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PSD de Seia critica Orçamento 2026: “Um exercício político pouco realista e financeiramente frágil”

O vereador do PSD na Câmara Municipal de Seia, Paulo Hortênsio, em reunião do executivo, referiu-se à proposta de Orçamento e Grandes Opções do Plano (GOP) para 2026, classificando o documento como “um exercício político pouco realista e financeiramente frágil”. O social-democrata manifesta um profundo pessimismo em relação à capacidade de execução e à saúde financeira do Município sob a atual governação socialista.

A principal crítica centra-se no alegado desequilíbrio financeiro da autarquia. Embora o Orçamento suba 6 milhões de euros (de 37M€ para 43M€), o vereador Paulo Hortênsio denuncia que este crescimento é um “artifício orçamental” que não reflete a capacidade real de concretização, dado o histórico de baixa execução de projetos financiados.

O vereador aponta para uma situação de estrangulamento financeiro, sublinhando três pontos críticos: mais de 15,4M€ em compromissos transitados, que somados às despesas rígidas (salários, bens, serviços e juros) deixam uma margem residual para investimento. A dívida bancária atinge os 30M€ num Orçamento de 43M€ e a queda drástica da autonomia financeira, que desce de 51% (2024) para apenas 38% (2026), um “mínimo histórico” que, para o PSD, é um retrato de “má gestão continuada”.

Plano de investimento sem rigor

O Plano Plurianual de Investimentos (PPI) é também alvo de forte crítica. Paulo Hortênsio refere que 13 milhões de euros estão classificados como “financiamento não definido”, o que corresponde a metade do investimento planeado. “Metade do investimento é uma lista de intenções sem garantia de execução,” acusa o vereador, apontando para a falta de rigor, erros graves no cálculo de amortizações e incoerências nos mapas financeiros.

Município “sem rumo” e dependente

No plano político, o vereador do PSD considera que o Orçamento de 2026 revela um Município “sem rumo”, que se limita a “reagir a agendas externas” e se torna dependente da Administração Central.

“As áreas do ambiente, turismo, cultura, mobilidade ou desporto apresentam anúncios, não políticas; intenções, não resultados; slogans, não visão,” critica o vereador, que conclui que 2026 será “um ano de gestão corrente imposta pela derrapagem eleitoral de 2025,” e não um ano de progresso.

O vereador finaliza a sua declaração rejeitando o “otimismo artificial” do Executivo, defendendo que o Concelho de Seia “não precisa de mais discursos; precisa de direção, coragem e visão. Exatamente aquilo que este Orçamento não oferece.”

Mário Branquinho reconduzido na liderança do CCC até 2029: “Trabalho meritório e visão Estratégica”

Mário Branquinho, natural do Sabugueiro, foi reconduzido por unanimidade no cargo de diretor-geral e de programação do CCC – Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, para um novo período de quatro anos, abrangendo o mandato de 2025 a 2029.

A decisão foi tomada na Assembleia Geral da Culturcaldas, a entidade responsável pela gestão do equipamento cultural, e vem ao encontro da vontade manifesta pelo Município, proprietário do Centro Cultural.

Balanço positivo justifica a extensão do mandato

Mário Branquinho conclui, neste momento, três anos de atividade, resultado do concurso lançado pela Culturcaldas em 2022. A recondução agora formalizada coincide com o mandato autárquico em vigor e é justificada pela ação desenvolvida no final do triénio.

Segundo o organismo, a decisão baseou-se no “trabalho meritório” de Mário Branquinho, o qual se “espalhou na qualidade das programações apresentadas e muito orientadas para a valorização da criação artística e para o diálogo entre artistas, comunidade e território.”

O novo mandato resulta de um reconhecimento alargado da “visão estratégica integrada” demonstrada. Foi realçado o vasto leque de oferta cultural que levou a uma “adesão maciça de públicos”, bem como a forte “aproximação do CCC à comunidade e envolvência dos agentes culturais da cidade”.

Entre as iniciativas mais relevantes, foram destacadas O apoio à criação e envolvimento com o território; o projeto “CCC Fora de Portas”, que leva atividades à cidade e às freguesias, reforçando as medidas de mediação; a implementação e reforço de festivais consolidados, como o Festival de Piano (Sipo), os Dias do Jazz e a Mostra de Cinema – iNTERVALOS.

Foi sublinhada a “visão assertiva na gestão financeira” e o sucesso no reforço da componente de turismo de negócios, atraindo congressos e atividades que dinamizam a cidade em articulação com o Município.

