A inteligência artificial já faz parte do dia a dia de quem trabalha com vídeo e fotografia. Para alguns, é uma ameaça, para outros, uma oportunidade. A verdade é que não define quem somos, mas pode ampliar aquilo que podemos vir a ser. Não substitui a nossa visão nem a experiência de estar no terreno, mas pode ajudar-nos a explorar novas possibilidades criativas.
No meio desta transformação, o mais importante é aprender a trabalhar com ela. Tal como aconteceu com a passagem do analógico para o digital, quem se adapta evolui. A IA acelera processos de edição, melhora a imagem e o som, ajuda na organização de conteúdos e permite testar ideias que antes eram difíceis ou quase impossíveis de concretizar. No entanto, não faz tudo nem serve para tudo. Não sente a energia de um evento, não cria ligação com as pessoas, não decide o momento exato de iniciar a gravação. Continua a ser uma ferramenta e depende sempre de quem a utiliza.
A inteligência artificial não é o futuro, é o presente. Em vez de a julgar ou de a temer, devemos compreendê-la e usá-la a nosso favor. Não é algo que venha substituir-nos, mas sim uma ferramenta poderosa que, quando bem utilizada, pode expandir as nossas capacidades e levar a criatividade a um nível que antes parecia distante ou mais difícil de alcançar. No final, continua a ser o ser humano que transforma a técnica em expressão e dá valor real às imagens que cria.



