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Todos a votos no dia 18 de maio. Queremos um governo capaz de resolver os problemas deste país

No momento em que escrevemos este Editorial ainda estamos em choque pela notícia da morte de sua Santidade Papa Francisco. Todo o mundo católico ficou atónito, muito embora se verificasse que a saúde de sua Santidade já era bastante débil.
Como católico que somos não podíamos ficar indiferentes perante o desaparecimento de uma figura que deixa os católicos mais pobres. Sua Santidade deixa-nos uma mensagem de humildade que todos nós devíamos seguir e imitar. Os pobres e os mais desfavorecidos da sociedade eram dois dos principais temas de luta deste Homem bondoso e desprovido de bens materiais. Seguir o seu exemplo é, e será sempre, o nosso lema. Obrigado Papa Francisco, pelos exemplos de vida.

Vamos ter no dia 18 de maio as eleições legislativas. Já não vamos ter outra edição até àquela data. Por isso, vamos fazer a nossa reflexão sobre tão importante acontecimento para o povo português. Os portugueses têm obrigação e o dever cívico de irem votar naquele dia, pois vai partir da atitude de cada um de nós, o próximo governo.
Dentro do expecto politico temos partidos para todos os gostos. No entanto, na nossa opinião, existem alguns partidos com ideologias que se aproximam mais para ser governo.

Uma das muitas questões que o futuro governo terá de resolver é o grave problema que se prende com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) que, atualmente e infelizmente, não é um serviço para todos. Não é concebível ter urgências encerradas ao fim de semana, deixando as pessoas desprovidas de cuidados, reféns de interesses económicos que nada servem as pessoas especialmente os mais necessitados.

Seja qual for o partido que ganhe e venha a formar governo, quiçá, os profissionais de saúde (médicos) devem ter a obrigatoriedade de prestar serviço no sistema público por um período determinado. Esta pode ser uma medida a adotar por parte do partido vencedor e que vá ao encontro dos princípios fundadores do SNS.

Outro problema grave e que parece não ter fim à vista é a área da habitação. Há que lhe dar a urgência que merece. Temos a noção que as rendas praticadas são incompatíveis com os salários auferidos.

O governo que nos governa ou aquele que nos venha a governar não pode manter-se de braços cruzados perante a grave situação existente no país. Terá de pôr mão nos especuladores que até aqui têm tido campo livre para exercer a seu bel-prazer a sua atividade especulativa. Naturalmente que pertence ao governo travar estas situações abusivas que, infelizmente, não tem feito, ou antes, tem estimulado.

Em qualquer dos casos, mesmo que o futuro voto da maioria dos portugueses recaia na AD ou PS estes devem fazer acordos com partidos verdadeiramente democráticos e não com aqueles que, pela sua linguagem e atitudes embora falando dos pobres e dos desprotegidos, não passam de falsas promessas.

Assim, no dia 18 de maio, não fique em casa, vá votar, para não corrermos o risco de ficarmos com o mesmo governo ou pior.

Não podíamos passar a data do 25 de Abril, dia que nos foi concedida a liberdade, sem deixar de lhe fazer uma referência. Além de ser um dia em que o povo saiu à rua e se manifestou de uma forma incrível apoiando os militares de Abril, também nós, nos sentimos felizes por fazer parte dessa mole humana indiscritível. Ah! Se os jovens, mulheres e homens, hoje com 40 anos, soubessem como vivíamos antes de 25 de Abril, certamente que teríamos cidadãos mais politizados e que dariam mais importância às políticas e políticos que defenderam e defendem os valores de Abril.
Viva o 25 de Abril. Hoje e sempre!

Política do “Bota abaixo”. Quem se lixa é o mexilhão!…

O país está farto e os portugueses cansados das brincadeiras, das jogadas e das irresponsabilidades dos políticos de agora que um saudoso e brilhante advogado – Carlos Candal – tratava por rapazinhos. Na verdade, é por demais evidente que o governo de Luís Montenegro estava a operar transformações qualitativas importantes para a vida dos portugueses tomando medidas que, ao longo de oito anos, os socialistas não conseguiram concretizar apesar de, repetidamente, o prometerem.

Vamos ter novas eleições legislativas e porquê?

