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Prevenir é sempre o melhor remédio

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Nunca o acesso à informação foi tão simples e rápido como atualmente. Contudo, os movimentos anti-vacinas têm ganhado força nos últimos anos, mas a que custo?


Com as alterações climatéricas e a globalização, também as doenças e os parasitas têm ganho território muito rapidamente, e há várias doenças que atravessam a barreira das espécies – as zoonoses – doenças infecciosas transmitidas de animais para pessoas (e vice-versa) que podem ser causadas por bactérias, parasitas, fungos ou vírus.


Com as nossas vidas apressadas, e enquanto temos saúde, acaba por ser fácil descuidarmos a prevenção das questões relacionadas à nossa saúde… e dos nossos animais também! Mas porquê a prevenção?


Como nos humanos, a vacinação tem dois objetivos: proteger o animal contra doenças infeciosas e evitar que esses agentes circulem, perpetuando o ciclo de transmissão. Assim, muitas vezes a vacinação é entendida como uma responsabilidade de saúde pública: o conceito de uma só saúde. Quanto maior o número de animais vacinados, menor a frequência de doenças na população.


Existem vacinas essenciais (obrigatórias) e opcionais. O veterinário do vosso animal irá definir o melhor protocolo de vacinação para ele, baseando-se na idade, estilo de vida, estado de saúde, historial médico, localização geográfica e possibilidade de viajar. Ao contrário do que muitas pessoas supõem, cães e gatos em grandes cidades e/ou que não vão há rua também podem – e devem – ser vacinados, mesmo se já são adultos. Muitas vezes esta imunização preventiva faz a diferença entre a vida e a morte.


Graças aos planos de vacinação em massa dos últimos 10 anos, algumas doenças graves tornaram-se raras. Então já podemos parar de vacinar? Não, é exatamente o contrário! É fundamental continuar estas vacinações para evitar novos surtos, já que é totalmente impossível vacinar 100% da população mundial de cães e gatos, sem esquecer que a fauna silvestre pode funcionar como reservatório para doenças. A manutenção da vacinação, de uma maneira consciente e racional, adaptada a cada caso, vai originar uma cobertura que limita o risco de doenças na população animal e humana.


Um exemplo prático da aplicação das vacinas é a doença da Raiva. Esta doença é uma doença grave e fatal em qualquer espécie. Felizmente não há casos autóctones de Raiva em Portugal desde 1960, e como isto foi possível? A vacinação anti-rábica passou a ser obrigatória em todos os cães a partir de 1925 e o país foi declarado livre de Raiva apenas em 1961. Contudo, nos animais selvagens em território português continuam a identificar-se casos de Raiva, reforçando a importância da vacinação. A Raiva mata anualmente 59.000 pessoas, sendo que a maior parte dos casos são crianças com menos de 15 anos.


A proteção dos nossos cães e gatos pode iniciar-se logo no início da vida, com a desparasitação (a partir dos 15 dias) e o plano vacinal poderá iniciar-se logo às 6 semanas de idade. Ao protegermos os nossos animais, estamos também a protegermo-nos a nós mesmos e à restante família. Desde as primeiras vacinas, à desparasitação regular, hábitos de higiene e controlo nutricional, todos estes são passos chave para prevenirmos “sustos” evitáveis. O risco zero não existe, mas como o saber popular ensina “prevenir é melhor do que remediar”!

A Sustentabilidade das Instituições Sociais

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A Câmara Municipal de Coimbra, em parceria com o Gabinete para a Igualdade e Inclusão, com a Rede Social de Coimbra e o Grupo de Trabalho das Pessoas com Deficiência, no dia 28 de setembro, realizou a 3ª Edição do Encontro “Desafiar a Inclusão”, sob o tema os “Desafios da Autonomia”.


O primeiro painel em debate fixou-se no tema da sustentabilidade das Instituições.


As intervenções deram a entender grandes preocupações, alertando das dificuldades por que passam as Instituições que prestam apoio a pessoas idosas e a deficientes. Depois da pandemia que obrigou muitas Instituições a mais gastos e, também, a guerra que fez aumentar os custos com a alimentação, as energias e a inflação, são situações que as Instituições sociais já não conseguem aguentar.

