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Correia Plácido e Sousa (CPS), uma empresa de Seia em grande crescimento, especializada em engenharia e manutenção industrial, com projetos espalhados pela Europa

A história da CPS começa em 2022, quando foi fundada com a designação Cruz Plácido e Seabra, Lda., fruto da iniciativa conjunta de Hélder Fernando Correia Plácido, Paulo Cruz e Ricardo Seabra.

Com o passar do tempo e a evolução do negócio, a empresa passou por uma reestruturação que levou à adoção da atual designação: Correia Plácido e Sousa (CPS). Esta mudança reflete uma homenagem de Hélder Plácido à sua esposa, que partilha o sobrenome “Sousa”, e ao seu pai, mantendo assim a identidade das siglas que marcaram o início da atividade. Hoje, a CPS é gerida exclusivamente por Hélder Plácido, único sócio da empresa, e especializa-se em manutenção industrial e engenharia, com projetos espalhados por vários países da Europa. O compromisso permanece o mesmo: oferecer soluções técnicas de excelência e contribuir para a modernização e eficiência da indústria.

A Correia Plácido e Sousa (CPS) é uma empresa que tem a sua sede em Seia, na zona industrial, embora o atual do sócio não tenha ligações prévias com a região. Hélder é de Aveiro e a sua esposa é de Coimbra. A mudança para Seia aconteceu devido à esposa de Hélder, Diana, ter aceite o desafio de se mudar para Seia por intermédio do Fundo Crest, fundo este que foi proprietário dos Queijos Tavares. Na altura, Diana trabalhava em Lisboa na área financeira e Hélder em Madrid, para a multinacional alemã Sick AG. A vinda da esposa para Seia permitiu que as viagens fossem muito mais fáceis. “Conseguia visitá-la mais facilmente, porque são cerca de três horas de Madrid a Seia”, refere Hélder Plácido. Com este vai e vem, Hélder começou a conhecer pessoas do concelho. Nomes como Filipe Fraga e Paulo Cruz abriram os seus horizontes. A partir daqui, a oportunidade de negócio, na área da manutenção industrial e engenharia, surgiu, tal é a carência destes serviços na região.

A empresa iniciou a sua atividade com três sócios (sendo dois com atividade direta) e um colaborador. Durante os primeiros anos, manteve um crescimento razoável, e até finais de 2024 contava com cerca de seis colaboradores e diversos projetos em diferentes partes do mundo.

 No entanto, a partir de março de 2025, fruto do trabalho desenvolvido e da confiança conquistada junto dos seus clientes, a empresa registou um crescimento acelerado. Atualmente, conta já com mais de 50 colaboradores e projeta que, até finais de 2026, este número pelo menos duplique.

A grande maioria dos funcionários atua no estrangeiro, sobretudo em projetos por toda a Europa, permanecendo no exterior por períodos que variam conforme a duração de cada projeto. Hélder Plácido destaca que a empresa tem como prioridade garantir boas condições de trabalho e alojamento aos seus colaboradores, disponibilizando boas condições de alojamento, viaturas e cobrindo todas as despesas. “Aquilo que quero para mim, quero para os meus colaboradores.” A experiência de ter trabalhado fora de Portugal reforçou este compromisso, garantindo que a equipa recebe o melhor tratamento possível.

Hélder Plácido, um empresário com uma visão de futuro e experiência com mercados internacionais

Hélder Plácido começou a sua carreira na Nestlé, onde o seu pai e avô também trabalharam. Mais tarde, juntou-se à Meivcore, uma empresa que, na altura, estava a nascer e que teve um enorme crescimento. Aqui, começou como eletricista e chegou a gestor de projetos e montagem elétrica. A sua experiência profissional foi predominantemente no estrangeiro, o que lhe deu facilidade em trabalhar neste mercado. A sua inquietude era tão grande que, no mesmo dia em que saiu da Nestlé, colocou-se a caminho da Espanha para começar a trabalhar na Meivcore. Foram cerca de 10 anos nesta empresa, onde diz ter crescido bastante e estar grato por todas as oportunidades que teve para crescer.

A Separação dos Sócios e o Crescimento da Empresa

No final do ano passado, Hélder Plácido fez um balanço e propôs, então, a compra das quotas dos sócios, que aceitaram a proposta e concordaram em se separar amigavelmente.

