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Ao que Portugal chegou…

A campanha eleitoral chegou ao seu termo, felizmente e acreditem que os portugueses, na sua esmagadora maioria, estavam e ficaram fartos de tanta imbecilidade. Seria expectável que, ao fim de 50 anos de Abril, os partidos políticos revelassem a preocupação de mostrar o que valem aproveitando a campanha e os tempos de antena para explicar ao país e ao povo a que vêm, dando nota, com verdade e rigor, dos seus planos de ação, com base no propósito único de desenvolver Portugal e assegurar melhor qualidade de vida aos portugueses.

Dá tristeza e pena olhar para o naipe de candidatos em desfile e ter de concluir que uma grande parte, a nosso ver, não possui os mínimos para nos convencer e transmitir confiança e esperança no futuro. Se foi para este espetáculo que os capitães pensaram, projetaram e lutaram para nos oferecer, de mão beijada, o 25 de Abril com os efeitos inerentes à manhã radiosa, vamos ali e já vimos.

Os problemas de saúde por que passou o líder do Chega e que lamentamos, vergonhosamente empolados por uma comunicação social de trazer por casa e com propósitos habilidosamente estudados, demonstram à evidência que o Chega é indiscutivelmente André Ventura. Goste-se ou não dele, há que reconhecer-lhe muito talento, habilidade e inteligência que baste.

Quanto ao Partido Socialista, nada mesmo nada, nos surpreendeu, a partir do momento em que o rapazinho de São João da Madeira e a sua “dama de honor” encetaram uma caminhada com perfil e linguagem manifestamente distantes dos princípios e conceitos que os mais lídimos representantes socialistas defenderam. Resultado? Um trambolhão do arco-da-velha a fazer prever uma grande travessia no deserto. A inteligência não basta para a política. É necessário habilidade, serenidade, verdade e experiência. Pedro Nuno Santos ter-se-á esquecido que já tinha sido Secretário de Estado e Ministro? Que esperava ele do país com a sua teimosia pouco hábil e interessante? Uma recompensa? Pode vir a ser um bom político mas falta-lhe muita serenidade, experiência, habilidade e jeito!
Quanto a Montenegro, queira-se ou não, é o mais politico e claramente cuidadoso e hábil com um discurso para o povo e uma determinada aposta no que fez de palpável e que mexeu com o bolso das pessoas. Esperemos que, num futuro de dois a três anos, se não esqueça de manter o grau de elevação, verdade e rigor como até aqui.
Quanto aos restantes, parece-nos que nem vale a pena perder muito tempo. Rui Rocha, da IL, não sabe muito bem o que quer. Vive em autêntica obsessão pela Revisão Constitucional e uma Economia que mais parece voltada para os grandes grupos do que para as pessoas. Não nos parece ir longe sobretudo se começar a interiorizar a ideia de que é o maior e melhor.

Paulo Raimundo começou muito mal, mas emendou a pedalada na segunda semana de campanha. Vai melhorar, mas tem de deixar de parte a obsessão pelas rejeições de tudo e todos e olhar um pouco mais para o próprio partido de Cunhal Jerónimo, Carlos Carvalhas e outros.

O Livre é livre de pensar e fazer o que o seu líder Rui Tavares pensar na certeza de que algumas das suas ideias são para adiar ou mesmo esquecer. A situação do país, Europa e Mundo sugerem prudência e aconselham sentido de responsabilidade.

Quanto aos restantes, palavras para quê? Num mundo de oportunismo e pouco senso?

Que os partidos e seus representantes sejam responsáveis e sensatos. Portugal e os portugueses precisam de um governo que faça mais do que promete, de um governo que tenha tempo e condições para pôr em marcha o programa que os portugueses aprovaram e por cuja execução esperam ansiosamente. Mando a quem ganha! O povo falou mais alto e escolheu a AD. É dela a voz mais votada, aceite e preferida.
Mãos à obra. Deixemo-los trabalhar.