Estão em causa os acordos de cooperação com a Segurança Social. Esses acordos estão longe de acudir aos custos.
O funcionamento das instituições estão a passar por uma evolução para responderem a uma sociedade com necessidades diferentes.

Também as orientações da Segurança Social são mais atentas aos direitos dos utentes e às ocupações dessas populações.

As orientações da Tutela são necessárias. Mas a Tutela tem que responder às dificuldades das Instituições.
A presidente da Humanitas – Federação Portuguesa para a Deficiência Mental – preocupada com a situação extremamente crítica das instituições para deficiência mental/ intelectual, que representa, disse que “há instituições à beira da rutura financeira”.

A situação de rutura é preocupante.

Estão em causa a vida, a dignidade, o respeito, os direitos de milhares de idosos e de jovens, mulheres e homens com incapacidade para trabalhar.

São populações dependentes de cuidados permanentes, que nas instituições têm o apoio para uma vida mais digna e segura.
São jovens sem família, filhos de pais idosos, muitos de famílias desestruturadas, vítimas de violências.
Esta população precisa de apoios na higiene, na alimentação, em tudo.
Precisa de técnicos preparados para o seu desenvolvimento intelectual, para o treino de comportamentos mais adequados à vida social.

É uma população de uma sociedade empobrecida.

Há uma Convenção para a Deficiência. Há uma Estratégia Europeia para a Deficiência. Há um Estratégia Nacional para a Deficiência.

São documentos orientativos de práticas para a dignidade das pessoas com deficiências, com incapacidades.
A Segurança Social sabe disso. Tem obrigação de saber.

A Tutela tem o dever, a obrigação de custear as despesas.

“Há instituições com grandes problemas financeiros e com dividas a pagar”.

Estão a ser despedidas “pessoas que não estejam a contrato”, prejudicando a “qualidade do serviço”.
Os salários dos trabalhadores sociais são baixos, demasiado baixos.

O Estado tem o dever, a obrigação de subsidiar as Instituições de forma que estas possam pagar dignamente aos seus trabalhadores.

O Estado tem de reforçar os acordos de cooperação.

E de repente já é Outubro!

Uma vez que a nossa época festiva acabou, parece-nos ser a atura ideal para fazer um balanço.
Este ano, ano em que finalmente respirámos fundo (sem PANDEMIA), muitos foram os esforços para retomar as rédeas à “carroça”, tanto da parte dos diretores, maestro como músicos.

O nosso calendário voltou a encher-se de festividades religiosas e não só.

A nossa banda voltou a ter a ambição pela qual é conhecida e com os nossos apoiantes, amigos e simpatizantes voltámos a ouvir a nossa música pelas nossas ruas e palcos.

Esta é então a altura ideal para vos anunciar de que a banda adquiriu um fardamento novo! Era algo que já há longos anos ambicionávamos alcançar e, finalmente, este ano, conseguimos atingir este objetivo!

No passado mês, no nosso aniversário dos 177 anos, parecia ser a altura ideal para vos apresentar a nova farda, mas devido a alguns imprevistos e à elevada carga laboral por parte da alfaiataria por nós selecionada, a Alfaiataria Ribatejo, exímia a fabricar este tipo de confeções, não nos foi possível fazer esta tão desejada apresentação.

Eis então que, finalmente temos a nossa farda, uma farda inspirada nas nossas gentes, gentes da serra da estrela e nos nossos pastores e tradições.

Iremos organizar algo especial para vos apresentar a nossa nova farda e, oportunamente, anunciaremos esse evento com mais detalhes, no entanto, aqui fica já o nosso convite. Apareçam e vejam com os vossos próprios olhos o nosso novo visual, renovado com cheirinho a novo mas histórico, como manda a nossa longa história de 177 anos de existência.

Este ano, a banda realizou um concerto especial, um concerto apresentado em palco, no qual cruzámos a nossa música com a voz de Verónica Ribeiro, no âmbito do projeto Filarmonias. Este concerto muito agradou ao público, mas, também, aos nossos músicos que, com muita ambição e responsabilidade, se empenharam para aprender e tocar cada vez melhor. E o que é de um músico sem a aprendizagem constante?

