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As estradas que nos levaram

As partidas nunca são fáceis.

São frias como a Serra no inverno. Tenebrosas como uma noite de trovoada. Por mais que sorriamos em cada abraço de despedida, há sempre lágrimas interiores que nos escorrem pela alma.

Partir exige, por vezes, que sejamos duros como o granito da Serra. Que disfarcemos a tristeza, que guardemos as palavras que ficaram por dizer e que atravessemos a porta sem olhar demasiadas vezes para trás.

A minha partida mais recente não foi muito diferente.

Regressei esta semana a Macau com a minha família, depois de três curtas semanas em Portugal. Já deste outro lado do mundo, revejo os rostos que reencontrei. Familiares, amigos, conhecidos. Pessoas que fazem parte da nossa vida mesmo quando passam anos sem que nos cruzemos.

Volto a sentir os cheiros, os sabores e as sensações. As conversas demoradas. Os encontros inesperados. Os abraços sinceros.

Quando cheguei à minha terra, alguém me disse, em tom de brincadeira:
— Bem-vindo à parvónia.
Respondi-lhe:
— Mas é a minha parvónia.
E é.

Podemos partir para o outro lado do mundo. Podemos viver entre outras línguas, outras culturas e outras formas de olhar para a vida. Podemos habituar-nos ao movimento permanente de uma cidade como Macau, às luzes, aos edifícios e à multidão. Mas nunca esquecemos verdadeiramente o lugar de onde viemos.

A nossa terra vive dentro de nós.
Não importa que esteja envelhecida. Não importa que pareça cansada. Não importa sequer que, por vezes, nos dê a sensação de estar lentamente a morrer. Também nós morremos um pouco com ela.
Nas principais avenidas, sucedem-se os anúncios: vende-se aqui, arrenda-se acolá. Loja atrás de loja. Porta atrás de porta. Memória atrás de memória, fechada, encerrada pelo tempo — ou pelos tempos deste nosso tempo.
Onde antes havia comércio, há agora montras vazias. Onde havia movimento, há silêncio. Onde se encontravam pessoas, acumulam-se papéis amarelecidos atrás dos vidros.

Cada porta fechada representa mais do que o fim de um negócio. Representa uma família que desistiu, alguém que partiu, um projeto que não resistiu ou uma geração que não encontrou quem lhe desse continuidade.

Nas aldeias, o cenário repete-se.
Campos onde outrora vibrávamos intensamente a cada jogo de futebol servem hoje de parques de estacionamento. Lugares onde dezenas de crianças corriam atrás de uma bola estão agora vazios, porque já quase não há crianças que neles possam correr.
Aldeias que chegaram a ter meia dúzia de tascas não têm hoje um único sítio onde se possa beber um copito, encontrar dois amigos e discutir, com a habitual autoridade serrana, os destinos do mundo.

As estradas que nos ajudaram a partir continuam, infelizmente, quase as mesmas. Parecem ter sido feitas num só sentido: serviram para nos levar para longe, mas poucas são hoje capazes de nos aproximar novamente da terra, de nos chamar de volta e de tornar o regresso uma escolha possível. Algumas, pelo estado em que se encontram, deviam envergonhar-nos a todos.

Mas continua a ser a minha parvónia. Continuam a ser as minhas gentes.

Nestas três semanas revi família, amigos mais e menos chegados, antigos companheiros e rostos que julgava guardados apenas na memória. Uns também partiram e, de tempos a tempos, regressam. Outros ousaram ficar. Resistiram. Construíram ali as suas vidas e continuam, todos os dias, a lutar contra o abandono, o envelhecimento e aquela resignação perigosa que nos tenta convencer de que já nada há a fazer.

Talvez sejam esses os verdadeiros resistentes da Serra.
Os que ficaram quando partir parecia mais fácil. Os que abriram uma porta quando tantas outras se fechavam. Os que continuaram a trabalhar a terra, a criar empresas, a manter associações, a preservar tradições ou simplesmente a garantir que ainda existe luz acesa numa casa ao fundo da rua.

