Início Site Página 74

A jornada de Francisco e Olga: de Seia para New Jersey

“A nossa vida está aqui e, se Deus quiser, será aqui que ela terminará. Só se acontecer algo realmente inesperado é que poderemos considerar deixar os Estados Unidos. Rezo para que isso nunca aconteça.”

Francisco Ambrósio, natural de Seia, e a sua esposa Olga, com raízes em África e criada nos Estados Unidos, conheceram-se no liceu de Seia. De referir que Olga veio para Paranhos da Beira com 12 anos, após o regresso dos seus pais, também eles emigrantes, dos EUA.

O plano de emigrar para os Estados Unidos foi sugerido por Olga, e este passo marcou um ponto de viragem nas suas vidas. Casaram-se em Paranhos da Beira em agosto de 1982 e partiram para os Estados Unidos em dezembro de 1984.

Em New Jersey (Nova Jérsia), Olga rapidamente conseguiu trabalho num banco em Nova Iorque, num dos edifícios que viriam a ser destruídos no 11 de setembro. Após um tempo, decidiram formar família, e Olga dedicou-se à criação das duas filhas, nascidas nos EUA. Francisco continuou a trabalhar numa empresa onde os seus esforços foram reconhecidos, permitindo-lhe crescer profissionalmente e pessoalmente durante trinta e três anos, até ao fecho da empresa devido ao falecimento do proprietário.

Atualmente, Francisco trabalha como consultor, ajudando os seus clientes que atuam no setor do fabrico de produtos de joalharia, a expandir os seus mercados, e Olga está reformada. As suas filhas casaram e já têm os seus próprios filhos, consolidando a família que Francisco e Olga construíram nos Estados Unidos. Apesar de guardarem boas recordações de Seia, da sua cultura e gastronomia, o casal não planeia regressar a Portugal, pois o afastamento da família que construiu seria demasiado difícil. “Não digo que nunca o farei, mas voltar significaria deixar para trás, mais uma vez, a família que eu e a minha esposa construímos com muito empenho. Esse afastamento seria demasiado difícil para nós”, salienta Francisco.

A história de Francisco e Olga é um testemunho de uma vida feliz e realizada nos Estados Unidos, construída com empenho e amor familiar.


ENTREVISTA

Francisco Ambrósio (FA): Num artigo anterior deste jornal, o conterrâneo emigrante António João Ferrão usou uma expressão que achei interessante: ele considera-se um “senense de gema”.

No meu caso, considero-me cem por cento senense, embora tenha nascido em Gouveia. Diria que sou um senense — não de gema — mas, sem dúvida, senense. Os meus pais, já falecidos, eram naturais do concelho de Gouveia, e foram pessoas de quem me orgulho imensamente. O meu pai, o senhor Manuel Ambrósio — também conhecido por “senhor Manuel dos Seguros”, por vender seguros em part-time — foi, além de um excelente pai, um funcionário dedicado da Hidroelétrica de Seia, que mais tarde veio a ser a EDP. A minha mãe, Emília Ambrósio, foi igualmente um pilar na nossa vida. Juntos tiveram dois filhos: eu e o meu irmão mais velho, o engenheiro Eduardo Ambrósio — esse sim, um senense de gema.

Francisco, em baixo, à direita.

Um dos laços que mantenho com Seia é a minha dedicação ao hóquei em patins, através da União Desportiva de Seia, que me deixou muitas boas recordações. Outro elo importante foi o facto de ter conhecido aí aquela que viria a ser a minha esposa, Olga Mendes, na altura residente em Paranhos da Beira. Sem a Olga, possivelmente eu hoje não teria história para contar enquanto emigrante.

FA: Muito simplesmente: a Olga, na altura ainda minha namorada.

Durante a juventude, a minha ideia de emigração resumia-se a trocar Portugal por outro país, com o objetivo de ganhar muito dinheiro, num determinado número de anos e, depois, regressar para viver uma “vida de rei” — como se dizia na altura. No entanto, essa perspetiva nunca me atraiu. Não que não desejasse algum conforto financeiro, mas a verdade é que nunca encontrei grande valor no sacrifício necessário para o alcançar. A ideia de abandonar o país, por esse motive, parecia-me vazia de sentido, sobretudo do ponto de vista patriótico. Emigração não fazia parte dos meus planos.

Foi por volta dos meus 17 anos que a Olga mudou a minha forma de pensar — e, consequentemente, o rumo da minha vida. Nascida em África e criada nos Estados Unidos, ela veio para Paranhos da Beira por volta dos 12 anos, quando os pais — emigrantes nos EUA — regressaram a Portugal, depois de o pai ter sido diagnosticado com uma doença terminal. Conhecemo-nos no liceu de Seia e, depois de algum tempo de namoro, fez-me uma pergunta que me deixou perplexo: “Quais são os teus planos para o futuro?”

Planos? Nem sabia bem o que isso queria dizer. Provavelmente até fui procurar no dicionário…

Um pouco envergonhado, respondi-lhe que não tinha grandes planos e a Olga sugeriu que considerássemos construir uma vida nos Estados Unidos. Segundo ela, o país oferecia oportunidades para ambos e, especialmente, para mim, pois achava que a minha personalidade se encaixava num ambiente de oportunidades — caso estas me fossem apresentadas. Mais tarde vim a reconhecer que ela tinha razão, sobretudo na parte do “caso me fossem apresentadas”.

Curiosamente, a Olga nunca me falou em ser “rico” nem em ganhar “muito dinheiro”. Falava, apenas, em “oportunidades”. O dinheiro, para nós, surgiu como consequência — nunca como objetivo principal.