Apenas e tão só porque o menino Pedro Nuno Santos e a sua dama de honor, Alexandra Leitão, não aprenderam nem conhecem outra forma de atuar que não seja a do tacticismo de um “bota abaixo” sem precedentes. Se papéis desses fossem corporizados como também o são, por Ventura ou Mariana Mortágua, ninguém ficaria surpreendido; agora por alguém que sonha ser um dia Primeiro Ministro de Portugal, é triste, lamentável e vergonhoso. Para todos esses meninos de coro que fazem da política a sua profissão, devia haver sobremaneira uma preocupação dominante: Portugal, os portugueses e a situação internacional. Pode ser que o povo português esteja desperto, reflita, seja fino e lhe dê a resposta que merecem. Não se pode brincar com coisas sérias nem mesmo quando se é pequenino.


É verdade que Luís Montenegro podia ter sido mais esclarecedor e as suas respostas mais pormenorizadas e céleres mas convenhamos que fossem elas quais fossem jamais seriam satisfatórias para socialistas, bloquistas ou “venturistas”. O objetivo desses políticos que há muito escolheram a atuação pautada pelo “bota abaixo”, é desgastar, atropelar e bloquear os governos que produzem, agem e trabalham por Portugal e pelos portugueses. Não, senhor Pedro Nuno Santos, assim nunca lá chega! Os portugueses sabem bem o que querem para si e para o país. Razão tinha o dr. António Costa quando, com o saber e a habilidade política, que se lhe reconhecem, o “esfrangalhou” nas eleições para Secretário-geral do Partido Socialista.


Se os procedimentos de Luís Montenegro são legais, que mais é preciso? Saber a cor dos vestidos da mulher ou o nome das namoradas dos filhos? Vamos ser sérios e reconhecer o trabalho do governo! Se aos jornalistas dá uma onda para levantar o véu da vida de muitos dos políticos da Assembleia da República e das Câmaras Municipais o país vai ficar atónito! E depois, senhores Pedro Nuno Santos, Ventura e Mariana Mortágua? “Quod tibi non vis alteri ne facias” – “Não faças a outrem o que não queres que te façam”.

“Uma viagem pela Semana Santa”

Na Sociedade Musical Estrela da Beira, a Semana Santa é um marco importante na nossa época musical, trabalharmos deste novembro com esta meta em mente e ocupamos muitos ensaios a otimizar o máximo possível o repertório para esta altura do ano.

Este ano, pela primeira vez, pensamos, criamos, aprimoramos, refinamos e executamos o nosso primeiro concerto de Semana Santa. Foi apresentado, no passado dia 13 de abril, que foi o primeiro dia de Semana Santa, o Domingo de Ramos. Sabendo que a música tem uma capacidade única de transmitir emoções e criar laços profundos entre as pessoas, apresentámos temas que representassem os sentimentos e eventos marcantes da Semana Santa, deixamos aqui um pequeno resumo para quem não pôde estar presente:

Domingo de Ramos, a marcha “Era uma vez”, de Mike Garcia, alterna temas alegres – que espelham a euforia popular – e sombrios, que prenunciam a Paixão de Cristo. Os trompetes simbolizam a esperança da multidão em Jesus, e o tema repetido oferece um “raio de luz” nos momentos mais escuros, culminando num motivo final que antevê a ressurreição.

Segunda-feira Santa, a Saudação à Senhora da Hora de Nogueira, de Fernando F. Costa (há mais de 50 anos), a solenidade e majestade convidam à introspeção e à purificação do coração, preparando-nos para os mistérios que se aproximam e renovando o compromisso com o Evangelho.

Terça-feira Santa, Em Spiritus Sanctus, Carlos Almeida, maestro e colaborador de bandas portuguesas, apresenta uma marcha de rica melodia e harmonia, elevando o espírito e convidando à contemplação da mensagem de Cristo.
Quarta-feira Santa, a marcha Nirodha – Em Memória de Hélder Fernandes, de Rogério Barros, envolve-nos numa melancolia profunda. O nome (que significa cessação do sofrimento) evoca a dor da separação e a esperança de reconciliação, recordando-nos o sofrimento de Jesus e a promessa de redenção.

Quinta-feira Santa, La Cruz Divina, de Manuel Castrejón Navarro, dedicada à Cofradía de la Santa Vera Cruz de Salamanca, transporta-nos pela solenidade do sacrifício de Cristo, convidando-nos a renovar o amor e o serviço ao próximo, ao ritmo dos ecos da “Cruz divina”.

