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Paraquedistas da Estrela são agora uma associação

Os Paraquedistas da Estrela (Seia) são, desde o passado dia 2 de maio, uma associação.  Com esta formalização “deu-se um passo marcante na história do nosso grupo”, refere Ricardo Figueiredo, elemento desta Associação, ao JSM.

Depois de anos de “companheirismo, camaradagem, espírito de missão e muita entreajuda”, o antigo grupo informal, criado em dezembro de 2019, ganhou, finalmente, estatuto oficial.

Desde a sua génese, os Paraquedistas da Estrela têm sido “muito mais do que um simples grupo de camaradas: somos uma família unida pelo Amor à Boina Verde, pela força da amizade e pelo orgulho de pertencer à Serra que nos viu crescer e saltar”, salientam.

Ao longo destes anos, os Paraquedista da Estrela organizaram quatro eventos anuais que se tornaram tradição: “o almoço convívio, (janeiro) onde a amizade e camaradagem é o prato principal; o Dia da Unidade (23 de maio), que honra o nosso passado militar; a caminhada, (julho) que nos relembra que juntos, nenhum caminho é difícil e que ” Ninguém fica para trás” ; e o magusto, onde o calor das castanhas se junta ao calor humano do grupo.”

Com o lema como guia “Somos da Estrela, somos os Paraquedistas da Estrela”, esta Associação pretende continuar a manter viva a chama da camaradagem e da honra. “E como sempre dissemos, com convicção e peito feito: «Que nunca por vencidos se conheçam!»”

Nos próximos dias, a nova Associação irá marcar uma reunião para serem eleitos os seus órgãos sociais. “Toda a Família dos Paraquedistas da Estrela irá ser contactada para participar nesta reunião”, informa Ricardo Figueiredo. 

A Igreja tem um novo sorriso, um rosto: Leão XIV!

Na manhã do dia de hoje, a igreja assistiu à solene imposição do Pálio e anel de Pescador ao Papa Leão XIV, pouco mais de uma semana depois da sua eleição como Sumo Pontífice, de toda a igreja.

Vemos nele, o sucessor do Apóstolo Pedro, este é o ducentésimo sexagésimo sétimo Pontífice da Igreja Católica, que desde o passado dia 08 de Maio sustenta a igreja, e certamente será um bom pastor, tal como foi o seu antecessor o Papa Francisco.

“No único Cristo, somos um”

Este é o lema do Papa Leão XIV, que já usava mesmo antes de se tornar Papa, era este o seu lema quando assumiu a Diocese de Chiclayo no Peru, depois de ter exercido funções como superior geral da Ordem de Santo Agostinho (Agostinianos).

De entre as funções que exerceu, é de notar as seguintes: Superior geral dos Padres Agostinianos (2001 a 2013); Bispo de Chiclayo (2015 a 2023) e mais recentemente era Prefeito do Dicastério para os Bispos (2023 a 2025), uma das mais importantes organizações da Cúria Romana, esta é a organização responsável pela escolha e nomeação dos Bispos em todo o mundo.

Robert Francis Prevost

Muito antes de tudo isto, Robert Francis Prevost nasceu nos Estados Unidos a 14 de Setembro de 1955, têm mais dois irmãos, obteve em 1977 um bacharelado em Matemática e em 19 de 1982 foi ordenado Sacerdote em Roma, para o clero da Ordem agostiniana. Vinte e um anos depois da sua Ordenação Sacerdotal foi eleito para um mandato de 06 anos como Superior Geral da Ordem de Santo agostinho, e reeleito em 2007 para mais 06 anos.

Em 03 de Novembro de 2014 foi nomeado pelo Papa Francisco, como Administrador Apostólico de Chiclayo no Peru, onde muito antes tinha sido missionário e Superior Regional dos Agostinianos no Peru. Foi ordenado Bispo a 12 de Dezembro de 2014, e Bispo de Chiclayo a 26 de Setembro de 2015.

Desde 2014 era membro da Congregação para o Clero, e em 2020 membro da Congregação para os Bispos. Passados tres anos desde que foi nomeado membro da Congregação para os Bispos, o Papa Francisco nomeou-o Superior Geral do mesmo Dicastério a 30 de Janeiro de 2023.

Em 31 de Setembro de 2023 foi criado Cardeal pelo Papa Francisco, 04 messes depois de ter sido nomeado Prefeito do Dicastério para os Bispos, é de notar que neste consistório foi também criado Cardeal D.Américo Aguiar atual Bispo de Setubal.