Por falar em aprender, arranca já este mês a nossa escola de música. O ano letivo 2023/2024 começou no dia 28 de outubro, no entanto, nunca é tarde para se inscrever e aprender connosco uma das sete artes. Contamos com 4 professores de música profissionais, no âmbito de metais, madeiras e percussão e com alunos de um leque variado de idades.

Por o ano 2023 estar a terminar, avizinha-se também o término da atual direção.

Esta direção conta já com longos anos de atuação que brilhantemente tem valido à banda grandes feitos e muitas boas memórias. Se quiser fazer parte da nossa história, no corpo diretivo, junte-se a nós nesta aventura artística e muito desafiadora. Contacte a SMEB via telemóvel (962073818), email (smebsm@gmail.com) ou redes socias Facebook ou Instagram. Despedimo-nos com saudações musicais e com a esperança de que nos continue a acompanhar nesta aventura.

Responsabilidade e cobardia o ocidente lá vai suportando toda a miríade de crimes de Israel

Na noite desta mais recente sexta-feira, lá nos surgiu Clara Ferreira Alves, perorando sobre a intervenção de Israel em Gaza, mas num tom tal que de pronto me trouxe ao pensamento a sua obra EM NOME DO PAI, onde nos expõe os inenarráveis sacrifícios dos arménios às mãos dos turcos. Devo dizer que consegui ficar impressionado, mesmo dolorido.

Nesta sua obra, Clara expõe-nos os sacrifícios sofridos por cristãos às mãos de muçulmanos. Simplesmente, está hoje a decorrer um confronto entre judeus e muçulmanos, sendo que os primeiros, como referiu António Guterres com oportunidade e coragem, vêm sufocando os segundos desde há perto de seis décadas. Uma realidade já exposta há dias pelos embaixadores Fernando d’Oliveira Neves e Francisco Seixas da Costa. Ora, sobre esta realidade, quase nada nos chegou, mormente de modo continuado, por parte de Clara, como também de Ana Gomes, ou de António Costa, por exemplo. E da IL, ou do Chega, bom, o melhor é fingir que se esquece…

De modo concomitante, tanto Clara como Ana Gomes há muito nos dizem que o Donbass, tal como a Crimeia, é da Ucrânia, porque assim no-lo indica o Direito Internacional Público, mormente por via da sua Carta das Nações Unidas. Em contrapartida, sobre a ocupação de 60 % do território do Estado da Palestina na Cisjordânia, com a colaboração da polícia e das Forças Armadas de Israel, mas por igual do Ocidente cúmplice, bom, quase não se fala. É também uma ilegalidade, à luz das tais referências acima apontadas, mas de que quase não se fala…

Tal como aconteceu com a Ucrânia, também neste caso do conflito criado aos palestinos, desde há décadas, por Israel, quase não se fala. A uma primeira vista, os dois Estados só agora se confrontaram, fruto das práticas terroristas de membros do Hamas em 07 de outubro. Para a enorme maioria dos que nos surgem nas televisões, esta ação terrorista de 07 de outubro é um crime, e até hediondo, mas os milhões de sacrifícios, e de todo o tipo, aplicados por Israel aos palestinos, ao longo de muitas décadas, bom, quase nada é dito.

Do mesmo modo, ocupar partes de um território de outro Estado é um crime à luz do tal Direito Internacional Público, mas desde que o ato seja praticado pela Federação Russa sobre a Ucrânia, porque se for o território da Cisjordânia ilegalmente ocupado por Israel, quase de tal crime não se fala. Simplesmente, esta dicotomia, por acaso passada em tempo comum, mostra uma coisa: se for o Ocidente a violar o Direito Internacional Público, pois, nada de mal vem daí, mormente pelas abordagens jornalísticas, mas se for alguém ocidental a ser alvo de procedimento semelhante, bom, é logo um tremendíssimo crime.

Tem-se falado sobre o Hamas como uma estrutura terrorista. Simplesmente, esta ideia não é universal: é-a para os Estados Unidos e Estados de si dependentes, como Israel e os da União Europeia, mas já o não é para as Nações Unidas e para uma multiplicidade de outros Estados. De resto, Menachem Begin foi também procurado por atos de terrorismo e de homicídio, mas a verdade é que chegou a Primeiro-Ministro de Israel.