Com a empresa agora sob a sua total propriedade, este ano Hélder começou com projetos maiores e, por isso, o número de colaboradores teve de aumentar. A mão-de-obra é maioritariamente portuguesa, mas também inclui trabalhadores de outras nacionalidades como brasileira, ucraniana, espanhola e paquistanesa. Hélder expressa o desejo de contratar mais pessoas da região de Seia, pois acredita que o futuro da zona trará oportunidades de emprego.

 Serviços, Mercado e Dificuldades

A CPS, Lda é especializada em engenharia e manutenção industrial. Inicialmente, a sua área de atuação era a engenharia eletrónica e eletrotécnica. Mais recentemente expandiu os seus serviços para engenharia mecânica e de estruturas. A empresa também oferece serviços de automação, ajudando as empresas a otimizar processos e máquinas, o que é especialmente útil para combater a escassez de mão-de-obra na região.

Alguns dos clientes são da região, no entanto a empresa opera numa escala global, com a maioria dos seus projetos e colaboradores estar fora de Portugal, nomeadamente na França, Espanha, Finlândia e Bélgica. Desafios Um dos principais desafios que a empresa enfrenta em Seia é a mentalidade dos empresários da pequena indústria local, onde, segundo Hélder Plácido, é mais difícil de convencer a investir a longo prazo em manutenção e melhorias.

“É muito difícil fazer com que eles entendam que estão a investir na própria qualidade, evitando paragens intempestivas de máquinas, que lhes vai causar grandes transtornos. A adaptação a este tipo de mentalidades custou-me um bocadinho, mas creio que é perfeitamente normal”, refere. No entanto, Hélder salienta a importância de otimizar e investir na qualidade para evitar problemas futuros.

Refere também que apesar do crescimento e internacionalização da empresa e da região para o qual tem contribuído não é acompanhado pelas entidades da região que deveriam estar muito mais envolvidas no dia-a-dia das empresas da região, a desertificação do interior só se combate com a criação de emprego de qualidade para isso é essencial que o poder local esteja mais ligado ás empresas porque são estas as que iram proporcionar a criação dos mesmos, atrair uma multinacional de peso é chave para esta cidade e para isso basta olhar para o exemplo das cidades vizinhas (Mangualde, Oliveira do Hospital e Nelas).

A participação nas Jornadas Mundiais da Juventude

Em 2023, a empresa teve a oportunidade de participar num projeto de grande visibilidade, as Jornadas Mundiais da Juventude, onde a empresa foi responsável por toda a infraestrutura elétrica e de telecomunicações. Este projeto, apesar de ter trazido algumas dificuldades e muitas horas de trabalho, deu à empresa a confiança para enfrentar projetos maiores. Hélder Plácido diz mesmo que “em termos de número de pessoas, este foi o maior evento alguma vez realizado em Portugal. E nós, com as nossas limitações, trabalhando cerca de 16 hortas por dia, sábados, domingos e feriados, conseguimos implementar tudo aquilo que nos foi solicitado”. E acrescenta: “Não é por sermos uma estrutura pequena que não conseguimos fazer coisas grandes ou metermo-nos em projetos grandes.”

Hélder Plácido acredita no potencial de crescimento da região de Seia e fala em projetos futuros como a vinda do Grupo Sonae e a barragem de Girabolhos que, na sua opinião, poderiam dinamizar mais a economia local.

Projetos Futuros para Seia

Hélder mencionou vários projetos que, segundo ele, irão nascer em Seia e que irão exigir mais mão-de-obra local. Destaca a nova empresa do Grupo Sonae, a Capwatt com um projeto de produção de Biometano, a instalar em Seia que já está em fase de licenciamento; a empresa de hidrogénio, a HEN; a construção da Barragem de Girabolhos, que Hélder defende veementemente, apesar das questões ambientais, argumentando que a barragem teria um enorme impacto positivo na economia da região, atraindo grandes empresas e profissionais com altos salários, e que, por sua vez, iria dinamizar o comércio, os restaurantes e o setor hoteleiro. Além disso, a barragem justificaria melhorias na infraestrutura rodoviária, como a conclusão do IC6 e um acesso mais direto à A25, e ajudaria a garantir o abastecimento de água. “Tudo isto tem um enorme impacto direto. Este investimento poderá potenciar, posteriormente, a construção de hotéis, a criação de alguns desportos aquáticos aqui em Seia, a criação de novas infraestruturas, restauração, empresas… Tudo isto poderá justificar o início e conclusão da construção do IC6 e um acesso mais direto à A25. Mas o fator mais importante para mim é o de podermos guardar a água.”.