Papa Leão XIV

Em 07 de Maio de 2025, em uma quarta-feira, entrou pela Capela Sistina, como Cardeal Prevost, que todos conheciam como Prefeito do Dicastério para os Bispos, quase nunca citado como possível Sumo Pontífice.

Haveria de na tarde de 09 de maio do respectivo ano ser eleito Papa da Santa Igreja, por todos os Cardeais presentes em Roma para a mesma eleição, este é o primeiro Papa filho de Santo Agostinho e também o primeiro Papa Norte Americano.

Na manhã do dia seguinte à sua eleição, celebrou perante todos os Cardeais que o elegeram a Primeira missa como Papa, no mesmo local onde poucas horas antes a sua vida teria mudado para sempre, na centenária Capela Sistina.

De entre todos os compromissos realizados até ao dia de hoje, destacam-se: Visita ao Santuário Agostiniano de Nossa Senhora do Bom Conselho e oração junto ao túmulo do Papa Francisco na Basílica de Santa Maria Maior (10 de Maio); Celebração da Missa nas Grutas do Vaticano e Oração do Regina Celie na varanda da Basílica de São Pedro (11 de Maio); Primeira nomeação episcopal feita no seu Pontificado (14 de Maio) e Recepção do corpo Diplomático junto à Santa Sé (16 de Maio).

Em 18 de Maio, (dia em que escrevo este artigo), recebeu em uma missa presidida por ele, o Pálio e o anel do Pescador, (dois dos principais símbolos da autoridade do Papa), começando assim de forma mais concreta o seu Ministério como Sucessor de São Pedro.

Conclusão

Ressalto que o Papa Leão, escolheu como sua Residência o Palácio Apostólico, que o Papa Francisco recusou em 2013. Manteve também a tradição de calçar simples e humildes sapatos pretos tal como o Papa Francisco o fez.

Para concluir quero dizer, que Sua Santidade o Papa Leão XIV está a “lançar as redes” do seu Pontificado, redes essas que com certeza serão muito frutíferas para toda a Igreja.

Peço a todos os crentes e não crentes que façam uma oração especial pelo Papa Leão XIV e pelo seu ministério.

Politécnico da Guarda vai transformar cerejas, pêssegos e mirtilos em suplementos alimentares

Com a participação de uma empresa farmacêutica, de instituições de ensino superior e centros de investigação, os frutos vermelhos da Beira Interior vão ser utilizados para produzir suplementos alimentares naturais. Para o presidente do IPG, Joaquim Brigas, “este modelo de inovação colaborativa poderá colocar a Beira Interior no centro da vanguarda da nutrição funcional e da valorização dos recursos naturais”.

Os frutos vermelhos endógenos da região da Beira Interior vão ser utilizados na produção de suplementos alimentares naturais através da colaboração do Instituto Politécnico da Guarda – IPG com uma empresa farmacêutica. A cereja do Fundão, o pêssego da Cova da Beira e o mirtilo da Beira Interior serão transformados em suplementos alimentares naturais com o objetivo de combater a síndrome metabólica, responsável por doenças cardíacas, a diabetes tipo 2 e outras doenças crónicas (ver Projeto em anexo).

O projeto “RedSup4Health” é liderado pela empresa Natural Green Biological (NGB), em cooperação com a empresa Cerfundão e envolve investigadores e os laboratórios do IPG, da Universidade da Beira Interior (UBI) e da Universidade Católica Portuguesa – Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde (UCP). Começará no mês de junho, tem a duração prevista de 36 meses e conta com o financiamento de cerca de um milhão e cem mil euros, provenientes do FEDER.

O principal objetivo deste projeto é desenvolver suplementos alimentares inovadores, nas formas líquida e sólida, a partir de frutos vermelhos endógenos, designadamente a cereja do Fundão IGP (Indicação Geográfica Protegida), o pêssego da Cova da Beira IGP e o mirtilo, que possuem propriedades preventivas contra a síndrome metabólica (fatores de risco de doenças cardíacas) diabetes tipo 2 e outras doenças crónicas. O projeto tira partido do potencial preventivo destes frutos ricos em compostos bioativos e com reconhecidos efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios, antidiabéticos e anti obesidade.

