A Vila de São Romão recorda hoje, o 100.º aniversário de nascimento de José Rodrigues Loureiro (1925-2015), uma personalidade incontornável, recordada pela família e por toda a comunidade como um homem de grande dimensão humana, empreendedor, solidário e incansável defensor das causas da sua terra.
A homenagem sublinha uma vida de dedicação, marcada por um sorriso fácil e uma forte ligação comunitária. José Rodrigues Loureiro, carinhosamente conhecido como o “Zé Amaral” (apelido herdado do seu padrinho), deixou uma marca indelével não só na sua família – sendo pai, avô e bisavô – mas também no tecido social e económico de São Romão.
De Feirante a Empresário de sucesso
A vida de José Rodrigues Loureiro começou com desafios, tendo ficado órfão de pai em tenra idade e sido criado pelos padrinhos, D. Aninhas e Sr. Amaral, nas Barreiras.
A sua veia empreendedora manifestou-se cedo. Começou a acompanhar o padrinho na venda de fazendas e cobertores, utilizando uma carroça puxada por uma mula, percorrendo São Romão e concelhos vizinhos como Nelas e Mangualde.
Já adulto, adquiriu um automóvel e manteve a atividade nas feiras locais e regionais até idade avançada.
Nos anos 70, abriu o primeiro estabelecimento comercial em São Romão, na Rua do Comércio. O negócio cresceu significativamente e, em 1998, culminou na construção de um prédio próprio para armazém e comércio.
A atividade comercial transitou oficialmente para os filhos em 1992, quando quatro deles formaram a sociedade Irmãos Loureiro, Lda.
O Homem da terra e da família
Casado com Maria Eduarda dos Santos Ferreira, a 27 de dezembro de 1951, José Rodrigues Loureiro viu a sua família crescer rapidamente, tendo tido sete filhos.
Apesar de ser sobretudo comerciante, nunca descurou a agricultura, cultivando todos os terrenos da família. Tinha especial gosto em partilhar os produtos da terra — batatas, azeite, maçãs e couves — com os filhos depois de casados. Em 2001, o casal celebrou as suas Bodas de Ouro, num convívio familiar recordado por todos.
A sua dedicação era inquestionável: “Por trás de um grande Homem há sempre uma grande Mulher”, sendo Maria Eduarda o seu apoio imprescindível.
Um cidadão ativo e defensor de São Romão
O compromisso de José Rodrigues Loureiro com São Romão refletiu-se na sua intensa participação em diversas instituições locais. Integrou os órgãos diretivos da Banda da Academia de Santa Cecília sendo a sua presença assídua ao longo de muitos anos. Colaborou ativamente no processo de fundação da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de São Romão.Foi membro da Junta de Freguesia de São Romão no mandato de 1977 a 1979. Chegou a ser presidente da Direção da Associação Desportiva de São Romão (1991-1992) e integrou várias Comissões Administrativas.
Membro do Conselho Económico da Fábrica da Igreja e católico fervoroso, foi portador da “Umbela do Santíssimo” nas procissões durante vários anos.
Em 2012, foi alvo de uma homenagem sentida pelo Clube Rotary de Seia, onde foi destacado o seu espírito generoso para com os mais desfavorecidos.
Fiel ao Sport Lisboa e Benfica e ao Partido Social Democrata (PSD), José Rodrigues Loureiro, que faleceu serenamente a 8 de janeiro de 2015. É recordado hoje como uma personalidade de referência que dedicou a sua vida ao desenvolvimento da Vila de São Romão.
O passado fim-de-semana, a família reuniu-se num almoço-convívio, em sua homenagem.
A Associação Paraquedistas da Estrela (A.P.E.) vai promover um Magusto, um momento de convívio e celebração da camaradagem que une os seus membros. O evento está marcado para o próximo dia 15 de novembro, a partir das 15h00, no Largo de São Pedro, nas instalações do antigo Jardim de Infância de Pinhanços (Seia).
Numa época em que o outono convida ao calor da fogueira, a A.P.E. convida todos os seus associados, familiares e amigos a juntarem-se a esta festa de tradição. O Magusto é visto como o palco ideal para o reencontro entre camaradas que partilham a história e o orgulho de pertencerem à família da “Boina Verde”.
