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Era uma vez!…

Já lá vão muitos anos, mesmo muitos, em que numa região do norte de Portugal, nasceu no seio de uma família abastada, uma criança do sexo masculino, de nome Pedro. Batizada na Igreja Matriz dessa localidade nortenha, é claro que teve como expectável uma festa rija à dimensão das possibilidades da família.

Passaram-se os anos e o Pedro crescia dando claros sinais de que o acompanhava um inegável sonho de se tornar notado quando atingisse a maioridade. Aproveitou bem e sem poder ser considerado génio, revelou-se, no entanto, bom aluno daqueles que não deixa dúvidas quanto às suas capacidades e fixação de ideias. A população da sua terra foi cimentando a ideia de que, a par de um jovem inteligente, o Pedrinho não conseguia disfarçar uma veia de prepotência, de autoritarismo, pouco sadio, e manias de que sabia tudo, que era o único capaz, corajoso e determinado.

O tempo não pára e a vontade do Pedrinho ser notado, mandar na malta, ter poder e ser o principal do grupo, transformou-se em autêntica obsessão. Passados mais uns anos, já com um curso superior, o Pedrinho como era conhecido e tratado pelas gentes do seu povo, virou costas às empresas do pai e avô e quis rumar até uma grande cidade para abraçar uma carreira política. Não foi fácil até porque os concorrentes diretos eram hábeis e experimentados. Apesar disso o Pedrinho, senhor de manhas e atitudes ditatoriais esqueceu, ignorou e desprezou sentimentos de amizade, gratidão e solidariedade. Vai daí procurou tramar o chefe sem apelo nem agravo e sem sequer se ter preocupado com a experiência, a habilidade e o saber do dr. António. É claro, estendeu-se ao comprido.

Mais tarde, quando já no trono de um rancho de gente boa e válida, sem olhar a nomes e a amizades, foi espezinhando “Antónios”, “Joões” e “Franciscos”, poupando e promovendo, apenas, uma menina de leis que apesar de inteligente, não possuía porém, qualidades essenciais e estruturas humanas capazes e necessárias ao sucesso. É claro que deu barraca e a população começou a esquecer as suas origens e a tratá-lo como, na verdade, merecia: com desprezo, riso, chacota etc. E agora, Pedrinho?

Não voltámos ainda àquelas paragens para saber notícias do Pedrinho, mas não é difícil adivinhar o seu irrequietismo, deceção, desilusão e, pior que tudo isso, o divórcio dos amigos sérios, competentes e politicamente reconhecidos e respeitados.

Como diria Henri Lacordaire:
“O orgulho divide a Humanidade; a humildade une-a”.

PROCURA-SE, ALGUÉM QUE SAIBA GOVERNAR PORTUGAL E SE INTERESSE PELOS PORTUGUESES

Os debates no parlamento, por ocasião da discussão e votação das moções de censura e de confiança, foram um verdadeiro hino à hipocrisia, ao cinismo e ao calculismo, em que ninguém se salva, e uma demonstração de desprezo pelos portugueses, cujo nome invocam para satisfazer os seus interesses pessoais, mesmo que, para isso, desçam ao nível mais baixo de educação e decência, quando deviam dar o exemplo.

É óbvio que o PM foi imprudente e não foi claro nem oportuno a esclarecer o assunto da sua empresa, mas não existe nenhum crime em o PM ter uma empresa, ser casado com alguém que aufere rendimentos ou ter uma sociedade com filhos.

Se estivesse mesmo em discussão a “ética” e fosse aplicado o mesmo princípio a todos os governantes e aos deputados da AR, a maioria não estaria lá.

Os mesmos deputados, de todas as cores políticas, que estão de manhã no parlamento, pagos pelos contribuintes e eleitores, a falar de ética e conflitos de interesses, e à noite, pagos pelos canais de televisão, a comentar e a opinar sobre os assuntos da manhã.

Sim, eu prefiro governantes e decisores que tenham passado e experiência fora da política, com vivência do país real, e as apliquem na governação e decisão, e que também tenham futuro fora da política, pois é isso que garante a independência e a insubmissão.

Não quero um país, uma câmara municipal, uma freguesia ou um departamento qualquer dirigidos por dependentes, marionetes e parasitas políticos, que já abundam por aí, e por aqui.