Sexta-feira Santa, Duas marchas – Mater Mea (Ricardo Dorado Jaineiro) e Soledad Franciscana (Abel Moreno Gómez) – unem emoção profunda e ritmo marcante para nos acompanhar no caminho de dor de Jesus, expressando a perda e a esperança de redenção.

Sábado Santo, em Mi Amargura, de Víctor M. Ferrer Castillo, a melodia melancólica, porém esperançosa, reflete a tristeza do dia e a promessa de vida. O solo de saxofone alto, repetido e enriquecido, culmina numa conclusão poderosa de devoção.

Domingo de Páscoa, “Nostalgia Eterna”, de Rubén Bustos Romero, celebra a ressurreição com música vibrante, exaltando a alegria, a renovação da fé e a vitória da vida sobre a morte. E assim se fez uma viagem musical pelo que iria ser a semana santa.

A nossa banda ainda se deslocou até Salamanca para participar na Semana Santa de Salamanca a pedido da confraria de La Vera Cruz, mas devido às contrariedades meteorológicas não foi possível começar a procissão.
E, finalmente, terminámos a Semana Santa com a tradicional Procissão da Páscoa que é um serviço que a nossa Banda oferece à Povoação, uma tradição que já é muito longínqua.

O Papa, o apagão e a saúde

Acontecimentos internacionais, nacionais e locais de grande importância marcaram os, podemos dizer, últimos dias.

A nível internacional o destaque não pode deixar de ir para o falecimento do Papa Francisco, o grande e corajoso Senhor da Igreja, Senhor no sentido da dignidade do adjetivo e Igreja no sentido de comunidade cristã e católica. Se em três questões sempre polémicas – no melhor sentido da expressão – o Papa Francisco se manteve fiel ao conservadorismo da Igreja Católica e do Vaticano (o matrimónio dos padres, o aborto e a eutanásia), todo o seu percurso e todo o seu mandato foi marcado pela expressão verbal e de atos de simbologia impressiva sempre conotados com a defesa da humildade, dos carenciados, dos menos favorecidos, da não discriminação em toda a sua extensão, do apelo à paz, à defesa do ambiente, dos migrantes, etc. O “mandato” do Papa Francisco foi consideravelmente inclusivo e quase sempre cirúrgico nas mensagens quando se deslocava ao exterior. Foi Grande na atitude e Forte na mensagem.

O “apagão” do dia 28 de abril marcou o dia de forma negativa a nível nacional. Demonstrou que o País não estava – e não estará ainda – preparado para este e outros eventos semelhantes que originam a paralisação das organizações e despertam alarmismo na população. É prevenindo que se minimizam as consequências das crises. A falta de eletricidade evidenciou a extrema dependência relativamente à eletricidade, claro, o que é normal, mas expôs, também, a necessidade de se anteciparem os cenários, ou seja, “prever para prover”. Na prática, o que é necessário é antecipar riscos e minimizar efeitos. Trata-se de prevenir com antecipação, dotando os organismos e operadores de meios alternativos à eletricidade, ou de meios que possam produzir eletricidade, como os geradores e começar a pensar seriamente no investimento em painéis solares com acumuladores de energia. Em Seia consta que os geradores a combustível “despareceram” dos stocks de quem os vendia num ápice, tendo a procura sido muito acentuada. A agravar o contexto que se vivia, as inúmeras informações que os meios de comunicação social iam passando e em que eram feitas afirmações preocupantes sobre o que se estava a passar e sobre a duração eventualmente prolongada do “apagão”, provocou uma corrida desenfreada das populações de todo o país aos supermercados que poderia ter sido evitada se o governo tivesse tido uma atuação diferente da que teve durante todo o processo, informando e esclarecendo, o mais possível, e contrariando as informações que eram transmitidas por entidades não oficiais e que despoletaram alarmismo nas populações.