“A síndrome metabólica está associada a estilos de vida sedentários, a dietas desequilibradas e a fatores ambientais, representando desafios significativos para a saúde pública global: o RedSup4Health pretende contribuir para a prevenção e combate a um dos principais problemas globais de saúde e bem-estar, tirando partido do potencial existente na região interior de Portugal e dando um novo uso a produtos endógenos como a cereja do Fundão, pêssego da Cova da Beira e mirtilo da Beira Interior”, afirma Luís da Silva, investigador no Politécnico da Guarda e responsável pelo projeto “RedSup4Health”. “Em colaboração com o setor farmacêutico e outras instituições de ensino superior vamos lançar esses produtos em cadeias de valor internacionais, incluindo-as em soluções de alto valor acrescentado, como é o caso dos suplementos alimentares.”

O projeto está estruturado em sete atividades interligadas. A caracterização química e biológica das matérias-primas (cerejas, pêssegos e mirtilos), extratos e misturas, e avaliação do seu potencial antidiabético, anti obesidade, antioxidante e anti-inflamatório (A1); a otimização do método de extração e produção do novo suplemento alimentar sólido e líquido à base de frutos vermelhos endógenos (A2); a caracterização e avaliação do suplemento alimentar, incluindo a sua caracterização química, avaliação do potencial biológico e avaliação in vivo do potencial farmacêutico (A3); a prototipagem e ensaios pré-clínicos (A4); a produção do suplemento alimentar em lotes piloto, com desenvolvimento, avaliação de amostras piloto e ensaios de estabilidade (A5); a promoção e divulgação das atividades e resultados do projeto (A6); e, por último, a gestão e coordenação do projeto (A7).

Estas atividades têm como objetivo garantir que as propriedades originais dos frutos vermelhos e os seus compostos bioativos estarão presentes nos novos suplementos alimentares, tornando-os eficazes na prevenção da síndrome metabólica e, ao mesmo tempo, comercializáveis no mercado português e internacional.

Promoção da “bioeconomia regional”

“Ao reunir ciência, inovação e recursos endógenos, o RedSup4Health pretende, não só dar resposta ao preocupante aumento das doenças crónicas, que afetam seis em cada dez pessoas a nível mundial, como também promover a valorização económica de produtos locais, com vista à sua comercialização e internacionalização”, afirma Luís da Silva. Segundo o investigador do Politécnico da Guarda, “este projeto representa uma aposta estratégica na bioeconomia regional, promovendo o desenvolvimento sustentável e a saúde pública a partir de soluções de base natural”.

Além de contribuir para a saúde global, o projeto representa uma oportunidade de relançar os produtos agrícolas da região do interior de Portugal em cadeias de valor mais competitivas e sustentáveis, reforçando a ligação entre ciência, território e bem-estar social. “Este projeto representa um modelo de inovação colaborativa entre empresas, instituições de ensino superior e centros de investigação, com impacto direto na saúde das populações e na dinamização da economia local, podendo colocar a Beira Interior na vanguarda da nutrição funcional e da valorização dos recursos naturais”, afirma Joaquim Brigas, presidente do Politécnico da Guarda. “Para além da inovação em nutrição funcional, o projeto pretende também gerar conhecimento científico que possa ser aplicado no avanço da saúde pública e da investigação biomédica, impulsionando a competitividade e a inovação no setor agroalimentar e farmacêutico”.

Para além da inovação em nutrição funcional, os responsáveis pelo projeto RedSup4Health afirmam que este pretende responder a necessidades territoriais urgentes, como a valorização de produtos locais, a diversificação económica e a fixação de pessoas em territórios de baixa densidade. “Para que isso seja possível, o projeto quer valorizar os recursos agrícolas endógenos da Beira Interior, desenvolver e promover suplementos alimentares com benefícios comprovados para a saúde e responder à crescente procura por alimentos saudáveis, funcionais e sustentáveis”, afirma Luís Silva. Melhorar o acesso da população a produtos de qualidade elevada, impulsionar a economia local através do incremento das vendas e da entrada em novos mercados internacionais, assim como promover a sustentabilidade e circularidade através da utilização de subprodutos e frutos em fase avançada de maturação, sem valor comercial, são outras metas que as entidades promotoras do RedSup4Health se propõem alcançar.

Para mais informações contactar por favor Nuno Coelho: 966 961 599

Richiesoul conquista os palcos da Europa com a sua música eletrónica

Ricardo Figueiredo emigrou para a Suíça há cerca de 10 anos. É natural de São Romão e a procura de novas oportunidades, tanto profissionais como pessoais, levou-o a deixar para trás a família e os amigos.