Francisco e Olga com os pais da Olga

Francisco e Olga, com os pais de Francisco

Essa conversa foi, sem dúvida, um ponto de viragem na minha vida, ou melhor, na nossa vida. Decidimos casar — o casamento teve lugar em Paranhos da Beira, em agosto de 1982 — e, a partir daí, as nossas visões individuais fundiram-se numa visão conjunta.

Francisco, Olga, irmão de Francisco, o Eng. Eduardo Ambrósio, e sua esposa, Arlete, de Paranhos da Beira

Passámos, então, a sonhar livremente com esse futuro comum, sem limitações, num período que foi, sem dúvida, dos mais entusiasmantes das nossas vidas. O que se passou entre essa fase e a chegada aos Estados Unidos daria outra história, mas, resumindo, acabámos por emigrar em dezembro de 1984.

FA: Da minha parte, não conhecia ninguém nos Estados Unidos. Não tinha lá familiares nem amigos. A minha esposa, sim — já tinha dois irmãos no país e algumas amizades de longa data da família.

Foram eles que nos deram as primeiras orientações e nos ajudaram a dar os passos iniciais. O acolhimento foi caloroso e o apoio essencial, sobretudo nos primeiros tempos. Ajudaram-nos com conselhos práticos e até na procura de trabalho. Se não fosse essa rede de apoio, a adaptação teria sido muito mais difícil.

FA: Apesar de me ter deparado logo com uma grande diferença cultural, nunca senti verdadeiras dificuldades de adaptação. Creio que isso se deve, em grande parte, à companhia e ao apoio da minha esposa, que sempre me transmitiu segurança e afastou o receio do desconhecido. Aquilo que para muitos poderia ser um motivo de ansiedade, para mim tornou-se antes uma fonte de curiosidade.

Recordo com nitidez uma experiência marcante: no segundo dia após a nossa chegada aos Estados Unidos, o irmão da minha esposa levou-nos a um centro comercial. Fiquei impressionado com a diversidade que encontrei — diferentes raças, línguas, gastronomias, costumes — tudo coexistia num ambiente de aparente harmonia. Isso fez-me pensar que só um país verdadeiramente especial conseguiria acolher tamanha diversidade de forma tão natural.

Com o passar do tempo, apercebi-me de que essa convivência harmoniosa pode, infelizmente, ser distorcida por interesses políticos. Há quem procure explorar tensões ou criar divisões, por vezes levantando acusações infundadas de racismo quando, na verdade, o que se vive no dia-a-dia é, muitas vezes, o oposto — um convívio pacífico entre pessoas de diferentes origens. Essa manipulação é profundamente infeliz, pois perturba, intencionalmente, uma ordem natural de respeito e convivência, com o objetivo de atingir fins políticos à custa do bem-estar de comunidades que, sem essas interferências, viveriam em plena harmonia.

FA: O que mais me custou foi confrontar-me com a realidade de que estava a entrar numa nova fase da vida — uma transição em que percebi, com clareza, que chegara o momento de agir. Não se tratou propriamente de dor, mas antes de uma tomada de consciência: era tempo de assumir responsabilidades, de me afastar, em certo sentido, de um passado em que nunca tinha sentido verdadeiramente esse peso.

Senti que, se Deus me estava a conduzir por aquele caminho, o mais sensato seria acolher essa oportunidade com gratidão e sentido de compromisso.

Foi também nesse momento que compreendi que esta mudança trazia consigo um custo: o afastamento físico da família que deixámos em Portugal — especialmente dos meus pais. Essa separação, ainda que necessária, teve um peso emocional significativo.

FA: É neste ponto que o emigrante tem de fazer escolhas — decidir o que deixa para trás e o que leva consigo. E é também nesse processo que nos apercebemos, com maior clareza, do que realmente nos faz falta.

No meu caso, deixei para trás o contacto direto com a família, os amigos, a terra onde cresci… essa presença física que marca e que, de certa forma, molda quem somos.

Mas o que guardei — e continuo a guardar — são os valores essenciais: a família e a fé.

A fé, em particular, tem um papel enorme nestas alturas. Felizmente, os meus pais, sobretudo a minha mãe, transmitiram-me muito sobre o valor da fé. E, para meu consolo, a fé sempre foi, e continua a ser, também uma grande qualidade da minha esposa. Diz-se que, onde há fé, nada falta — e posso dizer, com sinceridade, que nunca senti, nem sinto, a falta de nada essencial.

FA: Para a minha esposa, a língua nunca representou qualquer dificuldade — falava e escrevia inglês fluentemente. No meu caso, foi um verdadeiro obstáculo. Apesar de ter aprendido o básico de inglês na escola, não conseguia comunicar de forma eficaz: nem compreender o que me diziam, nem expressar-me de forma útil.

Contudo, como nos instalámos numa comunidade portuguesa, raramente sentia necessidade de falar inglês. Isso teve vantagens, claro, mas também um lado negativo — atrasou bastante o meu processo de aprendizagem da língua.

Foi apenas quando comecei a trabalhar num ambiente onde quase ninguém falava português que fui, finalmente, forçado a aprender. Nessa fase, o inglês que tinha aprendido na escola revelou-se uma ajuda preciosa.

FA: Sempre residimos no estado de Nova Jérsia (New Jersey).

FA: Existe uma grande comunidade portuguesa no estado. A diferença face ao tempo em que chegámos é que, atualmente, a comunidade está mais dispersa. As novas gerações, por frequentarem escolas americanas, deixaram de depender tanto da língua portuguesa, o que lhes permitiu mudar-se para outras localidades em busca de novas oportunidades.

Quando chegámos, a maior parte dos portugueses estava concentrada na área da construção civil. Hoje, encontram-se portugueses em todos os níveis da sociedade nos Estados Unidos. A comunidade portuguesa é muito bem vista e respeitada no país.