Hélder Plácido acredita e espera que este projeto, que agora entrou no caderno de prioridades para o Governo, venha a ser construído, porque “seria um bom negócio para a região”. Ao defender a construção da Barragem de Girabolhos e a chegada de novos projetos a Seia, Hélder Plácido acredita que estas iniciativas são cruciais para o desenvolvimento económico local. Embora a sua empresa beneficie destes projetos, o empresário vê-os como uma oportunidade de crescimento para toda a região, com um impacto direto nos negócios locais.

Hélder compara esta situação ao projeto da barragem no Vouga, onde o aumento do movimento e do dinheiro levou alguns donos de restaurantes a venderem os seus negócios no final da obra, por saberem que nunca mais teriam um volume de trabalho tão elevado.

Atuação no Mercado Mundial

Atualmente, a CPS está a trabalhar como parceiro da empresa Kayros em Liege, num enorme projeto liderado pelo grupo Cobra, subsidiária do grupo ACS, liderado por Florentino Pérez, num projeto de construção, comissionamento e start-up de ciclo combinado com capacidade para produção de 870MW.

Em França a empresa está com a TCPI France, num projeto de Parque Eólico offshore flutuante piloto de 30 MW – Leucate / Le Barcarès (Occitânia – França).

Para além destas, neste momento estão, também, com a Pasaban SA, empresa de referência no fabrico de máquinas cortadoras de papel e com obras com a subsidiária do grupo Meivcore em Espanha, com o grupo Sonae, Finsa entre outras de menor dimensão.

Fotos: Projeto de 1 ano na multinacional Stora Enso indústria de papel

Ligação Pessoal e Profissional com Seia e a sua visão para a região

Hélder, que é natural de Aveiro, explica que a decisão de fundar a empresa em Seia foi mais do que estratégica. Reconhece que abrir uma empresa em Aveiro, perto da universidade, seria mais fácil para atrair talento. Mas, a sua paixão pela serra e a prática de ciclismo na juventude, juntamente com o facto de ter criado raízes e estabelecido a sua família em Vila Nova de Tazem, o motivaram a fixar-se na região.

Menciona que o seu objetivo não é apenas o lucro, mas sim o crescimento para toda a comunidade. Para isso, acredita que é fundamental dinamizar a economia local, de modo a proporcionar um aumento do número de restaurantes e para que as taxas de ocupação dos hotéis da região fiquem a 100 por cento. Sugere que a Escola Superior de Turismo e outras instituições locais deveriam adaptar os seus cursos para atender às necessidades da indústria agroalimentar da região, como a formação de queijeiros.

A aposta na formação prática é outra sugestão que Hélder refere e, neste campo, diz que a sua empresa recebe estagiários para lhes proporcionar um contacto com a realidade do mundo do trabalho, mostrando-lhes as dinâmicas e o esforço que a manutenção industrial exige, incluindo a necessidade de viajar e estar fora de casa por longos períodos.

Em suma, Hélder Plácido tem uma visão a longo prazo para o desenvolvimento de Seia, baseada na sua experiência e na sua ligação pessoal à região. Acredita que o crescimento da sua empresa está intrinsecamente ligado ao desenvolvimento da economia local.

Apoio ao Comércio Local

Hélder faz questão de comprar bens e serviços no comércio local de Seia. Argumenta que é fundamental apoiar a economia local e que a proximidade dos fornecedores é uma mais-valia em momentos de aperto e que nem sempre o preço é o fator decisivo nas suas escolhas.

Lutar contra a Crise

O empresário admite que o crescimento acelerado tem os seus desafios, mas acredita que a sua área de atuação e a mão-de-obra qualificada, é sempre necessária, mesmo em tempos de crise. Por isso, pretende solidificar a empresa antes que uma crise económica chegue, para garantir a sustentabilidade do negócio a longo prazo. “Acredito que vamos ter uns anos pela frente bastante duros, porque o crescimento vai ser enorme nos próximos meses e anos, algo que cria a suas dificuldades numa jovem estrutura. Mas vamos chegar onde eu quero. E a partir daí tudo tornar muito mais sustentável apesar de não se tornar mais fácil. Por isso, Hélder Plácido mostra-se confiante de que a empresa alcançará a sua solidez financeira.