“Projeto Filarmonias”

O projeto “Filarmonias” foi criado em 2022, dinamizado pela Câmara Municipal de Seia e que une as Bandas Filarmónicas do concelho: Loriga, Torroselo, Santa Marinha, São Romão e Carragozela, tendo como objetivo divulgar e valorizar as cinco coletividades musicais do concelho. Estas Bandas Filarmónicas, muitas delas centenárias, desempenham um papel essencial na formação musical e na vida cultural das comunidades locais.

A edição deste ano do evento ‘Filarmonias’ vai ter alterações significativas. Os concertos vão decorrer em duas aldeias do concelho de Seia, na Casa Municipal da Cultura e no Anfiteatro. No concerto ao ar livre vai juntar-se a cantora Rita Guerra.

A Sociedade Musical Estrela da Beira (SMEB) será a primeira a apresentar o seu trabalho no projeto ‘Filarmonias’ 2025 e irá apresentar o seu trabalho em Sandomil. E porquê Sandomil? Correspondendo ao desafio proposto pela CMSeia a SMEB escolheu uma aldeia, que normalmente a SMEB não é convidada a estar presente e que, de outra forma, dificilmente seria anfitriã de um evento desta magnitude.

A aldeia de Sandomil estende-se nas margens do rio Alva e possui locais aprazíveis, destacando-se a praia fluvial, a ponte romana, os moinhos de água, a Corredoura e o lugar da fonte da Moura.

A SMEB é a banda mais velha do distrito da Guarda, mas nas suas fileiras corre muito sangue novo e muito sangue universitário. A média etária da SMEB situa-se nos 22 anos de idade e como tal existe muita vivacidade, alegria e energia. Foi com base nestas características que criámos o espetáculo que iremos apresentar no ‘Filarmonias’ 2025, no próximo dia 22 de Junho de 2025, iremos juntar a Tuna Académica da Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia, a SenaTuna, e adicionamos ainda instrumentos menos usuais nas bandas filarmónicas que são a Guitarra elétrica, o baixo elétrico e o órgão.

Este concerto terá vários tipos de musicais, desde Pop, rock, metal, baladas etc., apresentando assim melodias para todos os gostos e que, certamente, vão ao encontro dos gostos musicais dos que estarão presentes.
A SenaTuna, que conta com 16 anos de história, o seu lema é “Beber, curtir e talvez cantar”, sendo as suas máximas “União, Dedicação e Sacrifício” será a responsável em dar voz às melodias e harmonias, assim como passar o máximo de energia e alegria ao espetáculo.

Estamos ansiosos por mostrar o resultado de vários meses de preparação, esforço e dedicação num espetáculo que será único com arranjos nunca antes apresentados e que, esperamos nós, fique para sempre na mente de todos os intervenientes e, principalmente, na mente da Aldeia de Sandomil e de todos os presentes neste espetáculo.

Próximos serviços da banda:

08 junho: Santo António – Póvoa Nova;
15 junho: Nossa Senhora das Necessidades – Vales;
19 junho: Procissão de Corpo de Deus – Santa Marinha;
21 junho: Marchas Populares (A. R. C. Vodrense) – Seia;
22 junho:
Filarmonias 2025 – Sandomil.

O pilar essencial de uma empresa de sucesso

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À medida que uma empresa cresce, cresce também uma das tarefas mais complexas e determinantes para o seu futuro: a escolha das pessoas certas para integrar a equipa. Esta é uma missão exigente, que consome tempo e, por vezes, pode gerar frustração.

Mais do que diplomas ou currículos impressionantes, o que realmente conta é a capacidade de cada pessoa contribuir para o projeto e crescer com ele. Nem sempre acertamos à primeira — e isso faz parte do processo. Há quem não acompanhe o ritmo de evolução da empresa, e isso pode afetar não só os resultados, como a dinâmica da equipa.

Por isso, o acompanhamento próximo é essencial. Ouvir, observar e demonstrar empatia são atitudes que permitem compreender o verdadeiro estado de espírito de cada elemento. Só assim conseguimos construir uma cultura de confiança e colaboração.