FA: Não, mas isso não significa, de forma alguma, que deixaram de o ser.
Infelizmente, a disponibilidade de oportunidades atraiu a atenção de políticos de esquerda, que encaram os benefícios dessas oportunidades como uma grande vantagem da ideologia capitalista. Como consequência, o país ficou dividido.
O que quero dizer é que o espírito de oportunidade continua profundamente enraizado na cultura americana, o que está em causa é se essas oportunidades voltam a florescer.
Assim, se eu estiver certo, se as condições políticas mudarem de repente, é muito provável que as oportunidades voltem a surgir.

JSM: Com a eleição do novo presidente Trump, nota que o país e as pessoas estão a adaptar-se às inúmeras medidas que têm vindo a ser impostas?

FA: O que eu vejo é que a vitória do Donald Trump trouxe um grande alívio ao país. Antes, havia muita desordem, falta de respeito pela sociedade, desrespeito pelas leis e uma grande incompetência e falsidade por parte dos políticos Democratas.
Há pessoas que confiam plenamente no Trump, outras que o veem só como alguém que combate o absurdo, e há quem o odeie, mesmo que seja só por gostar de odiar alguém.
Ainda não se sabe se Trump vai ser bem-sucedido ou não como presidente. Mas, por agora, parece ser a melhor esperança para evitar que o país caia numa situação ainda pior.

FA: O que referi anteriormente, sobre o clima político, aplica-se também a esta questão. A política que antes assentava em acordos entre os partidos, onde as decisões favoreciam o partido maioritário, deu lugar a uma política de oposição permanente, em que o que um partido faz, o outro procura desfazer. Por isso, acredito que o país está num impasse, que se reflete na economia em geral.

Contudo, enquanto nação, mantém-se o desejo de progresso, paz e estabilidade, apenas faltando a liderança adequada para o concretizar.

Por isso, a economia, o emprego, a saúde, a educação e o mercado de trabalho estão muito aquém do potencial que este país tem.

FA: Antes de chegar, os amigos disseram-me que, provavelmente, iria trabalhar na construção civil, pois a maioria dos empregos disponíveis era nessa área. Apesar de estar preparado para isso, acabei por conseguir dois trabalhos: um como ajudante de soldador e outro, em part-time, na demolição de edifícios em Manhattan, Nova Iorque.

Entretanto, a minha esposa coseguiu um emprego, por intermédio de uma amiga da família, num escritório de uma fábrica de joalharia.

Quanto à nossa formação académica, ambos tínhamos concluído o 12.º ano em Portugal. Além disso, eu frequentei, quase na totalidade, à noite, um curso de eletromecânica e, com o incentivo da minha esposa, fiz, também, um curso rápido de desenho arquitetónico. Embora um deles não tenha sido terminado e o outro fosse básico, estes cursos foram importantes para o início da minha carreira nos Estados Unidos. O curso de desenho arquitetónico permitiu-me ainda trabalhar, em Portugal, na empresa Manuel Rodrigues Gouveia, onde tive o prazer de conhecer o engenheiro Gouveia e o seu pai — uma experiência que guardo com muito apreço. Este trabalho terminou quando obtivemos o visto para emigrar.

A formação académica não teve influência direta na procura dos primeiros empregos, porque a prioridade era aceitar o que estivesse disponível para garantir estabilidade financeira. Depois de conseguirmos isso, fazíamos ajustes tendo em conta a nossa formação, caso esta não estivesse a ser aproveitada. Ou seja, a formação servia como um valor acrescentado para evoluir, mais do que para iniciar a carreira — e isso acabou por acontecer naturalmente, tal como as oportunidades surgiam.

Entretanto, nos EUA, o patrão da minha esposa perguntou-lhe o que eu fazia em Portugal. Quando soube, mostrou interesse, chamou-me para uma entrevista e acabou por me contratar como mecânico ferramenteiro (tool-maker).

Foi cerca de um ano após a nossa chegada que tudo começou a tomar um rumo mais previsível. A minha esposa conseguiu trabalho num banco em Nova Iorque, curiosamente num dos edifícios que, mais tarde, foram destruídos no atentado de 11 de setembro. Depois disso, decidimos começar uma família. Ela interrompeu a sua promissora carreira para criar as nossas duas filhas, nascidas conforme os nossos planos. Eu continuei a trabalhar noutra empresa, onde os responsáveis reconheceram em mim uma vontade de crescer, tanto a nível pessoal como para a empresa. Com o apoio deles, continuei a minha formação e trabalhei lá durante trinta e três anos, até ao falecimento do dono, quando a empresa fechou.

Esta história confirma o que a minha esposa tinha previsto anos antes: alguém nos Estados Unidos iria reconhecer algo em mim e dar-me oportunidades — uma “profecia” que se concretizou, sem dúvida.

Durante essas três décadas, adquiri muita experiência técnica em engenharia mecânica, incluindo conhecimentos em CAD/CAM, automação e robótica. Após o encerramento da empresa, passei a trabalhar como consultor, tendo clientes nos EUA e também fora do país, hoje maioritariamente fora dos EUA. A minha esposa está reformada, depois de ter regressado ao trabalho por mais doze anos, desta vez como codificadora de faturação médica.

FA: Na verdade, não mudei de profissão, mas comecei a exercer a minha profissão de uma forma diferente — deixei de ser empregado e passei a consultor.

Por questões de confidencialidade acordadas com os meus clientes no estrangeiro, não posso revelar muitos detalhes. No entanto, de forma simples, o meu trabalho consiste em ajudar os meus clientes, que atuam no setor do fabrico de produtos de joalharia, a expandir os seus mercados em áreas onde tenho experiência e eles não. A consultoria que faço abrange tanto aspetos técnicos como administrativos.

