalhar e viver em paz”. 

Acrescenta ainda que este serviço prestado em Oliveira do Hospital “constitui-se como um valioso contributo”, uma vez que “também têm sido feitos atendimentos a utentes com processos em fase de audiência prévia, prestando apoio na submissão de documentos em falta e noutras questões processuais”.

A renovação do presente protocolo com a AIMA representa “um reforço da confiança e um voto de reconhecimento do Governo para com o Município de Oliveira do Hospital, pela sua capacidade em ajudar a resolver situações da imigração no país”.

Neste contexto, José Francisco Rolo exemplifica com o caso de um cidadão que se deslocou propositadamente da Ilha da Madeira a Oliveira do Hospital “porque só aqui conseguiu agendamento, tendo o seu processo sido devidamente encaminhado para resolução”.

O presidente da Câmara Municipal reitera “a inteira disponibilidade” da Câmara Municipal para continuar a contribuir para a melhoria dos serviços prestados aos cidadãos migrantes, numa lógica de proximidade e de otimização de recursos.

Oliveira do Hospital tem “um longo histórico” de apoio e acompanhamento a cidadãos estrangeiros, através do projeto Oliveira do Hospital: a Friendly Municipality, que há mais de uma década mantém um Hospitality Desk de informação e encaminhamento de migrantes, reforçado pelo protocolo estabelecido em 2019 com a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, e que a Câmara Municipal insiste que seja reconhecido e integrado enquanto resposta testada e válida, no âmbito da Incubadora Demográfica – Incubadora Demográfica prevista para o Pinhal Interior.  

O concelho acolhe atualmente cidadãos de 25 nacionalidades, maioritariamente famílias com crianças em idade escolar, que frequentam o ensino público – desde o pré-escolar ao ensino secundário nas escolas de Oliveira do Hospital – , bem como o ensino profissional na EPTOLIVA e o ensino superior na ESTGOH – Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital.

O atendimento ao abrigo deste protocolo é assegurado no balcão “Espaço Cidadão”, no edifício da Câmara Municipal, nos dias úteis, entre as 09h00 e as 17h00, prevendo-se, em breve, a sua extensão aos balcões “Espaço Cidadão” das freguesias e uniões de freguesia do concelho.

Câmara Municipal de Oliveira do Hospital aprova Plano Municipal de Emergência

A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital aprovou o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, documento que visa fazer face à generalidade das situações de acidente grave ou de catástrofe que se admitem no âmbito territorial e administrativo do concelho. 

O Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Oliveira do Hospital (PMEPCOH), aprovado em reunião camarária do dia 29 de maio, define as orientações e os procedimentos a adotar face a eventos que possam representar ameaça às pessoas, aos bens e ao ambiente, no quadro territorial e administrativo do Município de Oliveira do Hospital. 

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, com este plano, o município “assume a sua função enquanto entidade de proximidade, preparada para proteger, para apoiar e para dar resposta coletiva em momentos de crise”.

A elaboração do documento seguiu as quatro fases preconizadas pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil – elaboração, aprovação, validação e revisão -, tendo recebido o parecer favorável por parte da ANEPC, e tendo sido, igualmente, analisado à luz das diretivas técnicas aplicáveis à conceção e operacionalização de planos de emergência de proteção civil.

No PMEPCOH estão especificados os modos de atuação dos diferentes organismos, serviços e estruturas envolvidos em operações de proteção civil, assegurando uma resposta articulada e eficaz em caso de emergência.

Entre os conteúdos incluídos, destaca-se a cartografia de apoio às operações de emergência e o conjunto de medidas a implementar para prevenir e mitigar riscos, bem como para garantir a permanente operacionalidade do dispositivo de proteção civil.

O processo de elaboração incluiu, em 2024, uma fase de consulta pública promovida pela Câmara Municipal. Durante este período, não foram registadas contribuições ao conteúdo do plano.

No âmbito da implementação do PMEPCOH, o Município, através do Serviço Municipal de Proteção Civil, assegura a realização de exercícios regulares de teste e treino, com simulações de cenários reais, com vista à preparação e capacitação dos agentes envolvidos.

O presente documento com a proposta do Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil de Oliveira do Hospital vai ser submetido à aprovação da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital.

Educar para a cidadania: Projeto Agir EntreIdades promoveu interação entre alunos e idosos

O Município de Seia, em parceria com o Agrupamento de Escolas Dr. Guilherme Correia de Carvalho, desenvolveu, ao longo dos últimos meses, o projeto piloto “Agir EntreIdades”, uma iniciativa de educação para a cidadania que promoveu o contacto regular entre alunos e seniores.