Fora do escritório, criar momentos informais entre colegas pode fazer toda a diferença. Atividades de equipa fora do ambiente de trabalho ajudam a fortalecer laços, revelar personalidades e fomentar um espírito de grupo saudável.

No processo de recrutamento, é fundamental manter o foco. Não se apresse. Não ceda à pressão de preencher uma vaga com o primeiro candidato disponível. Ser exigente aqui é um investimento com retorno garantido. A equipa certa não se encontra por sorte — constrói-se com visão, critério e humanidade.

por Gabriel Ambrósio – CEO

O mito da felicidade constante

Vivemos tempos em que estar feliz quase que parece uma obrigação.

As redes sociais enganam-nos sobre isto. Sorrisos leves, viagens e férias perfeitas, relações exemplares… também ouvimos várias vezes “pensa positivo”, “é tudo uma questão de energia”, “tens de atrair boas energias”.

E quando estamos apenas “ok” ou tristes… ou quando até pensamos “estou a falhar”, “estes últimos tempos não têm corrido nada bem”…

A sociedade reforça a ideia (errada!) de que temos de estar sempre felizes, ser produtivos e sentirmo-nos realizados.

Quando o cenário não é este surgem sentimentos de culpa, tristeza, apatia… surgem pensamentos como “não posso estar assim”, “tenho que orientar a minha vida”, “isto não vai melhorar”.

Estar triste não é igual a estar deprimido. Sentir tristeza é normal e traz consigo mensagens importantes para as quais devemos estar atentos. São sinais que nos ajudam a perceber que é necessário parar e a reformular.

Quando tentamos anular ou suprimir estas emoções corremos o risco de nos a anularmos a nós próprios.

Esta cultura da felicidade constante não pode nem deve ser confundida com euforia. Uma vida equilibrada não é feita de euforia e excitação, mas sim de equilíbrio. Dias bons e maus, dias leves e difíceis.

É tempo de compreender e aceitar que não é possível estar feliz o tempo todo. É tempo de aceitar que a tristeza, e outras emoções desagradáveis, fazem parte de viver com autenticidade e no momento presente.

A verdadeira felicidade nasce da aceitação da vida tal como ela é, com imperfeições e desafios.

Sabia que cães e gatos também podem sofrer de Diabetes?

Assim como os seres humanos, os nossos cães e gatos também podem desenvolver diabetes.
Esta doença é de caracter crónico e afeta permanentemente a forma como o corpo processa a glicose, o principal tipo de açúcar do sangue (indispensável para a vida).
Nos cães, o tipo mais comum é a diabetes tipo 1, em que o pâncreas não produz insulina suficiente.
Nos gatos, a forma mais comum é o tipo 2, frequentemente associada à obesidade e resistência à insulina.
A insulina é essencial para que o açúcar entre nas células e seja usado como fonte de energia. Sem ela, o nível de glicose no sangue sobe demais, o que pode causar uma série de problemas de saúde graves.
Os principais sinais de alerta incluem:

  • Sede excessiva;
  • Urina em grande quantidade e em maior frequência;
  • Perda de peso, mesmo com apetite normal (ou até aumentado);
  • Cansaço;
  • Pelagem opaca ou maior queda de pelo.
    Com acompanhamento veterinário adequado, a maioria dos animais diabéticos podem ter uma vida saudável, ativa e com qualidade de vida.
    O tratamento normalmente inclui injeções diárias de insulina, dieta adequada e monitorização regular dos níveis de glicose.
    Este diagnóstico pode ser assustador para as famílias, já que cuidar de um animal com diabetes exige comprometimento diário, a nível financeiro, psicológico e emocional, mas o carinho e a lealdade que eles nos oferecem sem esperar nada em troca fazem este esforço valer a pena!
    O tratamento existe e pode ser eficaz!
    Se a sua família notar algum desses sinais clínicos no vosso animal, é essencial procurar um veterinário assim que possível.
    O diagnóstico geralmente é feito através de exames de sangue e urina e o tratamento será mais eficaz em estados iniciais da doença.
    À semelhança dos humanos, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para garantir a qualidade de vida dos animais afetados.
    Em caso de dúvida, contacte-me através do email ritam_costper@hotmail.com ou nas redes sociais @beehaviourbyritapereira

Quando “voar alto” é um desafio?