FA: Deixei de ir a Portugal desde que os meus pais faleceram, há cerca de cinco anos. Não foi por falta de vontade de visitar, mas sim por falta de tempo e porque a vida familiar nos EUA é bastante ocupada — com as nossas filhas, genros, netos e a nossa própria vida pessoal.

Uma família feliz. Os gatos e um cão não quiseram ficar na foto

FA: Consigo acompanhar com alguma regularidade, sobretudo através da comunicação que mantenho com o meu irmão. Ele, como já referi, é um verdadeiro Senense e preocupa-se em manter-me informado sobre o que se passa por lá. Prova disso é que me ofereceu uma assinatura deste jornal, um gesto que considero muito simpático e que revela o seu enorme interesse em divulgar as notícias da nossa terra natal.

FA: O concelho de Seia destaca-se pela beleza da Serra da Estrela e pela sua rica gastronomia, entre outras qualidades. Mas, para além de tudo isso, o concelho representa as minhas raízes.

Tenho muito orgulho de ser Senense e isso permite-me contar às nossas filhas e netos as histórias da minha terra natal e da nossa família. Quando vou a um supermercado daqui, compro sempre, com muito orgulho, um queijinho de Seia e umas chouriças da Serra.

FA: Não está nos meus planos regressar a Portugal, pelo menos para já. Não digo que nunca o farei, mas voltar significaria deixar para trás, mais uma vez, a família que eu e a minha esposa construímos com muito empenho. Esse afastamento seria demasiado difícil para nós.

A nossa vida está aqui, e se Deus quiser, será aqui que ela terminará. Só se acontecer algo realmente inesperado é que poderemos considerar deixar os Estados Unidos. Rezo para que isso nunca aconteça.

FA: Geralmente, os emigrantes partem com o objetivo de conquistar certas vantagens para si próprios. Emigrar para alcançar uma estabilidade financeira confortável e, depois, regressar à terra natal é um exemplo disso.

Adeus, um abraço para todos os emigrantes e Senenses

No entanto, parece que muitos emigrantes esquecem a influência cultural e económica que exercem nos países que os acolhem, sobretudo no que toca à adaptação e assimilação.

O que quero dizer, usando os Estados Unidos como exemplo, é o seguinte: os EUA são um país que se desenvolveu com base num sistema político capitalista. Ao mesmo tempo, a maioria dos emigrantes que chegam vem de países com tendências governamentais socialistas. É fácil observar que muitos emigrantes usufruem com gosto dos benefícios do capitalismo, mas votam nos EUA como se estivessem nos seus países de origem — países esses que tiveram de abandonar precisamente porque não acolhiam o sistema capitalista.

Comparo isto a visitar um belo jardim de rosas, cortar as flores para apreciar o seu perfume e levá-las para casa, mas deixar o jardim depenado para quem vier depois.

Não quero dizer que os emigrantes devam votar contra os seus princípios apenas por gratidão ao país que os acolheu, mas querer tudo para si sem dar algo em troca é um pouco egoísta. Acredito que os emigrantes poderiam fazer mais para influenciar positivamente o ambiente que deixam para as gerações futuras.

A minha mensagem para todos os emigrantes é: tenham consciência de que as vossas ações no país que vos acolhe têm um grande impacto no legado que deixam para os que vêm depois.

Olhando para trás, posso concluir que a minha vida tem sido bastante agradável e emocionante, e atribuo isso, em grande parte, ao facto de ter emigrado. Não sei o que teria sido se não tivesse emigrado, mas isso já pouco importa, pois a vida segue o seu curso e é como é. De uma forma ou de outra, vivo uma vida feliz com a minha esposa e a nossa família.

Vivemos perto da água, o que nos dá muitas oportunidades para passarmos tempo juntos como família, a apreciar o nascer e o pôr do sol vistos do nosso barco. Todos levamos uma vida ocupada, mas feliz. É comum ouvir emigrantes dizerem que vivem uma “vida de emigrante”.

Tenho agora 65 anos, trabalho muito, mas adoro cada minuto do meu trabalho, o que é uma sorte, pois a flexibilidade que ele me oferece permite alternar facilmente entre uma vida profissional ativa e um estilo de vida mais tranquilo, próprio de reformado, no qual tenho o prazer de desfrutar momentos agradáveis com a minha esposa e o resto da família.

Para concluir, tenho muitíssimas graças a dar a Deus pela posição em que me encontro, e o mais interessante é que tudo isto começou num lugar tão característico e lindo — Seia.

De 4 a 9 de agosto – 4ª Edição do “OCUPAR A VELGA” regressa a Valezim

Entre os dias 4 e 9 de agosto, o Ocupar a Velga regressa a Valezim, no concelho de Seia, com uma breve passagem na vizinha freguesia de Sazes da Beira.

Inspirada nos tempos de transição que estamos a viver, esta edição – que já é a quarta – acolhe espetáculos de circo, dança, teatro e música, bem como escultura, oficinas, sessões de cinema e leitura. A arte é mote para imaginar, pensar, libertar e faz-se em espaço público, juntando nomes de referência nacional a nomes que têm feito a diferença local.

Para obter mais informações sobre o programa “Ocupar a Velga” em producaodfusao.com e Instagram.com/ocuparavelga

O OCUPAR A VELGA é um projeto da Produção d’Fusão, financiado pela Direção-Geral das Artes, BPI | Fundação “La Caixa”, Câmara Municipal de Seia, Junta de Freguesia de Valezim e Junta de Freguesia de Sazes da Beira.

