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A vida, ao longo de todos estes anos, tem-nos ensinado muito mas do ponto de vista social, foi o hospital e mais recentemente a ABSST, que nos conferiram total legitimidade para falar dum assunto que, pelas piores razões, se tornou, infelizmente, cada vez mais atual e razão de crescentes preocupações.

A velhice ou terceira idade deveria constituir motivo de permanente preocupação e análise por parte do poder político de tal modo que levasse os sucessivos governos a tomar decisões profundas e sérias. Está longe de nós a ideia de que os vários governos do país não tenham voltado o seu olhar para o grave problema social que envolve a terceira idade e as conhecidas dificuldades de vária ordem que o transformam numa autêntica tragédia. Apesar de tudo, urge reconhecer que o poder político se esquece muito das pessoas em favor de outras coisas muito especialmente daquelas que dão votos.

É bom que se diga, sem hesitações nem rodeios que há milhares de camas nos hospitais ocupadas por pessoas idosas que, praticamente, sem eira nem beira, são ali deixadas ao abandono pelas famílias. Uma tal situação constitui um dilema terrível para quem dirige essas instituições de Saúde. Não poder internar doentes cuja indicação médica o exige porque as camas se encontram ocupadas por idosos cujas condições sociais são gritantes, é dramático!

Por outro lado, há muitos outros velhinhos abandonados, esquecidos e marginalizados pela própria família que os mantém em permanente solidão, em casa, sem quaisquer condições, entregues, pura e simplesmente, à ironia do destino com uma agravante, a de que gastam as suas pensões em tudo menos naquilo a que, exatamente, se deviam dirigir. E aqueles que são colocados em lares e de cujas pensões os familiares se apropriam para não falar ainda dos que deixam de ser donos dos dinheiritos que, ao longo da vida, amealharam com tanto sacrifício e privações só porque alguns “espertos” entre filhos ou outros familiares próximos os chamaram a si?

Em resumo; um sem número de situações tristes e degradantes que ilustram com propriedade e realismo, aquilo em que se transformou a nossa sociedade. Há exceções, claro! Bem honrosas e dignas, mas são poucas e tendem a acabar.

Vivemos, infelizmente, num mundo completamente louco e desumanizado, sem respeito por nada nem ninguém onde cada um olha demais para o seu umbigo e pouco, muito pouco, para o próximo.

Razão tinha um velho sábio da nossa terra que proclamava aos quatro cantos do planeta: “Adeus Mundo, cada vez pior”!

2026: 180 anos de Música e Comunidade

O ano de 2026 assume um significado especial para a Sociedade Musical Estrela da Beira (SMEB). Celebramos uma data “redonda”: 180 anos de história. Desde que o povo de Santa Marinha se uniu para fundar a nossa instituição, em 1846, temos trilhado um caminho de cultura e união, e é com essa mesma alegria que convidamos todos os amigos a juntarem-se a nós nesta celebração. Queremos que sintam o orgulho de ver a “Banda da nossa Terra” viver, crescer e evoluir. Para assinalar este marco histórico, estamos a preparar um ano repleto de atividades. Bem-vindos a 2026 e aos 180 anos da SMEB!

Janeiro passou a grande velocidade, mas o ritmo na nossa sede continua intenso. A direção da SMEB conta agora com novos elementos, que trazem consigo energia, ideias e uma enorme vontade de fazer acontecer. Já cumprimos a tradição das Janeiras, desejando um bom ano aos santamarinhenses com a entrega de um calendário muito especial, onde a imaginação e a boa disposição da banda brilham em cada mês. Além disso, as nossas deliciosas “Migas dos Reis” voltaram a ser um sucesso, reunindo amigos em torno deste petisco tão nosso.

O que nos reserva fevereiro? Todos sabemos que este é o mês de São Brás. A sua festa será celebrada no dia 8 de fevereiro e a SMEB terá a honra de animar as festividades. Outra tradição que cumprimos orgulhosamente há 25 anos é a animação da Feira do Queijo de Seia. Este ano, o encontro está marcado para o Dia dos Namorados, sábado, 14 de fevereiro, às 10h. Fica o convite: venha saborear o nosso melhor queijo, ao som da melhor música e na companhia do amor da sua vida.