Em geral “voar alto” pode significar dar asas à imaginação, impulsionar novas descobertas, incrementar metodologias ou técnicas inovadoras. Pressupõe, em geral, abertura, iniciativa e aventura.

Falar em viagem de avião pode ser o vislumbrar destes requisitos. Novas descobertas, aprendizagem, outros horizontes. Contudo, este plano pode ser facilmente boicotado quando a ansiedade e o medo dominam o estado mental e psicofisiológico da pessoa. Estamos a reportar-nos àquelas situações em que o indivíduo é dominado por um medo intenso de viajar em transportes aéreos (avião/helicóptero). Esta experiência de medo exacerbado e irracional que está associada à ideia de viajar em veículos voadores designa-se de aerofobia. É importante esclarecer que este medo intenso circunscrito ao contexto de voo pode surgir associado à ideia de viajar, pode estar relacionado com notícias sobre tráfego aéreo, poderá surgir antes do momento de embarque e, claro, durante o momento da viagem. É também importante esclarecer que esta fobia específica pode surgir juntamente com outros medos e fobias, tais como a claustrofobia (medo de espaços confinados), agorafobia (medo ou ansiedade associada a lugares dos quais a fuga possa ser difícil) e acrofobia (medo compulsivo e irracional de alturas).

Estima-se que um número significativo de indivíduos com fobia de voar também apresentam maior vulnerabilidade a desenvolver outras perturbações de ansiedade ao longo da vida.

O medo de voar pode ter um impacto significativo na qualidade de vida das pessoas afetadas quando interfere nas suas decisões e limita as suas ações, reduzindo possibilidades e oportunidades individuais e, muitas vezes, também familiares. A aerofobia pode efetivamente causar sofrimento clinicamente significativo e limitar a mobilidade e oportunidades de um indivíduo.

As pessoas com medo de voar podem apresentar diversos sintomas (psicológicos, físicos, comportamentais) de ansiedade (crises de pânico), aumentando gradativamente com o aproximar da experiência de voo, tais como: hiperidrose (sudorese), tremores, vertigens, dispneia, taquicardia, náuseas, indigestão, pensamentos automáticos negativos, comportamentos de irrequietude, impulsividade, apatia, entre outros.

A origem do medo de viajar de avião pode estar associada a múltiplos fatores evolutivos, genéticos e ambientais. Do ponto de vista evolutivo podemos associar o medo de voar às experiências evolutivas negativas dos nossos antepassados, remontando ao período em que o homem subia às árvores para se proteger dos seus predadores. Também a ciência nos prova que os fatores genéticos ditam maior ou menor propensão a perturbação da ansiedade e a fobias específicas. A perceção de perigo associada ao ato de voar e a disseminação de informações catastróficas pode a qualquer momento condicionar uma maior propensão para a ativação fóbica.

É fundamental partilhar a informação de que perante sintomas persistentes e incapacitantes poderá recorrer à consulta de psicologia para obter um diagnóstico preciso que permitirá um plano terapêutico ajustado e eficaz. A ciência psicológica coloca ao dispor diferentes abordagens de tratamento que poderão responder às especificidades e perfil psicológico de cada indivíduo. De entre as diferentes abordagens de tratamento destaco a terapia cognitivo-comportamental, a terapia EMDR e terapia de exposição virtual, as quais podem recorrer a técnicas como o relaxamento e o mindfulness.

A aerofobia é uma perturbação tratável que pode impactar significativamente a qualidade de vida. Um processo terapêutico específico pode permitir ao indivíduo superar o medo de voar e realizar as suas viagens com maior tranquilidade.
Cuide de si e não pare de “voar alto”.