Filarmonias 2025 protagoniza espetáculo de duas bandas filarmónicas com Rita Guerra

O Anfiteatro Municipal de Seia recebe, no próximo dia 20 de julho, às 21h30m, o segundo momento do projeto Filarmonias, que nesta ocasião reúne em palco a Banda Academia de Santa Cecília, a Banda Torroselense Estrela de Alva e a inconfundível voz de Rita Guerra, numa fusão única entre a tradição da música filarmónica e uma das maiores intérpretes da música portuguesa.

A iniciativa, promovida pelo Município de Seia, integra a 4.ª edição do projeto Filarmonias, que ao longo de cinco espetáculos leva a música filarmónica a diferentes pontos do concelho, aliando o talento das bandas locais à participação de artistas consagrados do panorama musical nacional.

Depois do arranque com a Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, que subiu ao palco com o projeto OMIRI, o Filarmonias apresenta-se agora na cidade de Seia, num formato que promete surpreender o público e valorizar a riqueza sonora e artística das filarmónicas locais.

Os restantes concertos irão decorrer em Sandomil, com a Sociedade Musical Estrela da Beira (de Santa Marinha), e en Vila Cova à Coelheira, com a Filarmónica 1.º de Janeiro, de Carragozela, reforçando a proximidade das bandas com os territórios que representam e reafirmando o compromisso do projeto com a descentralização cultural e o envolvimento direto das populações.

Criado em 2022 pelo Município de Seia, o Filarmonias tem como objetivo principal valorizar e divulgar o trabalho das cinco bandas filarmónicas do concelho, quase todas com uma história centenária. Mais do que formações musicais, estas bandas são verdadeiras escolas de música, de formação artística e de cidadania, constituindo-se como pilares do património cultural e símbolos identitários das suas comunidades.

Fornos de Algodres – Detido por incêndio florestal

O Comando Territorial da Guarda, através do Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) de Gouveia, deteve, no passado dia 9 de julho, um homem de 72 anos, por incêndio florestal, no concelho de Fornos de Algodres.

No âmbito de uma ocorrência de um incêndio florestal, na localidade de Casal Vasco, os militares da Guarda encetaram diversas diligências policiais no sentido de identificar as causas do incêndio. No seguimento da ação, foi possível apurar a identidade do seu autor, que terá atuado de forma negligente, provocando a propagação das chamas a partir da área envolvente da sua habitação, consumindo cerca de 0,3 hectares de herbáceas, matos e pinheiro-bravo.

O suspeito foi detido e presente ao Tribunal Judicial de Celorico da Beira, que determinou a suspensão provisória do processo por um período de 14 meses, mediante o pagamento de uma compensação pecuniária no valor de 500 euros aos Bombeiros Voluntários de Fornos de Algodres.

A proteção de pessoas e bens, no âmbito dos incêndios rurais, continua a assumir-se como uma das prioridades da GNR, sustentada numa atuação preventiva e num esforço de patrulhamento nas áreas florestais.

A GNR relembra que:

•  As queimas e queimadas são das principais causas de incêndios em Portugal;

•  A realização de queimadas, de queima de amontoados e de fogueiras é interdita sempre que se verifique um nível de perigo de incêndio rural «muito elevado» ou «máximo», estando dependente de autorização ou de comunicação prévia noutros períodos;

• Para evitar acidentes siga as regras de segurança, esteja sempre acompanhado e leve consigo o telemóvel.

A Guarda Nacional Republicana, através do Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), tem como preocupação diária a proteção ambiental e dos animais. Para o efeito, poderá ser utilizada a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520) funcionando em permanência para a denúncia de infrações ou esclarecimento de dúvidas.

PRIMEIRA HISTERECTOMIA LAPAROSCÓPICA REALIZADA NA ULS GUARDA

No passado dia 1 de julho, o Serviço de Ginecologia e Obstetrícia da ULS da Guarda realizou, pela primeira vez nesta instituição, uma histerectomia total laparoscópica.

Trata-se de uma técnica cirúrgica amplamente difundida e considerada atualmente o standard para muitas patologias ginecológicas, menos invasiva e que permite uma recuperação mais rápida e alta hospitalar mais precoce.

Este marco foi possível graças ao empenho da equipa e à colaboração do Dr. Miguel Brito, prestador de serviço na ULSG e profissional na CUF Viseu.

Resta reforçar que a implementação desta técnica resulta do empenho de toda a equipa do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia, com o apoio das equipas de Anestesia e de Enfermagem do Bloco Operatório, no sentido de tornar os cuidados prestados às nossas utentes cada vez melhores e mais inovadores.

“LUA DE FEL” – o Musical de Vanessa Silva – Casa Municipal da Cultura – Este sábado e domingo (12 e 13 de julho) 


“Lua de Fel” é a nova criação da encenadora Vanessa Silva e marca a 8.ª edição do Maior Musical Infantojuvenil da Serra da Estrela. Leva-nos ao seio da excêntrica Família Espírito Santo, onde o bizarro é rotina, o sombrio tem encanto e a sensibilidade revela-se uma poderosa forma de existir.

Quando uma visita inesperada abala os hábitos da casa, segredos ganham voz, afetos reprimidos emergem e o caos instala-se com humor e ternura. Numa mansão onde se dança com fantasmas e se celebra a diferença, cada personagem enfrenta o desafio de ser autêntica num mundo que prefere máscaras ao brilho verdadeiro.

Com mais de cem crianças e jovens em palco, esta produção VOZES EM ½ PONTA afirma-se como o espetáculo de referência do teatro musical juvenil da Serra da Estrela, unindo dança, música e teatro para celebrar a coragem de sentir, a liberdade de ser e o poder transformador das
emoções.

Este evento terá lugar na Casa Municipal da Cultura de Seia, em 3 sessões, de 105 minutos – 12 julho, pelas 21h00 (sábado) e 13 de julho, pelas 16h00 e 21h00 (domingo). 