Não deixa de ser curioso que o partido que vem levantar suspeitas, em nome da ética na política, sobre o PM e os seus familiares, admitindo mesmo ouvir estes numa comissão parlamentar de inquérito, num precedente perigoso, seja o mesmo que sonha com António Vitorino para Presidente da República.
Estas eleições, além de poderem premiar o populismo e manter ou mesmo reforçar uma maioria de direita, terão impacto nas eleições autárquicas, assim como nas presidenciais.

Ainda estou para ver quantos e quais os políticos que vão aceitar não integrar, simultaneamente, as listas autárquicas e as legislativas. Muitos deles correm o risco de ficarem desempregados, pois não querem nem sabem exercer outra atividade.

Também esta situação vai beneficiar Gouveia e Melo e, na verdade, dada a cada vez mais provável fragmentação do parlamento, o presidente da república vai assumir um papel mais importante e vamos precisar de um PR menos “selfie” e palavroso e mais “fully” e consciente do valor da palavra.

PROCURA-SE, ALGUÉM QUE
SAIBA GOVERNAR PORTUGAL
E SE INTERESSE PELOS
PORTUGUESES

E o previsível aconteceu…

Não fomos dizendo que as forças políticas com assento parlamentar, com destaque para CHEGA, PS, PSD e Iniciativa Liberal andavam sempre em campanha eleitoral permanente? Pois é, tal como na demissão de António Costa, só faltava o pretexto, o tal “momento oportuno”. Com António Costa, que não se molestou muito com os sucessivos casos que envolveram membros do seu governo, o pretexto foi uma referência da PGR de que estaria a ser investigado. Tendo-lhe tocado pessoalmente, transformou as alegações da PGR em pretexto excelente para “sair” do barco e ficar livre para rumar a Bruxelas, ficando, assim, salvo das amarras que Marcelo lhe colocou na tomada de posse. Assim se “estoirou” com uma maioria absoluta. Com Montenegro a “coisa” foi diferente. Como diferente o contexto. Apesar de, no entanto, terem começado, também, os casinhos a envolver membros do seu governo. Com o governo da segunda AD parece indesmentível que Luís Montenegro passou para lá do aceitável. O desfecho era inevitável. Luís Montenegro exagerou, inclusive, no descaramento, ao ir jogar golf com o “amigo” da Solverde dois dias depois do debate da moção de censura apresentada pelo CHEGA. Foi longe demais ao tentar banalizar uma situação completamente anómala. Depois, tentou dramatizar com a duração da comissão de inquérito. Ou seja, foi desafiando a dignidade de Pedro Nuno Santos e do PS. Perdeu a votação da moção de confiança, mas ganhou a oportunidade de ir, de novo, a eleições, que, creio, era mesmo o que mais desejava.

As presidenciais vão marcar o início de 2026 e, para já, apenas dois nomes parecem confirmados – Gouveia e Melo e Marques Mendes, apesar do primeiro ainda o não ter anunciado formalmente, mas parece ser inevitável. Não me parecem relevantes as afirmações sobre o Almirante Gouveia e Melo relativamente ao facto de não “ter pensamento ou experiência política”. Primeiro, a esmagadora maioria das pessoas têm um pensamento político, mais ou menos estruturado e melhor ou pior fundamentado, mas todos, ou quase todos, fazemos “análise” política. Por isso considero insultuoso esse tipo de argumentação. Depois, se os “políticos experientes” quisessem reservar, para si, o exclusivo da “função “presidencial”, deveriam alterar o nosso sistema político e imitar a Itália em que o Presidente é eleito por uma Câmara – no caso português a Assembleia da República. E não me parecia nada mal – tal refletiria, à exaustão, a importância estruturante que os partidos políticos têm no sistema político português.

Luciano Ribeiro tem boas razões para se sentir confortado relativamente às próximas autárquicas. Vai ter a cidade capital do concelho transformada num gigantesco estaleiro, com as obras na Escola Secundária e no Serviço de Emprego, provavelmente o quartel da GNR e vai poder inaugurar o Centro de Saúde de Seia renovado. Além disso, inaugurou o Centro de Interpretação da República, viu finalizada a intervenção do PEDU que renovou completamente a “baixa” de Seia e permitiu introduzir alterações significativas no parque da cidade e na zona onde se realizava a feira semanal. E ainda assistiu à renovação de um importante espaço comercial. Tudo argumentos para uma caminhada tranquila até um segundo mandato. A ver vamos.