A promessa é de uma tarde preenchida com boa disposição, gargalhadas, e as indispensáveis castanhas quentinhas, essenciais a qualquer Magusto. ”Será uma tarde de convívio, gargalhadas, castanhas quentinhas e, claro, o reencontro entre camaradas que partilham a mesma história e o mesmo orgulho,” refere a Associação, sublinhando que o espírito de camaradagem é o ingrediente principal a trazer pelos participantes.
A Associação Paraquedistas da Estrela – A.P.E. reforça o convite, afirmando que “há tradições que merecem ser vividas… juntas!”, sob o lema dos “5 Boinas”.
Para mais informações sobre o evento, os interessados podem contactar:
O Boletim (in)formativo O Alforge assinala uma década de existência com a exposição “10 anos de existência do Boletim O Alforge”, patente no Posto de Turismo de Seia,.
A mostra revisita dez anos de compromisso com a informação, a formação e a evangelização, refletindo o percurso deste boletim que tem procurado ser sinal de comunhão e serviço na Diocese da Guarda.
A exposição pode ser visitada até ao próximo dia 30 de novembro, no horário de funcionamento do Posto de Turismo de Seia.
O Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) organiza, este fim-de-semana, dias 8 e 9 de novembro, mais um Curso Prático de Identificação de Cogumelos, com saída de campo à serra da Estrela.
A formação é ministrada por Mauro Matos e combina sessões teórico-práticas com saídas de campo no Parque Natural da Serra da Estrela, permitindo aos participantes aprender a reconhecer diferentes espécies de cogumelos, distinguir os comestíveis dos tóxicos e a utilizar corretamente um guia micológico.
A participação na atividade tem um valor associado e estão limitadas a 16 participantes, com idade superior a 14 anos. Informações adicionais e inscrições na página de internet visitseia.pt.
O Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) é uma estrutura do Município de Seia vocacionada para a promoção do conhecimento e divulgação do património ambiental da serra da Estrela, que apresenta como objetivos principais: promover atividades no âmbito da interpretação da natureza, apoiar a investigação científica, desenvolver projetos de educação ambiental e fomentar o turismo de natureza.
O recente episódio de envenenamento de animais de rua na nossa cidade é mais do que um título dramático: é um alerta sobre a necessidade de mudar mentalidades. O caso ocorreu na Urbanização dos Martinhos, em Seia, zona frequentada por famílias e animais, junto a uma clínica veterinária onde entram dezenas de animais por dia. Este ato premeditado deve levar-nos a refletir sobre o que ele revela.
A presença de animais de rua no concelho é um problema que nos diz respeito a todos. As associações estão cheias, os voluntários exaustos e o canil municipal faz o melhor que pode, mas a responsabilidade é coletiva. Só com uma estratégia conjunta de resgate, acolhimento, esterilização e adoção poderemos construir um concelho onde todos os animais tenham um lar.
Quem exerce violência sobre seres indefesos ataca um princípio básico de civilização. A lei portuguesa pune maus-tratos e atos cruéis contra animais — e fazê-lo é proteger a vida e a confiança da comunidade num espaço público seguro. A GNR de Seia, com o apoio da equipa veterinária municipal, está a apurar responsabilidades para que a justiça seja célere, não por vingança, mas por respeito à dignidade e à vida animal.
Quem exerce violência sobre seres indefesos ataca um princípio básico de civilização.
Rita Pereira – Médica Veterinária
Mas a resposta não deve ser apenas penal. É preciso transformar a indignação em ações concretas: campanhas de adoção, reforço da esterilização e educação cívica nas escolas e associações. Um bairro que protege os seus animais é também mais seguro para as pessoas.
Se vir algo suspeito, denuncie. Se conhecer colónias não controladas, informe as entidades competentes. Seja voluntário, adote, apadrinhe ou acolha temporariamente. Recuperar a confiança coletiva exige medidas legais, sociais e educativas. Só assim transformaremos este episódio cruel em mudança duradoura — pelos animais e pela nossa comunidade.
Em caso de dúvida, contacte-me através de ritam_costper@hotmail.com ou @beehaviourbyritapereira.
A Casa Municipal da Cultura de Seia prepara-se para receber um espetáculo de teatro musical que celebra a cultura e o imaginário da Serra da Estrela. Intitulado “OZ Hermínios”, a performance será apresentada no Cineteatro no próximo sábado, dia 8 de novembro, às 21h00.
