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Bombeiros de Seia em campanha para adquirir novo veículo escada (Video)

Os Bombeiros Voluntários de Seia lançaram uma campanha de angariação de fundos com o objetivo de adquirir um novo veículo com plataforma elevatória, essencial para missões de salvamento em altura e combate a incêndios. Desde 2022 que a corporação está sem este tipo de equipamento, depois de o anterior veículo escada — ao serviço desde os anos 90 — ter sido retirado da frota por motivos de segurança.

A viatura, um modelo de 1976, falhou nos testes de certificação e apresentava constantes avarias, agravadas pela dificuldade em encontrar peças de substituição. Perante este cenário, o Comando e a Direção optaram por desativar o veículo, considerando-o impróprio para o serviço operacional.

A ausência deste meio tem limitado a capacidade de resposta dos bombeiros em ocorrências que exigem trabalho em altura ou em zonas de difícil acesso. Por isso, a aquisição de um novo veículo com plataforma giratória e elevatória tornou-se uma prioridade urgente.

O equipamento proposto tem um alcance máximo de 32 metros e capacidade de atuação até 3 metros abaixo do nível do solo, estando especialmente vocacionado para intervenções em edifícios altos ou valas profundas. Está ainda equipado com:
– Sistema de conduta de água com monitor no cesto;
– Saída de água no cesto para ligação direta de mangueiras;
– Sistema de evacuação de macas pelo exterior, permitindo resgates seguros em situações críticas.

“Um meio como este pode fazer toda a diferença num incêndio, resgate ou emergência inesperada, em qualquer ponto do concelho de Seia”, refere a corporação, que apela ao apoio da comunidade para tornar possível esta aquisição.

Além de contribuir, os Bombeiros Voluntários de Seia apelam também à partilha da campanha: “Cada euro conta, cada partilha ajuda.”

O Jornal de Santa Marinha associa-se à divulgação desta causa e sublinha a importância de apoiar quem, diariamente, arrisca a vida para proteger a dos outros.

CARTA ABERTA AO SENHOR PRESIDENTE DO MUNICÍPIO DE SEIA

Por Carlos Pereira 

Senhor Presidente,

Na qualidade de cidadão do concelho de Seia, venho por este meio expressar a Vossa Excelência a minha profunda preocupação e indignação relativamente às alterações em curso no posto médico de Loriga.

Não é de hoje que a população da freguesia de Loriga, bem como das freguesias vizinhas, se sentem esquecidas, ignoradas e prejudicadas por decisões que, em vez de promoverem a equidade, acentuam desigualdades e injustiças. A recente criação da Unidade de Saúde Familiar (USF) “Nova Estrela”, com polo em Loriga, é mais um exemplo disso.

Esta reorganização, feita à margem das populações, dos autarcas locais e até dos próprios profissionais de saúde, teve como consequência direta o esvaziamento dos postos médicos em freguesias como Alvoco da Serra, Loriga, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim e Vide. Longe de melhorar a acessibilidade, a eficiência ou a qualidade dos serviços, esta medida agravou os problemas existentes.

Pior ainda, utentes do posto médico de Loriga foram transferidos para uma unidade em Seia, sem lhes ser garantido médico de família, obrigando-os a percorrer o dobro da distância que percorriam anteriormente, como é o caso de residentes em Sazes da Beira e Valezim. Além disso, foram retirados dois profissionais de saúde (um médico e um enfermeiro) da unidade de Loriga, bem como equipamentos e mobiliário, para “compor” as novas instalações na sede do concelho. Tudo isto, aparentemente, com a sua conivência.

Em vez de se investir na criação de uma nova unidade, teria sido mais sensato e justo requalificar e melhorar as infraestruturas já existentes no posto médico local. Um investimento sério nas condições físicas e humanas teria reforçado os cuidados de proximidade e contribuído verdadeiramente para a coesão territorial.

Um Presidente que não luta, ou não quer lutar, pela continuidade dos serviços públicos nas freguesias mais afastadas da sede do concelho, não está a cumprir o seu dever. Isto não é reorganização. É desmantelamento. É retrocesso. É abandono. É dificultar a vida de quem vive nas zonas periféricas do concelho, precisamente aquelas que Vossa Excelência tem o dever moral de representar.

É esta a coesão territorial que tanto se apregoa? É assim que se valoriza o interior? Com decisões administrativas tomadas em gabinetes, sem ouvir quem vive e sente o território todos os dias? É com medidas destas que querem atrair e fixar pessoas no interior?

Ou toda esta reorganização é o primeiro passo para, num futuro próximo, acabar com a extensão de saúde de Loriga?