O projeto contemplou a realização de diversas atividades colaborativas entre alunos, professores e os adultos mais velhos, tendo como objetivos a valorização do diálogo intergeracional, a promoção do envelhecimento ativo e o reforço do envolvimento comunitário, assumindo-se como uma prática inovadora no concelho.

Os alunos envolvidos dinamizaram sessões semanais nos Centros de Dia da Associação de Beneficência Social e Cultural de Tourais e do Centro de Solidariedade Social de Vila Cova à Coelheira, desenvolvendo atividades como jogos educativos, introdução ao inglês, competências digitais e atividade física. Antes disso, os jovens receberam formação específica para potenciar uma abordagem empática e consciente no contacto com os participantes seniores.

A sessão de encerramento do projeto decorreu no dia 4 de junho, na Escola Dr. Guilherme Correia de Carvalho, e foi marcada pelo acolhimento, pelos alunos, dos adultos mais velhos. Durante a sessão foram apresentados os trabalhos realizados, exibido um vídeo resumo do projeto, entregues certificados de participação e partilhados testemunhos que revelaram o impacto positivo da experiência nos jovens, nos seniores e nas instituições envolvidas.

O “Agir EntreIdades” destacou-se como uma estratégia educativa e social inovadora, promotora de laços entre gerações, inclusão social e enriquecimento mútuo. A conclusão desta fase piloto abre portas à sua ampliação a outras escolas e Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho, reforçando o compromisso de Seia com a educação, a solidariedade e a coesão social.

ASTA promove a 6ª edição do Festival de Artes de Rua “Portas do Sol” na Covilhã 


A ASTA – Associação de Teatro e Outras Artes, vai apresentar, em conferência de imprensa, esta sexta-feira, dia 13 de junho, a partir das 11h30m, na Casa dos Magistrados / Galeria António Lopes, na Covilhã, a 6ª edição do Festival de Artes de Rua PORTAS DO SOL.

A edição de 2025 do PORTAS DO SOL decorre nos dias 3, 4 e 5 de julho, na zona histórica da Covilhã e contempla a realização de 32 atividades, inteiramente gratuitas.

Preço das casas sobe 7,8% na região de Seia — valorização moderada reforça atratividade

Por Bruno Abrantes – Especialista em Marketing e Conteúdo na Hexaintel |

O mercado imobiliário na região de Seia tem vindo a valorizar-se de forma estável, refletindo o interesse crescente por zonas do interior com boa qualidade de vida e preços acessíveis. Segundo dados do portal Idealista, o preço médio por metro quadrado no concelho atingiu os 669 €/m² em abril de 2025, representando uma valorização anual de 7,8% face ao mesmo mês do ano anterior.

Apesar de uma ligeira descida mensal de -0,6% face a março, a tendência trimestral manteve-se positiva, com um aumento de 5,5% nos últimos três meses.

Importa referir que o valor máximo histórico no concelho foi registado em 2022. A partir daí, verificou-se uma ligeira correção no mercado, com os preços a recuarem de forma gradual. Contudo, os dados mais recentes apontam para uma recuperação progressiva, sugerindo um regresso a um ciclo de crescimento mais sustentável.

Freguesias impulsionam o crescimento

O maior dinamismo verifica-se nas freguesias que compõem o agrupamento Seia, São Romão e Lapa dos Dinheiros, onde o preço médio chegou aos 778 €/m². Esta zona registou uma valorização mensal de 4,5% e um aumento de 6,1% no trimestre.

Estes números refletem, por um lado, o interesse crescente por zonas mais tranquilas, com contacto com a natureza e potencial turístico — atrativos típicos do interior. Mas, por outro lado, traduzem também uma realidade económica nacional: cada vez mais pessoas enfrentam dificuldades para suportar os custos da habitação nos grandes centros urbanos, como Lisboa, Porto ou mesmo cidades médias. Nesse contexto, regiões como Seia surgem como alternativas mais acessíveis, onde ainda é possível adquirir habitação a preços justos, sem abdicar de qualidade de vida.

Mercado acessível, estável e com potencial

Embora o crescimento não seja explosivo, os dados mostram que o concelho de Seia apresenta um comportamento estável e sustentado, sem sobressaltos especulativos. Os valores continuam bastante abaixo da média nacional, o que posiciona a região como uma excelente alternativa para aquisição de habitação própria, segunda residência ou até investimento de longo prazo.

A ligação à Serra da Estrela, o ambiente natural e a presença de projetos de reabilitação urbana e novos equipamentos públicos contribuem para esta atratividade crescente.