Entre os que partiram e os que ficaram não deve existir julgamento. Cada um fez as escolhas que a vida lhe permitiu fazer. Uns procuraram oportunidades longe. Outros encontraram razões para permanecer.

E todos pagaram um preço.
Quem ficou viu partir familiares, amigos e vizinhos. Quem partiu levou consigo uma ausência que nenhuma distância consegue apagar.

Talvez seja por isso que, sempre que regressamos, procuramos uma terra que já não existe exatamente como a deixámos. Percorremos as mesmas ruas, mas faltam pessoas. Entramos nos mesmos cafés, quando ainda estão abertos, mas faltam vozes. Olhamos para as casas, para os campos e para os lugares da infância e percebemos que o tempo também ali passou, mesmo que uma parte de nós esperasse encontrá-los intactos.

Regressar é reencontrar.
Mas é também confirmar tudo aquilo que perdemos.
Depois chega novamente o momento da partida. Fecham-se as malas, repetem-se os abraços e prometemos voltar em breve. Dizemos que são apenas alguns meses. Sorrimos para tranquilizar os outros e talvez também para nos convencermos a nós próprios.

Partimos.
Mas nunca vamos inteiramente embora.
Porque, esteja eu onde estiver, há uma presença que me acompanha. Ergue-se acima das distâncias, das fronteiras e do tempo.
O que nos une é a Serra.
Por ser nossa.
E porque, mesmo quando estamos longe, nunca deixamos verdadeiramente de lhe pertencer.

SÍMBOLOS NACIONAIS, CAUSAS E BANDEIRAS

Sou daqueles que defendem que os símbolos nacionais devem ser respeitados e não misturados com outros quaisquer.
Naturalmente, refiro-me aos símbolos definidos, como tal, na Constituição, a Bandeira e o Hino Nacionais, e não a símbolos de cadernetas de cromos. Considerar que Ronaldo deve ser convocado porque “é amplamente reconhecido como um símbolo de Portugal” e porque “Portugal lhe deve muito” é ridículo e ofensivo e leva à banalização e diminuição daquilo que é verdadeiramente importante.
São a Bandeira e o Hino (artigo 11° da Constituição), juntamente com a língua, que nos unem, que alicerçam a nossa unidade, identidade e soberania e nos distinguem das outras nações.
O Presidente da República vetou o decreto legislativo que proibia o hasteamento de bandeiras de natureza “ideológica, partidária ou associativa” em edifícios públicos, que fica marcado como o primeiro veto político do atual PR.
Seguro fundamentou o seu veto mas deixou entender que não deverá haver impedimento ao hasteamento de bandeiras associadas a grupos minoritários e a causas, desde que em contexto adequado.
Não há, em meu entender, contextos adequados que justifiquem misturar bandeiras de causas, grupos e comunidades à Bandeira Nacional.
Seguro tem receio de desagradar grupos ideológicos e defensores de causas, que devem ter direito ao seu espaço e expressão próprios, e que o ajudaram a alcançar o lugar de Presidente da República, que não é um símbolo nacional.
Se é por uma questão de representatividade desses grupos, porque não passar a hastear a bandeira do Benfica em edifícios públicos? Ao que parece, o Benfica tem cerca de 440.000 sócios registados, o que lhe confere o estatuto de um dos clubes do mundo com mais sócios. Trata-se de uma comunidade associativa que abrange todo o território nacional e a diáspora espalhada pelo mundo, democrática, plural, sem distinção de sexo, religião ou idade.
Será difícil encontrar uma comunidade tão representativa e abrangente como esta, portanto merecedora de ver a sua bandeira hasteada em edifícios públicos, em contexto adequado.
Uma sondagem indica que este clube terá mais de 4,5 milhões de adeptos em território nacional, um número bastante superior ao de eleitores que elegeram Seguro.
O que acharia Seguro se fosse acompanhado pelo presidente do Benfica, em certas cerimónias oficiais, em contexto adequado?
E quando é que neste país e neste parlamento se começa a discutir aquilo que verdadeiramente interessa a Portugal e preocupa os portugueses?