De igual modo, foi interessante observar o salto opinativo da generalidade dos nossos comentadores sobre a votação de ontem na Assembleia Geral das Nações Unidas: nas anteriores situações, em torno da grande batalha da Ucrânia, os resultados eram exaltados sem limites, mas desta vez, com Israel a ser claramente posto em causa, já a decisão não é vinculativa! Como se Israel alguma vez se tenha sentido vinculado com as resoluções aprovadas pelo Conselho de Segurança!! E como se os Estados Unidos não se estivessem nas tintas para o Direito Internacional Público, para a Carta das Nações Unidas e para esta mesma instituição!!!

Por fim, esta evidência já incontornável: o Direito Internacional Público, tal como a enormidade das instituições internacionais de Direito, têm uma origem – até uma localização – ocidental. E ainda uma segunda evidência: para quando o reconhecimento de Francisco, à semelhança do que já referiu a propósito da invasão da Ucrânia, sobre que os territórios da Cisjordânia são do Estado da Palestina, devendo, por isso, ser deixados pelos colonos de Israel? E, mesmo por fim, uma terceira evidência: quando se determinará o PS de António Costa a reconhecer o nascimento do Estado da Palestina, ao invés de operar aparentes raciocínios ao redor do Direito Internacional Humanitário? Conseguirá dotar-se da essencialíssima coragem?

Não creio: nem António Costa, nem Montenegro, nem a grande maioria dos nossos detentores de soberania. Um dado é certo: temos a democracia…

Da Ideia à Realidade: Um segredo por detrás de uma marca!

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Vivemos num mundo onde a arte do branding e do design destaca-se como um pilar fundamental para qualquer marca, para isso, estudamos e desenvolvemos as diferentes formas de mostrar ao mundo comercial e não só, a concretização de uma ideia em forma de projetos e modelos para a tornar mais vendável ao nosso público-alvo.
Uma identidade de uma marca cativante, pode ser a diferença entre o sucesso e a obscuridade no mercado altamente competitivo dos dias de hoje.
Na era digital, a marca de uma empresa é o seu rosto, a sua voz e a sua promessa perante os seus clientes. É aqui que entra o branding e o design. E vocês perguntam? Eles são mesmo importantes para a criação de uma boa marca? Sim, o branding e o design são elementos importantíssimos no que toca à construção de uma boa marca, é com eles que conseguimos transmitir a personalidade e o valor necessário de um negócio.
Uma identidade de uma marca forte permite estabelecer uma confiança e ligação com qualquer cliente, tornando-se mais fácil fazê-la destacar-se num mercado onde a concorrência é cada vez mais desenfreada.
No entanto, as empresas não são entidades estáticas, elas evoluem, adaptam-se e inovam. É aqui que falamos do rebranding. O rebranding é o processo de revitalizar a imagem de uma empresa. Fazer ajustes completos e sensíveis, permite-nos criar uma nova perspetiva de uma marca. Esta pode ser uma manobra estratégica para nos mantermos relevantes e competitivos num cenário que permanece em constante mudança.
Um logótipo bem pensado, um esquema de cores enquadrado ou mesmo uma tipografia bonita pode deixar uma impressão duradoura no cliente, mas é com a imaginação, a criatividade e o empenho que conseguimos construir uma boa marca, afinal, este é o segredo por detrás de uma marca!
Aléssia Varão – Designer
dappin |Agência de Marketing