Estamos a trabalhar para vos proporcionar momentos únicos e inesquecíveis, mas, para manter o suspense, não podemos revelar tudo de uma vez. Estejam atentos, juntem-se a nós e ajudem a vossa banda a crescer ainda mais neste ano histórico.
Até breve!

O Castro de São Romão e o regresso da memória ao território

O castro de São Romão constitui o mais importante local arqueológico do concelho de Seia e um dos mais relevantes testemunhos do passado antigo da nossa região. Implantado num cabeço dominante, com amplo controlo visual sobre a paisagem envolvente, este povoado fortificado revela uma escolha estratégica do ponto de vista defensivo e uma relação profunda entre as comunidades que o habitaram e o território que ocuparam. Do alto do castro, o espaço organiza-se e domina-se, tal como acontecia há mais de dois mil anos.

Os estudos arqueológicos realizados ao longo das últimas décadas demonstram que este local conheceu uma ocupação prolongada, iniciada na Idade do Ferro e prolongada pela época romana, acompanhando os processos de transformação cultural do interior da Lusitânia. As escavações e campanhas arqueológicas conduzidas por José Carlos Senna-Martinez, Amílcar Guerra e Carlos Fabião confirmaram a importância excecional do sítio, tanto pela sua dimensão como pela qualidade dos materiais identificados. Cerâmicas, blocos aparelhados, elementos arquitetónicos e inscrições revelam um povoado estruturado e central na rede de povoamento regional.

Entre os achados mais significativos destaca-se uma epígrafe romana de enorme valor histórico, estudada por Amílcar Guerra, que constitui um documento essencial para compreender a romanização deste território. A inscrição revela a integração das elites locais no mundo romano sem apagar a sua identidade, oferecendo um raro testemunho direto dessa transição histórica. Para além desta epígrafe, o castro forneceu outros elementos arqueológicos de grande relevância, alguns dos quais permanecem hoje na sede da freguesia de São Romão, permitindo à comunidade manter um contacto direto com a sua herança milenar.

Como resultado das escavações arqueológicas, vários materiais foram deslocados para Lisboa para estudo científico e conservação, prática fundamental para o conhecimento atual do sítio. No entanto, o seu regresso progressivo, seja físico, seja através de exposições, projetos educativos ou núcleos interpretativos locais, representa uma oportunidade decisiva para reforçar a ligação entre a comunidade e o seu património. Não se trata de devolver objetos, trata-se de devolver memória, pertença e continuidade histórica a um território que deles é herdeiro. Estes testemunhos, quando regressam, ganham novo sentido, tornando-se instrumentos de conhecimento e identidade coletiva.
Mas o castro de São Romão não é apenas memória: é também um espaço de perguntas em aberto. Haverá ainda muito por descobrir naquele cabeço? A dimensão do povoado e a complexidade das suas estruturas defensivas sugerem que o subsolo poderá guardar novas respostas, convidando a futuras campanhas arqueológicas e a novos olhares sobre o passado.

A valorização do castro de São Romão e dos seus achados é uma responsabilidade coletiva. Reconhecer, proteger e divulgar este património é garantir que a história permanece viva e partilhada. Em São Romão, a memória está inscrita na paisagem e nas pedras, e continua a interpelar-nos sobre quem fomos e quem queremos ser.

Santa Marinha uma das freguesias vencedoras da Bandeira de Mérito Social 2026

​A freguesia destacou-se num universo de 800 candidaturas nacionais. O galardão, atribuído pela Associação Nacional de Gerontologia Social (ANGES), será entregue em abril pelo músico Pedro Abrunhosa, num evento que vai decorrer em Águeda.

A freguesia de Santa Marinha alcançou um marco histórico no panorama nacional do apoio comunitário ao conquistar a prestigiada Bandeira de Mérito Social 2026. A distinção coloca a autarquia local no topo das boas práticas de intervenção social em Portugal, num ano em que a competição contou com quase 800 candidaturas de todo o país. Apenas 100 ganharam, onde está incluída a freguesia de Santa Marinha.

​Excelência entre centenas de candidatos

​O galardão, atribuído anualmente pela ANGES, visa reconhecer municípios, freguesias, IPSS e associações que demonstrem um compromisso excecional com a inclusão e a solidariedade. Após um rigoroso processo de avaliação das políticas e projetos implementados junto da população, o júri destacou, também, Santa Marinha como um exemplo de eficácia e proximidade.

