Início Site Página 9

Moinhos de Sandomil e Museu do Pão em Seia em destaque na estreia de «Pão da Nossa Terra» na RTP1

O património gastronómico e as tradições da Serra da Estrela são o ponto de partida de «Pão da Nossa Terra», a nova série documental da RTP1 que se estreia já na próxima segunda-feira, dia 28, às 21h00. O episódio inaugural ruma à Beira Interior para dar a conhecer a história, os rostos e os segredos por trás do pão de centeio e da broa de milho tradicionais da região.

A viagem do programa faz uma paragem emblemática pelos Moinhos de Sandomil e pelo Museu do Pão, em Seia, espaços fundamentais na preservação da memória e da identidade cerealífera beirã. Ao longo do episódio, o público é convidado a compreender a relação profunda entre a pastorícia, a terra e a produção dos cereais que moldam o característico pão beirão.

O documental acompanha ainda de perto o trabalho de quem mantém viva esta arte diariamente: José Carlos Santos, da Padaria Dias, na Covilhã, e o casal Aires e Julieta, responsáveis por acender todas as quintas-feiras o forno comunitário das Cortes do Meio para cozer a broa de milho tradicional.

A jornada culmina no topo do maciço central da Serra da Estrela, num encontro onde os intervenientes partilham o pão acompanhado por queijo e presunto da região, num momento de partilha e reflexão sobre o futuro e a continuidade deste ofício ancestral.

Com exibições semanais às noites de segunda-feira, «Pão da Nossa Terra» promete percorrer o país de norte a sul para celebrar a diversidade do pão português e homenagear quem continua a pôr «as mãos na massa».

Créditos RTP

Seia ganha novos Postos de Emergência Médica em São Romão e Loriga para reforçar socorro no distrito


Novos Postos de Emergência Médica (PEM) entram em funcionamento a partir do dia 1 de outubro, e reforçam a capacidade de socorro dos Bombeiros em quatro municípios do distrito

O distrito da Guarda vai reforçar significativamente a sua capacidade de resposta à emergência pré-hospitalar, com a entrada em funcionamento, a partir de 1 de outubro, de oito novos Postos de Emergência Médica (PEM). Os novos postos abrangem os municípios de Gouveia, Guarda, Seia e Trancoso, permitindo aproximar meios de emergência médica de várias comunidades e reforçar uma rede de socorro particularmente importante num território marcado pela dispersão populacional, pelas distâncias e pelas características geográficas do interior.

Passam a integrar a rede de PEM a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Folgosinho, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Melo, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Tazem, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Famalicão da Serra, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Gonçalo, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Loriga, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de São Romão e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca das Naves.

Mais pontos de socorro, mais proximidade das populações
A entrada em funcionamento destes oito novos PEM representa um reforço concreto da capacidade de resposta dos Bombeiros do distrito da Guarda e permite colocar meios de emergência médica mais próximos das populações.

Num território em que as distâncias entre comunidades e centros urbanos podem ser significativas, a proximidade dos meios de socorro assume particular importância. “Cada novo Posto de Emergência Médica significa aproximar o socorro das populações. Num território como o nosso, onde as distâncias têm um peso muito significativo na resposta, esta proximidade é particularmente importante”, refere Cláudio Serra, presidente da Federação de Bombeiros do Distrito da Guarda.

Os novos postos vêm reforçar uma rede de emergência médica que já conta com vários Corpos de Bombeiros do distrito envolvidos nesta resposta, entre os quais Manteigas, Guarda, Seia, Fornos de Algodres, Aguiar da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Sabugal e Vila Nova de Foz Côa.

O reforço agora concretizado demonstra também a capacidade das Associações Humanitárias e dos Corpos de Bombeiros do distrito da Guarda para assumirem responsabilidades acrescidas na prestação de socorro às populações.