Perturbações do controle do impulso

O jogo patológico é uma das perturbações do controle do impulso. Este é um distúrbio psiquiátrico que se refere ao vício de jogar, pode ser definido como um comportamento recorrente de apostas em jogos de azar. É um comportamento persistente e que pesar das consequências negativas que este pode trazer, o comportamento é mantido e a pessoa torna-se inapta para administrar o seu dinheiro e o seu tempo.

O jogo patológico gera dependência semelhante à dependência química como álcool e drogas porque o jogo torna-se prazeroso, e são segregados alguns neurotransmissores como a dopamina e a noradrenalina, que causam sensação de alívio e prazer. Assim os jogadores precisam de jogar cada vez mais para obter os sentimentos anteriores.

O jogo patológico caracteriza-se por um padrão de comportamento de jogo persistente ou recorrente que pode ser online ou offline e pode manifestar-se através dos seguintes comportamentos: interesse obsessivo e recorrente em torno da temática dos videojogos; reação emocional exagerada quando o jogador é privado da experiência de jogo; aumento da necessidade de tempo de jogo seguido a cada sessão; incapacidade de regulação/controlo sobre o jogo (frequência, intensidade, duração, término ou contexto); priorização do jogo em detrimento de outros interesses na vida; utilização continuada do jogo, apesar de consciente da problemática; mentir sobre a duração do tempo de jogo; suprimir emoções negativas recorrendo à Internet como “escape”; perda de relações sociais.

O jogo patológico pode-se desenvolver devido aos fatores individuais (hereditariedade, traços de personalidade, idade, género, distorções cognitivas, comorbilidades Psiquiátricas, ambiente familiar e ausência de competências psicossociais) e ao contexto social (acessibilidade, moda, influências externas, prémios, diversidade, entre outras).

O seu diagnóstico é feito recorrendo aos instrumentos clínicos disponíveis, nomeadamente o utilizado pelo DSM-5, que analisa as consequências do jogo a nível pessoal, financeiro e das relações do jogador.
Uma compreensão mais aprofundada sobre esta patologia poderá ajudar ao desenvolvimento de estratégias terapêuticas adequadas, bem como abrir novas perspetivas relativamente a outras adições, dado que os mecanismos fisiopatológicos serão semelhantes.

O apoio psicológico é uma das valências mais importantes do tratamento para a dependência do jogo, sendo que no decorrer dos processos terapêuticos o paciente vai interiorizando que terá de manter a abstinência total se pretender manter-se em sanidade e no caminho de uma vida plena e feliz.

Patrícia Marques
Psicóloga Clínica e da Saúde Especialista em Psiquiatria e Saúde Mental

Como ter uma Páscoa segura na presença de cães e gatos?

Nesta época pascal, nas nossas casas e jardins abundam vários elementos típicos dessa época que podem ser perigosos para os nossos animais. Para garantir uma Páscoa segura para cães e gatos, é importante tomar alguns cuidados especiais, já que sabemos que são animais curiosos e muitas vezes sem a noção real do perigo! Assim, deixo-vos algumas dicas para tornarem a Páscoa mais segura e tranquila para os vossos animais:

  1. Não deixar chocolate ao alcance dos animais: O chocolate, especialmente os mais amargos (com maior teor em cacau), contém teobromina, que é tóxica para cães e gatos. Mesmo pequenas quantidades podem ser prejudiciais e até fatais. Não arrisque!
  2. Cuidado com as embalagens: Muitas vezes, os animais ficam atraídos por embalagens de ovos de Páscoa ou bombons, e o consumo das embalagens plásticas ou metálicas pode causar obstrução intestinal ou lesões na boca e restante trato gastrointestinal. Certifique-se que deitou as embalagens no lixo imediatamente após o uso e não permita que o animal tenha acesso a esse lixo.
  3. Fique atento aos ovos de Páscoa com brinquedos pequenos: Alguns ovos de chocolate contêm brinquedos pequenos ou objetos de decoração, como pedaços de plástico ou metal, que podem ser engolidos acidentalmente pelos animais. Os problemas consequentes podem incluir risco de asfixia, problemas digestivos como vómitos, diarreia ou obstrução intestinal, e em casos graves a morte.
  4. Doces de Páscoa e outros alimentos: Doces que contêm adoçantes artificiais como o xilitol são extremamente tóxicos para os animais e devem ser mantidos fora do alcance deles. Podem ser mesmo fatais!
  5. Flores e plantas: Algumas flores de Páscoa, como lírios e tulipas, podem ser venenosas para cães e gatos. Evite deixar essas plantas em áreas acessíveis e caso suspeite que ingeriram estas plantas, contacte o veterinário imediatamente!
  6. Alimentos típicos da Páscoa: Durante as refeições, fique atento aos alimentos que seu animal pode vir a ter acesso. Alimentos com cebola, alho, uvas, passas e bebidas alcoólicas são extremamente perigosos para cães e gatos e podem causar sérios problemas de saúde e são potencialmente fatais. Avise toda a família destes riscos, pois sabemos que visitas são frequentes nesta época festiva e os nossos cães e gatos conseguem ser muito persistente a pedinchar petiscos…!
  7. Ofereça alternativas seguras: Em vez de dar chocolate ou doces, você e a sua família podem oferecer petiscos especiais para cães e gatos, que são seguros e próprios para cada espécie. Biscoitos, ração húmida, um brinquedo nosso ou jogo. As hipóteses são infinitas e o que queremos é manter os nossos animais entretidos e felizes, mas de maneira segura!
  8. Ambiente calmo e tranquilo: Muitas vezes, a Páscoa é uma data comemorativa onde há muita movimentação e visitas em casa. Para os animais, isto pode gerar stresse ou ansiedade. Se o seu animal é sensível a estas mudanças de rotina e fica incomodado com o barulho e agitação, considere preparar-lhe um espaço tranquilo onde ele possa descansar, e que todos os convidados e visitas sabem que não o devem importunar nesse momento. Mantenha todas
    as rotinas possíveis, nomeadamente a hora e o local da refeição, a hora do passeio (quando aplicável), etc. Em caso de dúvida, não arrisque e procure ajuda: quanto mais precoce for o tratamento, maior é a probabilidade do seu animal recuperar! Para mais informações contacte-me através do email ritam_costper@hotmail.com ou nas redes sociais @beehaviourbyritapereira. Uma Páscoa feliz a todos!

“Não”, uma palavra fácil ou difícil de dizer?

Maria
Pergunta: Precisava da tua ajuda para fazer um trabalho. Será que podias ir lá a casa logo à noite?

Joana
(Pensamentos: Não me dava muito jeito, tenho tantas coisas para fazer… se disser não vai ficar chateada comigo, não quero nada arranjar problemas…)
Resposta: Sim, claro! A que horas?

Quantas vezes já se deparou com uma situação em que foi difícil dizer “Não”?
Nas crianças, o Não está, muitas vezes, na ponta da língua. E nos jovens adultos / adultos? Onde estará? Onde se esconde?
Certamente já se sentiu culpado quando disse “Não” ou ficou sobrecarregado por ter aceite mais tarefas do que poderia realizar…
Mas afinal, porque é que é tão difícil dizer “Não”?
Uma das razões é o medo de desiludir os outros e de causar desagrado. Queremos ser aceites e por isso temos pensamentos de que devemos estar disponíveis e aceitar tudo o que nos é proposto.
Outras pessoas podem sentir culpa, pois pensam que são “egoístas” caso recusem dar algum tipo de ajuda. Associado a este motivo, surge também a pressão social. “Tenho de estar sempre disponível, tenho de ser prestável”.
Regra geral, a dificuldade em dizer “Não” associa-se à baixa auto-estima, a sentimentos desagradáveis, a pensamentos negativos e crenças limitantes (“Se disser que não, vai deixar de gostar de mim”).
A verdade é que dizer “Não” traz benefícios para a nossa saúde mental e para o nosso funcionamento. Não podemos fazer tudo, nem ajudar todos. Os limites existem e são benéficos para as nossas relações, inclusive para a relação connosco próprios.
Não podemos controlar a reação dos outros quando dizemos “Não”, mas podemos escolher relações saudáveis, estabelecer limites igualmente saudáveis evitando sobrecarga emocional, stress, falta de tempo para o autocuidado e relações desequilibradas (ninguém se sente confortável em relações onde “se dá mais do que se recebe”).