​”Este reconhecimento é a prova do trabalho dedicado que tem sido desenvolvido em prol das pessoas e das instituições da nossa freguesia,” refere Rafael Abreu, presidente da Junta de Freguesia de Santa Marinha, ao JSM, sublinhando que o foco tem sido, invariavelmente, o apoio aos mais vulneráveis e o reforço da coesão social.

​Pedro Abrunhosa: o embaixador do Mérito Social

​A edição de 2026 ganha um brilho especial com a nomeação do músico Pedro Abrunhosa como Embaixador do Mérito Social. O artista, conhecido pelo seu espírito crítico e humanista, será o “padrinho” da cerimónia de entrega do galardão, agendada para o próximo mês de abril.

​Este prémio não é apenas um troféu institucional, mas um selo de qualidade que valida a estratégia de proximidade da freguesia, reafirmando o lema de uma gestão “sempre a pensar nas pessoas”. A comunidade aguarda agora com expetativa a cerimónia oficial, onde a Bandeira de Mérito Social será formalmente hasteada.

Casa Municipal da Cultura de Seia – Concerto de Samuel Úria e instalação sonora da Amarelo Silvestre / Lígia Soares

A nova temporada arranca este sábado, 21 de fevereiro, com a inauguração da instalação sonora “Sofá em Mi Maior” e a apresentação do premiado disco “2000 A.D.”.

A Casa Municipal da Cultura de Seia inicia este fim de semana uma nova etapa.

Sob uma nova direção artística, o espaço cultural volta a abrir as portas ao público com um programa que cruza a música de autor com a experimentação artística contemporânea.

O destaque da noite deste sábado recai sobre Samuel Úria. Considerado um dos mais influentes cantautores da sua geração, o artista traz a Seia o concerto do álbum “2000 A.D.”. O disco, que tem percorrido os principais palcos e festivais do país, valeu ao músico duas nomeações para os Globos de Ouro, tendo conquistado o galardão de “Melhor Canção” com o tema que dá nome ao trabalho.

Samuel Úria: artista traz a Seia o seu álbum “2000 A.D.”

O espetáculo está marcado para as 21h30.

Os bilhetes têm o custo de 10€ (geral) e 5€ para portadores do Cartão Jovem e Sénior Municipal, estando à venda na Ticketline e na bilheteira local.

Antes do concerto, pelas 20h00, o Foyer do cineteatro e do auditório recebe a inauguração de “Sofá em Mi Maior”, uma criação da companhia Amarelo Silvestre com Lígia Soares.
Esta instalação sonora convida os visitantes a sentarem-se e a ouvir peças que exploram a fronteira entre a vida privada e as opções sociais e políticas. A exposição, de entrada gratuita, ficará patente até ao dia 22 de março, podendo ser visitada de segunda a sexta-feira, entre as 10h00 e as 18h00.

Luciano Ribeiro, presidente da Câmara Municipal de Seia, faz balanço positivo sobre a 49ª Feira do Queijo Serra da Estrela (vídeo)

O presidente da Câmara Municipal, Luciano Ribeiro, fez um balanço extremamente positivo da 49.ª edição da Feira do Queijo, destacando o evento como um pilar fundamental da economia local e um destino turístico por direito próprio.

Segundo o autarca, a edição deste ano registou uma elevada adesão, atraindo não só a comunidade local, mas também um número significativo de visitantes de outras regiões do país.

Luciano Ribeiro sublinhou que a feira conseguiu afirmar a sua identidade, deixando de ser apenas um complemento às festividades de Carnaval ou à procura da neve na Serra da Estrela, para se tornar um “destino em si mesma”.
O setor do queijo foi apontado como um motor essencial para o concelho, com impactos diretos na criação de emprego e na dinamização da economia da região. O autarca enfatizou a necessidade de continuar a valorizar toda a cadeia de valor — desde a produção e pecuária até à fase de comercialização e distribuição.

O sucesso da feira deveu-se também ao forte envolvimento das associações locais e à parceria estratégica entre o município, os produtores e os feirantes.
A 49.ª Feira do Queijo encerrou com um olhar já posto no futuro, reafirmando o compromisso da organização e dos seus parceiros em promover a excelência dos produtos endógenos de Seia.