Por cá vamos tendo algumas novidades no setor da saúde, com a proximidade da reabertura do “restaurado” Centro de Saúde de Seia. Parece que o serviço terá uma estrutura diferente e redimensionado de forma diferente da que existe. O poder político local deverá estar muito atento aos recursos humanos no setor da saúde no território, quem o vai gerir e não enveredar apenas pelo entusiasmo e vaidade da inauguração de mais um edifício na cidade e concelho. É que não é só no País que a saúde não vai bem. Em Seia também não anda tudo bem. E há responsáveis pelo “mau andamento” que não podem nem devem ser premiados(as) sem o merecerem. Situações, de resto, denunciadas na última Assembleia de Freguesia da União de Freguesia de Seia, São Romão e Lapa dos Dinheiros.

A FELICIDADE no Trabalho: Perspetiva de um Enfermeiro

Por Hugo Correia – Enfermeiro e Presidente do Conselho Jurisdicional da Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros

A busca pela felicidade no trabalho é uma preocupação crescente em todas as profissões, e na enfermagem, esta temática adquire contornos ainda mais relevantes. Para nós, Enfermeiros, a satisfação profissional não se traduz apenas num salário justo, mas envolve uma combinação de fatores que vão desde o ambiente de trabalho até o reconhecimento da nossa dedicação.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a satisfação no trabalho está diretamente relacionada à qualidade do cuidado que proporcionamos aos nossos utentes. Como enfermeiro, sinto que a felicidade no exercício da minha profissão resulta em um círculo virtuoso: um cuidado realizado com entusiasmo gera utentes mais satisfeitos e, consequentemente, alimenta a nossa própria realização profissional.

Comparando a felicidade no trabalho entre enfermeiros portugueses e aqueles que decidiram emigrar, percebe-se uma diferença notável nas perceções. Muitos enfermeiros em Portugal enfrentam desafios como a sobrecarga de trabalho, a falta de recursos e a escassez de pessoal. Estas condições nem sempre propiciam um ambiente de trabalho que favoreça a felicidade. Vários colegas expressam, em conversas informais, que a paixão pela profissão se esvai face a um sistema que, por vezes, não valoriza adequadamente os seus esforços.

Em contraste, muitos enfermeiros emigrados relatam experiências positivas. Em países como o Reino Unido ou a Alemanha, encontram-se frequentemente condições de trabalho mais dignas, reconhecimento profissional e oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional. Como afirma a Comissão de Trabalhadores de Saúde da Europa, “A felicidade no trabalho é fundamental para a retenção de talento na saúde, e o reconhecimento das nossas competências é um motor essencial para a satisfação”.

É fundamental que tanto os gestores/decisores da saúde em Portugal como os próprios profissionais de Enfermagem se unam na busca por um ambiente de trabalho que valorize a felicidade. Investir em bem-estar, formação contínua e reconhecimento é essencial. Como enfermeiros, devemos lutar por melhores condições laborais, mas ao mesmo tempo, cultivar um espírito positivo e colaborar uns com os outros, independentemente do local onde exercemos a nossa profissão. Afinal, a verdadeira felicidade no trabalho reside no cuidado que oferecemos e na comunidade que construímos ao nosso redor.

O KIT DE SOBREVIVÊNCIA: ADAPTAÇÃO PARA FAMÍLIAS COM CÃES E/OU GATOS

Devido aos recentes acontecimentos, muito se tem falado da preparação de um kit de sobrevivência. Estarmos preparados para situações de emergência é essencial para garantir a segurança e bem-estar da comunidade, que pode e deve começar nas nossas casas. O facilitismo com que aprendemos a viver afastou-nos deste tipo de preparação, mas faz todo o sentido. Preparar um kit de emergência familiar não é alarmismo, é uma forma de apostarmos na preparação e prevenção, para qualquer tipo de eventualidade, como tempestades, incêndios, falhas de energia, terramotos, entre outros. Aqui vos deixo um guia prático e adaptado a famílias multi-espécies, ressalvando que as necessidades individuais dos animais devem obviamente ser levadas em conta também neste kit:

Água e comida

  • Água potável: Pelo menos 1 litro por dia por animal (mínimo para 3 dias).
  • Ração: Porções individuais em sacos vedados ou potes herméticos.
  • Comedouro e bebedouro dobrável: Leves e fáceis de guardar.

Documentos e identificação

  • Boletim de vacinação ou passaporte: Em cópia física e digital.
  • Foto atual do animal: Para identificação, caso ele se perca.
  • Coleira com placa de identificação: Nome do animal, do tutor e telefone.
  • Registo médico detalhado: contendo alergias existentes, historial médico e doenças relevantes.
  • Contactos de emergência do médico veterinário habitual e do mais próximo.