SÍMBOLOS NACIONAIS, CAUSAS E BANDEIRAS

Seia, o CHEGA e os cãezinhos

A notícia dos trezentos animais em cativeiro e objeto de maus tratos foi bastante impressiva, quer pelo número de animais quer pelo aparato que as televisões mostraram. Sobretudo o aparato das “forças” quase policiais. Quanto aos animais, eram cães, praticamente os únicos seres não humanos que são objeto de tratamento diferenciado, mas para melhor. Se fossem gatos, galinhas, patos, ratos, coelhos etc. seria diferente, talvez com direito a notícia, mas sem direito a serem defendidos por um “exército”. A incoerência de quem diz defender os animais não é apenas chocante, mas hipócrita. A maioria defende o seu animalzinho doméstico e pouco mais. Apesar das manifestações aparatosas e com um número significativo de participantes, ou seja, apesar do barulho, continuo a acreditar que a maioria não sobre valoriza a questão animal de forma irracional. Para existir coerência então deveriam, os que fanatizam a causa animal, deixar de ingerir carne e peixe marisco, moluscos e por aí. E combater o abate animal para alimentação humana. Quando isso acontecer, estarei com eles, pois essa é a verdadeira coerência e postura de defesa de igualdade de tratamento. Tudo o resto é egoísmo e hipocrisia. Tal como noutros “temas” mais ou menos sensíveis, deve haver muito cuidado para evitar confusão e inversão de valores.

A alteração à legislação laboral foi chumbada, mas a prestação social única foi aprovada. O CHEGA nunca quis fazer o jeito ao governo e, por isso, ajudou a chumbar a alteração à legislação laboral pretendida pelo governo. Ao contrário da Iniciativa Liberal, o CHEGA não é um partido de ideologia e muito menos liberal, já que não passa de uma espécie de partido nacional-socialista, que tem pretensões de controlo do aparelho do estado e um comportamento politicamente populista, que o levou a não aceitar a retirada de direitos aos trabalhadores, mas acenando com a redução da idade da reforma como “moeda” de troca para aprovar as alterações propostas pelo governo à legislação laboral. Não existiu seriedade na posição do CHEGA relativamente a esta questão, ao contrário da posição do Partido Socialista na Prestação Social Única. Aqui, não existiu demagogia, mas sentido de responsabilidade relativamente à importância da aprovação da Prestação Social Única para o PRR. E relativamente ao qual importantes investimentos em Seia também estão em causa, como a Escola Secundária de Seia e o Centro de Emprego e Formação Profissional.

O Município de Seia tem sabido trazer ao concelho importantes eventos desportivos que impactam significativamente a economia local, sobretudo o alojamento e a restauração. O investimento através da política de subsídios às coletividades ou pagando diretamente a quem organiza os eventos não deixa de ser uma decisão estratégica que impulsiona toda a economia local e não apenas o setor da hotelaria e restauração. Claro que o setor privado não pode ficar à espera de subsídios, devendo mostrar dinamismo e iniciativa. As coletividades devem motivar os seus sócios e adotar práticas de comunicação com os mesmos para os integrar nas suas atividades. As empresas precisam de cativar clientes demonstrando capacidade de ser alternativa e de satisfação do cliente dentro das suas áreas de negócios. E Seia tem, felizmente, algumas empresas que prestam um serviço de qualidade e têm uma excelente relação com o cliente. O que Seia não tem é dimensão. Não tem Seia e muitas outras localidades situadas no interior. Mas não há que dramatizar. Para ganhar dimensão é necessário população e infraestruturas. Seia tem as segundas. Falta-lhe a primeira. Já o disse e repito: a imigração é uma janela de oportunidade para o crescimento do interior.