A adaptação a este novo país foi feita gradualmente e a língua foi o principal obstáculo que teve de contornar. Sendo a Suíça um país com uma qualidade de vida acima da média, mas também, de oportunidades, foi aqui que Ricardo Figueiredo conseguiu realizar um sonho antigo: produzir a sua própria música. Começou como DJ, mas rapidamente, passou a fazer as suas próprias músicas. Com o tempo foi aprimorando as suas produções, acabando por conquistar espaço no panorama eletrónico. Tem tido várias solicitações para mostrar o seu trabalho em vários palcos do mundo, mas especialmente nos da Europa e o seu nome artístico “Richiesoul” já é conhecido por muitos. Aliás, quem acompanha o seu trabalho sabe que pode esperar sets energéticos e produções envolventes.

Ricardo Figueiredo (RF): Decidi emigrar para a Suíça há alguns anos, mais propriamente, 10 anos, à procura de novas oportunidades, tanto profissionais quanto pessoais. A Suíça sempre me atraiu pela sua qualidade de vida, segurança e organização. Atualmente, vivo no Cantão de Valais e tenho conseguido equilibrar a minha vida profissional e a minha paixão pela música.

RF: Não foi uma decisão fácil. Deixar a família, os amigos e a nossa terra nunca é simples, mas encarei-a como um desafio e uma oportunidade de crescimento. Felizmente, com o tempo fui-me adaptando e criando raízes aqui.

RF: A Suíça é um país muito organizado e estruturado, com uma economia forte e uma cultura de respeito e disciplina. O custo de vida é alto, mas as oportunidades de trabalho são boas. Quanto aos emigrantes, o acolhimento depende muito da região e da mentalidade das pessoas. É um país com muita qualidade de vida e oportunidades, mas, também, tem seus desafios, como qualquer outro lugar.

RF:A adaptação foi feita de uma forma gradual. A língua foi um dos maiores desafios, mas com o tempo fui aprendendo e hoje já me sinto confortável.

RF: Desde cedo a música sempre fez parte da minha vida. Comecei como DJ, mas rapidamente senti a necessidade de produzir as minhas próprias músicas para expressar melhor a minha identidade musical. Com o tempo, fui aprimorando as minhas produções e conquistando espaço na cena eletrónica.

RF: Sim, tenho investido bastante, tanto em termos de tempo quanto financeiramente. Produzir música exige dedicação, equipamentos e muito estudo. Mas é algo que faço com paixão e foco.

RF: Através das redes sociais, plataformas de streaming e, claro, tocando em eventos. Também conto com o apoio de alguns contactos no meio, mas ainda faço muito trabalho independente.

RF: As minhas músicas já chegaram a vários países, especialmente à Europa, onde a música eletrónica tem bastante força.

RF: Neste momento dedico-me mais à produção, mas já tenho alguns contactos para eventos futuros.

RF: A inspiração vem de diferentes experiências de vida, emoções e até mesmo de outros estilos musicais. Gosto de misturar referências para criar algo único.

RF: Já trabalhei com alguns artistas e produtores do meio eletrónico, com o intuito de agregar novas sonoridades ao meu trabalho. 

RF: As minhas músicas estão disponíveis nas principais plataformas de streaming, como Spotify, Apple Music e Beatport, além de serem tocadas em rádios de todo o mundo e sets de DJs.

RF: Sim, aos poucos tenho construído o meu nome no panorama eletrónico. Quem acompanha o meu trabalho sabe que pode esperar sets energéticos e produções envolventes.

RF: Sim! Estou sempre a trabalhar em novas músicas e, em breve, terei novidades. Produzo as minhas faixas no meu estúdio, onde passo grande parte do tempo aperfeiçoando o meu som.

RF: Sempre que posso, faço questão de mencionar as minhas origens e levar um pouco de Portugal para onde quer que vá.

RF: Portugal sempre será a minha casa. Se um dia houver uma boa oportunidade, posso considerar voltar.

RF: Um lugar cheio de história, cultura e pessoas acolhedoras. É sempre bom voltar e sentir essa ligação especial.

RF: Sempre que posso. Quando volto, gosto de aproveitar a gastronomia, rever amigos e recarregar energias.

RF: Acho que incentivar ainda mais a cultura e a música poderia trazer novas oportunidades para os jovens talentos da região.

RF: Sim, há momentos difíceis, especialmente quando estamos longe da família e dos amigos. Mas também é uma experiência enriquecedora.

RF: Acreditem nos vossos sonhos e nunca deixem de lutar pelo que realmente querem. O caminho pode ser difícil, mas a paixão pelo que fazemos sempre nos leva adiante.