 Fotos de obras em França

Visão de Gestão e Crescimento

Hélder Plácido demonstra uma visão ambiciosa e uma filosofia de gestão focada no crescimento sustentável, na valorização dos colaboradores e no apoio à economia local. A crescer muito rapidamente e a trabalhar com clientes de grande dimensão, a faturação da empresa tem aumentado exponencialmente. Em 2023, a faturação foi de 230 mil euros, no ano passado cerca de 400 mil, e a previsão é de ultrapassar 1 milhão de euros este ano, superando a meta de 700 mil inicialmente estipulada. Este crescimento abrupto, de 150% a 200%, demonstra a capacidade e a confiança que a empresa transmite aos seus clientes.

Mas há que salientar que todo este sucesso está, também, ligado à estratégia de recrutamento e motivação. Hélder aposta na contratação de talentos jovens, nomeadamente da região de Seia, e em modelos de remuneração que vão além do salário mínimo. A sua ideia é que os colaboradores se sintam parte ativa e importante do negócio, dando-lhes mais autonomia e um sentimento de propriedade, para que se sintam mais motivados. A ideia passa, também, por contratar jovens licenciados nesta área das engenharias, mas tudo a seu tempo, porque, como diz, “as pessoas não se formam todos os dias e a nossa forma de contratar é dando-lhes melhores condições, pagando mais que a concorrência. E, claro, a motivação maior que alguém nesta vida pode ter, sem ser o dinheiro, é sentir que está a trabalhar em algo que se vai refletir na vida pessoal de cada um. Por isso, aquilo que eu pretendo é que eles tenham muita independência nos projetos, mercados ou clientes que abrem que angariem. Quanto melhor conseguirem gerir o seu projeto, melhor será o retorno financeiro não só para a empresa, mas para o próprio e para os colaboradores que estão na obra”, explica.

Fotos: Obra em Liege

Futuro próximo da CPS

Hélder planeia adquirir ou construir um pavilhão próprio na zona industrial já no próximo ano, que incluirá departamentos de engenharia eletrotécnica, mecânica e estruturas. O objetivo é ganhar capacidade técnica de execução obras na sua totalidade, subcontratando os serviços a outras empresas locais e reforçando a capacidade do setor metalomecânico da região.

Concluindo

A Correia Plácido e Sousa é hoje um exemplo de como visão empreendedora, experiência internacional e ligação ao território podem impulsionar um negócio sustentável. Hélder Plácido resume a sua filosofia empresarial com as seguintes palavras:

“Quero crescer, mas quero crescer com as pessoas certas e da forma certa. Não é só faturar: é criar valor, dar estabilidade e contribuir para uma região que tem tudo para se desenvolver.”

Com um modelo de gestão assente na valorização dos colaboradores, inovação e aposta local, a CPS prepara-se para se tornar uma referência europeia no setor da manutenção industrial, sem esquecer as raízes que a fizeram nascer em Seia.

Incêndio no concelho de Seia: a explicação pelo comandante Paulo Santos à CNN

Fica aqui a explicação do comandante Paulo Santos, comentador da CNN, sobre a razão pela qual o incêndio que lavra no concelho de Seia, há mais de uma semana, não estar dominado e extinto. (Reportagem CNN)

Quem são os Sikhs de Albufeira que entregaram bens alimentares nos Bombeiros Voluntários de Loriga

Alguns elementos de uma comunidade SIKHS de Albufeira deslocaram-se, na tarde de sexta-feira, a Loriga, onde entregaram bens alimentares, águas e sumos no quartel dos Bombeiros Voluntários desta vila, um ato de generosidade que reflete os valores fundamentais do sikhismo.

Estes bens irão ser distribuídos por todos os operacionais que ainda se encontram no terreno a combater o incêndio que deflagra no concelho de Seia.

A entrega de bens alimentares é um exemplo prático de como a comunidade Sikhs em Portugal, e em particular a de Albufeira, demonstra a sua prontidão para apoiar as pessoas em momentos de necessidade. Estas pessoas ajudam o próximo, participando, por exemplo, em ações de caridade e enviando auxílio para áreas afetadas por incêndios.

Estas ações estão em sintonia com o princípio do Sewa, que valoriza o serviço à humanidade e o altruísta, partilhando os frutos do seu trabalho.

O Sewa, ou serviço altruísta, é um dos princípios mais importantes desta fé, que incentiva os fiéis a ajudarem o próximo sem esperar nada em troca.

A comunidade sikhs em Portugal é uma minoria religiosa que tem crescido significativamente desde os anos 90, com uma população estimada em cerca de 35.000 pessoas.