Despiste de motociclo provoca um ferido em Pinhanços

Um jovem, de idade compreendida entre os 20 e os 25 anos, sofreu ferimentos na sequência do despiste de um motociclo ocorrido esta manhã em Pinhanços, (Seia).
​O alerta para o acidente foi dado às 10h55. Após o socorro prestado no local, a equipa de emergência transportou a vítima para o Hospital da Guarda.
​Para esta ocorrência foram mobilizados sete operacionais dos Bombeiros Voluntários de Seia com dois veículos e GNR, com dois elementos e uma viatura.

Incêndio na região de Madrid: Portugal envia Força Operacional Conjunta para Espanha

Destacados elementos dos Bombeiros Voluntários de Loriga, de São Romão e de Seia

  • BV Seia: com 2 veículos e 7 operacionais
  • BV Sao Romão: com 1 veículo e 5 operacionais
  • BV Loriga: com 2 veículos e 3 operacionais

Varios elementos dos corpos de bombeiros voluntários da Sub-Região de Beiras e Serra da Estrela integram a Força Operacional Conjunta (FOCON) e partem hoje para combater o incêndio que lavra com grande intensidade na regiao de Madrid.

São 128 os operacionais da ANEPC, FEPC, bombeiros voluntários e UEPS que estão a caminho da
Província de Ávila para auxiliar o combate ao incêndio de grandes dimensões na região de Madrid.

A Força Operacional Conjunta é enviada ao abrigo do acordo bilateral entre Portugal e o Reino de
Espanha.

A missão enviada ao abrigo acordo bilateral entre Portugal e o Reino de Espanha, e que será
liderada pela Autoridade Nacional de Emerência e Proteção Civil (ANEPC), já está a caminho e
terá como objetivo o auxílio ao combate ao grave incêndio ativo na região de Madrid.

A Força Operacional Conjunta, integra 128 operacionais da ANEPC, da Força Especial de Proteção Civil (FEPC), dos corpos de bombeiros voluntários da
Sub-Região de Beiras e Serra da Estrela e da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro
(UEPS) da Guarda Nacional Republicana (GNR).
Em colaboração com a ANEPC, também o Exército Português fará parte do esforço de auxílio
ao combate ao incêndio em Espanha através do envio de 500 rações de combate da sua reserva.

Depois de, no início de julho, o combate ao incêndio de Vouzela ter contado com o importante
auxílio de meios e operacionais espanhóis, o acordo bilateral entre Portugal e o Reino de
Espanha dá novamente provas da estreita relação entre os dois países da Península Ibérica,
através do envio desta centena de operacionais que estará ao serviço da Proteção Civil
espanhola.

Município de Seia organiza passeio expedicionário à Serra da Estrela inspirado na expedição científica de 1881

Iniciativa realiza-se no dia 1 de agosto, num percurso pedonal com início e fim na Lagoa Comprida, e recupera episódios, curiosidades e conhecimentos da expedição que marcou a história da ciência em Portugal.

O Município de Seia promove, no próximo dia 1 de agosto, mais uma edição do Passeio Expedicionário à Serra da Estrela, este ano sob o mote “Vamos à Lagoa Comprida”. A iniciativa convida os participantes a descobrir alguns dos locais cartografados durante a histórica Expedição Científica à Serra da Estrela, organizada, em 1881, pela Sociedade de Geografia de Lisboa.

Com início marcado para as 9h30, junto ao ponto de vendas da Lagoa Comprida, o percurso pedonal, de tipologia circular, terá cerca de oito quilómetros e uma duração aproximada de seis horas. A caminhada passará por lugares emblemáticos desta área da Serra da Estrela, como o Lagoacho das Favas, as Charcas, o Covão dos Conchos, a Lagoa Redonda, a Lagoa Seca e o Covão do Forno.

A atividade será interpretada pelos técnicos do CISE – Centro de Interpretação da Serra da Estrela e pela historiadora Helena Gonçalves Pinto, que dará a conhecer alguns dos resultados da expedição e recordará episódios, curiosidades e momentos marcantes vividos pelos expedicionários há 145 anos.