ARTIS 2025 – Apresentação do livro “A Enigmática Travessia do Atlântico Sul 1922” com a presença do autor Marco Pitt

Enquadrado no tema do Festival ARTIS 2025 “Mobilidade e Transportes” vai ser apresentado, esta sexta-feira, dia 16, pelas 21 horas, no Centro Interpretativo de Seia, o livro “A Enigmática Travessia do Atlântico Sul 1922”, com a presença do autor Marco Pitt.

Este livro que é, em si, um enigma, faz parte de um projeto totalmente concebido pelo autor e foi inicialmente apresentado na cerimónia das Comemorações do Centenário da Travessia Aérea do Atlântico Sul e contou com a presença do Presidente da República, altas patentes da Marinha e Força Aérea, familiares de Sacadura Cabral e de diversas personalidades.

“A Enigmática Travessia do Atlântico Sul 1922” é um “gamebook” com 55 enigmas, baseado em transcrições do Relatório da Travessia do Capitão de Fragata, Arthur de Sacadura Freire Cabral, aquando da épica viagem Lisboa-Rio de Janeiro em 1922, realizada com o Almirante Carlos Viegas Gago Coutinho.

Envolto em ilustrações dos aviões, locais e mapas, este livro, pretende dar a conhecer as várias etapas e dificuldades dessa autêntica epopeia.

Os participantes serão convidados a interagir com o autor, que estará disponível para uma sessão de autógrafos, no final do evento.

Osijek uma cidade da Croácia que ainda hoje guarda cicatrizes da Guerra da Independência 

(notícia relacionada Politécnico da Guarda lidera projeto europeu para modernizar rádios locais e candidata mais  2,5 milhões a Bruxelas)

Osijek é uma cidade localizada na Croácia. Situa-se na margem direita do rio Drava, perto das fronteiras com a Hungria e a Sérvia e é o centro administrativo do condado de Osijek-Barânia.

A cidade foi danificada durante a Guerra da Independência da Croácia (1991-1995), mas foi reconstruída. Contudo, ainda mantém edifícios com marcas visíveis deste conflito.

Durante a guerra, a cidade de Osijek foi fortemente bombardeada pelo Exército Popular Jugoslavo (JNA) e por forças sérvias locais. Estima-se que cerca de 6.000 projéteis de artilharia atingiram a cidade entre agosto de 1991 e junho de 1992.

Embora grande parte dos danos tenha sido reparada ao longo dos anos, ainda é possível encontrar edifícios com cicatrizes da guerra, como buracos de bala e marcas de estilhaços nas fachadas. Alguns desses edifícios foram preservados como memoriais, enquanto outros simplesmente nunca foram totalmente restaurados.

Um exemplo notável é a Concatedral de São Pedro e São Paulo, que sofreu danos significativos durante os bombardeios e cujas marcas ainda podem ser vistas. Além disso, em várias partes da cidade, especialmente nas áreas que ficaram mais diretamente na linha de frente, existem edifícios residenciais e comerciais com as marcas da guerra.

Essas marcas servem como um lembrete da violência do conflito e do sofrimento que a população de Osijek vivenciou.

Algumas pontos a visitar

Historicamente, foi habitada desde os tempos romanos, quando era conhecida como Mursa. Passou por diferentes domínios ao longo dos séculos, incluindo o Império Otomano e o Império Austro-Húngaro.

A cidade possui um rico património cultural e histórico, com destaque para a fortaleza barroca de Tvrda.

Osijek é um importante centro económico e cultural da Croácia oriental, com uma universidade significativa. É conhecida pela sua produção de cerveja, sendo sede da cervejaria mais antiga da Croácia, fundada em 1687.

 A cidade oferece diversas atrações turísticas, incluindo o Parque Natural de Kopački Rit nas proximidades, museus e uma longa calçada ao longo do rio Drava.

Osijek tem uma forte tradição musical, especialmente ligada à música tambura.

Aqui também se pode encontrar uma arquitetura interessante, com influências barrocas e austro-húngaras, especialmente visíveis na cidadela de Tvrda.

Quem visita Osijek não pode deixar de fazer a passagem por uma ponte pedonal suspensa e moderna, um dos símbolos da cidade, especialmente bonita à noite quando se ilumina.

No centro ergue-se a Catedral de São Pedro e São Paulo, uma imponente igreja neogótica com uma torre alta que domina a paisagem da cidade.