Importância da segurança informática: Para além de uma simples palavra-passe

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Num mundo digitalizado, onde os nossos dados pessoais, bancários e profissionais estão constantemente online, continuamos a utilizar palavras-passe simples para todas as nossas aplicações e ferramentas digitais. Desde o clássico “123456” ou “0000” até à data de nascimento, é comum querermos uma única palavra-passe para tudo. Isto facilita a memorização, mas também a torna vulnerável para aqueles que exploram estas fragilidades.
Pensamos sempre que nunca nos vai acontecer, mas, na verdade, muitas vezes somos nós próprios que expomos a nossa informação. Por exemplo, quando partilhamos tendências nas redes sociais que revelam aspetos da nossa vida ou dados aparentemente inofensivos. Também quando recebemos mensagens que jogam com a nossa pressa e medo.
Já recebeste alguma vez uma mensagem no telemóvel ou e-mail a alertar sobre uma dívida, um problema com o banco ou que a tua conta será bloqueada? Ou um aviso de que a tua encomenda não será entregue corretamente se não atualizares os teus dados? Há inúmeros esquemas que tentam levar-te a inserir informação pessoal sem verificar a sua autenticidade, aproveitando a urgência do momento.
Existem muitas formas de comprometer a tua segurança informática: no telemóvel, no e-mail, nas redes sociais, em aplicações financeiras e muito mais.
Não há soluções infalíveis, mas há recomendações essenciais para reduzir os riscos:

  • Utiliza palavras-passe seguras e únicas (12-16 caracteres, combinando maiúsculas, minúsculas, números e símbolos). Não as repitas em diferentes aplicações, nem utilizes nomes, datas ou palavras comuns.
  • Mantém tudo atualizado. Não cliques em qualquer link que recebas por e-mail ou mensagem. Verifica sempre o domínio ou o URL e certifica-te de que corresponde à entidade que supostamente o enviou.
  • Desconfia de mensagens suspeitas e, em caso de dúvida, acede diretamente ao site oficial para validar a informação.
  • Informa-te e partilha estas recomendações com as pessoas próximas.

Jesús Rodriguez – Programador Web – dappin – Agên. Marketing

Turismo Religioso – oportunidade a explorar no concelho de Seia

O Turismo Religioso é, na atualidade, um dos importantes motivos para viajar, atraindo um cada vez maior número de interessados em todo o Mundo.

Em Portugal o Santuário de Fátima é o expoente máximo deste tipo de turismo atraindo anualmente milhões de visitantes, quer nacionais, quer estrangeiros.

De facto, o interesse de estrangeiros e nacionais pelo turismo religioso tem vindo a aumentar, quer para destinos mais tradicionais, quer para novos destinos que se evidenciem como suficientemente atrativos.

O concelho de Seia tem uma enorme riqueza em monumentos religiosos contando com mais de 75 capelas e 32 igrejas, num total de mais 100 templos, para além de vários santuários.

As igrejas existentes estão tradicionalmente ligadas às paróquias, cujo número se tem mantido mais ou menos constante no concelho, apesar da diminuição populacional, não tendo acompanhado a redução de freguesias que se verificou recentemente por razões de natureza administrativa.

As capelas existem quer em localidades que são “sede” de paróquias, quer em localidades mais pequenas, que ainda assim não prescindem de ter o seu próprio local de culto e devoção.

Nas mais de sete dezenas de capelas existentes por todo o concelho encontramos homenagem quer a santos mais populares como S. João ou Santo António, mas também invocações menos vulgares como a da Senhora da Tosse, a da Senhora da Estrela, a da Senhora do Ar, a da Senhora da Boa Sorte, a da Senhora da Paz ou a capela dos Doutores.

Em termos de santuários destacam-se, entre outros, a Senhora da Guia em Loriga, a Senhora da Saúde em Valezim, a Senhora da Lomba em Pinhanços, a Santa Eufémia em Paranhos da Beira ou a Senhora do Desterro em S. Romão.

A todo este património religioso edificado haverá que associar a respetiva arca sacra, existente nos vários templos, com alguns exemplos de grande beleza, assim como as centenas de imagens de santos que lhe estão associadas.

Todo este património é, por si, mais que suficiente para permitir definir um ou mais roteiros de turismo religioso no nosso concelho tornando-o, assim, ainda mais atrativo.

No concelho de Seia temos ainda a oportunidade de, na elaboração dos roteiros, conjugar elementos de Turismo Religioso com elementos de Turismo de Natureza, o que tornará os percursos mais singulares e atraentes.

Naturalmente que os roteiros a desenhar, para além das temáticas de Natureza e Religiosa deverão incluir também os aspetos gastronómicos regionais e promover o alojamento local, potenciando a dinamização económica das localidades e contribuindo assim para um desenvolvimento mais harmonioso de todo o concelho.