Medicações e primeiros socorros

  • Medicação que o animal tome regularmente.
  • Kit de primeiros socorros (assunto já explorado numa edição anterior do jornal).

Higiene

  • Sacos plásticos: Para recolher fezes.
  • Tapetes higiénicos, resguardos ou jornal.
  • Pano ou toalha de uso exclusivo do animal.
  • Areia para gato.

Abrigo e transporte

  • Caixa transportadora ou mochila apropriada.
  • Cinto de segurança adaptado.
  • Cobertor ou manta.
  • Casinha dobrável ou lona para proteger o animal do frio e da chuva.
  • Brinquedos e/ou manta preferida: para conforto e apoio emocional.

Lembre-se: mantenha o kit pronto e acessível.
Verifique a validade dos alimentos e medicamentos regularmente e mantenha a calma: a calma não é ausência de preocupação, mas a capacidade de não deixar que o medo ou a ansiedade dominem as nossas ações. Em caso de dúvida, contacte-me através do email ritam_costper@hotmail.com ou nas redes sociais @beehaviourbyritapereira

“Quem sou eu?”

Vivemos num mundo acelerado e com ritmos intensos. Queixamo-nos, frequentemente, da falta de tempo, da necessidade de cumprir rotinas, de desempenhar diferentes papéis, atender a expectativas e, raramente, paramos para pensar: Quem sou eu?

Muito se fala de autoconhecimento, mas poucos são aqueles que se conhecem.
A verdade é que o autoconhecimento pode ser uma ferramenta que pode mudar a tua vida!

O autoconhecimento é a capacidade para olharmos para nós próprios, com curiosidade e humildade. Esta capacidade permite-nos perceber o que sentimos, o que pensamos e como reagimos em determinadas circunstâncias. Envolve identificar características, pontos fortes, pontos fracos, valores, limites e necessidades.
Quanto melhor nos conhecermos, mais satisfeitos estaremos connosco e com a vida em geral.

  • Quando identificamos os nossos valores, tomamos decisões alinhadas com os mesmos, evitando arrependimentos ou decisões baseadas na opinião dos outros e no que pensamos que os outros pensam sobre nós!
  • Quando identificamos os nossos limites comunicamos com maior clareza e isso melhora os nossos relacionamentos sociais e profissionais!
  • Quando identificamos as nossas características e reconhecemos padrões de comportamento, conseguimos, aos poucos, alterá-los com vista a comportamentos mais funcionais e adaptativos!
  • Quando nos conhecemos melhor, conseguimos, com maior facilidade, reconhecer as nossas emoções, dar-lhes um nome e geri-las!
  • O autoconhecimento não é um destino. É antes um caminho a percorrer, um caminho constante de evolução e conhecimento. Quanto mais nos conhecemos mais livres nos tornamos, mais escolhas conscientes faremos e menos atenção damos a opiniões alheias.
    Posto isto: Quem és tu?

A Importância da Cobertura Audiovisual na Valorização dos Eventos Locais

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Por Afonso Nascimento, Produtor de Audiovisuais

Independentemente da dimensão ou natureza de um evento, investir numa cobertura audiovisual profissional é, nos dias de hoje, uma decisão estratégica com benefícios duradouros.

O audiovisual tem o poder de eternizar momentos, captar emoções e transformar experiências vividas em conteúdos envolventes que perduram no tempo.

Num evento, o trabalho de um videógrafo vai muito além de apontar uma câmara e carregar no botão de gravação. É um exercício de atenção, sensibilidade e narrativa visual. Captamos expressões, gestos e pequenos detalhes que, na maioria das vezes, escapam ao olhar comum, mas que são essenciais para transmitir ao público as sensações de quem ali esteve — criando memórias e alimentado o desejo de participar numa próxima edição.

Um bom vídeo transforma-se numa montra promocional de excelência. É possível revelar a beleza dos lugares, a riqueza das tradições, a alma das pessoas e a vibração de uma comunidade.

Esta é, sem qualquer dúvida, uma ferramenta poderosa para valorizar eventos, promover localidades e atrair novos visitantes, especialmente no contexto das regiões do interior de Portugal, tantas vezes esquecidas, mas repletas de património, identidade, cultura e tradições.