Politécnico da Guarda lidera projeto europeu para modernizar rádios locais e candidata mais  2,5 milhões a Bruxelas

(notícia relacionada Osijek uma cidade da Croácia que ainda hoje guarda cicatrizes da Guerra da Independência)

A Rádio Antena Livre (Gouveia) e outras rádios locais de Portugal, Croácia, Eslováquia e Macedónia do Norte estiveram em Osijek (cidade da Croácia), no âmbito do programa NEWAVES, um projeto liderado pelo Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e que contou com um orçamento de mais de 900 mil euros. Neste projeto, Portugal, Croácia, Macedónia do Norte e Eslováquia juntaram-se para promover competências digitais e combater a desinformação no jornalismo radiofónico, modernizando e privilegiando, ao mesmo tempo, as rádios dos territórios de baixa densidade populacional. O objetivo é introduzir inovação, ajudar a aumentar as audiências de rádios regionais na Europa e tornar o setor mais competitivo.
Para os jornalistas presentes, “esta foi uma semana de muita aprendizagem, mas, sobretudo, de troca de impressões entre os colegas de outras rádios portuguesas e não só, mas também de muito convívio.”

Na conferência de encerramento do projeto, que decorreu de 5 a 9 de maio, em Osijek, na Croácia, foi feito um balanço muito positivo da primeira fase, na qual a plataforma criada recolheu 86% de aprovações e tem já mais de trinta rádios registadas.

Os resultados dos testes-piloto apresentados na Croácia revelaram que a navegação na plataforma foi considerada “fácil” (38%) ou “muito fácil” (62%) por quem a utiliza, obtendo a sua usabilidade geral a classificação de “satisfatória” (63%) ou “muito satisfatória” (37%). Os utentes e profissionais entrevistados expressaram a vontade de continuar a usar a plataforma e disseram que a recomendariam a outras rádios.

Joaquim Brigas, presidente do IPG, disse ter sido “muito compensador para o Politécnico da Guarda ouvir dos seus parceiros internacionais o elogio aos bons resultados deste projeto concebido para criar uma plataforma digital para rádios locais, ajudando-as a compartilhar conteúdos, a combater notícias falsas e desinformação e a tornarem-se mais sustentáveis, mesmo em tempos muito difíceis como aqueles em que vivemos. Um outro bom indicador do sucesso desta primeira fase do projeto é o facto de outras universidades da Espanha, Suécia, Roménia e Itália se terem juntado a nós na candidatura apresentada a Bruxelas para uma segunda fase”.

Ainda para o presidente do IPG, “com a transição digital, os média dos territórios de baixa densidade populacional estão a enfrentar em toda a Europa inúmeros desafios que têm um impacto significativo na forma como as pessoas se relacionam com as rádios e como consomem os seus conteúdos”.

Segundo Handerson Engrácio, docente no IPG e gestor de projeto, “o NEWAVES é uma colaboração transnacional de conteúdos radiofónicos que permite a este setor aceder a uma plataforma digital de conteúdos. É uma experiência que permitirá a comunicadores, jornalistas, alunos e instituições de ensino superior partilhar conhecimento, fazer formação e incrementar a competitividade no setor dos média, principalmente em zonas europeias de baixa densidade populacional e de recursos limitados. O foco nas rádios locais é fundamental para este projeto que simultaneamente procura ter um impacto positivo ao nível da sustentabilidade económica, ambiental, cultural e social”.

Fátima Gonçalves, docente no IPG, refere que com este projeto “pretendemos encorajar a cooperação sistémica entre profissionais das rádios locais para melhorar a viabilidade e a competitividade do jornalismo produzido profissionalmente. A plataforma digital a desenvolver em rede permitirá o intercâmbio de boas práticas e irá, certamente, permitir a disseminação de conteúdos radiofónicos locais e regionais de forma a tornar o jornalismo mais cooperativo, sustentável e resiliente”.

Entretanto, o IPG, através deste projeto, já apresentou à Comissão Europeia uma candidatura para uma segunda fase que irá abranger universidades e rádios de Espanha, Suécia, Roménia e Itália.

Esta segunda fase chama-se “NEWAVES+”, prevê um financiamento de 2,5 milhões de euros e contemplará mais recursos de Inteligência Artificial, de marketing, de recursos humanos e de novos modelos de negócios. A plataforma colaborativa que já está funcional, bem como os cursos gratuitos de e-learning que estão acessíveis, serão agora desenvolvidos em novas redes de intercâmbio de boas práticas. Serão também partilhados conteúdos radiofónicos locais e regionais, contribuindo para tornar o jornalismo mais cooperativo entre as rádios aderentes, mais sustentável e mais resiliente.