Este trabalho deverá, em primeira instância, ser desenvolvido pela Câmara Municipal, mas com o indispensável envolvimento do Arciprestado de Seia, da Diocese da Guarda e também das Aldeias de Montanha.

Após a definição dos roteiros é absolutamente necessário efetuar a sua divulgação e promoção através de meios e canais adequados e eficientes, por forma a conseguir uma maior atração e procura turística ao longo de todo o território do nosso concelho.

Julga-se, portanto, importante aproveitar as potencialidades existentes em termos de património religioso em articulação com as belezas naturais existentes para, desse modo, atrair mais turismo tendo em vista a dinamização económica do concelho de Seia, o seu progresso e o aumento do bem estar das suas populações.

Foto: Santuário de Nossa Senhora do Desterro. O Santuário é composto por um conjunto de 10 capelas, erguidas ao longo de mais de 200 anos (entre 1650 e 1892) nas margens do rio Alva, na Senhora do Desterro, em São Romão.

O Medo Não Vota, Mas Manda Muito Três Votos, Uma Voz – A Tua

Diz-se que a democracia se faz de vozes, opiniões e debate aberto. Diz-se. Mas se a democracia é, como diria Abraham Lincoln, “o governo do povo, pelo povo e para o povo”, então em Seia parece mais um governo sobre o povo, apesar do povo e longe do povo.

A percepção que tenho, pelo que leio na imprensa, vejo nas redes sociais e ouço em conversas com amigos, não é que as pessoas estejam silenciadas – mas apenas sussurram. Murmúrios. Aquele falar em surdina, onde se dizem verdades baixinho. Ou seja, não é por falta de opiniões. É por excesso de receios.

Porquê? Porque há sempre um fantasma a pairar sobre as conversas: o medo das represálias, das portas que se fecham, dos favores que não chegam. Fico com a impressão de que, em Portugal e em Seia, a liberdade de expressão não está bem de saúde – talvez esteja com febre, de cama, embrulhada numa manta, a tomar chá de limão e à espera que ninguém repare muito nela. Não é que não se possa falar, mas há um entendimento tácito de que convém não dizer demasiado alto.

Afinal, nunca se sabe quando se vai precisar de uma ajudinha da câmara, de um subsídio para uma associação, ou de uma licença aprovada sem demasiadas burocracias. E quando se vive num concelho pequeno, onde quase todos se conhecem, a política transforma-se num jogo de equilíbrios: se falas de mais, ficas marcado. E quem é que quer ficar marcado? Ninguém, claro! O risco de expressar uma opinião pode ser tão grande que mais vale aplicar a velha estratégia da sobrevivência rural: “não te metas nisso”.

Também me disseram para não me meter nisto de escrever artigos. “Para quê?” – dizem-me. “Já sabes como isto funciona.” Pois sei. E é por isso mesmo que escrevo. Porque já chega de funcionar assim. “ – ouvindo bem, parecia quase um aviso, um reflexo de resignação coletiva. Mas, sinceramente, acho que precisamos mesmo todos de nos meter nisto, de arregaçar as mangas e participar ativamente!

Este ano, Portugal vai a votos três vezes: legislativas, autárquicas e presidenciais. Três oportunidades. Três momentos em que podemos, e devemos, dizer o que queremos para o país e para os nossos concelhos. E, mesmo que tudo em nós diga que não vale a pena, temos de resistir a esse impulso.

Sim, sabemos que não ajuda ver um chefe de gabinete do ex. primeiro-ministro (António Costa) com 75 mil euros em notas escondidas em garrafas, ou uma pen com segredos de Estado esquecida num cofre. Não ajuda ver o primeiro-ministro atual (Luís Montenegro) com uma empresa de família a faturar com um grupo de casinos. Tudo dentro da legalidade, gritam as claques partidárias. Mas o cheiro da promiscuidade é mais forte do que o perfume da legalidade.

E é por estas e por outras que muitos desistem. Que encolhem os ombros. Que dizem “são todos iguais”. Mas se desistirmos, entregamos a coisa pública aos mesmos de sempre. Aos que contam com o nosso silêncio para manter tudo como está.

O problema deste clima de receio é que mina a essência da democracia. Porque uma democracia verdadeira não se constrói no medo, mas sim na participação ativa dos cidadãos. Uma democracia morre não quando se grita demasiado, mas quando se cala de mais.