Federação acompanhou de perto o processo

Segundo Cláudio Serra, a Federação de Bombeiros do Distrito da Guarda acompanhou este processo com particular proximidade, mantendo reuniões e contactos com o INEM e procurando transmitir as necessidades identificadas no território. Segundo o presidente, o acompanhamento permitiu acompanhar a evolução da rede, identificar necessidades concretas e defender junto das entidades competentes o reforço da resposta em diferentes zonas do distrito. “Temos acompanhado este processo muito de perto, nomeadamente através das reuniões que mantivemos com o INEM. O nosso papel enquanto Federação é conhecer a realidade das nossas associações, identificar onde existem necessidades e levar essas preocupações às entidades que têm competência para decidir.”

A Federação considera que a expansão da rede deve continuar a ser feita com base numa análise concreta das necessidades de cada território, tendo em conta não apenas indicadores nacionais, mas também a dispersão populacional, as distâncias e a capacidade operacional existente.

Períodos de funcionamento devem acompanhar as necessidades
Os oito novos PEM terão períodos de funcionamento diferenciados, entre 8 e 12 horas diárias, de acordo com os critérios definidos para cada Corpo de Bombeiros.

A Federação já colocou ao INEM a necessidade de avaliar o eventual alargamento do período de funcionamento de um dos novos PEM, tendo em consideração a média diária de emergências e a realidade operacional concreta desse território. “A resposta deve ser ajustada à realidade. Se determinados territórios apresentam uma procura e uma necessidade de resposta que justificam um período de funcionamento superior, essa realidade deve ser analisada”, esclarece.

Um reforço que exige condições para funcionar

Para a Federação, o reforço da rede de PEM representa também uma responsabilidade acrescida para as Associações Humanitárias e os seus Corpos de Bombeiros. A existência de um PEM exige disponibilidade de recursos humanos, formação, meios, organização operacional e condições financeiras que permitam garantir a continuidade da resposta. “Um Posto de Emergência Médica não é apenas uma ambulância. É uma estrutura de resposta que exige Bombeiros preparados, recursos humanos disponíveis, formação, meios e capacidade para assegurar o serviço com qualidade e segurança.” A Federação defende, por isso, que a expansão da rede deve ser acompanhada pela criação das condições necessárias à sua sustentabilidade, garantindo que o reforço da capacidade de socorro hoje criado possa ser mantido no futuro.

Distrito com maior capacidade de resposta

Com a entrada em funcionamento dos oito novos PEM, diferentes territórios do distrito da Guarda passam a contar com uma resposta de emergência médica mais próxima. Para a Federação dos Bombeiros do Distrito da Guarda, este é um passo relevante no reforço da capacidade de socorro e na valorização do papel que os Bombeiros desempenham diariamente junto das populações. “No distrito da Guarda, reforçar os Postos de Emergência Médica é reforçar a capacidade dos nossos Bombeiros e aproximar o socorro das populações. É essa proximidade que, em última análise, importa garantir.”
A Federação de Bombeiros do Distrito da Guarda diz que continuará a acompanhar a evolução da rede de emergência médica no território, “mantendo a articulação com o INEM e defendendo respostas cada vez mais próximas, qualificadas e adequadas às necessidades concretas das populações. No interior, cada quilómetro conta. Cada minuto conta. E aproximar o socorro das populações é reforçar a segurança de todos.”

Cineteatro de Seia exibe esta noite «Couture», drama sobre a Semana da Moda de Paris protagonizado por Angelina Jolie

​A Casa Municipal da Cultura de Seia recebe esta sexta-feira, 25 de setembro, pelas 21h30, a exibição do filme Couture, da realizadora francesa Alice Winocour. A longa-metragem conta com a atriz norte-americana Angelina Jolie no papel principal.

​Ambientado nos bastidores da emblemática Semana da Moda de Paris, o enredo acompanha o cruzamento de vidas de três mulheres que, entre a exigência e o glamour do mundo da alta-costura, encontram laços de solidariedade e novas oportunidades de recomeço.
​Com uma duração de 103 minutos e classificação etária M/14, a obra é falada em inglês e francês, sendo apresentada com legendas em português.