Um dos fatores que poderá também contribuir para a valorização contínua dos imóveis na região de Seia será o aumento da oferta turística e a capacidade de atrair mais visitantes ao longo do ano. Com a Serra da Estrela como âncora natural e o crescimento de iniciativas ligadas ao turismo rural, natureza e desporto, a chegada de mais turistas pode estimular o investimento local, dinamizar a economia e pressionar positivamente os preços do imobiliário — especialmente em freguesias com maior potencial para alojamento local e turismo de montanha.

Se está a ponderar adquirir habitação na região de Seia, pode realizar uma simulação de crédito habitação no site do Santander para conhecer as condições disponíveis.

Nota: Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui aconselhamento financeiro profissional.

O Povo Votou. A Esquerda Colapsou

E pronto. Votou-se. Fecharam-se as urnas, contaram-se os votos, por isso vamos ao que interessa: a crónica fria da queda da esquerda.

Comecemos pelo novo inquilino da Assembleia: o JPP, partido regional da Madeira, aproveitou o descalabro do PS local e garantiu um deputado. O PAN sobreviveu por pouco: 80 mil votos, menos 45 mil do que em 2014. Mais um bocadinho e passava a dedicar-se exclusivamente à proteção das espécies parlamentares em vias de extinção — a começar por si próprio. O BE ficou reduzido a um deputado, perdendo 160 mil votos — uma sangria de 42% do seu eleitorado. Nem Louçã em TikTok os salvou, a malta jovem olhou, achou “fofo”… e votou noutro. O PCP perdeu mais 25 mil votos. Ficaram-se por três deputados — Um clássico. Ainda falam em resistência… mas contra quê? Contra a vontade do eleitor?

O Livre foi a exceção. Ganhou dois deputados e 46 mil votos. Mas se PAN, BE e PCP perderam juntos 230 mil, e o PS ainda mais, é claro: o eleitorado fartou-se. Não fugiu para a direita nem para a revolução. Foi à sua vida, que é coisa que esta esquerda já não conhece há muito. A IL ganhou um deputado e 10 mil votos. Para quem queria ser decisiva, foi um “poucochinho” dececionante.

Já o PS perdeu mais de 400 mil votos e 20 deputados. Tentaram maquilhar Pedro Nuno Santos como um líder sereno e ponderado — uma espécie de santo laico em estado de meditação profunda. Mas quando se força tanto a pose, tropeça-se no próprio teatro. E pior: em vez de deixarem o governo governar, apressaram-se a puxar-lhe o tapete mal cheiraram oportunidade. O povo viu o truque, enjoou da peça… e saiu da sala.

E o Chega? Cresceu 175 mil votos. Diabolizado por todos, tornou-se impossível de ignorar. Está à porta do poder. Se continuarem a fingir que não existe, em breve estará a tomar o pequeno-almoço no Conselho de Ministros.

A AD venceu, sim — com mais 100 mil votos. Mas ninguém lhe chamará uma vitória esmagadora. Uma vitória de Montenegro, mais do que do seu programa. É suficiente para governar? Sim, até porque a conjuntura política assim o exige. A AD tem margem para governar e a conjuntura ajuda — mas o verdadeiro teste será político, não matemático. O Chega pressiona à direita, o PS espreita à esquerda, e o povo, esse, está farto de ser arrastado por birras partidárias e jogadas táticas. Quer soluções. E se não as tiver, já mostrou que sabe a quem entregar a fatura.
Em Seia, a AD venceu com 36,29% dos votos — 799 a mais do que o PS, que ficou pelos 29,80%. Um sinal claro de desgaste socialista. Se recuarmos às últimas autárquicas, o PS teve apenas mais 172 votos que a soma de PSD + JPNT. Há base para acreditar numa viragem nas próximas eleições autárquicas.

Há sinais de movimento e gente no terreno. É importante, mas não suficiente. O PS continua com a máquina bem oleada e raízes profundas. Para haver mudança, é preciso mais do que boas intenções — se houver trabalho, escuta ativa e proximidade verdadeira, talvez a esperança deixe de ser desejo… e passe, finalmente, a ser realidade.