As freguesias mencionadas são parte integrante do concelho para o qual o sr. Presidente foi democraticamente eleito para as defender, proteger, valorizar as terras e as suas gentes. São terras com história, com gente resiliente, com uma população envelhecida mas determinada a viver com dignidade. Afastar os cuidados de saúde primários destas comunidades é uma ferida aberta no sentimento de justiça, de futuro. É uma decisão que ofende, que entristece, que divide e, acima de tudo, que revolta.

Não exigimos luxo, nem privilégios. Exigimos apenas o essencial, acesso justo à saúde, proximidade no cuidado, e respeito pelas nossas gentes.

Deixo aqui o meu repúdio, mas sobretudo a minha mágoa. Porque acreditei que a Câmara Municipal deveria ser a primeira a proteger todas as freguesias do concelho e não a fechar os olhos quando elas são prejudicadas.

Ainda assim, mantenho a esperança de que estas decisões possam ser revistas. E que a voz das freguesias mais afastadas do centro não continuem a ser tratadas como um eco distante.

Com respeito, mas também com tristeza,

Carlos Pereira

91.º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Seia celebrado com desfile apeado e motorizado (vídeo)

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Seia assinalou o seu 91.º aniversário com um conjunto de cerimónias oficiais, realizadas este domingo, 1 de junho, e que contaram com grande participação da comunidade.

Um dos pontos altos das comemorações foi o desfile apeado e motorizado pelas principais ruas da cidade, num momento de forte simbolismo e proximidade. Mas há que salientar, também, a atribuição de condecorações a alguns elementos desta corporação de Bombeiros.

O Jornal de Santa Marinha acompanhou de perto a celebração, que incluiu também a cerimónia de cumprimentos ao estandarte e a revista à formatura por parte do Presidente da Câmara Municipal de Seia, Luciano Ribeiro.

A revista à formatura, conduzida com rigor e sob o olhar atento das entidades presentes, precedeu o início do desfile, que reuniu operacionais, diversas viaturas de socorro e muitos populares. O cortejo partiu do quartel-sede e percorreu várias artérias de Seia, ao som das sirenes.

Fundada em 1933, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Seia é uma das instituições mais antigas e prestigiadas da região. Tem vindo a modernizar-se ao longo dos anos, sem perder a identidade baseada no voluntariado, na solidariedade e no serviço à comunidade.

Santa Casa da Misericórdia de Seia distinguida pela União das Misericórdias Portuguesas

A Santa Casa da Misericórdia de Seia foi hoje homenageada pela União das Misericórdias Portuguesas, no âmbito das X Jornadas de Museologia nas Misericórdias, que decorrem em Matosinhos.

A distinção teve como objetivo reconhecer todas as Misericórdias que, ao longo dos anos, acolheram as Jornadas de Museologia, contribuindo para a preservação e valorização do património das instituições. A Santa Casa da Misericórdia de Seia foi a anfitriã da 9.ª edição do evento, realizada em 2024, desempenhando um papel ativo na promoção da identidade e missão das Misericórdias.

Este reconhecimento destaca o compromisso da nossa Instituição com a divulgação da sua herança histórica e cultural, reafirmando o seu contributo na preservação da memória coletiva e no fortalecimento dos valores que orientam a sua ação social e comunitária.

Delegação da Associação Senense de Intercâmbios Culturais e Geminações (ASICG)  deslocou-se a Domfront

Dando continuidade à parceria estabelecida entre a Associação Senense de Intercâmbios Culturais e Geminações (ASICG) e a sua congénere ADEC, de Domfront, pequena cidade do norte de França geminada com Seia há cerca de quarenta anos, uma delegação da ASICG deslocou-se àquela cidade francesa, no final do passado mês de abril. Composta por elementos representantes de diversas instituições, associações e outras coletividades do concelho de Seia, o tempo da longa viagem foi aproveitado para se fazer uma análise retrospetiva do trabalho da associação. Lembrou-se o fundamento e a importância da sua constituição, as sinergias que se criaram com aquela região, que permitiram as visitas de delegações empresariais, associativas e coletividades, reforçando a ligação entre os dois municípios, com benefícios mútuos.

Foi a primeira vez que a maior parte dos elementos se deslocou àquela localidade e foi, também, a primeira que se efetuou esta viagem após a recente pandemia. Após a chegada, a comitiva foi separada e recebida por diversas famílias de acolhimento, com quem tiveram a oportunidade de confraternizar naquele fim de tarde.