Portugal e já agora Seia, precisa de mais vozes e menos sussurros. Precisa que se fale alto e claro. Que se discuta, que se participe que se concorde ou discorde. Que se exija. Como bem disse Voltaire: “Julgo o homem mais pela sua capacidade de questionar do que pela sua capacidade de concordar.”

Governar de forma inteligente não é calar a crítica, é aproveitá-la para melhorar.

Não falo de partidos. Falo de cidadãos. De todos nós. Se queremos mudança, temos de sair da plateia e subir ao palco. Mesmo que o cenário esteja gasto e o guião seja velho.

Porque quando ninguém questiona, ninguém propõe. E quando ninguém propõe, os de sempre continuam a decidir por todos. Sempre pelos mesmos. E nunca para os outros.

Por isso, meus caros, vamos lá pôr fim ao encolhimento de ombros cívico e à dieta líquida de opiniões. Está na hora de deixar os sussurros para os confessionários e usar a voz de peito – mesmo que desafinada! Que se lixe o medo, o favor adiado ou o subsídio que nunca vem: a democracia não é uma festa só para convidados. Participem, falem, votem, opinem, irritem-se, proponham – nem que seja só para poderem dizer “eu avisei” quando tudo correr mal. Porque, se continuarmos a deixar isto entregue aos mesmos de sempre, o guião não muda. E já nem as estátuas têm paciência para ver este filme outra vez.

“A Música do Pai”

A música tem uma capacidade única de transmitir emoções e criar laços profundos entre as pessoas. Quando se trata da relação entre pais e filhos, a arte musical assume um papel ainda mais especial, servindo de veículo para expressar amor, gratidão e até saudade. Em Portugal, diversos artistas têm dedicado canções aos seus pais, demonstrando que, independentemente do género musical, a emoção é um fator comum na mensagem transmitida.

Entre as várias composições portuguesas que celebram a figura paterna, destacam-se algumas que se tornaram verdadeiros hinos de homenagem. “Pai”, de José Cid, é uma das mais emblemáticas, com uma melodia suave e uma letra carregada de ternura, onde o cantor expressa a sua admiração pelo pai. Já “O Meu Querido Velho Amigo”, de Tony Carreira, adota um registo semelhante, enaltecendo a cumplicidade e o carinho que unem pais e filhos ao longo da vida.

Por outro lado, artistas mais jovens também têm explorado esta temática. Na família Carreira, há ainda mais duas músicas dedicadas ao pai. David Carreira, na sua “Carta ao Pai”, emociona ao escrever uma mensagem profunda dedicada ao progenitor. Mickael Carreira, com “Meu Pai, Meu Herói”, reforça a ideia do pai como uma figura de força e inspiração. Até no universo do metal, a relação entre pais e filhos encontra espaço para reflexão, como é o caso dos Moonspell com “The Future Is Dark”, uma carta de Fernando Ribeiro para o seu filho, repleta de inquietações sobre o futuro.

Estas músicas evidenciam como diferentes estilos musicais conseguem transmitir a mesma essência emocional. Do pop romântico ao rock mais pesado, passando pelo fado e pela música ligeira, cada género encontra a sua forma de tocar o coração do ouvinte. É esta diversidade que permite que a música chegue a públicos distintos, tornando-se uma linguagem universal de afetos e lembranças.

A importância da música na transmissão de mensagens e sentimentos também se reflete no trabalho de instituições como a Sociedade Musical Estrela da Beira. A nossa Banda tem desempenhado um papel fundamental na promoção da cultura musical e na valorização da expressão artística como forma de comunicação com o público. Através das suas apresentações e iniciativas, a Sociedade Musical Estrela da Beira utiliza a música para transmitir valores, contar histórias e perpetuar tradições, contribuindo para um maior envolvimento da comunidade com esta forma de arte.

A música é, portanto, muito mais do que um simples entretenimento. É um meio poderoso de conexão humana, capaz de preservar memórias, celebrar laços e dar voz a sentimentos que muitas vezes são difíceis de expressar em palavras. No contexto do Dia do Pai, estas composições tornam-se ainda mais significativas, proporcionando momentos de reflexão e emoção para todos aqueles que encontram na melodia e na poesia um eco dos seus próprios afetos.

Próximos serviços da banda:
13/4, 16h: Concerto de Semana Santa
– Igreja Matriz de Sta. Marinha;
18/4: Procissão de Semana Santa
– Salamanca – Espanha;
20/4: Procissão da Ressurreição
– Santa Marinha.