No futebol continuam a acontecer eventos nada dignificantes para a modalidade, os seus praticantes e os responsáveis nos diversos níveis.
As agressões a Andrea Belotti por parte de dois jogadores do Sporting não deviam, nem devem, ficar impunes. A equipa da arbitragem, que não cumpriu o seu dever, deve ser repreendida e o direito desportivo deveria sancionar a omissão do árbitro e da sua equipa. No limite, para uma verdadeira justiça, o comportamento de Matheus Reis e Maxi Araújo deveria ter dado lugar à sua expulsão e, como tal, a verdadeira justiça seria repetir o jogo a partir do momento em que se cometeram as agressões, mas com o Sporting a jogar sem Matheus Reis e Maxi Araújo. Infelizmente, com o Presidente Marcelo a afirmar que foi a melhor final da taça a que assistiu é dificil fazer-se justiça “justa” em Portugal. No futebol e noutros domínios.
O Ministério Publico irá arquivar a averiguação preventiva à compra de duas casas de Pedro Nuno Santos, em Lisboa. A notícia é dada logo a seguir às eleições. Continua a ser vergonhoso o comportamento do MP que põe e dispõe da vida e do bom nome das pessoas a seu bel-prazer e sem sofrer as consequências. Antes e até ao ato eleitoral permitiu-se enxovalhar o principal adversário de Luis Montenegro nas eleições de 18 de maio. Logo a seguir vem-se decretar a “inocência”. Houve um tempo em que deu gosto ver a justiça atacar os políticos. Esse tempo foi quando, em Itália, a mafia foi devidamente combatida e alguns políticos preponderantes foram detidos, julgados e condenados por associação à mafia italiana (Giulio Andreotti). Infelizmente, em Portugal, no que à corrupção associada à política diz respeito, a única grande vitória que a justiça tem conseguido é arruinar o bom nome dos visados que andam anos para serem julgados com prejuízo, também, para o erário publico, sem que os partidos se entendam para a necessária reforma da justiça e da legislação processual, com destaque para a penal.
O nosso vizinho ibérico tem adotado uma postura correta face a Israel e à sua guerra com os palestinianos. Reconheceu o direito do povo palestino a um Estado, ou seja, reconhece o Estado da Palestina e promove encontros com países árabes e europeus para discutirem a questão de dois estados – Israel e Palestina. Incompreensivelmente, o governo português e o seu MNE parecem temer a assunção clara de uma posição que a história já confirmou ser a correta. Apesar da agressão de Israel.