De relembrar que Mário Branquinho foi durante anos programador da Casa Municipal da Cultura de Seia e o grande impulsionador do CineEco e do Seia Jazz & Blues. Em 2022 deixou Seia e lançou -se neste novo desafio que se tem traduzido em reconhecimento e mérito por parte da comunidade e do município das Caldas.

Mário Branquinho continuará, assim, a liderar a direção do CCC, dando continuidade à linha estratégica que tem marcado o seu percurso na valorização da cultura e na dinamização do território caldense.

Fotos: Gazeta das Caldas

Operação “RoadPol” – Álcool e Estupefacientes ou Psicotrópicos”

A partir de hoje e até dia 21 de dezembro, a Guarda Nacional Republicana (GNR),  no âmbito do planeamento anual efetuado pela RoadPol, está a realizar uma operação de fiscalização intensiva da condução sob efeito do álcool e substâncias estupefacientes ou psicotrópicas, com o objetivo de promover comportamentos mais seguros por parte dos condutores e diminuir a sinistralidade rodoviária grave, em todo o território nacional continental.

A Rede Europeia de Polícias de Trânsito (RoadPol) é uma organização que foi estabelecida pelas polícias de trânsito da Europa, com a finalidade de melhorar a segurança rodoviária e a aplicação da lei nas estradas. Estas operações, de âmbito europeu, têm como principal finalidade a criação de um ambiente rodoviário mais seguro através de uma intervenção simultânea sobre as principais causas de acidentes procurando, desta forma, influenciar positivamente os utilizadores, levando-os a adotarem condutas que privilegiem comportamentos mais seguros.

A condução sob efeito do álcool ou substâncias psicotrópicas é um fator de risco que tem sido objeto de uma atenção crescente nas políticas de segurança rodoviária ao nível europeu. No ano de 2025, até ao dia 30 de novembro, foram fiscalizados pela GNR 1 705 756 condutores, tendo culminado em 12 506 detenções por condução sob o efeito do álcool e 76 por condução de veículo sob influência de substâncias psicotrópicas, estupefacientes ou produtos análogos.

São Romão – Capela de Santo António foi requalificada e inaugurada

A Capela de Santo António, em São Romão, foi integralmente restaurada e devolvida ao culto e à comunidade local no passado sábado. A requalificação é fruto da iniciativa e investimento do empresário José Rogeira, que adquiriu o imóvel à família Nogueira.

A cerimónia de inauguração marcou um momento de orgulho e resgate da memória para a freguesia. José Rogeira sublinhou o desejo de “devolver à comunidade” um “imóvel com história, importante para muita gente, para muitas gerações,” enfatizando que a concretização da obra se deveu à sua crença no projeto e ao apoio da sua esposa, Helena, que sempre o apoiou, tendo sido uma peça fundamental na execução de todos os projetos.

A capela, construída por volta de 1921, era propriedade da família Nogueira, sendo sempre reconhecida como a Capela da Dona Ana Nogueira (Dona Aninhas). Após sofrer obras de requalificação, reabriu, finalmente, as suas portas ao culto, ficando a chave à guarda da professora Teresa Monteiro. Estará acessível às sextas, sábados e domingos, com possibilidade de abertura noutras ocasiões.

O restauro da capela é apenas o primeiro passo. Seguir-se-á a reabilitação do restante imóvel, com a promessa de manter a “traça original e a preservação da memória”. José Rogeira manifestou a ambição de ligar o futuro da propriedade ao turismo, reiterando a sua fé nas “gentes e nas forças vivas desta cidade, deste interior,” e na qualidade de vida que a região oferece.

O empresário assinalou ainda uma feliz coincidência na data da inauguração, dia 13, um número que considerou estar associado a “marcos históricos,”, nomeadamente ao dia de Santo António, à Nossa Senhora de Fátima e ao nascimento do seu primeiro neto.

O presidente da Câmara Municipal de Seia, Luciano Ribeiro, presente na cerimónia, reconheceu o momento como “relevante”, elogiando o empenho da família Rogeira. O autarca destacou que o empresário “percebeu a história do complexo que adquiriu à família da D. Aninhas e do comendador Evaristo Nogueira e, não podendo dar a casa toda à comunidade, abre a todos as portas desta capela que valorizou.”

O gesto foi recebido com grande satisfação por António Nogueira, sobrinho-neto da D. Aninhas, que se mostrou muito orgulhoso. Emocionado, recordou as memórias de infância passadas na propriedade e afirmou: “Hoje, ver esta capela renovada, que serviu muito tempo a comunidade e agora volta a servir, mesmo tendo mudado de família, é um orgulho.” Acredita que a sua tia, D. Aninhas, “lá em cima, está toda contente, porque isto era o lugar especial dela.”

