Perfecionismo emocional ou sucesso com (im)perfeição?

Cuidar de ser feliz é um processo aturado, minucioso, mas ao alcance de todos. Esta busca de empenho e dedicação interna inclui-se na lista de tarefas de autocuidado. Um dos principais motivos que impulsiona o recurso a cuidados de saúde, por parte de muitos de nós, são as emoções.

Falar de emoções implica lembrar que as mesmas em tudo dependem das redes de comunicação interneural mais ou menos enriquecidas e adensadas pelos neurotransmissores responsáveis pela disseminação de informações sobre as funções biológicas. Estes neurotransmissores nem sempre atuam sozinhos e, muitas vezes, aliados aos neuromodeladores determinam o tom mais ou menos “entusiástico” com que a mensagem é percepcionada pelo receptor. É neste “bailado” entre mensagens e mensageiros, ordens para “avançar” ou “bloquear” determinados processos e comportamentos que vive a complexa rede neural que compõe o cérebro.

De um modo geral, podemos dizer que as emoções têm como propósito principal cuidar da sobrevivência do ser humano. Porém, se as funções das emoções estão associadas à adaptação e sobrevivência, por que experienciamos dor com elas?

Existem diversos fatores que concorrem para esse sofrimento, tais como a história emocional da pessoa, o contexto em que a reação emocional é ativada, a modelagem sobre a emoção experienciada, as expectativas futuras do indivíduo, as emoções sobre as próprias emoções e as influências culturais.

A capacidade de sentir do ser humano está muito associada à facilidade com que é capaz de atribuir significados. As emoções são geradas segundo uma perspetiva inata e sensorial onde uma ativação automática de resposta emerge integrada numa avaliação do ambiente. Ao longo do percurso de vida essas respostas automáticas vão sendo integradas com as 5 partes da emoção: sensações, crenças, objetivos, comportamentos, e tendências interpessoais. Formam-se, assim, os esquemas emocionais (estruturas de memória) que sintetizam afetos, emoções, cognições e tendências para a ação de forma automática e que estão relacionados aos mecanismos implícitos, inconscientes e idiossincráticos constituídos na “lenda pessoal” de cada indivíduo.

  • Através do cuidar das emoções cada um de nós pode aprender a viver uma vida plena experienciando todas as tonalidades das emoções. A realidade é que não é possível evitar deceções ou fugir da dor. O objetivo é viver uma vida a mais aberta e enriquecida possível, incluindo as emoções mais desagradáveis.
  • O segredo está em aprender a normalizar o que nos parece disruptivo e construir uma vida com significado mesmo com o inevitável sofrimento.
  • O desafio é substituir o perfecionismo emocional pela amplitude e espaço interno para lidar com a imperfeição e alcançar o propósito de vida pessoal com sucesso.
» Onde comprar o Jornal de Santa Marinha «

ARTIGOS DE OPINIÃO

A Seleção não é Cristiano Ronaldo. E Cristiano Ronaldo não é a Seleção

Pela memória. Pela gratidão. E pelo respeito que todos...

180 anos de tradição e juventude. A Festa da Banda Musical de Santa Marinha

Assistimos durante a tarde de ontem, dia 27 de...

Uma reflexão para nos fazer pensar

:::: por Santiago Borges Ferreira – 15 anos :::: ...

A ciência de setembro, ao nosso redor

:::: por Gabriel Martins – 18 anos :::: Apesar de nem sempre...

O PSD cor-de-rosa — Quando o laranja começa a desbotar

Há coisas que custam a escrever. Esta é uma delas. Durante...

Enquanto o país está de férias a SMEB dá música

O mês de agosto traz consigo aquele perfume inconfundível...

Carta aberta aos políticos, deputados e chefes dos partidos

Decidimos dirigir esta carta aberta aos políticos, deputados e...

“HOUSTON, TEMOS UM PROBLEMA”

A frase ficou célebre e teve origem na missão...