O futebol , a justiça e a politica, e Israel

No futebol continuam a acontecer eventos nada dignificantes para a modalidade, os seus praticantes e os responsáveis nos diversos níveis.
As agressões a Andrea Belotti por parte de dois jogadores do Sporting não deviam, nem devem, ficar impunes. A equipa da arbitragem, que não cumpriu o seu dever, deve ser repreendida e o direito desportivo deveria sancionar a omissão do árbitro e da sua equipa. No limite, para uma verdadeira justiça, o comportamento de Matheus Reis e Maxi Araújo deveria ter dado lugar à sua expulsão e, como tal, a verdadeira justiça seria repetir o jogo a partir do momento em que se cometeram as agressões, mas com o Sporting a jogar sem Matheus Reis e Maxi Araújo. Infelizmente, com o Presidente Marcelo a afirmar que foi a melhor final da taça a que assistiu é dificil fazer-se justiça “justa” em Portugal. No futebol e noutros domínios.

O Ministério Publico irá arquivar a averiguação preventiva à compra de duas casas de Pedro Nuno Santos, em Lisboa. A notícia é dada logo a seguir às eleições. Continua a ser vergonhoso o comportamento do MP que põe e dispõe da vida e do bom nome das pessoas a seu bel-prazer e sem sofrer as consequências. Antes e até ao ato eleitoral permitiu-se enxovalhar o principal adversário de Luis Montenegro nas eleições de 18 de maio. Logo a seguir vem-se decretar a “inocência”. Houve um tempo em que deu gosto ver a justiça atacar os políticos. Esse tempo foi quando, em Itália, a mafia foi devidamente combatida e alguns políticos preponderantes foram detidos, julgados e condenados por associação à mafia italiana (Giulio Andreotti). Infelizmente, em Portugal, no que à corrupção associada à política diz respeito, a única grande vitória que a justiça tem conseguido é arruinar o bom nome dos visados que andam anos para serem julgados com prejuízo, também, para o erário publico, sem que os partidos se entendam para a necessária reforma da justiça e da legislação processual, com destaque para a penal.

O nosso vizinho ibérico tem adotado uma postura correta face a Israel e à sua guerra com os palestinianos. Reconheceu o direito do povo palestino a um Estado, ou seja, reconhece o Estado da Palestina e promove encontros com países árabes e europeus para discutirem a questão de dois estados – Israel e Palestina. Incompreensivelmente, o governo português e o seu MNE parecem temer a assunção clara de uma posição que a história já confirmou ser a correta. Apesar da agressão de Israel.

JÁ CHEGA OU AINDA É PRECISO MAIS ? (II)

Nesta coluna de opinião, em março do ano passado (JSM, 2024/03/25, nr. 600), e no rescaldo das eleições decorridas nesse mesmo mês, fazia a pergunta que dá o título à coluna desta edição.

A resposta foi dada pelos portugueses, nas urnas, e de forma inequívoca, no passado dia 18. Afinal, era preciso mais e não se sabe quanto mais ainda vai ser preciso.

Os principais partidos políticos, aqueles com mais responsabilidades na governação do país, continuam sem perceber que os portugueses estão fartos de conversa fiada e não querem saber se aqueles que nos querem governar são hábeis a andar de moto ou a jogar voleibol de praia.

Os portugueses querem sentir que alguém os ouve, que alguém percebe os problemas que os preocupam e, se querem governar, que mostrem ser hábeis, isso sim, a resolvê-los, a fazer crescer o país e a discutir aquilo que realmente interessa. Quando isso não acontece, protestam e mostram a sua ira.

Mesmo que os partidos, nas audiências com o PR, façam juras de estabilidade, o que será difícil, de que serve a estabilidade se, como disse Passos Coelho, talvez o “único adulto na campanha”, não for para fazer as reformas necessárias.

A minha idade, o ter assistido à revolução de abril e presenciado o período conturbado que se seguiu, o ter votado nas primeiras eleições livres em Portugal e ter assistido a 50 anos de democracia, conferem-me alguma autoridade para afirmar que, nestes 50 anos, nunca nos confrontamos com líderes de tão baixa estatura política, intelectual, moral e ética, com total desconhecimento da vida real.

Desde o momento em que o PS escolheu Pedro Nuno Santos (PNS) para secretário-geral se sabia, mesmo os
socialistas, que estávamos perante um líder fraco, imaturo e incompetente.

E quando líderes e governantes fracos, como também é o caso de Luís Montenegro, se confrontam com opositores ainda mais fracos, o desastre está garantido.

O resultado nacional está à vista de todos, o país pintou-se de laranja e azul, com o PS a ter uma das votações e representação parlamentar mais baixas de sempre, o que é mau para a democracia.

A nível distrital verificou-se, em termos de votação e para os três principais partidos, quase que a repetição do resultado nacional e com a mesma distribuição de mandatos de 2024.

A AD elegeu a repetente Dulcineia Moura, que teve a coragem de questionar a abolição de portagens, a contrastar com a falta de seriedade do PS nesta matéria.