O projeto prevê ainda um programa de mobilidade para profissionais; formação e capacitação de estudantes e especialistas; desenvolvimento de uma metodologia de análise e avaliação da qualidade dos conteúdos; e a criação de uma rede que permite o intercâmbio de boas práticas, melhorando a colaboração entre os parceiros e aumentando a competitividade no setor.

Na Croácia, Joaquim Brigas agradeceu a todos os membros do consórcio NEWAVES “pela forma como apoiaram as responsabilidades que o Politécnico da Guarda assumiu com a liderança deste projeto”. Dirigindo-se aos parceiros iniciais e aos que se juntaram para a segunda fase, o presidente do IPG afirmou que “juntos, continuaremos a contribuir para a melhoria das comunicações das rádios regionais e para a qualidade da informação disponível para as comunidades locais em áreas europeias de baixa densidade”.

Apresentado, na Guarda, Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais 2025

Foi apresentado esta terça-feira, 13 de maio, no Auditório do Paço da Cultura da Guarda, o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR 2025), numa sessão promovida pela Comunidade Intermunicipal da Região Beiras e Serra da Estrela (CIMRBSE).

O evento reuniu representantes de diversas entidades com responsabilidade na proteção do território e no combate aos incêndios rurais, reforçando a cooperação institucional e o compromisso partilhado com a segurança das populações e a resiliência da região.

Durante a sessão foram abordadas medidas estratégicas de prevenção, fiscalização, vigilância e resposta, com intervenções do ICNF, dos Comandos Distritais da PSP da Guarda e de Castelo Branco, dos Comandos Territoriais da GNR e ainda da ANEPC, da Liga dos Bombeiros Portugueses e da AFOCELCA, entre outros.

O Presidente da CIMRBSE, Luís Tadeu, destacou a importância da articulação entre entidades e a necessidade de manter um esforço contínuo e coordenado para enfrentar os desafios impostos pelos incêndios rurais.

Após o encerramento, os participantes visitaram a exposição estática do DECIR 2025, patente na Praça Luís de Camões, onde estiveram em destaque os meios e recursos operacionais disponíveis para a próxima fase crítica do ano.

A CIMRBSE agradeceu a presença de todas as entidades e comunicação social e reafirmou o empenho na defesa do território e na promoção de uma cultura de prevenção e segurança.

A Páscoa no concelho de Seia: memórias e tradições

A Páscoa tem associada um profundo sentimento religioso dado que para os Cristãos marca a Ressurreição de Jesus Cristo três dias após a sua crucificação, simbolizando a vitória da vida sobre a morte.

Associado a este significado religioso existem, contudo, alguns costumes e tradições, sendo objetivo do presente artigo recordar/evidenciar os que têm maior significado no concelho de Seia e que refletem a riqueza cultural e religiosa do nosso concelho.

Uma das tradições que continua a ser praticada em algumas freguesias do concelho é a Amenta das Almas que consiste numa oração/canto noturno para evocar as almas dos entes já falecidos, efetuado em todas as sextas-feiras da Quaresma junto de cruzamentos, encruzilhadas ou de “Alminhas”, que são pequenos oratórios de culto às almas do Purgatório. Com alguma frequência os grupos de Amenta das Almas promovem, também na Quaresma, um encontro anual com intervenções de todos os grupos.

Em Domingo de Ramos existe a tradição de realização da Procissão dos Ramos em que, nomeadamente as crianças, mas também alguns jovens, ostentam ramos com algum tamanho e devidamente enfeitados com vários tipos de guloseimas. Ainda em Domingo Ramos existe, em várias localidades do concelho, a tradição do almoço ser grão de bico dado que, como nesse Domingo a Missa tem uma maior duração, permite a compatibilização com a cozedura do grão que também é demorada, para além de haver uma superstição de não se deverem comer hortaliças em Domingo de Ramos.

Acrescente-se ainda que os Ramos Benzidos são guardados para posteriormente fazer as cruzes que serão colocadas nos campos em dia de Santa Cruz (03 de Maio) para proteção dos terrenos e das culturas agrícolas.
Refira-se também a existência da tradição, em algumas freguesias, nomeadamente em S. Romão e Seia, de realizar em sexta-feira Santa a Procissão do Enterro do Senhor, cerimónia noturna que reúne os fiéis num percurso de recolhimento e oração.