O evento, ainda, com a participação da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de São Romão, que deu ao evento a alegria merecida.

IV Aniversário da Confraria do Requeijão com Doce de Abóbora

A festa prosseguiu durante o resto da tarde com o IV Capítulo da Confraria do Requeijão com Doce de Abóbora.

O ponto alto das celebrações foi a entronização dos novos confrades no Largo de Santo António. A cerimónia marcou o reconhecimento e a integração de novos membros dedicados à promoção e defesa desta iguaria tradicional da região.

Já no final da tarde, a festa continuou com um animado convívio que reuniu confrades, convidados e a comunidade local. O encontro realizou-se no Winebar 767 e contou com música ao vivo, criando um ambiente festivo e acolhedor.

Naturalmente, o evento culminou com a aguardada prova da iguaria que dá nome à confraria: o requeijão fresco e cremoso acompanhado pelo doce de abóbora, um casamento de sabores que continua a ser um ex-libris da doçaria beirã.

Cabeça, Aldeia Natal. Concerto com os Diamar

O grupo musical Diamar é uma referência de animação de eventos com mais de 18 anos de experiência no mercado.

Este duo musical da Guarda é formado por Cristina Santos e Antony Carvalho e destaca-se por oferecer uma solução completa e personalizada, garantindo que cada momento do seu evento seja inesquecível e vibrante.

Com formação musical no conservatório perto de Paris, Antony Carvalho toca os corações de quem o ouve, enquanto voz de Cristina Santos encanta, passando do fado, ao jazz e até mesmo ao pop.

Este projeto nasceu do amor profundo que partilham pela arte de tocar e de cantar. Atuam, maioritariamente, em cerimónias religiosas e pequenos eventos, onde procuram, sempre, criar momentos de beleza e com significado.

Em 2019, tiveram uma oportunidade inesquecível. Viajar até Nova Iorque, onde cantaram para as comunidades portuguesas, levando-lhes um pouco da sua música.

A música é para eles mais do que um trabalho: É algo que verdadeiramente gostam de fazer e que continuam a viver com imensa paixão.

Emoção e carinho marcam a visita de Cândido Costa ao concelho de Seia (vídeo)

Na localidade de Cabeça, Cândido Costa conheceu o Natal tradicional e genuíno que é feito nesta aldeia de montanha e falou com o JSM, numa entrevista onde mostrou o seu lado mais emocional

​O concelho de Seia viveu momentos de grande entusiasmo e emoção com a visita do ex-futebolista e comentador desportivo, Cândido Costa, no âmbito do seu programa “Cândido On Tour”. A passagem pelo concelho, que incluiu encontros em Seia, São Romão e na pitoresca aldeia de montanhas de Cabeça, resultou numa entrevista exclusiva e bastante emotiva ao JSM.

​A jornada de Cândido Costa começou com um mergulho no futebol local. Em Seia, o contacto foi estabelecido com o Seia FC, enquanto em São Romão a atenção se centrou na associação desportiva de São Romão. Cândido Costa não se limitou a estas duas freguesias e fez questão de visitar a aldeia natal mais genuína do concelho, Cabeça, onde esteve em contacto direto e caloroso com as gentes desta aldeia de montanha.
​O ponto alto da tarde foi um jogo amigável de juvenis entre o Seia FC e a Associação Desportiva de São Romão, que decorreu no campo de futebol da Cabeça.

​No final da visita, o sentimento era de profunda gratidão. Cândido Costa confidenciou que vai de coração cheio por tudo o que vivenciou e pelo “tanto carinho que recebeu” das comunidades. Deixou ainda a promessa de regressar, desta vez acompanhado pela sua esposa, Cidália.

​Não perca a entrevista completa com Cândido Costa, onde o ex-jogador aborda a sua experiência na região e partilha momentos de grande emoção pessoal.

Inauguração da Vila Natal de Santa Marinha e Eirô, com concerto de abertura por José Francisco

O espírito natalício chegou oficialmente a Santa Marinha. A celebração que marcou o arranque da época mais mágica do ano aconteceu esta segunda-feira, dia 8 de dezembro, no emblemático Largo do Pelourinho.

O ponto alto da noite inaugural foi sem dúvida, o acender das luzes de Natal. Este momento não só iluminou a vila, como também deu o mote para as festividades. O evento de inauguração foi abrilhantado por um convidado de luxo: José Francisco.

O jovem e talentoso músico, que se notabilizou pela sua participação no programa The Voice Portugal, apresentou um concerto que envolveu o público no verdadeiro espírito natalício.