O dia seguinte foi dedicado a percorrer diversas ruas e lugares da cidade que mantêm a originalidade da construção, as ruínas do seu antigo castelo, a Igreja dedicada a Saint Julien e o pavilhão desportivo que foi, recentemente, construído. A comitiva visitou, também, as instalações dos Bombeiros locais e em redor da sede, os visitantes puderam ver campos agrícolas verdejantes, com muito gado vacum, produtor de leite que dá origem ao famoso queijo “President”, produzido também numa unidade industrial local (há alguns anos visitada por uma delegação de empresários senenses), de onde saem diariamente centenas de milhares de unidades daquele queijo.

 As refeições foram transformadas em momentos de confraternização e divulgação das atividades das diversas coletividades, onde cada uma transmitiu as diferentes práticas, para enriquecimento mútuo.

Os dias que se seguiram permitiram conhecer alguns espaços da região, tais como, o Museu da Renda de Alençon, uma pequena aldeia onde abundavam atelieres de arte, a cidade termal de Bagnoles, o cemitério alemão, uma das praias do “Desembarque na Normandia na 2ª Guerra Mundial” e o Monte Saint Michel, local icónico da história de França.

Na manhã do último dia foi feita uma visita ao cemitério de Domfront, onde se lembraram os elementos das duas associações já falecidos.

De seguida houve uma receção oficial no edifício da Câmara. Numa das suas salas sobressaem duas vitrines, repletas de lembranças e galhardetes enviados pela Câmara e pelas associações senenses ao longo dos anos.

O presidente da edilidade agradeceu a presença da delegação senense e enalteceu o trabalho desenvolvido pelas duas associações em prol da defesa e difusão da cultura e dos valores da fraternidade entre povos.

A presidente da ADEC também agradeceu a presença de todos, elogiou o trabalho dos seus colegas e a vontade de manter este vínculo com Seia.

A delegação senense agradeceu o acolhimento de que foi alvo e “o empenho dos amigos franceses que proporcionaram momentos tão agradáveis” e associou-se às palavras do presidente do Município, no que diz respeito à valorização das trocas culturais como forma de “manter as fronteiras abertas”. Endereçou, igualmente, um convite à associação francesa para uma visita a Seia e a disponibilidade para acolher associações de Domfront que aqui se desloquem.

No final deste intercâmbio houve a troca de lembranças das associações e dos municípios representados, antecedendo o almoço e o regresso a Seia.

Vila Nova de Foz Côa – Resgate de 70 cães em canil ilegal

O Comando Territorial da Guarda, através do Núcleo de Investigação de Crimes e Contraordenações Ambientais (NICCOA), em colaboração com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), resgatou, esta manhã, dia 30 de maio, 70 cães de um canil sem condições higieno-sanitárias e de habitabilidade, no concelho de Vila Nova de Foz Côa.

No âmbito de uma investigação sobre maus-tratos a animais de companhia, os militares da Guarda deram cumprimento a uma ação de resgate no canil, tendo sido detetados 70 cães alojados em instalações sem condições de salubridade, sem cuidados veterinários adequados e sem capacidade para albergar tal número de animais.

Na sequência desta operação, foi determinado o resgate e encaminhamento dos animais para associações de acolhimento, bem como o encerramento do canil, por falta de licenciamento, através do ICNF.

Os factos foram remetidos para o Tribunal Judicial de Vila Nova de Foz Côa.

A Guarda Nacional Republicana recorda que o crime de maus-tratos a animais de companhia é punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa, nos termos do artigo 387.º do Código Penal.

A GNR, através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), tem como prioridade diária a proteção dos animais, apelando à denúncia de situações de maus-tratos ou abandono. Para o efeito, poderá ser utilizada a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520), disponível 24 horas por dia para denúncia de infrações ou esclarecimento de dúvidas.

Pinhel – Resgate de coruja-das-torres

O Comando Territorial da Guarda, através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da Guarda, resgatou, no passado dia 27, uma coruja-das-torres (Tyto alba), no concelho de Pinhel.

Na sequência de um alerta de um popular, que reportou a presença de uma ave ferida nas imediações de uma zona residencial, situada na localidade de Pínzio, os elementos do SEPNA deslocaram-se ao local e procederam ao seu resgate. Após a recolha, a ave foi transportada para o Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS), em Gouveia, com vista à sua recuperação e posterior libertação no habitat natural.

A Guarda Nacional Republicana, através do Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), tem como preocupação diária a proteção dos animais, apelando à denúncia de eventuais situações de maus-tratos ou abandono. Para o efeito, poderá ser utilizada a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520) funcionando em permanência para a denúncia de infrações ou esclarecimento de dúvidas.