Entre as tradições de Páscoa em Portugal, e também no concelho de Seia, está o hábito de padrinhos e madrinhas dar o folar, ou seja, um presente, aos seus afilhados e afilhadas que simboliza a fartura, a união e a amizade.

Um costume que no passado era generalizado em todas as localidades do concelho, que atualmente se mantém em muito poucas, era a Visita Pascal ou Compasso Pascal em que o Pároco visitava as casas de todos os paroquianos anunciando a Ressurreição de Cristo, dando a Cruz a beijar e abençoando os lares e seus habitantes, havendo o costume de efetuar a bênção total da casa aquando da primeira visita. A Visita Pascal era devidamente anunciada pelo toque de uma campainha e constituía um dos “momentos altos” das festividades da Páscoa nas diversas localidades. Esta tradição permitia uma aproximação das famílias dado que os familiares faziam questão de “beijar a cruz” em casa uns dos outros.

Dado o grande número de localidades existentes, em algumas delas esta Visita Pascal era realizada no Domingo a seguir à Páscoa, denominado como Domingo da Pascoela.

Registe-se ainda uma outra tradição significativa do tempo Pascal no concelho de Seia que é a Festa de São Bento, já com bastantes anos de história e que é sempre celebrada na segunda-feira de Páscoa em Torroselo, incluindo no seu programa várias procissões e outro tipo de manifestações religiosas.

AFONSO COSTA RECORDADO DE 4 EM 4 ANOS. COINCIDÊNCIAS

Oliveira Marques, um dos historiadores que mais estudou e escreveu sobre a vida e a obra de Afonso Costa, afirmou que ele foi “porventura, entre 1910 e 1930, o mais querido e o mais odiado dos Portugueses”.

Para se ter uma ideia da dimensão destes sentimentos para com Afonso Costa, um seu grande admirador, José Carneiro, um industrial nortenho, tinha em casa uma estátua em prata em tamanho natural, e um dos seus mais ferozes críticos, Homem Christo, considerado o maior panfletário português do século XX, chegou a ameaçá-lo de lhe dar um dia “uma cacetada”.

Mas, quer se queira quer não, este político senense é uma figura incontornável, sendo impossível escrever a história de Portugal dos períodos do fim da monarquia e início da república sem lhe fazer referência.

Também por isso, esteve bem o executivo da câmara municipal na recuperação do edifício da antiga escola primária e na sua reconversão naquele espaço temático cultural e, ainda melhor, no reposicionamento da estátua de Afonso Costa, erigida em 1981, numa cerimónia participada e sentida, durante o mandato de Jorge Correia, que proferiu um discurso cuja leitura recomendo, pela sua genuinidade e para memória do momento vivido.

Para muitos o CIRAC e a homenagem a Afonso Costa começa e acaba no dia da festa e nas fotografias do dia, onde aparecem como figurantes, mas é bom recordar e registar o caminho percorrido até aqui.

Recuemos 8 anos, a 2017, e mais propriamente a junho. Estamos em ano de eleições autárquicas, a CMS anuncia a criação do CIRAC e formaliza conversações para a cedência do espólio de um admirador de Afonso Costa.

Foi preciso esperar 4 anos para que essas conversações fossem conclusivas e para que em outubro de 2021, novamente ano de eleições locais, o então presidente da câmara, já eleito um novo executivo, promovesse uma visita ao local, num momento algo insólito, e durante o qual previa a abertura do CIRAC em maio do ano seguinte, no 85º aniversário da morte de Afonso Costa.

Filipe Camelo enganou-se, ou enganaram-no, pois foi necessário aguardar outros 4 anos, ou por novas eleições locais, para que, finalmente, se procedesse à abertura oficial do CIRAC, no passado dia 25 de março, a pretexto de comemorar um episódio menor, face à notável e preenchida vida de Afonso Costa e face ainda a outros episódios bem mais marcantes como, por exemplo e a verificar-se durante o corrente ano, o facto de se comemorar o centenário da sua presidência da delegação portuguesa na Sociedade das Nações, o embrião da ONU, instituição que viria a abandonar por ter sido demitido na sequência do golpe militar de 28 de maio de 1926.

Afonso Costa, querido e odiado em vida, exilado na vida e na morte, entre aqueles que o idolatraram e os que o perseguiram, ficam aqueles que dele se aproveitaram, na sua terra.

AFONSO COSTA RECORDADO DE 4 EM 4 ANOS. COINCIDÊNCIAS