EDITORIAL: Todo o Homem tem direito a uma vida digna

Ao fim de um mês de férias, cá estamos, novamente, em contacto com os nossos leitores para levar, até vós, a nossa voz mais liberta de tanta coisa que se tem passado e que, ao longo do tempo, nos traz preocupados.
Não bastava a pandemia para logo aparecer a guerra entre Ucrânia e Rússia que a todos está a afetar. Também outros países do mundo estão em convulsões a atritos permanentes.
A guerra está aí. A fome e a degradação social já é uma certeza.
Quando todos andávamos na esperança de dias melhores, cai, sobre nós, a inflação, num fogo mundial que leva a todas a dificuldades tremendas com o aumento do custo de vida. Depois, todos aqueles que adquiriram um teto por intermédio de um empréstimo bancário vivem na angústia de terem de entregar as casas aos bancos. Na mesma situação, os jovens ficam inibidos de ter uma casa e constituir família, não obstante do governo tentar minimizar esta situação com algumas medidas.
No entanto, os bancos e outros, “senhores da guerra”, continuam a ganhar fortunas.
Os mais desfavorecidos da sociedade são “carne para canhão”, morrem de fome, vivem sem eira nem beira, enquanto outros vivem repastados nas suas orgias… e a escravidão continua!
Triste sorte de um povo que tem no seu seio, tantos agiotas afirmados e todo um séquito a querer seguir o exemplo dessa gente sem escrúpulos.
Da nossa parte continuamos a defender todos aqueles que são vítimas destes algozes, tentando de tudo para os fazer parar e pensar que todo o Homem tem direito a uma vida digna.
Creio que com o tempo, o mundo mudará o “status quo” das pessoas e nota-se que todos nós temos necessidade disso.
Todos precisamos de ter carinho e afagados com comportamentos de boa educação e respeito, valores estes que, infelizmente, se estão a perder a olhos vistos.
Acreditamos, plenamente, que os verdadeiros valores morais devem estar na ordem do dia, relegando todos aqueles que querem alterar e remetê-los à sua triste insignificância.
Vamos continuar de cabeça erguida sem deitar a toalha ao chão, tal como fez a Sociedade Musical Estrela da Beira, de Santa Marinha, que comemorou 177 anos de existência e que, neste lapso de tempo, passou por tantas adversidades. Fui seu componente com muito fervor.
Nos dias de hoje, ela está bem viva e altaneira, sendo um orgulho de todos os santamarinhenses e aqueles que amam esta terra.
Ela leva por todo o território de Portugal, e não só, o calor e a garra da gente desta terra, situada no sopé da Serra da Estrela.
Somos de Santa Marinha! Os nossos antepassados deixaram-nos um legado que é e será sempre objeto de um pensamento de gratidão e para as suas gerações vindoiras.
Não posso esquecer aqueles que já partiram e com o seu suor, calcorrearam montes e vales por amor à sua Filarmónica e à sua terra natal, pedindo a Deus por todos e aqueles que acompanhei durante 9 anos, que as suas almas descansem em paz.

Depois de Férias

Passaram dois meses desde a última edição do Jsm. A guerra continua. As mortes continuam. As destruições continuam.
O ódio continua assanhado e sem sinais de entendimento.
Os negócios de armas continuam, mais perigosas e destruidoras. São muitos milhões por dia para a indústria das armas.
Os políticos que mandam e decidem continuam bem presentes e deixam recados:

  • “Esta guerra vai ser longa!” – Palavras pronunciadas com solenidade pelo secretário da NATO.
    O mesmo secretário e muitos outros políticos afirmam: “Esta guerra está para durar”.
    Quando são organizações que surgiram para as guerras, como é o caso da NATO, que se formou logo depois da Segunda Guerra Mundial 1941-1945, as afirmações guerreiras não espantam. A NATO representa os interesses dos EUA e das armas.
    Os EUA têm uma longa história de andarem envolvidos em guerras e de se intrometerem em países estrangeiros.
    A guerra continua.
    O descontentamento percorre o mundo. Já não são os países pobres a reclamar e a viver em dificuldades.
    A miséria também está nos países antes considerados ricos, como a França, Inglaterra, Alemanha. As manchas de pobreza já chegaram a esses países.
    As notícias informam pobreza generalizada.
    Foi notícia que a “Industria da Tecnologia gastou mais de 113 milhões de euros em dois anos em Lobi em Bruxelas”.