​Os bilhetes têm o custo geral de 4 euros, estando contemplado um desconto de 50% para:
​Titulares do Cartão Jovem Municipal
​e Sénior Municipal,

​Pessoas com incapacidade igual ou superior a 60% e
​Cidadãos em situação de desemprego.

​A sessão está agendada para as 21h30 no Cineteatro da Casa Municipal da Cultura de Seia.

Chamamento Real leva a história e a tradição de Carragozela para as ruas a 24 de outubro

Uma experiência imersiva inspirada na memória da Honra Velha, com percurso histórico, séquito régio, caracterização de época e um repasto comunitário no Largo da Igreja

No próximo dia 24 de outubro, Carragozela será palco de uma iniciativa inédita que pretende aproximar a comunidade e os visitantes da história, da memória e das tradições da terra. Sob a designação “Chamamento Real”, a iniciativa, promovida pela URRACA — Unidade de Raízes e Relatos de Ação Cultural e Antepassados, propõe uma experiência imersiva que cruza História, património, tradição, gastronomia e espírito comunitário.

Inspirado na memória da antiga Honra Velha de Carragozela e na figura da Infanta D. Urraca de Portugal, o “Chamamento Real” foi concebido não como uma simples caminhada ou como uma recriação histórica convencional, mas como uma experiência participativa, em que o público é convidado a fazer parte da própria narrativa.

Ao longo da tarde e da noite de 24 de outubro, Carragozela será envolvida por uma atmosfera inspirada em outros tempos, com a presença de um Séquito Régio, tochas, estandartes, cavalos, sinos, música e diferentes elementos cénicos que acompanharão o percurso.
O programa terá como primeiro grande momento “O Percurso do Rei”.

Os participantes serão convidados a reunir-se para responder ao “Chamamento” e acompanhar o Séquito Régio por um percurso preparado para revelar diferentes elementos da história e da memória de Carragozela.

A intenção não é apresentar uma caminhada convencional, mas criar uma experiência em que o percurso seja parte integrante da narrativa. Os caminhos, os lugares, os sons, as personagens e os elementos cénicos serão utilizados para transportar os participantes para uma época em que as relações entre a terra, a Coroa, os ofícios e as comunidades assumiam uma dimensão muito diferente da atual.

Ao longo da jornada haverá momentos de animação e interpretação, criando uma experiência que permita aos participantes não apenas ouvir falar da História, mas percorrê-la, observá-la e vivê-la de forma simbólica.

A organização pretende, desta forma, valorizar também o próprio território e os lugares que integram a memória de Carragozela, mostrando que “o património não está apenas nos monumentos ou nos documentos, mas também nos caminhos, nos espaços de encontro e nas histórias transmitidas entre gerações.”

Um convite para vestir outros tempos

Uma das características diferenciadoras do “Chamamento Real” será o envolvimento direto dos participantes.

A organização convida todos aqueles que participem no Percurso do Rei a vestirem-se à maneira de outros tempos, entrando no espírito da experiência.

“Não se pretende uma recriação histórica rigorosa nem é necessário possuir um traje profissional”, explica a organização. A proposta é que cada participante utilize a imaginação e construa uma caracterização inspirada nas gentes que poderiam ter vivido ou atravessado estas terras: trabalhadores da terra, pastores, artesãos, viajantes, mercadores, cavaleiros, figuras da corte ou simplesmente homens e mulheres do povo.

A organização incentiva igualmente os participantes a trazerem objetos, ferramentas ou utensílios relacionados com a caracterização escolhida.

O Repasto do Rei

O outro grande momento é “O Repasto do Rei”. No final da caminhada, a chegada ao terreiro dá lugar a uma ceia comunitária. A ementa inclui iguarias tradicionais como caçoilas de chanfana, torresmos preparados em lume de fogueira, pão caseiro cozido ao vivo, vinho e castanhas assadas, tudo acompanhado por música medieval itinerante.

