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Fornos de Algodres – Detido por cultivo de canábis

O Comando Territorial da Guarda, através do Núcleo de Investigação Criminal de Gouveia, deteve, no dia 14 de outubro, um homem de 44 anos por cultivo de canábis, no concelho de Fornos de Algodres.

No âmbito de uma investigação por crime de furto, os militares da Guarda realizaram diligências policiais que culminaram com o cumprimento de um mandado de busca domiciliária. No seguimento da ação foi possível detetar diverso material relacionado com o cultivo de canábis, assim como recuperar e apreender diverso material relacionado com o crime de furto, e o suspeito foi detido.

Da ação resultou a apreensão de diverso material, destacando-se:

  • 101 plantas de canábis, em diversas fases de crescimento;
  • Diverso material utilizado no cultivo de produtos estupefacientes;
  • Dispositivos de iluminação, temperatura e elétricos destinados ao cultivo de canábis;
  • Uma balança de precisão;
  • Um telemóvel;
  • Artigos de vestuário;
  • Diversas ferramentas;
  • Um martelo;
  • 80 euros em numerário.

O detido foi constituído arguido, e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Celorico da Beira.

Incêndio no Pavilhão Rainha D. Amélia – Guarda

O Pavilhão Rainha D. Amélia, do antigo Sanatório Sousa Martins, no Parque da Saúde, foi parcialmente consumido pelas chamas ao início desta madrugada.
O incêndio, já extinto, foi combatido pelos Bombeiros Voluntários da Guarda, Celorico da Beira, Gonçalo, Belmonte e Famalicão da Serra. No local estiveram 53 operacionais e 15 viaturas.
Recorde-se que estava prevista a reabilitação deste edifício, com um investimento cerca de 3 milhões de euros.
O Conselho de Administração da ULSG está profundamente consternado com o sucedido e tem acompanhado de perto todos os trabalhos para garantir a segurança de todos.
“Agradecemos, com sinceridade, a todos os profissionais, forças de segurança e bombeiros que prontamente acorreram ao local e tudo fizeram para minimizar os danos.”, pode ler-se em comunicado enviado ao JSM.

Pinhel – Detido por posse ilegal de arma

O Comando Territorial da Guarda, através do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Pinhel, deteve, no dia 13 de outubro, um homem de 74 anos por posse ilegal de arma, no concelho de Vila Nova de Foz Côa.

No âmbito de uma investigação relacionada com o crime de ameaça agravada, ocorrido naquele concelho, os militares da Guarda desenvolveram diligências policiais que culminaram no cumprimento de um mandado de busca domiciliária e uma busca em veículo.

A operação resultou na detenção do suspeito e na apreensão do seguinte material: uma pistola; oitenta e cinco munições; setenta e três cartuchos.

O detido foi constituído arguido e os factos comunicados ao Tribunal Judicial de Vila Nova de Foz Côa.

A GNR relembra que, de acordo com o Regime Jurídico das Armas e Munições, quem, sem se encontrar autorizado, detenha, transporte, guarde, compre ou adquira qualquer arma elencada no n.º 1 do artigo 86.º do referido diploma incorre na prática do crime de posse de arma proibida. Importa ainda esclarecer que a detenção de arma não registada ou não manifestada, quando tal seja obrigatório, constitui crime de posse ilegal de arma.

Autárquicas 2025: no concelho de Seia, a participação eleitoral aumenta apesar de haver menos eleitores inscritos

Entre 2021 e 2025, o concelho de Seia registou um aumento da participação nas eleições autárquicas, passando de 60,59% para 65,58%, uma subida de quase cinco pontos percentuais.

Em números absolutos, o total de votantes aumentou de 12.862 para 13.256, ou seja, mais 394 eleitores exerceram o seu direito de voto.

Este acréscimo de participação é particularmente relevante porque ocorreu num contexto de redução do número de eleitores inscritos, que desceu de 21.227 em 2021 para 20.215 em 2025 (menos 1.012 inscritos, ou –4,8%).