A considerar:

  • Autoavalie eventuais comportamentos de evitação, como optar por não se deslocar a locais que impliquem viajar de avião. Verifique sinais excessivos de preocupação associados ao ato de viajar e a tudo o que o mesmo implica.
  • Observe sinais excessivos de preocupação associados à eventual viagem agendada, atentando a comportamentos manifestos de luta, fuga ou imobilização. As reações físicas inicias podem expressar-se através de inquietação, agitação, tensão acumulada nos ombros, pescoço ou no peito, ou até mesmo dores de cabeça, entre outras.
  • Quando o medo é excessivo e limitador recorrer a um profissional de psicologia pode ser o primeiro passo para uma análise cuidada de fatores precipitantes e diagnóstico específico.
  • O plano terapêutico pode incluir diferentes abordagens e técnicas promotoras do relaxamento e da autorregulação emocional. A reestruturação cognitiva também é um aliado no processo de tratamento assente na premissa de maior bem-estar e realização pessoal.

Por Susana Amaral
Psicóloga Clínica da Saúde & Psicóloga da Educação
Terapeuta EMDR| Terapeuta Brainspotting (bebés, crianças e adultos)
Terapias de Terceira Geração | Neuropsicologia de Intervenção
Necessidades Educativas Especiais | Dislexia
www.luxiuspsicologia.pt

Guarda –  Resgate de ouriço-cacheiro com crias recém-nascidas

O Comando Territorial de Guarda, através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da Guarda, resgatou, ontem, dia 5 de junho, um ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus), na freguesia de Sobral da Serra, no concelho da Guarda.

Na sequência de um alerta dado por um popular, que informou da presença do animal na sua garagem, os elementos do SEPNA deslocaram-se de imediato ao local, onde recolheram o ouriço-cacheiro, que se encontrava acompanhado de crias recém-nascidas.

Após contacto com o Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS), e mediante indicação deste, os animais foram libertados na natureza, em local considerado seguro.

A Guarda Nacional Republicana, através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), tem como preocupação diária a proteção dos animais, apelando à denúncia de situações de âmbito ambiental. Para o efeito, poderá ser utilizada a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520), funcionando em permanência para a denúncia de infrações ou esclarecimento de dúvidas.

Hoje na Casa Municipal da Cultura de Seia – Filarmonias 2025 arranca com a Sociedade Recreativa e Musical Loriguense

A edição de 2025 arranca com a Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, a primeira banda a subir ao palco com o reconhecido projeto OMIRI, de Vasco Ribeiro Casais, um dos mais inovadores e aclamados projetos de reinvenção da música de raiz portuguesa. Este encontro inédito entre a tradição filarmónica e a cultura do remix tem dois momentos: o primeiro que aconteceu ontem à noite  em Loriga e o segundo, hoje, dia 10 de junho, pelas 15h30m, no Cineteatro da Casa Municipal da Cultura.

OMIRI funde sonoridades tradicionais com recolhas vídeo manipuladas, integrando músicos e paisagens sonoras de todo o país numa experiência audiovisual intensa e contemporânea. Uma homenagem viva à tradição, reinventada com a linguagem urbana do século XXI. O projeto, com presença regular nos maiores festivais nacionais e internacionais, foi distinguido com o Prémio INATEL nos Iberian Festival Awards (2020), e o seu álbum Baile Electrónico alcançou o top 3 das World Music Charts Europe.

Criado pelo Município de Seia em 2022, o projeto Filarmonias visa valorizar e divulgar o trabalho desenvolvido pelas cinco bandas filarmónicas do concelho, quase todas com uma longa e prestigiada história centenária. Estas bandas são não apenas escolas de música e formação artística, mas também pilares do património cultural local e símbolos de identidade das suas comunidades.