Todos os inscritos no percurso têm direito ao repasto. A organização reforça que a reserva é obrigatória e sugere a junção de grupos de 4 a 5 pessoas para a escolha da caçoila e reserva de lugar no terreiro.

Joana Almeida, a voz da Serra da Estrela que tem conquistado os grandes palcos nacionais e internacionais


Natural de Gouveia e com fortes raízes familiares no concelho de Seia, Joana Almeida afirmou-se no panorama musical português como uma das vozes mais promissoras e impressionantes da sua geração. Dotada de um “vozeirão” único, capaz de transitar entre a ópera, a suavidade melódica e a potência do rock e da música pop, a jovem intérprete tem vindo a construir um percurso artístico sólido, marcado por palcos de prestígio, projetos comunitários e concursos de dimensão nacional.

A projeção mediática de Joana Almeida começou a desenhar-se desde cedo. A sua passagem pelo programa da RTP The Voice Kids Portugal revelou ao país a extensão do seu alcance vocal e a maturidade interpretativa com que subia ao palco.

Essa projeção impulsionou a sua carreira: em 2019, Joana foi a representante de Portugal no Festival Eurovisão da Canção Junior na Polónia, com o tema “Vem Comigo (Come With Me)”. O tema levou a energia e o talento da região serrana a um público internacional de milhões de espetadores, marcando o início oficial da sua discografia e da sua ligação ao universo dos festivais da canção.

O encontro de talentos na Orquestra Nacional de Jovens

Entre os grandes momentos da sua carreira recente destaca-se o trabalho realizado na Orquestra Nacional de Jovens (ONJ), onde Joana Almeida tem integrado uma produção de grande envergadura, como é o caso do espetáculo de Tributo aos Scorpions. O último espetáculo subiu ao palco do Centro de Artes e Espetáculos (CAE) da Figueira da Foz, uma das infraestruturas culturais de referência na Região Centro de Portugal. Dotado de grandes auditórios e uma acústica de excelência, acolhe regularmente espetáculos de teatro, dança, grandes concertos orquestrais e produções líricas.

O palco do CAE foi pequeno para tanto talento. Foi aqui que Joana Almeida partilhou e continua a partilhar palco com Sara Gouveia, jovem cantora também originária do concelho de Seia. O encontro de Joana e Sara juntou duas vozes inconfundíveis e complementares, proporcionando momentos de harmonia vocal e cumplicidade artística amplamente elogiados pelo público, neste grande tributo.

Tributo aos Scorpions num grande espetáculo em Santa Maria da Feira

Evidenciando versatilidade estilística, Joana Almeida tem integrado projetos de grande exigência vocal, destacando-se, então, a sua participação no Tributo aos Scorpions levado a palco pela ONJ. Dar voz a baladas icónicas ou à energia rock exige o domínio técnico e o fôlego que se tornaram a sua assinatura nos palcos.

A produção prepara-se para levar este espetáculo memorável ao norte do país, mais precisamente a Santa Maria da Feira, a 7 de novembro, com a reinterpretação dos clássicos da mítica banda alemã, aliando arranjos orquestrais e uma performance vocal arrebatadora.

Joana Almeida: percurso musical e biografia

Desde muito nova que Joana Almeida demonstrou o amor à música e é isto que quer fazer no futuro. Estudou no Conservatório de Seia, no ensino articulado, onde fez o 5º grau de piano e estudou violoncelo. Iniciou os seus estudos de canto aos 7 anos na escola ACR Music & Voices onde permaneceu até 2025, com a Professora Ana Carina Reis (Soprano). No ano letivo 2024/2025 ingressou no 10º ano em Canto na EPABI (Escola de Artes da Beira Interior), na Covilhã, na classe da Professora Maria Mendes (Soprano) e no 11º ano na classe da Professora Diana Santos. A partir de 2025 iniciou, em simultâneo, aulas de escrita, composição e produção musical com a Cantora Mimi Froes. Já este ano começou com aulas de canto com a Professora Rita Mendes, na Diogo Pinto Vocal Studios em Lisboa.