A diminuição do universo eleitoral reflete a tendência demográfica de envelhecimento e decréscimo populacional que afeta a região, mas a subida da taxa de participação mostra que quem permanece no concelho está mais mobilizado e politicamente ativo.

Em termos relativos, o aumento da participação é o resultado de duas forças opostas: por um lado, a redução do eleitorado total, influenciada por fatores como a emigração, o envelhecimento e a atualização dos cadernos eleitorais; por outro, uma maior mobilização dos cidadãos recenseados, motivada por uma campanha mais próxima, pela concentração das candidaturas e por um clima político local mais competitivo.

Em números:
Participação eleitoral: +4,99%;
Votantes: +394;
Inscritos: 1.012;
Tendência: menos população, mais envolvimento.

No conjunto, o crescimento do número de votantes, apesar da perda de inscritos, é um indicador positivo de vitalidade democrática e de reaproximação dos eleitores à vida autárquica, traduzindo uma maior confiança nas instituições locais e um interesse renovado nas decisões municipais e de freguesia.

IPG vai debater o envelhecimento de qualidade e bem-estar em Portugal e Espanha

Encontro transfronteiriço vai abordar os desafios e as oportunidades ligados ao envelhecimento da população nas regiões de baixa densidade. Promoção da saúde e bem-estar, aplicação digital de monitorização e apoio à pessoa idosa vão estar em cima da mesa. “O envelhecimento saudável é uma das prioridades para o IPG e um dos seus pilares estratégicos da sua investigação científica”, afirma o seu presidente, Joaquim Brigas.

O Instituto Politécnico da Guarda – IPG vai acolher, no próximo dia 16 de outubro, a Conferência SER 65+, um encontro que reúne especialistas de Portugal e Espanha para debater estratégias e soluções que promovam o envelhecimento ativo e saudável nas regiões de baixa densidade populacional. A iniciativa integra vários painéis temáticos dedicados à reflexão sobre os desafios demográficos, a longevidade com saúde e a capacitação das redes de apoio comunitário.

A sessão de abertura contará com a presença do presidente do IPG, Joaquim Brigas, da gestora de programas da Comissão Europeia, Delia Bonsignore, de um representante da Autoridade de Gestão do POCTEP, e de Fátima Roque, diretora da Escola Superior de Saúde e investigadora responsável do projeto SER65+ no Politécnico da Guarda.

“O envelhecimento da população é um dos grandes desafios do nosso tempo, em toda a Europa, particularmente nos territórios de baixa densidade demográfica”, afirma Joaquim Brigas. “Através do projeto SER65+, o Politécnico da Guarda e os seus parceiros ibéricos estão a desenvolver conhecimento e soluções práticas que podem melhorar a qualidade de vida das pessoas idosas, em especial nas regiões de baixa densidade”.

A conferência contará no período da manhã com a participação de peritos na área da demografia e do envelhecimento, com uma visão das necessidades em saúde das populações mais envelhecidas nos territórios transfronteiriços. Durante a tarde será a vez de investigadores de Portugal e Espanha apresentarem os resultados preliminares das ações desenvolvidas em ambos os territórios, entre os quais se destacam: o diagnóstico da autonomia funcional da população com mais de 50 anos, o plano de ação integrado de promoção de saúde e bem-estar e o ecossistema digital de monitorização e apoio à pessoa idosa.

Referindo-se às principais ações do projeto SER65+, Fátima Roque destaca que o principal objetivo da primeira ação residiu na “avaliação multidimensional da autonomia funcional e da implementação das estratégias de cuidados integrados e promoção do envelhecimento saudável”. Segundo a investigadora, a ULS (Unidade Local de Saúde) da Guarda foi “um parceiro essencial no recrutamento de utentes dos diferentes concelhos da Guarda e participou ativamente com os investigadores do IPG na recolha de dados, junto de 244 idosos, nos quais foi avaliada a autonomia funcional, parâmetros de saúde e qualidade de vida”.