Eleições autárquicas 2025 – Apresentação pública dos candidatos do PSD, com o apoio do Movimento Independente JPNT

Paulo Hortênsio quer “devolver esperança aos senenses, trazer vida à economia local e dignidade aos nossos serviços públicos”

Paulo Hortênsio foi confirmado como o candidato à Câmara Municipal de Seia, enquanto Lúcia Leitão será a primeira candidata à Assembleia Municipal. A lista para o executivo municipal conta, ainda, com a presidente do PSD Seia, Susana Ferreira (segunda), com o representante do JPNT, Rodrigo Amaro (terceiro) e Heloísa Ferreira (quarta).

Para a Assembleia Municipal de Seia, além de Lúcia Leitão, foram apresentados Pedro Nuno Silva, Ana Dina Maia, Romeu Lopes e Carlos Coito.

O PSD de Seia, com o apoio do Movimento Independente Juntos pela Nossa Terra (JPNT), apresentou, oficialmente, na passada sexta-feira, dia 4 de julho, os candidatos às próximas eleições autárquicas de 12 de outubro.

A sessão de apresentação oficial, que decorreu na esplanada do Senalonga, em Seia, contou com mais de uma centena de pessoas, entre elas militantes, dirigentes e simpatizantes. Na altura foram avançados os primeiros nomes dos candidatos ao Executivo Municipal, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia.

O JSM já tinha anunciado os nomes de Paulo Hortênsio como candidato à Câmara Municipal de Seia e de Lúcia Leitão, como primeira candidata à Assembleia Municipal.

Candidatura construída “por e para as pessoas”

A sessão teve início com a intervenção de Susana Ferreira, presidente da Comissão Política Concelhia do PSD Seia, que enfatizou a necessidade de uma “nova lide” e uma “diferente estratégia” para Seia, que, como salientou, sofreu, nos últimos 50 anos, com uma “governação socialista redutora de crescimento e inovação”. Destacou a importância de “reformar o nosso concelho e fortalecer, em termos internos, a nossa comunidade”, bem como trabalhar na “coesão territorial” para garantir acesso a serviços básicos e oportunidades de desenvolvimento para todas as regiões. Susana Ferreira frisou que a equipa apresentada é “determinada, competente e profundamente ligada à realidade do nosso concelho”, composta por pessoas com “raízes fortes na nossa terra” e “paixão comum: servir a população”.

Frisou que o PSD exige “liderança, visão e compromisso”, num mundo “onde as exigências são diferentes e maiores e os problemas, provavelmente, mais complexos.”

Destacou que os candidatos ali apresentados “não são candidatos de gabinete, nem políticos de ocasião. São homens e mulheres que conhecem os problemas reais da nossa gente, que vivem os mesmos desafios e que estão prontos para apresentar soluções.”

Disse, ainda, que a candidatura não está construída contra ninguém, mas que se constrói “por e para as pessoas.”

Não prometem milagres, mas garantem “trabalho, seriedade e dedicação total ao serviço público. Queremos uma autarquia que ouve, que respeita, que decida com coragem e com justiça. Queremos dar futuro à nossa terra. E para isso, precisamos da vossa confiança.”

“Seia está encravada em termos de mobilidade”

Pedro Alves, Coordenador Nacional Autárquico, criticou as promessas não cumpridas dos governos anteriores, especialmente em relação aos ICs e à unidade de radioterapia para Viseu (que também beneficiaria Seia). Salientou que a ligação rodoviária entre Viseu e Coimbra, e entre Tábua e Folhadosa, são prioridades do novo plano rodoviário nacional, com expectativa de conclusão até 2030. “Tivemos governantes a assinar protocolos e a dizer que desta era de vez, mas nunca nada saiu do papel” e acrescenta que “Seia está encravada em termos de mobilidade” e que este “é o maior problema do território.”

Pedro Alves sublinhou, ainda, que o projeto vai, então, avançar com caráter de urgência para que “nos próximos anos e no mais curto espaço de tempo, se possa avançar com a obra.”

Destacou, também, que a unidade de radioterapia há muito reivindicada para Viseu, só foi viabilizada com o atual governo. “Só com o nosso Governo é que isto foi possível. Em Conselho de Ministros, tivemos a possibilidade de ver inscrito o financiamento para este serviço e digo-vos que, até ao final do mês, a obra vai poder avançar.” Por isso, acrescenta, “se foi possível para Viseu, também o é para Seia.”

Aconselhou Paulo Hortênsio a priorizar sempre os interesses dos senenses sobre os do partido, defendendo uma mudança que combata o “caciquismo e o amiguismo” e promova a justiça e coesão social. “No dia em que tiveres que que escolher, entre aquilo que seja a vontade política e eleitoral do partido e a vontade política por parte dos senenses, nunca tenhas dúvidas que deves escolher os senenses, porque o partido nunca terá essa obrigação.”

Referiu que “a mudança está a acontecer” e, neste sentido, o partido quer que o concelho tenha “capacidade e determinação de crescer com ambição, com relevância no panorama regional e, sobretudo, que tenha uma voz própria e não a do partido.” 

Lúcia Leitão compromete-se a trabalhar com todas as forças políticas

Lúcia Leitão, candidata à Assembleia Municipal, expressou a sua convicção de que a união do PSD e JPNT “poderá definir melhor os objetivos e as estratégias para levar este concelho e as suas pessoas ao caminho do progresso e do bem-estar social, económico e ambiental”.

Se for eleita, a candidata compromete-se “a trabalhar com todo o empenho, dedicação, espírito crítico e construtivo com todas as forças políticas, a bem da prosperidade de todo o concelho e dos seus habitantes.”