Foi a partir de 2017 que começou a levar a música Portuguesa ao mundo. Alcançou o seu primeiro prémio em Praga com apenas 7 anos. A partir daí nunca mais parou de cantar, em Portugal e no estrangeiro.

Participa em muitos eventos, entre eles, Concertos com Orquestras de vários pontos do país; concertos em nome próprio e com outros cantores; festivais nacionais e internacionais; noites de fado; musicais (tendo feito sempre as personagens principais, até mesmo na escola de Verão do Filipe Lá Féria com a Mary Poppins); programas de televisão; concursos de ópera ou mesmo programas mais mediáticos nacionais.

Alcançou vários primeiros lugares, nomeadamente a Gala dos Pequenos Cantores da Figueira da Foz, em 2019 (com o seu primeiro original “Não Deixes”).

Também em 2019, representou Portugal no Junior Eurovision, com o original “Vem Comigo” (do Compositor e letrista João Pedro Coimbra).
Venceu o All Together Now Kids em 2020 e foi finalista de “Uma Canção para Ti”, em 2022. Participou no The Voice Kids, em 2023, tendo lançado, também, o seu primeiro single intitulado “Se me ouvires cantar”. No ano seguinte, em 2024, mais um novo single, “Amor Escondido” e, já este ano, participou no Simply the Best.

Tem realizado atuações com a Orquestra Nacional de Jovens em vários concertos, no ano passado com o Tributo aos Queen e este ano com o Tributo aos Scorpions, tanto na Casa da Música do Porto, como no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz e noutras salas, como é o caso do Auditório do Europarque em Santa Maria da Feira.

Tem cantado como solista e feito duetos e back vocals com várias Orquestras incluindo a ONJ.

Fotos: CAE – Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz

Vila Nova de Tazem acolhe o “Primeiro Trail Entre Vinhas e o Mondego”


Evento organizado pelo Centro de Cultura e Desporto de Vila Nova de Tazem e pela Junta de Freguesia local junta desporto, natureza e valorização do Vinho do Dão Sub-Região Serra da Estrela

A vila de Vila Nova de Tazem transforma-se, no próximo dia 15 de novembro, no epicentro do desporto e da valorização territorial com a realização da primeira edição do ” Trail Entre Vinhas e o Mondego “.

Organizado conjuntamente pelo Centro de Cultura e Desporto (CCD) de Vila Nova de Tazem e pela Junta de Freguesia de Vila Nova de Tazem, o evento surge com a missão de reforçar a coesão territorial, potenciar o turismo de natureza e promover o património e os produtos endógenos que definem a identidade e a economia da região.

Com percursos desenhados entre as emblemáticas vinhas da região e as paisagens ribeirinhas do rio Mondego, a prova oferece aos participantes uma experiência imersiva no património natural e cultural local. O evento está estruturado para acolher desde atletas experientes a iniciantes de trail running (distância única 16 km) bem como famílias e caminhantes que escolhem a Caminhada (distância 8 km) como forma de promover a atividade física saudável e o contacto direto com o mundo rural.

Valorização do património e vinho do Dão

Um dos grandes pilares do “Primeiro Trail Entre a Vinha e o Mondego” é o seu forte compromisso com a coesão territorial e a dinamização da economia local. Em particular destaque estará a promoção do Vinho do Dão, com foco especial no perfil distintivo da Sub-Região Dão Serra da Estrela. A convergência entre a prática desportiva e a vitivinicultura atua como um motor de atração turística, impulsionando os produtores locais, a gastronomia e o comércio da freguesia e da região.

Fonte da organização afirmou que este tipo de evento se insere numa estratégia integrada de valorização não só da prática desportiva, com todos os benefícios para a saúde e bem-estar, mas também de divulgação e promoção turística da Vila do concelho de Gouveia, por muitos apelidada como “A Capital do Dão-Serrano”. Reconhecida pelos seus vinhos tintos com boa estrutura, aromáticos e elegantes, tem vindo a destacar-se cada vez mais pelos brancos de acidez vibrante e final fresco e persistente, ambos com elevado perfil de harmonização gastronómica.