3 milhões de euros para proteção e conservação da natureza em áreas protegidas na região Centro

A Autoridade de Gestão do Programa Regional do Centro (Centro 2030) abriu um concurso para apoiar ações de proteção e conservação da natureza e da biodiversidade, previstas nos planos de cogestão de áreas protegidas localizadas na região Centro.

Este concurso, dirigido aos municípios e outras entidades que integram as Comissões de Cogestão de áreas protegidas localizadas na região Centro, tem uma dotação de 3 milhões de euros. Estão em causa intervenções para Parques Naturais (Douro Internacional, Serra da Malcata, Serra da Estrela, Serra de Aire e Candeeiros e Tejo Internacional), Reservas Naturais (Dunas de S. Jacinto, Paul de Arzila, Berlengas e Paul do Boquilobo), a Paisagem Protegida da Serra do Açor e para o Monumento Natural Pegadas de Dinossaurios de Ourém/Torres Novas.

Para a Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro), Isabel Damasceno, “a abertura deste concurso e a disponibilização dos fundos europeus responde, em primeiro lugar, a uma preocupação de preservação das áreas classificadas da região Centro. É também um incentivo à gestão conjunta destas áreas especiais e à possibilidade de valorização destes territórios sem prejudicar a sua biodiversidade. A própria CCDR Centro tem competências nesta matéria no âmbito do processo de descentralização, pelo que é uma área de trabalho que nos compromete em termos de articulação e trabalho em rede”.

O foco das intervenções a apoiar compreende:

a) Recuperação e proteção de espécies e habitats;

b) Recuperação de ecossistemas degradados ou sujeitos a impactes severos;

c) Conservação e valorização de geossítios e monumentos naturais;

d) Prevenção, controlo e erradicação de espécies exóticas invasoras;

e) Intervenções de adaptação às alterações climáticas em áreas relevantes para a biodiversidade;

f) Reforço da rede de parques, infraestruturas verdes e unidades de paisagem, valorizando a diversidade de espaços de reencontro com a natureza e abrindo novos habitats e nichos ecológicos.

O período para apresentação de candidaturas decorre até ao dia 30 de setembro de 2025.

BUG recebe engenheiro da General Motors em Dão Talks sobre mobilidade elétrica

O BUG – Laboratório de Inovação e Tecnologia de Seia acolhe, amanhã, dia 6 de junho, às 17h30, uma iniciativa de partilha de conhecimento – Dão Talks, sessão dedicada ao tema da mobilidade elétrica.

O orador convidado é o engenheiro Marcone Medina, atual Sr Vehicle Instrumentation Engineer na General Motors South America e Chief Engineer na Amado Maker.

Marcone atua na liderança técnica de projetos envolvendo HVAC, durabilidade, energia, dinâmica veicular e integração de powertrain, sendo responsável pelo laboratório de instrumentação e pela implementação de soluções avançadas de aquisição de dados, alinhadas aos padrões globais da GM. Diretor de Engenharia e Desenvolvimento Tecnológico da Amado Maker, lidera projetos inovadores que integram engenharia, tecnologia educacional e cultura maker. Conduz iniciativas voltadas à disseminação de competências STEAM e à formação prática de professores e alunos em ambientes colaborativos, criativos e alinhados às exigências da sociedade digital. Também exerce a função de Gestor de Inovação e Tecnologias Académicas no ensino superior, com foco na implementação de políticas institucionais voltadas à modernização pedagógica, à transformação digital e à elevação de indicadores académicos, especialmente por meio da integração de ferramentas tecnológicas e uso ético da inteligência artificial.

Com uma carreira ligada à inovação automóvel e ao desenvolvimento tecnológico de veículos, Marcone Medina abordará os desafios e as oportunidades da mobilidade elétrica numa perspetiva técnica, sustentável e aplicada.

Aberta ao público em geral, esta sessão dirige-se especialmente a jovens, estudantes, profissionais e curiosos pela área da tecnologia e engenharia, reforçando a missão do BUG enquanto espaço dinâmico de experimentação, criação e conhecimento.