As notícias dizem que as “Administrações públicas financiaram os bancos em 9,9 mil milhões de euros (9.900.000.000!) nos primeiros seis meses de 2023.
As notícias confirmam que “grandes empresas conseguem ter lucros adicionais e inesperados de 917 mil milhões euros (917.000.000.000 de euros!).
Lucros não esperados!… Adicionais!…
São estes escândalos de concentração de riquezas em poucas mãos, com a anuência dos governos, que estão a despertar a indignação do Mundo. Muitas instituições não-governamentais estão a exigir maior carga de impostos sobre ganhos adicionais.
A pobreza no Mundo cresce. Para alguns, a riqueza aumenta.
Um sismo em Marrocos levou muitos milhares para a morte, deixando aquele povo num desespero. Casas ruíram, deixando escondidos nos escombros muitas famílias que viviam em situações difíceis. O rei desse povo estava numa de muitas casas que tem em Paris. Chegou tarde e poucos o viram.
Na Líbia, o furacão Daniel caiu em chuvadas torrenciais que levou barragens a ruírem pela pressão das enxurradas, arrastando muitos milhares de crianças, idosos, de famílias, soterrados por lama, enxurradas que empurravam tudo o que havia pela frente até ao mar.
De lembrar que aquele povo vivia num regime político que não agradava aos governantes dos países ditos democráticos do ocidente.
Foram os países do ocidente civilizado que foram à Líbia para levar a democracia. Depois de muitos anos, aquele povo não tem democracia, mas tem guerras e conflitos entre grupos, um vazio de poder, um excesso de pobreza, equipamentos deteriorados pela falta de manutenção e de cuidados. Ao jeito das enxurradas.
Precisamos de um Mundo sem guerras. Sem armas.
Precisamos de um Mundo de Paz.
Queremos uma sociedade sem pobreza, sem exploração do trabalho. Onde todos possam viver em Paz.

A importância das rotinas: para os humanos… mas não só!

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A pandemia, a crise, a guerra, a inflação, a falta de tempo, as férias de Verão. Todos estes são motivos muitas vezes avançados para justificar o número crescente de animais abandonados em Portugal, mas o tema continua sempre atual, particularmente nesta altura do ano. Os canis municipais não têm meios físicos nem humanos para dar resposta aos pedidos de ajuda, as associações dependem de donativos e estão constantemente sobrelotadas, e a conjuntura atual não facilita o aumento das adoções de animais.
Desde 2014 o abandono de um animal de companhia é crime, previsto e punido pelo Código Penal português, e sendo também uma contra-ordenação muito grave, está prevista a punição com uma coima de 2.000€ até 7.500€. Apesar disto, a realidade é que todos os anos são abandonados mais de 40 mil animais de estimação e este número não inclui os casos de abandono que não são reportados às autoridades. Ainda há um longo caminho a percorrer a propósito deste tema tão importante quanto assustador nesta altura do ano: as férias de Verão continuam a representar o auge do abandono animal em Portugal. Nesta altura das férias é sempre possível as famílias recorrerem a hotéis e pet-sitting, ou mesmo optarem por férias em alojamentos que permitem animais de companhia. Outra solução muito popular é a cooperação com um amigo, vizinho ou familiar: quando um está de férias, o outro cuida dos animais, e vice-versa.
A informação é a melhor arma para combater o abandono animal, já que a sensibilização das pessoas sobre este flagelo e sobre a importância da esterilização poderá ajudar a evitar milhares de animais nas ruas! Pode parecer um exagero, mas um casal de gatos não esterilizados e a sua descendência, em 3 anos irá originar em média 1728 gatos! Facilmente se percebe que é impossível encontrar famílias para todos os animais que nascem diariamente em Portugal. É por este motivo que existem campanhas municipais de esterilização, bem como campanhas de captura, esterilização e devolução de cães e gatos.
A responsabilidade é de todos. A decisão de ter um animal de companhia implica responsabilizar-se também pela saúde reprodutiva dele. Quando deixamos o nosso animal procriar, mesmo que todos os filhotes consigam ter famílias, estamos a continuar o ciclo vicioso: esses animais também se irão reproduzir e a família que os acolheu poderia estar a retirar um animal da rua, do canil ou de uma associação sobrelotada! O que devo fazer se suspeito ou tenho conhecimento de um caso de abandono animal?
O abandono de animais de companhia é um crime público, ou seja, qualquer cidadão que assista ou tenha conhecimento de uma situação de abandono de um animal pode denunciá-la. A denúncia deve ser efetuada junto das autoridades policiais, nomeadamente da PSP e da GNR, através dos seguintes contactos: • PSP: Linha telefónica 21 765 4242 e e-mail defesanimal@psp.pt • GNR: Linha SOS Ambiente e Território – número azul 808 200 520.