Realizada por investigadores e académicos, a Expedição Científica de 1881 constituiu um marco na história da ciência em Portugal. Esta iniciativa pioneira permitiu estudar e documentar, de forma inédita, as múltiplas dimensões da Serra da Estrela, nomeadamente nos domínios da geografia, climatologia, orografia, antropologia, etnografia, arqueologia e medicina.

O conhecimento produzido durante a expedição deixou um importante legado científico sobre a Serra da Estrela, que continua a inspirar investigadores, estudiosos e todos aqueles que se interessam por este território singular.

A participação carece de inscrição prévia através da plataforma www.visitseia.pt.

Está de volta a Troca de Cromos do Mundial 2026 em Santa Marinha

Devido ao enorme sucesso do primeiro encontro, a freguesia de Santa Marinha vai realizar o 2.º Encontro de Troca de Cromos do Mundial 2026, a decorrer amanhã, domingo, dia 26 de julho, a partir das 19 horas, na sede da Junta.
“Foi com grande satisfação que vimos mais de 40 participantes, entre crianças, jovens e adultos, reunidos num ambiente de convívio, partilha e muita animação. Queremos repetir esse sucesso e continuar a ajudar todos os colecionadores a completar as suas cadernetas”, refere Rafael Abreu, presidente da Junta de Freguesia de Santa Marinha. E apela: “traga os seus cromos repetidos, encontre outros colecionadores e aproveite mais uma oportunidade para trocar, conviver e partilhar a paixão pelo futebol.”

A participação é gratuita e aberta a todas as idades.

O CineEco exige uma apreciação séria e não meramente protocolar

O Festival continua a ser um ativo cultural de enorme valor para Seia e para a Serra da Estrela, mas a sua comunicação, tal como tem sido conduzida, já não tem a pujança nem a capacidade mobilizadora que em outros tempos lhe permitiam ocupar, de forma natural, o centro da vida do Concelho e ganhar projeção nacional.

Durante anos, o CineEco afirmou-se pela força da sua identidade: um festival único em Portugal, com vocação ambiental, enraizado no território e reconhecido além-fronteiras.

Mas a força de uma marca não vive apenas do seu passado. Vive da capacidade de se renovar, de se afirmar na agenda pública e de manter uma ligação viva com a Comunidade que lhe dá casa. E é precisamente aqui que se sente hoje uma evidente perda de intensidade. O Festival continua a existir, sim, mas nem sempre continua a ser sentido com a mesma presença, a mesma energia e a mesma centralidade.

Isto não é um detalhe menor. Quando um evento desta dimensão deixa de ser assunto do Concelho com a naturalidade de outrora, quando a sua presença no espaço público se torna mais institucional do que popular, quando a sua visibilidade nacional parece depender mais da inércia da marca do que de uma estratégia realmente agressiva e contemporânea, então é legítimo perguntar se não estaremos perante um enfraquecimento da sua capacidade de afirmação.

E um festival que perde presença no território perde também parte do seu poder de influência para lá dele.

Importa dizer com frontalidade que o Concelho de Seia não pode tratar o CineEco como um ritual anual, encerrado num cartaz, numa cerimónia e em alguns momentos de visibilidade episódica.

Um festival como este tem de viver no Concelho durante todo o ano, na escola, no comércio, nas associações, nas ruas, na comunicação social local e regional, e também na projeção nacional que se exige a um projeto com esta história e este prestígio.

Se essa ligação enfraquece, então a responsabilidade não é do público por se afastar; é de quem deixou esmorecer a capacidade de convocação do próprio evento.

Pior do que a perda de visibilidade é a resignação perante ela. Não basta celebrar o legado do CineEco nem repetir que ele é importante. É preciso perguntar por que razão a sua força de mobilização local parece hoje menos evidente, por que motivo o seu eco nacional se tornou mais discreto e por que razão o Concelho já não o sente com a intensidade que justificaria a sua dimensão simbólica e estratégica.
Um festival ambiental de referência não pode ser apenas uma boa memória nem uma marca respeitável; tem de ser uma presença viva, poderosa e incontornável.