Liderança “com verdade, com trabalho e com visão”

Paulo Hortênsio, candidato à Câmara Municipal, falou dos principais compromissos e apelou à mobilização de todos. Aceitou este desafio com humildade e coragem, fruto, como disse, de mais de 25 anos de dedicação a Seia, nomeadamente, “no associativismo, no municipalismo e, em especial, junto dos nossos bombeiros”. Destacou conhecer profundamente os desafios do concelho, como a falta de oportunidades para jovens, a necessidade de revitalizar a economia e de melhorias nos serviços públicos. “Cresci aqui, conheço esta terra como quem conhece a própria casa. Estive com os jovens, com os seniores, com as associações e com as pessoas. Conheço cada rua, cada rosto que faz de Seia um lugar especial e conheço, também, os nossos desafios: a falta de oportunidades para os jovens, a urgência de revitalizar a nossa economia, a necessidade de acessos dignos, mais e melhores serviços públicos, de valorizar a nossa cultura, o nosso património e, acima de tudo, as nossas gentes.”

Paulo Hortênsio disse que não está ali para “prometer o impossível, mas garantiu uma liderança “com verdade, com trabalho e com visão”, apresentando um projeto que “une experiência e inovação, estabilidade e ambição” para “devolver esperança aos senenses, trazer vida à economia local e dignidade aos nossos serviços públicos”.

Principais Compromissos

Na sua intervenção, Paulo Hortênsio delineou alguns compromissos, “simples e claros” que a equipa pretende implementar: “Atrair investimento e criar emprego, aproveitando os fundos europeus, o turismo sustentável e os nossos produtos locais; apoiar os agricultores, os pequenos empresários e os empreendedores com menos burocracia e mais incentivos; apostar nos jovens, no seu talento e no seu futuro; proteger a Serra da Estrela com um desenvolvimento ambientalmente responsável em estreita ligação com os concelhos vizinhos; cuidar dos idosos e apoiar as famílias com melhores condições de saúde, educação e habitação; trabalhar, lado a lado, com todas as freguesias, ouvindo, agindo e resolvendo; restaurar a confiança na política, com gestão transparente, rigorosa e aberta à participação de todos; valorizar os bombeiros e as forças de proteção civil, com reconhecimento e melhores condições.”

“Seia merece mais!”

Paulo Hortênsio concluiu o seu discurso apelando à mobilização: “Seia merece mais! Sim, o concelho de Seia merece muito mais.” E incentivou os cidadãos a participarem da mudança para “construir um futuro melhor para o nosso concelho”.

Mandatários e comissão de honra

Na sessão foram, também, apresentados os mandatários da Candidatura “SIM! Juntos por SEIA.” Gabriela Almeida é a mandatária geral da candidatura; Daniel Tadeu, o mandatário da Juventude e Carla Reis, a mandatária Financeira.

Relativamente à Comissão de Honra, esta é constituída por individualidades de vários quadrantes da sociedade, entre elas, militantes e dirigentes históricos do PSD.

Candidatos às Juntas de Freguesia

Segue-se a lista dos candidatos a presidentes de juntas e uniões de freguesia:

GIRABOLHOS – Armando Oliveira Abrantes

PINHANÇOS – Ruben Filipe Noves da Cruz

SANDOMIL – João Pedro Ferreira Batista

SANTA COMBA – Mário José Marvão Abranches

SANTIAGO – António José Clara

SAZES DA BEIRA – José Carlos Alves da Costa Freire da Silva

SAMEICE E SANTA EULÁLIA – António Jorge de Oliveira Brito

SÃO ROMÃO – Micaela do Rosário dos Santos Martins Ferreira

SEIA – Nuno Miguel Lopes Caetano

TORROSELO E FOLHADOSA – José Miguel Rodrigues da Silva Brás

TOURAIS – Luís António da Cruz Batista

VIDE E CABEÇA – Romeu Miguel da Silva Neves

Elementos à Assembleia Municipal de Seia

Seguiu-se a apresentação de alguns dos elementos à Assembleia Municipal de Seia. A lista é liderada por Lúcia Leitão, seguindo-se Pedro Nuno Silva; Ana Dina Maia; Romeu Lopes e Carlos Coito.

Apresentação dos primeiros candidatos ao Executivo Municipal

No que concerne ao Executivo Municipal, foram oficialmente apresentados os primeiros quatro candidatos ao Executivo Municipal: Paulo Hortênsio (primeiro candidato à Câmara Municipal de Seia); seguindo-se Susana Ferreira; Rodrigo Amaro e Eloísa Ferreira.

Sindicato dos Enfermeiros Portugueses denuncia falta de climatização no Hospital de Seia

“É fundamental o reforço do investimento público para assegurar melhores condições de trabalho dos profissionais neste hospital.”

A falta de climatização em vários serviços do Hospital Nossa Senhora da Assunção, em Seia, levou o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) a reivindicar a resolução urgente do problema para evitar a “proliferação de infeções”.

“É um problema que se verifica todos os anos, assim que as temperaturas aumentam, sendo que a falta de climatização potencia as infeções respiratórias e hospitalares em doentes internados”, afirmou Alfredo Gomes, coordenador da Direção Regional da Beira Alta do SEP, em declarações ao JSM, numa conferência de imprensa realizada ao final da manhã de ontem, no exterior do Hospital de Seia.

Alfredo Gomes sublinhou que, apesar de o edifício do Hospital de Seia ter sido construído há relativamente pouco tempo, a climatização não foi acautelada na fase de projeto nem corrigida em intervenções posteriores. “Há um ou dois serviços em que o problema está resolvido, mas o internamento e, nomeadamente, a unidade de cuidados paliativos, são os mais afetados, até pelas características destes serviços e dos doentes que lá estão”, apontou o dirigente sindical.