São Silvestre de Vila Nova de Tazem já em preparação

A 2.ª edição da São Silvestre de Vila Nova de Tazem já tem data marcada. A prova de atletismo realiza-se no próximo dia 26 de dezembro e promete voltar a animar as ruas da freguesia, reunindo atletas de diferentes pontos do país. Depois do sucesso alcançado na primeira edição, a organização pretende dar continuidade ao projeto, fidelizar os atletas e afirmar a São Silvestre de Vila Nova de Tazem no calendário do atletismo competitivo do distrito da Guarda.

Entre os desafios que marcaram a primeira edição esteve a exigente subida da Avenida João Paulo II (Variante). Um percurso que deixou “memórias” e certamente algum esforço extra nas pernas dos atletas, mas que promete voltar a ser um dos pontos altos da competição. Para quem participa pela primeira vez, será um novo desafio. Para os que regressam, haverá certamente um objetivo adicional: melhorar o tempo alcançado na edição anterior.

Na primeira edição, os atletas que percorreram as três voltas ao circuito mais rapidamente foram Rui Manuel Coelho, com o tempo de 35m14s, e Flávia Marques, que concluiu a prova em 45m36s.

As inscrições abrem brevemente para ambas as provas, e toda a informação detalhada estará disponível junto dos canais oficiais do CCD de Vila Nova de Tazem.

Festa dos Vizinhos na Rua Cimo de Vila em Santa Marinha

O encontro de convívio comunitário está marcado para o próximo sábado, dia 26 de setembro, às 12h00, na freguesia de Santa Marinha.
A Rua Cimo de Vila, em Santa Marinha, prepara-se para acolher a Festa dos Vizinhos este sábado, dia 26 de setembro, a partir das 12h00.

O evento comemora a sua conquista como vencedora do Concurso das Ruas Natalícias da edição 25/26 da Vila Natal, promovendo um momento de partilha, reconhecimento e fortalecimento dos laços comunitários.

Além de celebrar o envolvimento e o trabalho dos moradores que se dedicaram à decoração e dinamização da rua, a iniciativa servirá de palco para o futuro. Aproveitando o encontro, a Junta de Freguesia de Santa Marinha fará a apresentação oficial e divulgação da edição Vila Natal 2026/2027, revelando as principais novidades e dando o arranque para a preparação da próxima época festiva na localidade.
O evento reforça o lema da comunidade — “Uma rua. Uma comunidade. Uma tradição que continua” —, sublinhando a importância da união e da participação de todos para a valorização do património e da vida em freguesia.

Uma reflexão para nos fazer pensar

:::: por Santiago Borges Ferreira – 15 anos ::::

Setembro é, por excelência, o mês de regresso às aulas. As férias terminam e as rotinas voltam de novo ao normal.

Mas algo não termina. Sabem o quê? A falta de acesso à educação. Porque, enquanto aqui fazemos da nossa preocupação mais vital escolher a cor e a marca dos cadernos, lá longe, em realidades que nos são desconhecidas, há um pai e uma mãe que gostariam de dar acesso à educação aos seus filhos, mas não conseguem.

Aqui reclamamos da falta de professores – que sim, é de facto uma realidade preocupante – mas, mesmo assim, temos quem ensine as nossas crianças.

Reclamamos – e digo-o como aluno – de acordar cedo, de estudar, de “aturar” os professores, mas, mesmo assim, ao final do dia, temos a oportunidade de estudar gratuitamente.

Vamos aos dados: segundo a UNESCO, a taxa de analfabetismo no Sudão do Sul ronda cerca de 65% a 70% da população, ou até mais. E entende-se por isto a população com mais de 15 anos. Por sua vez, a Índia, um país que ao longo dos últimos tempos tem feito muitos progressos a nível económico e tecnológico, ainda se situa atualmente numa taxa de população analfabeta que ronda os 26%, segundo uma pesquisa realizada pelo U.S. Career Institute.