Se Seia quer continuar a afirmar-se através do CineEco, então tem de exigir mais do que manutenção. Tem de exigir ambição, comunicação forte, envolvimento real da Comunidade e uma estratégia de projeção que devolva ao Festival o lugar que merece: o de um grande acontecimento cultural, ambiental e territorial, capaz de unir o Concelho e de projetar a sua imagem no País com a mesma força com que um dia o fez.

ULS da Guarda realiza pela primeira vez cirurgia minimamente invasiva para tratamento da hiperplasia benigna da próstata

A Unidade Local de Saúde da Guarda (ULSG) realizou, pela primeira vez, uma cirurgia de enucleação prostática com laser Holmium (HoLEP – Holmium Laser Enucleation of the Prostate), uma técnica minimamente invasiva considerada uma das abordagens mais avançadas para o tratamento da hiperplasia benigna da próstata.
A intervenção foi realizada pela equipa da Unidade de Urologia, coordenada pelo Dr. Hugo Antunes, representando um importante marco na diferenciação clínica da ULSG e na oferta de cuidados de saúde cada vez mais inovadores e diferenciados à população.
A hiperplasia benigna da próstata é uma patologia frequente nos homens, sobretudo a partir dos 50 anos, caracterizada pelo aumento do volume da próstata, que pode provocar dificuldade em urinar, diminuição da força do jato urinário, necessidade frequente de urinar, especialmente durante a noite, e, em casos mais graves, retenção urinária.

A técnica HoLEP utiliza um laser Holmium para remover o tecido prostático que obstrui a uretra, preservando a restante estrutura da próstata. Segundo o Urologista Hugo Antunes “este procedimento é realizado por via endoscópica, sem incisões externas, permitindo uma abordagem menos invasiva, com menor perda de sangue, menor risco de complicações e uma recuperação mais rápida dos doentes”.
O médico acrescenta ainda que “esta técnica reduz o tempo de internamento hospitalar e possibilita um regresso mais célere às atividades habituais, constituindo atualmente uma das opções cirúrgicas mais eficazes para o tratamento da hiperplasia benigna da próstata.”
Apesar dos seus reconhecidos benefícios, a HoLEP continua a ser uma técnica relativamente recente e ainda realizada em poucos unidades hospitalares em Portugal, exigindo equipamento específico e equipas médicas altamente diferenciadas.
Com a realização desta primeira cirurgia, a ULS da Guarda reforça a sua aposta na inovação, na diferenciação técnica e na melhoria contínua dos cuidados prestados, garantindo aos utentes o acesso a tratamentos de elevada qualidade e alinhados com as mais modernas práticas da Urologia.
A concretização deste procedimento reflete o investimento contínuo da instituição na qualificação das suas equipas e na introdução de técnicas cirúrgicas de elevada diferenciação, contribuindo para uma resposta assistencial cada vez mais segura, eficaz e centrada nas necessidades dos utentes.

Trancoso – Detido por incêndio florestal

O Comando Territorial da Guarda, através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) do Destacamento Territorial de Pinhel, deteve no dia 22 de julho, um homem de 61 anos por incêndio florestal, no concelho de Trancoso.

Na sequência de um alerta para um foco de incêndio, os elementos do SEPNA deslocaram-se de imediato ao local e desenvolveram diligências de investigação para apurar a origem da ocorrência. Foi possível apurar que o suspeito se encontrava a realizar trabalhos de gestão de combustível com recurso a uma motorroçadora, tendo a utilização daquele equipamento dado origem ao incêndio da vegetação seca existente no local.

No decorrer das diligências, o suspeito foi detido.

Da ocorrência resultou uma área ardida de aproximadamente 0,27 hectares, composta essencialmente por pasto.

Os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Trancoso.