Cracóvia recebe o abstracionismo do senense Ricardo Cardoso na exposição “Kafka”

Evento internacional de Mail Art inaugura hoje na prestigiada Academia de Belas Artes com entrada gratuita.

A vibrante cena artística de Cracóvia ganha hoje um novo fôlego com a abertura oficial da exposição de projeto “KAFKA – International Mail Art”. O evento, que tem lugar na histórica Academia de Belas Artes Jan Matejko, destaca-se pela participação do artista português, natural da Arrifana (Seia), Ricardo Cardoso, cujas pinturas abstratas prometem ser um dos grandes atrativos da mostra. De referir que Ricardo Cardoso tem a sua residência artística no “Espaço Moinhos”, em São Romão.


A exposição, que vai ser hoje inaugurada, propõe uma imersão no mundo do abstracionismo, utilizando o conceito de “Mail Art” (Arte Postal) para conectar criadores de diferentes geografias. Ricardo Cardoso leva a profundidade das suas formas e cores, estabelecendo um diálogo visual com as obras de outros artistas internacionais que compõem o projeto.


O objetivo da iniciativa é permitir que o público explore a profundidade da arte contemporânea num ambiente que respira tradição académica, mas que se abre agora à experimentação global inspirada pelo universo de Kafka.
A inauguração oficial está agendada para as 17h00 (horário local) desta sexta-feira, dia 20 de fevereiro.
O evento é aberto ao público e reforça o intercâmbio cultural entre Portugal e a Polónia.

Vereadores do PS de Gouveia criticam “oportunismo” no debate sobre a Barragem de Girabolhos

Num posicionamento conjunto, os vereadores eleitos do Partido Socialista de Gouveia defendem que a barragem de Girabolhos não é uma “solução milagrosa” para as cheias e exigem investimentos urgentes em infraestruturas e na revitalização da Serra da Estrela.

O debate em torno da construção da Barragem de Girabolhos regressou à agenda pública, mas a forma como o tema foi reintroduzido não agrada aos vereadores do Partido Socialista (PS) da Câmara Municipal de Gouveia. Joana Viveiro, Conceição Salvador e Ruben Figueiredo consideram a discussão “inoportuna” e acusam os proponentes de desviar o foco das necessidades reais das populações afetadas pelas recentes intempéries. “A forma como o tema foi reintroduzido no debate nacional revela-se inoportuna, desviando o foco das questões verdadeiramente urgentes numa altura de grande fragilidade para as populações afetadas”, referem em comunicado enviado ao JSM.
Os vereadores lembram que o projeto original de Girabolhos, abandonado pela Endesa em 2016 por falta de rentabilidade, tinha como foco a produção de energia e não a regularização de caudais. “É importante esclarecer que a barragem de Girabolhos, prevista no plano nacional de barragens com elevado potencial hidroelétrico, tinha como objetivo principal a produção de energia, e não a regulação de caudais, e que a empresa Endesa desistiu da sua construção em 2016 devido à falta de rentabilidade económica.”
Ainda segundo o comunicado, a barragem não resolveria, sozinha, os problemas de cheias no Baixo Mondego devido à sua localização a montante e à incapacidade de gerir rios críticos como o Alva e o Ceira. “…conforme diversos especialistas têm sublinhado, esta barragem não constitui, por si só, uma solução milagrosa e imediata para os problemas das cheias no Mondego, simplificando um problema muito complexo. A grande distância a montante a que situará a barragem, e a sua incapacidade de gerir o caudal de rios como o Alva e o Ceira, limitam o seu papel direto na mitigação das inundações no Baixo Mondego. Ou seja, esta solução estrutural teria sempre de ser articulada com a conclusão e modernização do projeto hidroagrícola do Baixo Mondego e complementada com o recurso a soluções baseadas na natureza, tais como: a criação de bacias de retenção, recuperação do coberto florestal com espécies autóctones e o restauro ecológico dos cursos de água.”
Referem, ainda, que as populações devem ter acesso a toda a informação e que “projetos desta dimensão não podem ser apresentados com base em simplificações ou ilusões diversas, sob pena de criarem falsas expectativas junto das populações que não correspondem à realidade”, alertam os eleitos, sublinhando que a obra demoraria, no mínimo, uma década a concretizar. “Importa igualmente sublinhar que ainda não existem estudos atualizados, nem projeto definido, nem calendário realista para a concretização desta barragem. Processos deste género são morosos e complexos, podendo estender-se por mais de uma década.”