A maioria dos sikhs portugueses é de origem indiana, especificamente do estado do Punjab, e está concentrada em áreas como Lisboa, Porto e Algarve (incluindo Albufeira), onde há mais oportunidades de trabalho.

Os templos sikhs, conhecidos como gurdwaras, são centros importantes de culto e apoio comunitário. Além de servirem como locais de oração, oferecem o Langar, uma cozinha comunitária que fornece refeições gratuitas a qualquer pessoa, independentemente de sua fé ou origem.

Apesar de estarem, na sua maioria, integrados na sociedade portuguesa, os sikhs enfrentam desafios como o racismo e a discriminação, especialmente devido ao uso do turbante, uma parte essencial da sua fé. Mesmo assim, a comunidade permanece ativa e visível, contribuindo para o tecido social e económico do país e participando de eventos culturais e religiosos

Sobre a comunidade

A comunidade sikh é um grupo étnico-religioso que segue o Siquismo, uma religião originária do Punjab, no subcontinente indiano, que ensina a igualdade de todos os seres humanos e a devoção a um único Deus. Os homens geralmente têm o sobrenome Singh (“leão”) e as mulheres Kaur (“princesa”).

Princípios e Valores

  • Um Deus: O Siquismo acredita num Deus único e universal.
  • Trabalho Honesto: A doutrina enfatiza a importância de ganhar a vida honestamente e com trabalho árduo.
  • Igualdade: O Siquismo ensina a igualdade entre todos os seres humanos, independentemente da raça, credo ou género.

Serviço

  • Partilhar os frutos do trabalho e servir a humanidade é um pilar fundamental da fé.

Características Visíveis dos Sikhs (Cinco K)

Os siques carregam cinco artigos de fé, conhecidos como os Cinco K:

  • Kesh: Cabelo não cortado, mantido sob um turbante. Kirpan: Uma espada cerimonial.
  • Kara: Um bracelete de metal, símbolo da atenção ao que se faz com as mãos.
  • Kanga: Um pequeno pente de madeira, usado para pentear o cabelo e simbolizar a limpeza.
  • Kaccha: Calções ou calças curtas, que representam a castidade e o autocontrolo.

Comunidade Sikh em Portugal

Em Portugal, a comunidade sikhs é uma minoria religiosa crescente. Muitos siques migraram para o país à procura de trabalho, principalmente nos setores agrícola e da construção, ou para abrir seus próprios negócios, contribuindo para uma comunidade dinâmica e em expansão.

Município de Seia iniciou a distribuição de alimentação para animais afetados pelo incêndio

No âmbito dos apoios à população afetada pelo incêndio que deflagrou no concelho no passado dia 13 de agosto, o Município de Seia iniciou, na manhã de hoje, a distribuição de alimentação para abelhas, ovinos e caprinos, de forma a dar resposta às necessidades mais prementes identificadas nesta primeira fase.

Resultante do primeiro levantamento efetuado pelas equipas multidisciplinares no terreno, a autarquia vai distribuir duas toneladas de alimento artificial diretamente aos apicultores afetados pelo incêndio, abrangendo as freguesias de Vide e Cabeça, Teixeira, Loriga e Alvoco da Serra.

Para colmatar a escassez de alimento provocada pela devastação do fogo, os serviços municipais vão ainda entregar, nesta fase inicial, 200 fardos de palha destinados a animais ruminantes e asininos, igualmente nas freguesias afetadas. A entrega está a ser efetuada diretamente aos proprietários dos animais, de acordo com o levantamento realizado. A distribuição teve início esta manhã, em Vide.

Tendo em conta que o levantamento das necessidades continua em andamento, a população pode reportar situações urgentes relacionadas com alimentação animal ou outras necessidades através da linha de apoio criada para o incêndio – 238 310 242 e 917 314 993 – ou pelo e-mail incendios@cm-seia.pt.

Paralelamente, as equipas multidisciplinares mantêm-se no terreno a realizar a triagem dos prejuízos e das situações mais emergentes, com especial atenção a casos de emergência social que envolvem pessoas sem proteção. Esta linha de apoio será acompanhada por diversos serviços municipais, preparados para dar resposta rápida e adequada às solicitações recebidas.

Segunda fase do “Cool Work” envolve 25 jovens estudantes em experiências de crescimento e preparação para o futuro

Arrancou no dia 18 de agosto a segunda fase do programa “Cool Work” – Programa de Ocupação de Tempos Livres, que até ao final do mês envolve 25 jovens estudantes do ensino secundário e superior.