Aqui, o PS também não quis deixar de mostrar desprezo pelos eleitores. Em segunda escolha, indicou para cabeça de lista uma desconhecida, Aida Carvalho, que, em declarações ao jornal O Interior, disse “…conhecer relativamente bem o distrito…” e, em segundo lugar na lista, uma militante de Seia, Margarida Cardoso, que tinha já protagonizado a perda do quinto vereador do PS na câmara de Seia, nas autárquicas de 2021.

O resultado está à vista com PNS e PS a comprovaram, na prática, a teoria do “princípio da incompetência”.
Localmente e face a 2024, inverteram-se as posições entre a AD e o PS, com a derrota do PS e com uma diferença substancial de votos e a registar-se ainda um crescimento, ainda que marginal, do Chega.

No PS local já devem ter soado as campainhas, perante este desaire inédito, mas compreensível, a contrastar com o resultado animador e encorajador para a candidatura autárquica do PSD/JPNT, encabeçada por Paulo Hortênsio.

JÁ CHEGA OU AINDA É PRECISO MAIS ? (II)

Concelho de Seia terá de continuar a desenvolver-se!

No dia 18 de maio realizaram-se as Eleições Legislativas para a escolha dos deputados para a Assembleia da República, das quais saiu vencedor a AD. O PS foi o grande derrotado e o Partido Chega foi um grande vencedor com a subida da sua votação. Muito embora a AD tivesse uma grande subida na votação, não foi suficiente para uma maioria no Parlamento., podendo muito bem acontecer um impasse na governação, ficando conforme estava. Basta o PS e o Partido Chega se unirem em qualquer votação para o Governo cair.

Se isso acontecer, mas esperamos que não, pois o País precisa de estabilidade para prosseguir as reformas necessárias para o seu progresso e para o bem-estar dos portugueses, teremos de ter novas eleições e entramos num ciclo vicioso, como já aconteceu pelo menos em Itália em que todos os anos havia eleições. Esperamos que o bom senso impere na cabeça dos novos deputados e só daqui a quatro anos se renove uma nova Assembleia.

Dentro de quatro meses, aproximadamente, vamos ter eleições para as Autarquias. Estas são tão importantes como as Legislativas, pois vamos escolher quem nos vai governar no nosso concelho e nas respetivas freguesias.

Pelo concelho de Seia eleger o presidente atual Dr. Luciano Ribeiro seria e é uma boa escolha, já que nos quatro anos do anterior mandato exerceu com bom tato, proficiência e competência o exercício que ainda representa. Apesar dos seus esforços em querer chegar a todas as necessidades apresentadas pelas freguesias, temos noção que, em quatro anos, não se pode fazer tudo. Por isso, torna-se importante reconhecer o que foi feito para bem das populações, mas o que ainda está por concretizar e aqui, há que confiar na sua governação para os próximos anos.
A título de exemplo, podemos dizer que vimos Seia a transformar-se. Com as obras da Avenida 1º de Maio, a cidade ficou com outro encanto. É claro que há sempre críticas, mas estas devem ser construtivas e não destrutivas.

Sabemos e temos noção que há coisas que poderiam ter sido feitas de outra forma, mas o que foi feito, mas acreditamos que as transformações foram efetuadas com o objetivo de melhoramento.

A requalificação do Centro de Saúde foi outra realidade concretizada. Mas, há, ainda, muitas obras a concurso e outras já em curso. Podemos destacar o Posto da GNR, o Tribunal de Seia, as obras que estão em andamento na Escola Secundária de Seia e no Centro de Emprego e, também, a aquisição do edifício para a residência de Estudantes.

Por isso, na nossa modesta opinião, consideramos necessário que a sua magistratura continue para que consiga concretizar todas estas obras, mas, também, muitas outras. Damos, ainda, como exemplo, a requalificação da Estrada Santa Marinha/Pinhanços, a pavimentação da Avenida 1º de Maio, em São Romão e as estradas entre Lapa de Tourais e Lages e Santa Eulália limite do concelho e outras.

Sabemos o quanto é importante haver outros candidatos de outros partidos à Camara Municipal, porque vivemos em democracia e o povo é que tem o poder de voto e de escolha. Por isso, apesar da nossa opinião, não temos o direito de influenciar o leitor, apenas de o informar sobre as realidades. Será, portanto, de bom senso, quando chegar a altura, não nos deixarmos levar pelo desconhecimento e pela intriga que sempre campeia por e que têm objetivos bem definidos.

Como diz o ditado: “A verdade tem as pernas longas e a mentira tem as pernas curtas”, o que revela a pequenez dos seus atos.