Na segunda ação do projeto, o Politécnico da Guarda trabalhou em conjunto com a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIMBSE) para desenvolver um plano de ação integrado de promoção de saúde e bem-estar da população com mais de 50 anos nas regiões transfronteiriças abrangidas pelo SER65+. “Para o desenvolvimento deste plano estamos a realizar grupos de discussão com decisores, profissionais de saúde e do apoio social para identificarmos os principais problemas e propormos possíveis soluções”, afirma Fátima Roque. Segundo a diretora da Escola Superior de Saúde da Guarda, “até ao momento foram envolvidos nestes grupos de discussão cerca de 140 profissionais da região das beiras e Serra da Estrela”.

‘App’ e plataforma online monitorizam e partilham informação

Está também a ser desenvolvida uma aplicação digital (App) inovadora baseada no programa de “Atenção Integrada para a Pessoa Idosa” (ICOPE), preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que, através da recolha e análise de dados reais, pretende melhorar o acompanhamento, a prevenção da perda de funcionalidade e a promoção do envelhecimento ativo.

O “SER65+” vai ter como base um ecossistema digital de interação entre os profissionais de saúde e de ação social, entre agentes políticos locais e regionais envolvidos na prestação de cuidados de apoio ao idoso, cuidadores informais e adultos mais velhos. Será composto por uma ‘App’ de triagem da autonomia funcional e de saúde e uma plataforma online que vai incorporar a informação recolhida pela ‘App’ e disponibilizá-la aos atores envolvidos na prestação de apoio aos idosos. Através dos resultados dos testes de rastreamento efetuados no diagnóstico precoce, a ‘App’ vai monitorizar a autonomia funcional dos idosos ao longo do tempo. A plataforma online irá integrar a informação recolhida, simplificando assim a comunicação e o acesso dos beneficiários comunitários aos profissionais de apoio e à informação relacionada com as práticas de saúde comunitárias mais efetivas.

“Este projeto tem como objetivo validar e implementar um ecossistema digital de monitorização da autonomia funcional da pessoa idosa, promovendo a integração e comunicação entre todos os atores envolvidos na prestação de cuidados e apoio, desde profissionais de saúde a cuidadores e familiares”, afirma Fátima Roque. “A aplicação será apresentada durante a conferência, destacando o seu contributo para um modelo de cuidados mais integrado, personalizado e centrado na pessoa idosa”.

Durante a tarde, serão apresentados os resultados das ações desenvolvidas em Portugal e Espanha no âmbito do projeto SER65+, entre os quais se destacam: o diagnóstico da autonomia funcional da população com mais de 50 anos, o plano de ação integrado de promoção de saúde e bem-estar e o ecossistema digital de monitorização e apoio à pessoa idosa.

A conferência irá encerrar com uma mesa-redonda que vai reunir representantes das instituições que integram o consórcio SER65+, proporcionando um espaço de partilha de conhecimento e boas práticas sobre o envelhecimento ativo e sustentável.

A conferência vai ter lugar no auditório dos Serviços Centrais. A entrada é livre e o evento é aberto a toda a comunidade interessada na temática do envelhecimento ativo e saudável.

O projeto SER65+ é financiado pelo Programa Interreg Espanha–Portugal (POCTEP), instrumento de cooperação transfronteiriça apoiado pela União Europeia, que visa implementar um plano de ação que promove o envelhecimento saudável da população de regiões de baixa densidade populacional do Centro de Portugal e da Extremadura, através de medidas e práticas de cuidados integrados, da capacitação de profissionais de saúde e prestadores de cuidados e da sensibilização de população com mais de 50 anos.

Para além do IPG, integram este projeto a Unidade Local de Saúde da Guarda (ULS Guarda), a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIMBSE), a consultora portuguesa INOVA+, a Fundação Formação e Investigação dos Profissionais de Saúde da Extremadura (em Mérida, Espanha), a Fundação Centro de Cirurgia Minimamente Invasiva (em Cáceres, Espanha), a Universidade da Extremadura (em Badajoz, Espanha). Conta ainda como parceiros associados o Cluster Socio-Sanitário da Extremadura (em Cáceres, Espanha) e o Centro para a Economia e Inovação Social (na Guarda).