Ao longo de quinze dias, os participantes vivem de perto a realidade dos serviços municipais e de várias instituições do concelho, transformando as férias de verão numa experiência de aprendizagem prática e de aproximação ao mundo do trabalho.

Mais do que uma ocupação de tempos livres, o “Cool Work” afirma-se como uma oportunidade de crescimento. O programa permite que os jovens transformem aprendizagens em competências e desafia-os a projetar essas experiências em futuras oportunidades pessoais e profissionais.

Os jovens que participam na segunda fase do programa e os que integraram a primeira fase estiveram reunidos num encontro, no passado dia 14 de agosto, no Centro de Interpretação da Serra da Estrela – CISE. O momento revelou-se um espaço de partilha e de proximidade, onde se trocaram experiências, conselhos e boas práticas, reforçando o espírito de comunidade e cooperação.

Os 18 participantes da primeira fase destacaram a importância desta vivência no desenvolvimento de novas competências, na aquisição de experiência prática e até na definição de opções de carreira. Para os jovens que agora iniciam, foi também a oportunidade de conhecer orientadores(as), oficializar os acordos de colaboração e dar início a uma etapa de participação ativa na comunidade.

Durante esta fase, os estudantes são incentivados a explorar a criatividade, a responsabilidade e o trabalho em equipa, competências cada vez mais valorizadas no futuro profissional. Inserida nesta lógica de preparação, decorreu ainda, no mesmo encontro, uma sessão prática de elaboração de curriculum vitae, destinada a apoiar os jovens na valorização do seu percurso e no reforço da sua preparação para os desafios do mercado de trabalho.

Incêndio no concelho de Seia – Seia contabiliza já seis casas de segunda habitação destruídas e continua a avaliar prejuízos

O presidente da Câmara de Seia, Luciano Ribeiro, disse hoje que estão contabilizadas seis casas de segunda habitação destruídas pelos incêndios no concelho, mas a avaliação dos prejuízos prossegue.

“Nesta fase, ainda que o incêndio não esteja dado como dominado, estamos a fazer o levantamento dos prejuízos, a tentar manter as vias municipais desimpedidas e também estamos a fazer o apuramento mais fino daquilo que tinha sido o levantamento dos prejuízos em edificado, nomeadamente habitações”, afirmou à agência Lusa Luciano Ribeiro.

Segundo o autarca, além dos prejuízos em casas, está, igualmente, a ser verificada as “condições de segurança de alguns imóveis que poderão colocar em risco a via pública ou os vizinhos”.

A Câmara de Seia iniciou hoje a entrega de palha aos proprietários de animais e de alimento artificial aos apicultores, com Luciano Ribeiro a assegurar que este apoio vai ser mantido e a agradecer a solidariedade de empresas e pastores.

O autarca reconheceu ser necessário “dar ânimo” às pessoas que têm estas atividades, “nalguns casos secundárias na sua vida profissional”, para que as mantenham, pois são “fundamentais para a regeneração da paisagem e para que continuem neste território”.

Questionado sobre as medidas anunciadas na quinta-feira pelo Governo para fazer face aos prejuízos decorrentes dos incêndios, o presidente da Câmara de Seia afirmou que, “quando não se declara situação de calamidade e passa a haver uma lei geral, é como quem diz que ‘isto deixou de ser calamidade e passou a ser a rotina’”.

“Portanto, temos de estar preparados para essas circunstâncias que, com certeza vão ocorrer no futuro, mas também temos de ter a capacidade de nos tornarmos mais resilientes e não poder desistir do território, achar que meio Portugal, de quando em vez, é arrasado e já não há nada a fazer”, argumentou.

O primeiro-ministro disse na quinta-feira não ver necessidade de decretar o estado de calamidade por causa dos incêndios, frisando foi aprovada legislação que permite “operacionalizar com muito mais rapidez” os mecanismos de ajuda que seriam disponibilizados nessa situação.

Para Luciano Ribeiro, é importante, “depois destes apoios de emergência que o Governo aprovou, medidas concretas para manter a economia destes territórios e depois que as instituições do Estado não se pendurem sempre nos municípios para resolver todos os problemas que lhes compete”.

O autarca referiu em concreto a Agência Portuguesa do Ambiente e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, no que se diz respeito à estabilização das vertentes e linhas de água.