E por que é que isto acontece? Ora, haveria por certo muitas respostas, mas vou focar-me apenas em uma: o analfabetismo generalizado, como é o caso do Sudão do Sul que acima citei. Lá são entraves ao alfabetismo (oposto de analfabetismo), por exemplo: a falta de recursos, pois muitas escolas carecem de eletricidade, água potável e, sobretudo, professores qualificados; a gravidez precoce nas meninas e mulheres; a priorização do género masculino; e os conflitos armados (como já se viu no Sudão do Sul), o que criou “gerações perdidas” que, durante anos a fio, não colocaram os pés numa sala de aula.

Curiosamente, e em contraste com tudo o que disse acima, os últimos dados dos Censos mostram que a taxa de analfabetismo do país em que nos encontramos, ou seja, Portugal, é de 3,01%, mas com a diferença de que este número se refere a pessoas idosas que já estão reformadas. É, por isso, possível afirmar que, nos dias de hoje, a população ativa em Portugal é totalmente alfabetizada.

Antes de prosseguir, creio ser importante esclarecer que peguei em exemplos como os do Sudão do Sul e da Índia por serem os números que mais chamam à vista, mas também poderia referir países como o Afeganistão. É importante esclarecer igualmente que a falta de escolaridade não se verifica só no continente africano, como muitas vezes tendemos a pensar, mas estende-se também à Ásia Ocidental que, segundo a UNESCO, é mesmo o segundo continente com mais analfabetos, ficando apenas atrás do continente Africano.

Fica aqui a seguinte reflexão, que se traduz com certa precisão no ditado popular: “Reclamamos de barriga cheia”.

Enquanto houver uma criança ou um adulto no mundo sem escolaridade, não podemos nem devemos hastear em praça pública a ideia de que está tudo bem. Não está.

A educação é um direito que a Declaração Universal dos Direitos Humanos consagra no seu Artigo 26.º, passo a citar: “Todo o ser humano tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar é obrigatória.” Claro que estamos muito longe de que isto seja uma realidade, mas não podemos baixar os braços; o que aqui disse tem de nos interpelar de alguma maneira.

Para concluir, somos tão “gente como a gente” quanto uma criança que, muitas vezes desde o berço, tem como destino certo o analfabetismo. Merecemos o mesmo, temos os mesmos direitos, a diferença está em que ela não tem este verdadeiro “luxo” que é a educação, infelizmente.

Tenhamos presente, antes de abrir a boca para reclamar, estas realidades de que aqui falo.

A todos e todas os que já iniciaram ou se preparam para voltar às aulas e à rotina, desejo um bom ano letivo.

A ciência de setembro, ao nosso redor

:::: por Gabriel Martins – 18 anos ::::

Apesar de nem sempre ser visível, a ciência avança a um ritmo extraordinário. Neste mês, alguns desses avanços vão desde a Inteligência Artificial e a matemática até à astronomia e à exploração espacial. 

A ciência é, para alguns, uma área associada a laboratórios distantes, universidades e descobertas que parecem completamente desligadas do nosso dia a dia. No entanto, é exatamente o contrário.

Muitas das questões que os cientistas estudam hoje têm o potencial de transformar o nosso mundo amanhã. Desde a Inteligência Artificial, que começa a enfrentar alguns dos problemas mais difíceis da história, passando pelos novos telescópios que têm o potencial de mudar a maneira como pensamos e olhamos para o céu, até às espaçonaves que podem redefinir os limites da exploração humana, a ciência avança a um ritmo extraordinário.

É com esta ideia em mente que trazemos alguns dos desenvolvimentos mais interessantes da ciência para mais perto da nossa comunidade.

Até há alguns anos, seria impensável imaginar que uma Inteligência Artificial pudesse contribuir para resolver alguns dos maiores problemas da matemática. No entanto, no dia 8 de setembro, a OpenAI anunciou que os seus modelos de IA tinham produzido uma solução para um deles: o problema de Navier-Stokes.