Filarmonias 2025 – Concerto pela Filarmónica 1.º de Janeiro de Carragozela, no Mirante de Santo Amaro, em Santiago


O ciclo Filarmonias 2025 chega ao fim no próximo dia 19 de outubro, pelas 15h30, com o concerto da Filarmónica 1.º de Janeiro (Carragozela), que terá lugar no Mirante de Santo Amaro, em Santiago.

A Filarmónica 1.º de Janeiro de Carragozela foi fundada a 1 de janeiro de 1872 e ao longo dos seus 150 anos de existência tem vindo a desenvolver uma intensa atividade cultural, tendo passado por esta escola de música rapazes e raparigas de várias gerações quer da freguesia de Carragozela, quer de localidades vizinhas.

A organização da Filarmónica 1º de Janeiro foi bastante difícil, tendo sido o seu primeiro regente o Carragozelense António Rodrigues Mendes Prata, que aprendeu música no Casal de Travancinha – Seia.

Importa salientar a regência de um maestro Carragozelense com verdadeiro génio de artista e que todo o povo recorda com saudade: Alberto Marques Balbino. Destaca-se a dedicação e empenho do maestro conterrâneo José Luís Ferrão Tavares, que assegurou a regência da Filarmónica e da Escola de Música durante 29 anos, de 1975 a dezembro de 2004.

A Filarmónica 1º de janeiro tem ao longo dos anos, sobretudo no verão, feito inúmeras festividades. Participa regularmente em eventos promovidos pela Câmara Municipal de Seia. Organiza com regularidade diversos eventos com especial destaque os concertos de primavera e de Natal.

A Filarmónica conta atualmente com cerca de 30 executantes, bem como a sua Escola de Música frequentada por cerca de 20 alunos, sendo dirigida pelo professor e maestro José Fernando da Silva Cardoso.

Apoio: República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes . RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses

Município de Seia abre candidaturas para bolsas de estudo no ensino superior

O Município de Seia tem aberto, até 31 de outubro, o período de candidaturas para a atribuição de bolsas de estudo a estudantes do ensino superior, num investimento global de 50 mil euros.

Financiadas integralmente pela autarquia, estas bolsas constituem um apoio anual e complementar às famílias, com o objetivo de promover a igualdade de oportunidades e incentivar o acesso dos jovens do concelho à formação superior.

Podem candidatar-se estudantes matriculados em cursos devidamente homologados para a obtenção de grau académico de licenciatura ou mestrado, bem como em cursos técnicos superiores profissionais, nos termos do Regulamento Municipal para Atribuição de Bolsas de Estudo a Alunos do Ensino Superior.

Para o ano letivo 2025/26 serão atribuídas 50 bolsas, no valor de 1.000€ cada. Estão previstas 38 bolsas para alunos de licenciatura e/ou licenciatura com mestrado integrado, e 5 para estudantes de mestrado, ambos em estabelecimentos de ensino superior fora do concelho. Para cursos técnicos superiores profissionais serão disponibilizadas 2 bolsas, e para alunos da Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia encontram-se reservadas 5 bolsas.

São elegíveis para este apoio os estudantes com rendimento mensal per capita inferior ao valor fixado para o Indexante dos Apoios Sociais, por si ou pelo seu agregado familiar, sendo ainda requisito a obtenção de aproveitamento escolar no ano letivo anterior, quando aplicável.

De salientar que estas bolsas podem ser acumuladas com outros apoios sociais (como bolsas atribuídas por outras entidades), desde que devidamente comunicados no ato da candidatura.
O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis nos serviços online do Município, em https://servicosonline.cm-seia.pt/.