“Vão ser o problema imediato com as primeiras chuvadas”, avisou, considerando que se continua “sem ter medidas concretas, uma ação e gente preparada para as medidas pós-incêndio e para a estabilização de emergência que, se for como no passado, ocorre dois ou três anos depois do cenário e já depois dos prejuízos serem mais agravados”.

Luciano Ribeiro alertou ainda que, embora haja “apoios para empresas afetadas diretamente pelos incêndios”, não se conhecem apoios para as que têm quebra de atividade significativa, “nomeadamente as empresas do turismo, que viram uma série de cancelamentos devido às notícias do incêndio no Parque Natural” da Serra da Estrela.

O incêndio que afeta o concelho de Seia, no distrito da Guarda, começou no dia 13 no Piódão, em Arganil, distrito de Coimbra.

Ao longo de mais de uma semana este incêndio de grandes dimensões já se estendeu, além de Seia, também ao concelho de Oliveira do Hospital e Pampilhosa da Serra (distrito de Coimbra) e aos concelhos de Castelo Branco, Covilhã e Fundão (distrito de Castelo Branco).

Fonte: Lusa

Turismo Centro de Portugal está solidário com vítimas dos incêndios e prepara iniciativas para o futuro dos territórios

Entidade ativa plano de ação para apoiar empresas afetadas pelos fogos.

O Centro de Portugal está a viver dias difíceis, com incêndios florestais que afetam vários concelhos e provocam prejuízos significativos. Esta tragédia humana e ambiental é uma ferida aberta no coração da região.

A Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal (TCP) manifesta a sua solidariedade para com todas as pessoas, famílias, empresas, municípios e associações direta ou indiretamente afetadas pelos fogos.

“Os nossos pensamentos estão, em primeiro lugar, com as famílias que sofreram danos pessoais e materiais: lamentamos profundamente as vidas perdidas nos incêndios e sabemos que todos os portugueses se juntam a nós nesta mensagem de solidariedade. Em segundo lugar, endereçamos o nosso profundo agradecimento aos bombeiros e aos serviços de proteção civil: sem a sua coragem e determinação, a catástrofe seria muito maior”, sublinha Rui Ventura, presidente da Turismo Centro de Portugal.

“Enviamos também um abraço solidário aos municípios afetados. O impacto foi grande mas, com o empenho de todos, a recuperação começa de imediato. Este é um território de gente resiliente, de empresários visionários, onde a esperança nunca desaparece. O Centro de Portugal vai reerguer-se rapidamente e continuará a afirmar-se como um destino turístico de excelência, que todos os anos atrai cada vez mais visitantes do mundo inteiro”, acrescenta o presidente.

Plano de ação para avaliar danos e apoiar empresas

A Turismo Centro de Portugal tem já em curso um plano de ação, que tem como ponto de partida o levantamento dos prejuízos materiais e das necessidades das autarquias e das empresas de turismo afetadas pelos incêndios.

Depois de reunida esta informação, a TCP irá solicitar reuniões com a Secretaria de Estado do Turismo, o Turismo de Portugal, a CCDRC, as Comunidades Intermunicipais, a AHRESP e outras entidades e parceiros da região, para que, em articulação permanente, sejam encontradas medidas rápidas e eficazes de apoio aos territórios atingidos.

Esta estratégia será acompanhada de uma campanha de reafirmação da marca Centro de Portugal, destinada a mostrar que a região é vasta e que muitos dos principais ativos turísticos não foram afetados. A campanha dará também destaque aos grandes eventos desportivos e culturais que vão decorrer nos próximos meses no território.

“O Centro de Portugal é muito maior do que as áreas atingidas pelos incêndios. É um território vasto, com 100 municípios, dos quais apenas uma parte foi diretamente afetada. A região está, como sempre, preparada para receber os visitantes com a qualidade e a hospitalidade que lhe são reconhecidas, proporcionando-lhes experiências turísticas inesquecíveis”, afirma Rui Ventura.

Além das medidas imediatas, a Turismo Centro de Portugal está também a preparar, em estreita colaboração com outros parceiros no terreno, iniciativas que visam a revitalização turística das áreas mais afetadas, nomeadamente as aldeias e os territórios rurais. Estas iniciativas, ainda em fase de projeto, passarão por ações de reflorestação e de capacitação comunitária, com o objetivo de juntar toda a região numa causa comum e de, assim, ajudar a construir o futuro do território.