Num mundo onde a imagem é rei e o digital dita o ritmo da comunicação, o vídeo tornase a chave para dar visibilidade a territórios e acontecimentos. Se queremos que um evento se torne conhecido, que conquiste credibilidade e desperte o interesse do público, a aposta na promoção audiovisual não é apenas importante — é essencial!

A Inteligência Artificial avança. E a nossa?

“Não receie o avanço da inteligência artificial; tema, sim, o recuo da inteligência natural.”

Esta frase, embora provocadora, levanta uma questão essencial no debate contemporâneo sobre o papel da tecnologia nas nossas vidas: estaremos tão focados no desenvolvimento da inteligência artificial (IA) que negligenciamos o cultivo da nossa própria?

Nas últimas décadas, os avanços na IA têm sido verdadeiramente notáveis. Sistemas capazes de escrever textos, compor música, diagnosticar doenças ou conduzir veículos estão a transformar profundamente a forma como vivemos e trabalhamos. Pela sua eficiência, rapidez e capacidade de processar grandes volumes de informação, estas tecnologias surgem como aliadas poderosas da humanidade.

Contudo, a par deste progresso, observa-se um fenómeno inquietante: o declínio da chamada inteligência natural. Não nos referimos apenas ao nível de literacia ou à formação académica, mas a capacidades humanas fundamentais como o pensamento crítico, a curiosidade intelectual, a reflexão e a empatia — competências que não se replicam em linhas de código.

Estamos a delegar cada vez mais tarefas cognitivas básicas às máquinas: já não memorizamos números de telefone, evitamos fazer cálculos de cabeça e recorremos à internet para responder às questões mais elementares. Mais grave ainda, deixamos que algoritmos decidam o que lemos, vemos e até pensamos. Numa era saturada de informação, o pensamento crítico tornou-se uma competência escassa — e, por isso, mais necessária do que nunca.
Este fenómeno é particularmente visível no sistema educativo. As escolas, que durante séculos se centraram na transmissão de conhecimento, enfrentam hoje um dilema: como ensinar numa época em que a informação está, literalmente, à distância de um clique?

Muitos docentes sentem-se desorientados perante alunos que usam a IA para gerar redações, resolver exercícios matemáticos ou traduzir textos com um simples comando. Ferramentas como o ChatGPT são vistas simultaneamente como ameaça e oportunidade. A questão é: estaremos a adaptar o ensino ao novo paradigma ou apenas a tentar preservar um modelo pedagógico que já não responde à realidade?

Se, por um lado, a IA pode potenciar a aprendizagem — ao personalizar o ensino, esclarecer dúvidas em tempo real e oferecer apoio constante —, por outro, o seu uso acrítico pode incentivar o facilitismo e a dependência tecnológica. O verdadeiro risco é o de educarmos gerações com menor capacidade de raciocínio autónomo, criatividade e resiliência intelectual.

É urgente repensar os currículos, valorizar os processos em detrimento dos resultados imediatos, cultivar o pensamento crítico e ensinar os jovens a usar a IA de forma ética, consciente e inteligente. O papel do professor deve evoluir: mais do que transmissores de conteúdos, são agora mediadores, orientadores e promotores da inteligência natural.

A inteligência artificial é, sem dúvida, uma ferramenta poderosa. Mas não substitui — nem deve substituir — a inteligência humana. Cabe-nos, enquanto sociedade, garantir que ambas evoluem em harmonia, uma ao serviço da outra. Não podemos permitir que, ao tentarmos criar máquinas mais inteligentes, deixemos de ser humanos mais sábios.

O futuro será definido, não pela inteligência das máquinas, mas pela forma como usarmos a nossa.

Miguel Varão e Diogo Ferreira campeões nacionais de voleibol Sub-21 Masculinos

Dois jovens senenses; Miguel Varão e Diogo Ferreira, sagraram-se, este domingo, campeões nacionais de voleibol Sub-21 masculinos, pela Académica de Espinho.

A equipa de Espinho derrotou a Ala Nun’Álvares de Gondomar, por 3-1, na Final 4 da competição, uma partida que decorreu no Pavilhão Arquiteto Jerónimo Reis, em Espinho.

Miguel Varão e Diogo Ferreira iniciaram a sua formação no Sena Clube, com o treinador Luís Pinto. Na época de 2023/2024 ingressaram na Académica de Espinho.