Reações às Autárquicas 2025: Paulo Hortênsio reconhece derrota, mas promete oposição construtiva em Seia

Após a divulgação dos resultados das Eleições Autárquicas rde 2025 do passado domingo, o candidato à Câmara Municipal de Seia pela coligação PSD/JPNT, Paulo Hortênsio, falou com o JSM, reconhecendo a derrota, mas reafirmando o compromisso da sua equipa com o futuro do concelho.

Em primeiro lugar, Paulo Hortênsio demonstrou “honestidade política” ao reconhecer a derrota e felicitar publicamente o Partido Socialista e Luciano Ribeiro pela vitória alcançada. “Este é um momento que exige humildade e respeito pela escolha do Povo, que é sempre soberana,” afirmou o candidato. Apesar do resultado, Paulo Hortênsio fez questão de sublinhar que o “Compromisso não se esgota aqui”. Assumindo com seriedade as responsabilidades atribuídas pela votação, o PSD/JPNT prometeu um trabalho incansável nos próximos quatro anos para “influenciar a governação da autarquia” e transformar o território num lugar “que ofereça mais e melhor a todos”. “Os próximos quatro anos serão cruciais e estamos determinados a trabalhar incansavelmente para influenciar a governação da autarquia, com o objetivo de poder transformar o nosso território num lugar que ofereça mais e melhor a todos os que aqui habitam, trabalham e visitam.”

O candidato reforçou que o desfecho eleitoral “não representa um ponto final” para o trabalho iniciado. “É importante frisar que o resultado eleitoral não representa um ponto final para o trabalho que iniciámos há mais de um ano. Continuaremos a lutar com vigor pelos projetos e ideias que defendemos ao longo de nossa Campanha,” garantiu, assegurando que o concelho poderá contar com uma “Oposição construtiva” que visa o “desenvolvimento coeso e sustentável” de Seia. “Estaremos aqui, prontos para trabalhar em prol de um Concelho que merece mais do que aquilo que tem recebido até agora. Todos poderão contar sempre com a nossa oposição construtiva, visando contribuir para o alcance dos objetivos fundamentais para o desenvolvimento coeso e sustentável do nosso concelho.”

Paulo Hortênsio revelou que a sua equipa ficou “surpreendida com os resultados alcançados”, notando um desfasamento entre o apoio sentido “nas ruas, nas conversas e nas interações ao longo da Campanha” e a votação nas urnas. “Em abono da verdade, temos de referir que ficámos surpreendidos com os resultados alcançados, pois o apoio que sentimos nas ruas, nas conversas e nas interações ao longo da Campanha não se refletiu nas urnas.”

Apesar do esforço em percorrer todas as freguesias e instituições, “utilizando intensivamente as redes sociais e elaborando um programa detalhado e abrangente”, o candidato reconheceu que “a maioria dos eleitores decidiu manter o rumo atual”, sendo este um dever respeitar.

No entanto, Paulo Hortênsio destacou as vitórias obtidas em algumas freguesias como um sinal de esperança. “A representatividade que conquistámos, fruto dos votos que obtivemos, impõe-nos a responsabilidade moral de atuar ativamente nos órgãos autárquicos. Apesar da derrota, o PSD conseguiu conquistar as Juntas de Freguesia de Girabolhos e da cidade de Seia, a maior do Concelho,” o que, segundo ele, “nos oferece uma réstia de esperança na Revolução que aspiramos implementar neste Território.”

A declaração final de Paulo Hortênsio reiterou o respeito pela vontade popular e os parabéns aos vencedores, mas manteve vivo o “Sonho de um Concelho diferente, um território pulsante de desenvolvimento económico, impulsionado por uma atratividade renovada e que se torne um verdadeiro referencial na nossa região.”

O candidato concluiu com uma nota de motivação: “Este é um ideal que nos inspira e nos motiva a lutar por um futuro onde todos possam prosperar e onde o nosso concelho se destaque pelo seu dinamismo e inovação. Com coragem e determinação, continuaremos a lutar por um futuro que todos desejamos e que, juntos, podemos construir.” O seu compromisso é, assim, “inabalável” e a sua esperança, “renovada”.