As prioridades esquecidas do interior

Para o PS de Gouveia, o debate sobre a barragem serve, frequentemente, para “esconder” o atraso em investimentos estruturais que a região reclama há anos. Os vereadores listam uma série de carências urgentes que consideram prioritárias face a novos grandes projetos hidroelétricos, nomeadamente, a conclusão dos eixos rodoviários IC6, IC7, IC37 e IC12, a implementação de fibra ótica estável e universal; o preço justo para a água em alta; investimento em proteção civil e prevenção contra incêndios e a aplicação do Programa de Revitalização da Serra da Estrela (PRPNSE), aprovado em 2024, mas ainda sem financiamento após os incêndios de 2022. “Se existem recursos financeiros por parte do Estado para assumir rendas futuras, indemnizações ou investimentos indiretos ligados a esta barragem, então também têm de existir recursos para responder às necessidades que as populações reivindicam — incluindo a concretização do Programa de Revitalização da Serra da Estrela (PRPNSE), aprovado em 2024, e que continua por implementar devido à falta de financiamento, apesar de 25% do Parque Natural ter ardido nos incêndios de 2022.”

Exigência de solidariedade e respeito

O posicionamento termina com um apelo à reciprocidade. “É importante reafirmar algo que todos conhecem: a região da Serra da Estrela e municípios vizinhos sempre foram profundamente solidários com o país, e fazem-no sem pedir protagonismo.”
Os vereadores sublinham, ainda, que a Serra da Estrela, enquanto maior reserva de água doce do país e motor de recursos para o litoral, merece ser tratada com o mesmo rigor e prioridade que o Estado dedica às zonas urbanas. “Não é admissível que o Interior só entre no debate nacional quando a crise chega ao litoral”, concluem, reafirmando que Girabolhos pode ter um papel no futuro, mas nunca como substituto do investimento direto na qualidade de vida das populações locais.
Acreditam, ainda, que “a barragem de Girabolhos poderá, eventualmente, ter o seu papel no futuro, mas não substitui o investimento estrutural e urgente que esta região exige. “As populações deste território merecem que o país as trate com o mesmo respeito, a mesma prioridade e solidariedade que sempre demonstraram para com o país.”

Marcha de São Romão promove, este domingo, a “Festa das Sopas”

A tradição e a gastronomia voltam a reunir-se, em São Romão, no próximo domingo, 22 de fevereiro, para a celebração da Festa das Sopas. O evento, organizado pela Marcha de São Romão 2026, terá lugar no Salão da Igreja Nova, com início marcado para as 12h30.

O certame promete deliciar população e visitantes com uma ementa rica com diversas sopas e, ainda, as moelas e as bifanas. O evento apresenta-se como um momento de convívio comunitário, aliando o prazer da mesa à preservação das tradições locais.

A iniciativa conta com o apoio de diversas entidades e estabelecimentos do concelho de Seia, nomeadamente os restaurantes “A Margarida”; “Os Mancas” e “Cabeça da Velha . Conta, também, com os apoios da Comissão de Marcha 2024 e 2025 e Marcha de Vodra.

Trabalhadores do Centro de Contacto da EDP em Seia estão em greve esta quarta-feira

O sindicato SITE Centro Norte convocou a paralisação dos trabalhadores da Manpowergroup, exigindo a valorização salarial e o reconhecimento do dia de Carnaval como feriado.

Os trabalhadores da Manpowergroup que prestam serviço no Contact Center da EDP, em Seia, estão hoje em greve junto das instalações deste Centro.

A paralisação, convocada pelo SITE Centro Norte (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Centro Norte), visa denunciar a precariedade e a falta de perspetivas de evolução na carreira para os profissionais que asseguram o atendimento da concessionária de energia.

Em declarações prestadas ao JSM, Ana Reis, dirigente sindical e trabalhadora do Contacto Center, os trabalhadores exigem que a terça-feira de Carnaval seja considerada dia de feriado, respeitando a tradição e os direitos da classe. Reivindicam, ainda, uma valorização real dos salários, bem como a atualização do subsídio de alimentação, face ao aumento do custo de vida.

Para além destes motivos, os trabalhadores pedem a criação de mecanismos que permitam a progressão e valorização da carreira dentro da empresa.