De 25 a 27 de julho – Gouveia recebe a 11º edição da Romaria Cultural

A 11ª edição da Romaria Cultural em Gouveia, que terá lugar de 25 a 27 de julho, será mais um fim-de-semana de artes em diálogo, no qual se destacam: o concerto de Al-Qasar, que trará o seu arabian fuzz e canções situadas entre o pop ocidental e o folk árabe; o espetáculo “Corpo Cru”, inspirado na obra do poeta João Damasceno, com participação do ator Miguel Borges, do seu irmão Rui Damasceno e dos músicos Hugo Inácio, Ricardo Brito, Gonçalo Parreirão e Samuel Peruzzolo; a antestreia de “Mare Nostrum” da Sociedade Musical Gouveense, um dia antes de o levarem à Casa da Música do Porto; o concerto de Royal Bermuda, dupla de guitarras clássicas de André Parafina e Diogo Esparteiro, que trauteiam “cânticos de almas perdidas”, que tanto “deambulam por searas douradas, como naufragam em eternas raízes”.

A Romaria Cultural 2025 voltará para a sua 11a edição nos dias 25, 26 e 27 de julho e trará as artes para as ruas, jardins, anfiteatros e miradouros do centro de Gouveia, convidando cada um a escolher a sua romaria.

Com uma programação multidisciplinar e de acesso gratuito, esta 11ª edição voltará a distribuir dezenas de espetáculos e iniciativas de proximidade, maioritariamente ao ar livre, explorando uma diversidade de locais de que a cidade dispõe e que combinam um contexto urbano com uma ligação simbiótica à natureza.

Como espetáculos já confirmados, a noite do primeiro dia (25 de julho) receberá a criação resultante de uma residência pensada a partir do livro autobiográfico “Corpo Cru”, de João Damasceno, que fará uma ponte entre os textos e a vida do poeta coimbrense, pela mão do ator Miguel Borges, do seu irmão Rui Damasceno e dos músicos Hugo Inácio, Ricardo Brito, Gonçalo Parreirão e Samuel Peruzzolo. Sobem em seguida ao mesmo palco – o mítico Anfiteatro da Cerca – os Al-Qasar, com o seu arabian fuzz e destaque garantido do seu segundo álbum – “Uncovered” (2024) – que tem canções situadas entre o pop ocidental e o folk árabe, nas quais culturas colidem e o som é estrondoso.

O sábado, dia 26, voltará a incorporar na programação criações artísticas de associações culturais locais, caso da antestreia de “Mare Nostrum” da Sociedade Musical Gouveense, um dia antes de o levarem à Casa da Música do Porto. Durante a tarde, será possível disfrutar de música eletrónica no jardim, visitar exposições de artes visuais e multimédia na presença dos seus criadores – uma das quais resulta da receção do projeto “As Peças que Faltam” da Associação Artística Terceira Pessoa –, colaborar em oficinas e assistir a concertos e performances programados em locais informais, portanto circular e permanecer, com um ritmo propício ao diálogo e à inspiração.

No dia 27, momentos antes da Recriação da Romaria Tradicional ao Calvário, atividade que empresta o nome ao festival e regressa sempre carregada de nostalgia e a pedir contemplação, Royal Bermuda atuam na Praça de S. Pedro e centrarão a sua música na dupla de guitarras clássicas de André Parafina e Diogo Esparteiro, que trauteiam “cânticos de almas perdidas”, que tanto “deambulam por searas douradas, como naufragam em eternas raízes”.

Ao longo do fim-de-semana, salientam-se ainda: iniciativas itinerantes e de ligação à natureza organizadas em parceria com o CERVAS, tais como um passeio biointerpretativo com tempo para parar e pintar a fauna e a flora observadas, a oficina “Os Bichos da Noite” (que causou sensação na edição de 2024).

A programação, que está a ser ultimada, continuará a ser de espírito comunitário e desafia todos os romeiros a passarem os dias 25 a 27 de julho na encosta única que a cidade de Gouveia ocupa, usufruindo de uma Romaria Cultural de acesso totalmente gratuito.

Sobre a GO Romaria – Associação Cultural Gouveense

A GO Romaria é uma associação sem fins lucrativos que tem como objetivo a promoção de projetos artísticos e culturais integrados na realidade social e cultural da região da Serra da Estrela, bem como a promoção do concelho de Gouveia, através de estratégias de valorização do património natural, cultural e gastronómico, traduzidas pela inclusão da população em processos de recuperação e divulgação da memória e tradições locais.