Ao longo de todo o período festivo, a Vila Natal de Santa Marinha oferecerá um programa vasto, desenhado a pensar em toda a família. A agenda está recheada e promete ser um convite irrecusável à celebração.

A Vila Natal de Santa Marinha é, assim, um polo de festa, cultura e calor humano, convidando todos a celebrar o Natal no coração da vila.

Seia e Trancoso  – Três detidos por caça com meios proibidos e em área de proteção

O Comando Territorial da Guarda, através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) de Gouveia e de Pinhel, deteve, nos dias 7 e 8 de dezembro, três homens por caça com meios proibidos e em área de proteção, em dois momentos distintos, nos concelhos de Seia e Trancoso.

Na primeira situação, no dia 7 de dezembro, durante uma ação de prevenção e fiscalização do ato venatório, os elementos do SEPNA de Gouveia detetaram um homem de 65 anos a caçar com recurso a meios proibidos, nomeadamente um chamariz, motivo que levou à sua detenção em flagrante delito, no concelho de Seia. Da ação resultou ainda a apreensão de uma arma de caça; um chamariz; 44 cartuchos e uma bolsa com cinturão.

No segundo caso, no dia 8 de dezembro, numa ação de fiscalização ao ato venatório, os elementos do SEPNA de Pinhel detiveram dois homens, de 39 e 61 anos, pela prática de caça de salto ao javali em área de proteção, nomeadamente a menos de 500 metros de duas instalações industriais, no concelho de Trancoso. No âmbito desta ação foram apreendidas duas armas de caça; duas cartas de caçador; dois livretes de manifesto de arma e oito cartuchos.

Os três suspeitos foram constituídos arguidos, e os factos foram comunicados aos Tribunais Judiciais de Seia e de Trancoso, respetivamente.

A GNR relembra que quem capturar espécies não cinegéticas, com recurso à utilização de meios e processos não autorizados, incorre num crime contra a preservação da fauna e das espécies cinegéticas e é punido com pena de prisão até 6 meses ou com pena de multa até 100 dias.

Relembra, também, que existem áreas de proteção onde o exercício da caça é interdito, devido ao risco que pode representar para a vida, saúde ou tranquilidade das pessoas, ou pela possibilidade de causar danos materiais. Entre estas áreas incluem-se praias de banho e respetivos terrenos adjacentes; terrenos adjacentes de estabelecimentos como escolas, hospitais, prisões, lares de idosos, de proteção à infância, instalações militares ou de forças de segurança, entre outros serviços sensíveis; infraestruturas como estações radioelétricas, faróis, portos marítimos e fluviais, aeroportos, instalações turísticas, parques de campismo e desportivos; instalações industriais e de criação animal, bem como terrenos circundantes a estas áreas, numa faixa de 500 metros de proteção; povoados, numa faixa de proteção de 250 metros; Vias de comunicação, incluindo estradas nacionais (EN), itinerários principais (IP), itinerários complementares (IC), autoestradas, estradas regionais das Regiões Autónomas (ER) e linhas de caminho de ferro, numa faixa de proteção de 100 metros.

O cumprimento destas medidas é essencial para garantir a segurança e o bem-estar da população e a proteção dos bens e infraestruturas.

O Natal que esquecemos

:::: por Santiago Borges Ferreira – 13 anos ::::

Estamos a passos largos do natal, vamos vendo as ruas a serem iluminadas, as campanhas comerciais, as promoções, enfim, tudo vai ganhando forma. Mas no meio de toda esta alegria – e eu pessoalmente gosto muito – há algo que passa despercebido ao grande público: o sofrimento alheio.

Enquanto nós compramos, prendas e mais prendas, há muita gente que se recebesse o que para nós é banal, ficaria imensamente feliz, enquanto nós ainda temos a lata de criticar as prendas mais “simplesinhas” que nos vão dando.

Pensemos, por exemplo, nas crianças imersas na guerra, elas não vão, com toda a certeza, receber nada no natal, enquanto nós já não podemos dizer o mesmo… Que felicidade teria uma criança se recebesse uma simples prendinha! Enquanto nós iremos criticar quem a ofereceu, apenas por ser simples e, quiçá, o destino dela já esteja traçado: o esquecimento no fundo de uma gaveta qualquer.