Reações às Autárquicas 2025: Ilda Bernardo reforça o papel democrático e garante continuar a trabalhar para colocar o concelho “no lado certo”


Após a contagem dos votos e o anúncio dos resultados das eleições para a Câmara Municipal de Seia, a candidata da CDU, Ilda Bernardo, em declarações ao JSM, falou sobre o processo eleitoral, os resultados alcançados e o futuro da intervenção política no concelho.

Ilda Bernardo iniciou a sua intervenção destacando o papel “preponderante da Comunicação Social Local e Regional” no processo, salientando a importância de “auscultação da diversidade de pontos de vista e intervenção política”. A candidata sublinhou que o encerramento da contagem de votos marca o final de uma etapa do “percurso democrático” trilhado em Seia “desde a Revolução do Cravos”, reforçando a centralidade do Poder Local Democrático emanado do 25 de Abril.

“Nunca podemos esquecer o papel central do Poder Local Democrático emanado da Revolução do 25 de Abril,” afirmou Ilda Bernardo.
A candidata descreveu a campanha como um “percurso duro, mas apaixonante”, característico dos caminhos que visam “consagrar Abril e consolidar o Portugal Democrático nascido em 1974”. Apesar dos constrangimentos, a candidata salientou que o coletivo da CDU “nunca baixa os braços”, tendo construído propostas e levado planos de ação a diversos lugares do concelho

Ao analisar a votação, Ilda Bernardo admitiu que os resultados mostram que a coligação não conseguiu “mostrar aos eleitores quer a bondade e exequibilidade do nosso programa, quer as qualidades pessoais, profissionais e políticas da nossa equipa”.

A nível pessoal, expressou um sentimento de ter dado tudo quanto tinha e sabia, lamentando “não ter podido corresponder às expetativas e esperanças que muitos colocaram” na equipa para travar caminhos que, segundo ela, têm afastado o concelho do progresso desejado.
Apesar da derrota, Ilda Bernardo fez questão de expressar o seu “mais sincero agradecimento” a todos os que a acompanharam na “batalha eleitoral” e a todos os que “honraram com o seu voto”. O seu compromisso e o da CDU com o concelho de Seia permanece inabalável. “Continuaremos a trabalhar para podermos colocar o concelho “no lado certo”, garantiu a candidata.

A líder da CDU reforçou que os senenses sabem que o movimento continuará presente: “aqui continuaremos lado a lado com quantos acreditam e procuram construir um Mundo Melhor para viver melhor na nossa terra.” A declaração encerrou com a promessa de não “baixar os braços no caminho da democracia participativa” e a reafirmação da luta pela Regionalização.

Incêndios de 15 de outubro de 2017 – Cerimónia Evocativa em Oliveira do Hospital

Oliveira do Hospital vai assinalar, esta quarta-feira, a passagem de oito anos após o incêndio do dia 15 de outubro de 2017, com uma romagem aos cemitérios e uma cerimónia evocativa junto do memorial das treze vítimas mortais.

A partir das 17h00, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, acompanhado do presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino, e dos elementos do executivo camarário, participa na romagem aos cemitérios das localidades do concelho onde se encontram sepultadas as vítimas mortais do grande incêndio do dia 15 de outubro de 2017.

São depositadas coroas de flores nos cemitérios de Avô, Ervedal da Beira, Nogueira do Cravo, São Gião, São Paio de Gramaços, Cemitério Velho de Oliveira do Hospital, Travanca de Lagos e Vila Pouca da Beira.

Às 18h00, as vítimas do incêndio são evocadas no espaço do “Mural em Memória do Grande Incêndio de 15 de Outubro de 2017”, situado nas traseiras da torre dos Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital, junto da Central de Camionagem da cidade.

Os sinos das igrejas tocam 13 badaladas em homenagem às vítimas mortais, às 18h45. Às 19h00 é celebrada uma missa na Igreja Matriz de Oliveira do Hospital, acompanhada pelo Coral Sant’Ana. No final, tem lugar o acendimento de 13 velas em memória das vítimas.