A estreita colaboração com as associações culturais e artistas locais, dotando-os de um canal de comunicação para a divulgação e projeção dos seus trabalhos, tem sido uma das linhas de ação da associação, materializando esta colaboração em diversas atividades ao longo do ano, sendo a maior delas a Romaria Cultural, um fim-de-semana cultural multidisciplinar, a acontecer habitualmente no último fim de semana de julho.

Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar promove 1.º Encontro da Glocalidade, na Guarda

O auditório do Instituto Politécnico da Guarda (IPG) vai acolher, no próximo sábado, 31 de maio, a partir das 9 horas, o 1.º Encontro da Glocalidade, da Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar (USF-AN).

Este será o primeiro evento da USF-AN no distrito da Guarda e marca um momento simbólico de proximidade, diálogo e construção conjunta de soluções para os Cuidados de Saúde Primários (CSP) nas regiões do interior.

O 1.º Encontro da Glocalidade vai reunir profissionais, decisores e comunidade para refletir sobre a integração entre conhecimento global e práticas locais, colocando em destaque os desafios e oportunidades sentidos nos territórios mais rurais.

Durante este dia de trabalho e partilha, irão ser abordados diversos temas tais como: “O que acontece quando aplicamos o melhor da evidência global (USF) ao contexto local (ULS)?”; “Como apoiar as equipas nos territórios mais rurais?”; “A lei geral está adaptada à realidade local?”; “Como garantir a equidade de oportunidades entre regiões?”

Segundo esta Associação, “este encontro reforça a missão da USF-AN de promover a equidade e a qualidade dos cuidados de saúde, valorizando o potencial das regiões do interior e assegurando que nenhuma comunidade é deixada para trás.

IPG prepara a chegada de mais quatro startups internacionais à sua incubadora. As quatro novas empresas vão ter polos na Guarda, na Mêda e em Seia

O Politécnico da Guarda prepara a chegada de mais empresas de automação, logística, economia digital e economia social à sua incubadora desnuclearizada de investimentos tecnológicos. O IPG Business Summit 2025, que decorre até hoje, “é um espaço de partilha e de transferência de conhecimento que prepara a chegada de mais startups ao ecossistema de inovação do IPG”, afirma Joaquim Brigas.

As quatro novas empresas que o Instituto Politécnico da Guarda – IPG vai atrair até 2026 para a sua incubadora desnuclearizada de investimentos tecnológicos – com polos na Guarda, na Mêda e em Seia – “vão aumentar a competitividade empresarial de toda a região”, afirmou Joaquim Brigas na abertura do “IPG Business Summit 2025”, que termina hoje no campus da instituição. Três empresas de capital norte-americano, uma de capital indiano e várias de investidores nacionais já estão a inovar no acesso ao micro-crédito, no recrutamento de recursos humanos e na agricultura digital, entre outras áreas, mas novas empresas se irão seguir.

“Estamos a trabalhar intensamente para acolher mais startups com atividades ligadas à automação, às tecnologias para a logística, à economia digital e à economia social, anunciou Joaquim Brigas. “Este IPG Business Summit 2025 é um espaço de partilha e de transferência de conhecimento entre a academia, o tecido empresarial e o sistema empreendedor, que prepara a chegada de novas startups ao ecossistema de inovação e de competitividade que se tornou, nos últimos anos, uma das apostas estratégicas do Politécnico da Guarda”.

O IPG Business Summit 2025 reúne durante dois dias grandes empresas, startups, investigadores e docentes do IPG, incubadoras como o Instituto Pedro Nunes de Coimbra, a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), centros de investigação e ordens profissionais. “O objetivo é partilhar experiências, expectativas e sinais do mercado, para focar cada vez mais o Politécnico da Guarda na inovação e na transferência de conhecimento em interação com empresas e organizações”, afirma o presidente do Politécnico da Guarda.

“O nosso trabalho académico e científico está orientado para a valorização da economia regional, favorecendo as capacidades do nosso ensino e dos nossos estudantes produzirem inovação, para a aplicarem diretamente no território da nossa área de influência”, afirmou Joaquim Brigas. “Este IPG Business Summit 2025 está focado em favorecer o trabalho dos nossos docentes e investigadores, robustecendo a rede de trabalho com empresas e empreendedores para, assim, melhor prepararem o futuro”.

O IPG Business Summit 2025 inclui painéis de discussão, apresentações de casos de sucesso e sessões dedicadas à transformação digital, à empregabilidade, internacionalização e empreendedorismo jovem. “O grande objetivo desta reunião de dois dias é, no final, orientar ainda mais a produção de ciência do IPG para ajudar a qualificar a região, contribuindo para a competitividade deste território e dos seus tecidos económico e social”, afirmou Joaquim Brigas na sessão de abertura.