Às pessoas com deficiência mental / intelectual o respeito que lhes é devido

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aceitou a mudança do termo “deficiência mental” para “deficiência intelectual”, alteração apresentada na Declaração de Montreal, Canadá.
Muitos dos que connosco se cruzam na rua são pessoas que precisam de respeito. São pessoas com Deficiência Intelectual – (DI). Pessoas tantas vezes mal tratadas e desprezadas.
A Deficiência Intelectual (DI) é uma realidade que pode passar despercebida. Essas pessoas e seus familiares carregam dias pesados, dias de futuro inseguro, de luta constante com as dificuldades da vida.
Deficiência caracterizada por deficit no desenvolvimento neurológico, manifestado por limitações no funcionamento intelectual e no comportamento adaptativo e social, pelas poucas habilidades manifestadas na solução das suas dificuldades de funcionamento.
De maneira geral, a DI é diagnosticada nos primeiros anos de vida e pode variar de leve, moderada, grave e profunda.
Muitos com Síndrome de Down, simpáticos, afetivos, geralmente sociáveis.
Os médicos neuropediatras salientam que as causas da DI podem resultar de síndromes genéticas e de muitas outras causas desconhecidas, como de problemas ocorridos por ocasião do parto.
O diagnóstico é feito pelo registo de comportamentos que a criança manifesta em conformidade com a sua idade real.
Uma DI ligeira, por vezes só se manifesta na escola.
Pelos 4 anos de idade, uma criança já é capaz de identificar as cores básicas. Se aos 6 anos não as conhece, isso pode ser indicador de deficit em seu desenvolvimento.
Cerca de 70% dos casos de DI são considerados de grau leve. As questões genéticas são as mais chamadas aos diagnósticos.
O diagnóstico é feito após uma extensa análise multidisciplinar, que pode ajudar ao melhor tratamento da criança.
Em todos os casos o importante é a inclusão dessas crianças. Mesmo com os avanços nas políticas de inclusão, ainda há muitas dificuldades para essa população.
É importante que os pais, as instituições, a sociedade partilhem iniciativas, encontros com a participação dessas crianças, jovens e os já adultos. Nunca rejeitar essa população, nem deixá-la à margem da sociedade.
As iniciativas ajudam à consciencialização da sociedade sobre as vidas difíceis dessas crianças e jovens com deficiências e das suas famílias.
Conviver, partilhar informação e experiências ajuda à inclusão de todos.
Qualquer mãe, qualquer pai conhece o que é um filho com DI, com autismo, com Trissomia21.
Famílias que vivem vidas difíceis.

Está feliz no seu trabalho?

A infelicidade no local de trabalho é um problema real e recorrente. Quantas vezes já se interrogou acerca de como o seu trabalho o faz sentir? A que respostas costuma chegar?
Mentalmente são criadas reflexões positivas e animadoras? Ou conclui que a reflexão apenas trouxe à sua consciência pensamentos e cenários negativos, acompanhados de desilusão, tristeza ou até frustração?
A infelicidade no trabalho pode estar relacionada com um fator isolado ou com um conjunto de fatores.
Sente-se valorizado? A desvalorização pode ser financeira, por identificar a sua remuneração inadequada para as suas funções e responsabilidades, mas pode também ser de carácter emocional. Falta de reconhecimento pela sua dedicação e esforços diários, poucos elogios e baixo espírito de entreajuda.
É clara a relação entre desvalorização e desmotivação. Quanto mais valorizados nos sentimos, mais motivados e empenhados estamos em cumprir os nossos papéis e em procurar fazê-lo com maior competência. Contudo, a desmotivação estende-se a outros elementos. Relações desgastantes, exigências acrescidas e pouca (ou nenhuma) perspetiva de progressão de carreira.
Nos dias de hoje, este problema é preocupante.
Habituámo-nos a ouvir que “o dinheiro não é tudo”, mas continua a não ser atribuída a devida atenção a estes aspetos.
A felicidade não tem preço. Por isso, faça um bom trabalho ao preocupar-se diariamente consigo!
Na consulta de Psicologia, o Psicólogo ajuda na identificação dos motivos de insatisfação no local de trabalho, delineando, conjuntamente, estratégias comportamentais e emocionais essenciais à gestão de desafios laborais com implicação nas diferentes áreas da vida.