No ano 2000, o Clay Mathematics Institute estabeleceu sete problemas considerados como alguns dos maiores desafios da matemática moderna. Conhecidos como os Problemas do Milénio, são problemas que permanecem em aberto há décadas, ou até séculos, cuja resolução é recompensada com um prémio de um milhão de dólares e várias distinções na comunidade matemática.

Até ao dia 8 de setembro, apenas um dos sete tinha sido resolvido: a Conjetura de Poincaré, pelo matemático russo Grigori Perelman, que recusou o prémio.

A OpenAI anunciou então que os seus modelos tinham encontrado uma solução para o problema de Navier-Stokes, cuja importância se estende à forma como compreendemos o comportamento dos fluidos, como a água ou o ar. Se a solução for validada pela comunidade matemática, poderá representar um momento histórico para a Inteligência Artificial e para a própria matemática. A OpenAI afirmou, no entanto, que não pretende aceitar o prémio.

O anúncio trouxe também controvérsia, especialmente devido a questões relacionadas com alguns dos métodos utilizados e com a atribuição de ideias a investigadores humanos. Para além disso, a rivalidade entre as empresas de Inteligência Artificial, como a OpenAI e a Anthropic, tornou o caso ainda mais discutido.

Mas a Inteligência Artificial não é a única tecnologia a mudar a forma como fazemos ciência. Um exemplo disso é o telescópio espacial Nancy Grace Roman, lançado pela NASA no dia 30 de agosto, que promete mudar a maneira como observamos o Universo.

Este telescópio terá como um dos seus principais objetivos estudar a matéria escura e a energia escura, fenómenos que ainda não compreendemos completamente. Embora não possamos observar diretamente a matéria escura, sabemos que algo invisível parece contribuir para a massa das galáxias, através dos seus efeitos gravitacionais.

Roman irá observar enormes porções do céu de uma forma nunca antes feita, permitindo realizar em poucos meses registros que levariam anos com outros telescópios, representando assim uma verdadeira revolução na astronomia.

Uma de muitas que estão a acontecer na exploração espacial. Os avanços nesta área também se fazem sentir na corrida para regressar à Lua. A China tem avançado com os preparativos para levar seres humanos à superfície lunar até 2030, enquanto o programa Artemis, liderado pela NASA e desenvolvido com a colaboração de parceiros internacionais, pretende também levar astronautas de volta à Lua.

A China e os Estados Unidos planeiam, inclusive, desenvolver infra-estruturas permanentes na Lua, nomeadamente na região do polo sul lunar, onde se encontra a cratera Shackleton. Esta região é particularmente interessante devido à possível presença de gelo de água, um recurso essencial para futuras missões de longa duração.

Mais importante ainda, estes acontecimentos mostram que, seja através da matemática, da Inteligência Artificial, da Astronomia ou da Exploração Espacial, a ciência continua a expandir aquilo que somos capazes de compreender, observar e alcançar.

Despiste na EN17 na Folgosa da Madalena faz um ferido ligeiro

Um acidente rodoviário causou, na manhã de hoje, um ferido ligeiro na Estrada Nacional 17 (EN17), na zona da Folgosa da Madalena, concelho de Seia.

O alerta para o despiste foi dado pelas 8h52. A vítima, do sexo feminino, sofreu ferimentos ligeiros e foi assistida no local, tendo sido posteriormente transportada para o Serviço de Urgência Básica (SUB) de Seia.

Nas operações de socorro estiveram envolvidos sete operacionais dos Bombeiros Voluntários de Seia, apoiados por duas viaturas: uma Viatura Urbana de Combate a Incêndios (VUCI com 5 operacionais) e uma Ambulância de Socorro (ABSC com 2 operacionais).

A Guarda Nacional Republicana (GNR) de Seia esteve igualmente no local a tomar conta da ocorrência.

Devido ao acidente, a circulação rodoviária na EN17 esteve condicionada, com o trânsito a fazer-se de forma alternada por apenas uma via num dos sentidos.