Lista de Candidatos à Assembleia de Freguesia de Santa Comba

Autárquicas2025

O Jornal de Santa Marinha divulga a lista dos candidatos que concorrem às diferentes Assembleias de Freguesia do Concelho de Seia. Serão publicadas gradualmente as várias listas concorrentes.

Lista de Candidatos à Assembleia de Freguesia de Santa Comba

  1. Mário José Marvão Abranches
  2. Maria da Conceição Marques Dias Magalhães
  3. Maria de Fátima Pinheiro Lopes Nogueira
  4. Carlos Alberto de Sousa Magalhães
  5. Teresa Maria Casinga Gomes
  6. Anabela Ferreira
  7. Romeu Filipe Almeida Braz

Suplentes

  1. Soraia Alexandra Guilherme Gavinhos
  2. Maria Isabel Videira Ferreira
  3. André Gouveia Videira
  1. Paulo Dias dos Santos
  2. Ana Rita Figueiredo de Jesus Silva
  3. Nuno Monsanto Pinheiro
  4. Ângela Beatriz Pais Nogueira
  5. Cristina Isabel Gouveia Garcia
  6. Luis Eduardo Simões Mendes
  7. Telma Sofia Gomes Martins Severino

Suplentes

  1. Jéssica Melo Batista
  2. Joel Silva Saraiva
  3. Sara Margarida dos Santos Files
  4. Tania Sofia Silva Ferrão
  5. Paulo Jorge Sousa Fonseca
  6. Olga Maria Ferreira Soares Cabede
  7. António José da Silva Henriques

Conheça as restantes listas e tudo o que se passa na secção do JSM: Autárquicas2025

Lista de Candidatos à Assembleia de Freguesia de Santiago

Autárquicas 2025

O Jornal de Santa Marinha divulga a lista dos candidatos que concorrem às diferentes Assembleias de Freguesia do Concelho de Seia. Serão publicadas gradualmente as várias listas concorrentes.

Lista de Candidatos à Assembleia de Freguesia de Santiago

  1. Maria Isabel Abrantes Correia Chaves
  2. José Alberto Amaral Abrantes
  3. Patrícia Garcia Amaral
  4. Luís Miguel Madeira Figueiredo
  5. Ana Cristina Almeida Monteiro
  6. Luís Filipe Garcia Madeira
  7. José Carlos Borges Mendonça
  8. Ana Rita da Silva Nunes
  9. Fernando Santos Cunha

Suplentes

  1. Catarina Marques Duarte
  2. Rui Jorge Marques Ferreira
  3. Beatriz Fernanda Madeira Lopes
  4. Vítor Manuel Vidas Gomes
  5. Nuno Manuel Mendes
  1. António José dos Santos Clara
  2. Nuno Miguel Mendes Garcia
  3. Adélia Nunes Godinho
  4. Maria Alice Almeida Pinto
  5. Fernando Ferrão Borges
  6. Guida Filipa Gonçalves Melo
  7. Maria Teresa Chagas Zagalo Fernandes
  8. António Júlio Nunes Garcia
  9. Afonso Pinto Lopes

Suplente

  1. Cristina Maria Ferreira Figueiredo
  2. Hugo Zagalo Fernandes
  3. Afonso João Pires da Silva Martins Leitão

Conheça as restantes listas e tudo o que se passa na secção do JSM: Autárquicas2025

Os Notários Portugueses lançaram a campanha “Portugal apoia os seus Bombeiros!”

A iniciativa integra o programa Notários Solidários e tem como principal objetivo angariar fundos, entre os dias 20 de agosto e 30 de setembro. Estes serão entregues diretamente às corporações de Bombeiros dos concelhos mais afetados, reforçando os meios e as condições de quem, todos os dias, arrisca a vida para proteger pessoas, bens e florestas.

“Esta é uma forma de retribuir a coragem de quem nunca vira costas ao perigo. A campanha apela à participação de todos os cidadãos, lembrando que cada contribuição é um gesto que pode fazer a diferença no trabalho diário dos Bombeiros”, refere o Bastonário da Ordem dos Notários, Jorge Batista da Silva.

A coordenação da entrega será efetuada pelo Notário Luís Gamboa, que é Bombeiro Voluntário na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mêda e que, com a funcionária do Cartório de Mêda, Marlene Bordalo, também
tem estado no terreno a combater os incêndios.

Todas as informações para contribuição estão disponíveis em www.notarios.pt/noticias/notarios-portugueses-lancam-campanha-solidaria-de-apoio-aos-bombeiros