Na sua perspetiva, a falta de climatização contribui para o agravamento das infeções inter-hospitalares, classificadas como “um dos graves problemas dos hospitais em Portugal”.

“Se os doentes já estão debilitados e não se corrigem fatores que podem agravar a sua situação, é certo que já terá havido casos em que isso contribuiu para o agravamento do estado de saúde dos utentes”, alertou.

O sindicalista lamentou que, apesar dos sucessivos planos de investimento, o problema persista e continue sem resposta eficaz. “O Conselho de Administração da ULS tem de se preocupar com isto a tempo e horas, não apenas quando chega o calor”, afirmou.

O SEP pretende que a climatização dos serviços mais afetados seja incluída no orçamento da ULS para 2026. “É um investimento que não se faz de um dia para o outro e que já não será possível concretizar neste verão, mas tem de ser acautelado com antecedência”, reforçou Alfredo Gomes.

Os profissionais de saúde já fizeram chegar ao Conselho de Administração diversas situações e, e exigem que, no mínimo, apostem na necessária manutenção das instalações e equipamentos, uma vez que a sua resolução já tarda no tempo.

O sindicato manifestou, ainda, preocupação com a falta de condições no Pavilhão 1 do Hospital Sousa Martins, na Guarda, “cuja estrutura antiga e exígua dificulta o isolamento térmico. É urgente olhar para aquele edifício e intervir antes que a situação se agrave”, apelou.

Por isso, segundo Alfredo Gomes, “é fundamental o reforço do investimento público para assegurar melhores condições de trabalho dos profissionais neste hospital.”

Entendemos que as instalações e equipamentos do HNSA deveriam ser alvo de uma maior rentabilização, para evitar gastos desnecessários dos recursos públicos com o privado.”

Inaugurado em setembro de 2009, o novo edifício do Hospital Nossa Senhora da Assunção, construído de raiz, acolhe as valências médico-cirúrgicas, o Serviço de Urgência Básico e as unidades de Cuidados Continuados, Imagiologia, Medicina Física e de Reabilitação e Farmácia. A unidade serve os concelhos de Seia, Gouveia e Fornos de Algodres, no distrito da Guarda, bem como Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra.

Atletas do Distrito brilham nos Campeonatos Nacionais Sub-18

Nos dias 28 e 29 de junho, o Complexo Desportivo Fernando Mamede, em Beja, acolheu os Campeonatos Nacionais Sub-18, organizados pela Federação Portuguesa de Atletismo, com a colaboração da Associação de Atletismo de Beja.

Em destaque esteve, uma vez mais, o jovem atleta iniciado Samuel Rodrigues/10, do Centro de Atletismo de Seia (CAS), que se sagrou vice-campeão nacional sub-18 nos 1500 metros, com o excelente tempo de 4.03,82, apenas superado por Afonso Gomes/08 (SC Braga), com 4.02,48. A fechar o pódio esteve Diogo Pinto/08 (ADNO), com 4.05,76.

Na mesma jornada, a também iniciada Isabel Laginhas/10, em representação da Associação Cultural e Recreativa da Senhora do Desterro – NAPO (ACRSD), conquistou, igualmente, o título de vice-campeã nacional sub-18 nos 5000 metros marcha, com um registo de 25.43,04. O título nacional foi para Ana Sofia Santos/09 (CPPEA), com 24.57,19, e o terceiro lugar para Helena Rodrigues/09 (JIV), com 26.17,63.

No segundo dia da competição, Samuel Rodrigues voltou a subir ao pódio, desta vez na prova de 800 metros, terminando em 3.º lugar com um tempo de 1.58,57. A vitória foi disputada ao milésimo, com David Moura/08 (CDFE) a conquistar o ouro em 1.57,69 e Francisco Melo/08 (CIAIA) a alcançar a prata com 1.57,93.

Estes resultados reforçam o excelente momento de forma dos atletas do distrito, que continuam a demonstrar o seu valor em competições nacionais de relevo.

Leia também : Samuel Rodrigues, do CAS, estabelece novo Recorde Nacional Sub-16

Samuel Rodrigues, do CAS, estabelece novo Recorde Nacional Sub-16

O jovem de Seia, Samuel Rodrigues (nascido em 2010), atleta do Centro de Atletismo de Seia (CAS), voltou a fazer história, esta quarta-feira, dia 9 de julho, ao estabelecer um novo Recorde Nacional Sub-16 nos 1500 metros, na prova realizada na Pista de Atletismo da Maia, Estádio Municipal Dr. José Vieira de Carvalho, no decorrer da III Noite Quente da AA Porto.

Com um registo extraordinário de 3.59,78, Samuel tornou-se no primeiro atleta Sub-16 português a correr a distância abaixo da barreira dos 4 minutos, superando o anterior recorde de 4.00,99, que pertencia a Afonso Gomes/08 (SC Braga), estabelecido na Pista de Atletismo Alberto Chaiça, na Sobreda/Almada, em 17 de junho de 2023, nos Campeonatos Nacionais de Sub-18.

Este feito reforça a ascensão meteórica de Samuel Rodrigues no panorama nacional do meio-fundo, semanas após ter conquistado títulos de Sub-16 e de Sub-18, nos 1500m e nos 800m.

Ainda pertencente ao escalão de Iniciados, Samuel continua a destacar-se entre os melhores atletas nacionais de categorias superiores, evidenciando uma evolução técnica e física notável, fruto de um trabalho consistente e do acompanhamento de qualidade do Centro de Atletismo de Seia.

Leia também Atletas do Distrito brilham nos Campeonatos Nacionais Sub-18