Infelizmente, enquanto nós, todos comuns mortais, passamos o natal felizes e contentes, existem aqueles que, por vezes, nem sequer têm com quem passar o natal; idosos sozinhos e desprezados pelas famílias, que por vezes passam o natal fechados em casa ou nos lares sem verem e reverem aqueles que mais amam; crianças e famílias que vivem imersas na guerra, sem que tenham a mínima culpa disso; todos os homens e mulheres que, imersos na vida e na solidão moderna, têm que passar o natal sozinhos; enfim, todos nós que reconhecemos o natal como e só a época do consumismo e da loucura moderna na corrida aos “shoppings” e hipermercados.

Como referi antes, estas realidades são duras de se constatarem, mas que alguém – e por isso decidi escrever este artigo – tem de lembrar e relembrar, pois acho que o natal é a época do cuidado e do bem, de uns para os outros, pois somos uma sociedade que deve querer fazer o bem.

Acho que tudo o que referi acima, nos toca a todos um pouco, por isso sei e compreendo que o estimado/da leitor/ra, deve estar a colocar a seguinte pergunta:

O que eu posso fazer para mudar isto?

  • Estar/lembrar aqueles que mais precisam ou que estão mais longe de nós;

Sei que vivemos na correria do mundo moderno, mas paremos um pouco para fazer nem que seja uma simples chamada a um amigo ou familiar do qual estamos mais distantes. Deixemos a mágoa de lado, pois o natal é por excelência o tempo da mudança. Vamos tornar o natal de alguém mais feliz, com uma prova da nossa lembrança através de um telefonema ou mensagem.

  • Ajudar aqueles que mais precisam;

Mais uma vez, paremos um pouco e pensamos: quem precisa da nossa ajuda? Com certeza, que todos temos parentes e amigos que por diversos motivos se encontram isolados, “à margem” da sociedade e até mesmo da própria família. O meu convite é que tenhamos a coragem de os desafiar para um simples “cafezinho”, um momento de convívio e de amizade, o que custa umas horas de atenção e empatia pelo outro? Para nós será algo banal mas para muita gente pode ter um valor imenso.

  • Voltar aos gestos de outrora;

Como bem sabemos, há muito tempo atrás quando não havia meios de comunicação como hoje, as pessoas trocavam e ou enviavam postais de natal uns aos outros. Por que não voltar a oferecer postais de natal? Seria uma prenda tão “fixe” de receber, para além de que é algo que fica na memória, algo que nos marca internamente e, numa época onde tanto se debate sobre o que oferecer, seria uma sugestão muito interessante de um presente de natal. Ofereça aqueles que lhe são queridos um postal (escrito à mão obviamente) e que venha do coração.

  • Lembrar os que não são esquecidos;

Porque não neste natal, lembramos aqueles que mais sofrem, todos aqueles para com os quais a vida foi mais dura. Sei que a realidade deles não muda, pois não os estamos a ajudar diretamente, mas a nossa pode mudar por estamos a tomar consciência e devemos, sobretudo, levar essa mensagem aos mais novos. Há tanta gente que merece e deve ser lembrada por nós, pois como diz o ditado popular: “quem não é lembrado é esquecido”.

  • Seguir o coração;

Sei que já dei algumas boas sugestões, mas a melhor delas ficou para o fim: sigamos o nosso coração! Tenhamos a coragem de fazer aquilo que o nosso coração nos recomenda, seja aquilo que for mas sigamos o que ele nos diz. Em um tempo onde amar é quase um crime, seguir o coração é uma ousadia necessária.

Neste natal vamos ouvir mais o nosso coração, mais que não seja pois seria uma boa prenda para nós próprios.

Não me vou alongar muito mais, deixo apenas a seguinte mensagem: neste natal sejamos bons para os outros, pois, como o ditado popular nos lembra, “recebemos na medida em que damos”.

 Vamos, neste natal, ser mais humanistas, pois a sociedade precisa de gente altruísta, que tem a coragem de ser diferente, de ser boa.

A todos/das o meus votos pessoais de um bom natal!

Festa dos Pobres: em Carragozela o Natal vive-se em união e partilha

Em Carragozela, no coração do concelho de Seia, o Natal a ter um sabor único: o da partilha e da união. Longe do luxo e do frenesim comercial. Até dia 28 de dezembro, Carragozela está a acolher mais uma edição da sua singular Festa dos Pobres, uma celebração profundamente comunitária que resgata a verdadeira essência desta quadra.

A Festa dos Pobres é mais do que um evento; é um testemunho vivo do espírito natalício onde ninguém é deixado para trás. Numa época em que o materialismo tantas vezes ofusca a mensagem original do Natal, Carragozela oferece um banquete de solidariedade.

A Festa dos Pobres de Carragozela reafirma-se assim como um dos pontos altos do calendário celebrando o Natal não pelo que se compra, mas pelo que se vive e partilha em comunidade.