O musical, classificado para maiores de 6 anos (M/6), é uma criação de Ana Carina Reis e resulta de um encontro mágico entre a tradição popular serrana e o universo encantado do teatro musical, bebendo da inspiração do clássico “O Feiticeiro de Oz”.
A peça “OZ Hermínios” tem a sua génese no livro colaborativo “O Chinelo d’Avó Rita Ganhou Asas” (2018), com uma história original de Carla Borges e Leonor Borges.
O espetáculo transporta o público numa viagem fantástica pelos cenários mais emblemáticos da Serra da Estrela, onde a lenda, a ciência e a imaginação se entrelaçam como o Covão dos Conchos, Covão d’Ametade, Faias, Cântaro Magro e a Torre.
Tal como em “O Feiticeiro de Oz” e “Wicked”, as personagens enfrentam dilemas, forjam amizades improváveis e procuram o verdadeiro sentido de casa e identidade.
Um dos aspetos mais originais de “OZ Hermínios” é a forma como os produtos endógenos da serra ganham destaque e vida própria no palco: o queijo, a lã e o burel tornam-se símbolos de resistência, engenho e cultura da região, transformando a Serra da Estrela em palco e personagem principal.
O musical, produzido pela Associação Vocacionarte e interpretado pelas alunas da Escola de Música ACR Music & Voices, é prometido como um espetáculo repleto de humor, enredo e ciência, mas, acima de tudo, um manifesto de amor pela terra e pela memória coletiva.
O público está convidado a descobrir a magia que habita na montanha num espetáculo que celebra o património material e imaterial da Serra da Estrela com criatividade e emoção.
O concelho de Seia prepara-se para receber uma das mais avançadas centrais de produção de hidrogénio verde do país. O projeto, liderado pela HEN – Serviços Energéticos, empresa tecnológica sediada na Guarda, representa um investimento superior a 8 milhões de euros e deverá iniciar a produção até julho de 2026, colocando o interior no mapa da inovação energética nacional.
A HEN – Serviços Energéticos, uma empresa de base tecnológica fundada em 2012 e sediada na Plataforma Logística da Guarda, está na linha da frente da transição energética em Portugal. A empresa, que começou como uma startup focada em eficiência energética, prestando serviços a IPSS e autarquias na região (incluindo iluminação pública em concelhos como Covilhã, Belmonte, Seia e Meda), evoluiu para se tornar um ator-chave na produção de hidrogénio verde.
Com investimentos em projetos de hidrogénio verde, a empresa está a criar um ecossistema de inovação que visa reter talento no interior do país, com a criação de cerca de 46 postos de trabalho especializados entre Seia e Vila Chã.
A Central de Produção de Hidrogénio Verde, um projeto ambicioso, que vai ser desenvolvido na Senhora do Desterro, em São Romão, visa a instalação de um eletrolisador de 5 MW, que permitirá abastecer camiões e autocarros de longo curso com hidrogénio de elevada pureza, substituindo combustíveis fósseis e reduzindo significativamente as emissões. A infraestrutura, que exigirá a demolição de antigos edifícios de lanifícios aí existentes, irá dar lugar a uma central moderna e tipificada, controlada e monitorizada 24 horas por dia.
Este é um percurso marcado pelo pioneirismo da HEN, empresa que se assume como pequena e do interior, mas “a desbravar caminho”. Contudo, a jornada exigiu uma mudança tecnológica radical e uma batalha contra o que o promotor descreve como “excesso de burocracia”.
Hidrogénio de alta pureza para a mobilidade
A central terá como foco a produção de hidrogénio puro para mobilidade. Ao contrário de projetos que injetam o hidrogénio na rede de gás natural (blending), esta unidade está dedicada a alcançar uma pureza de 99,99999%, essencial para o armazenamento e pressurização seguros do combustível.
O mercado-alvo deste hidrogénio de alta densidade energética são os veículos pesados (camiões e autocarros), onde o hidrogénio apresenta vantagens significativas sobre as baterias elétricas a longas distâncias. A logística de transporte, que é feita através de atrelados de camião (semelhante a bombas de combustível), é considerada facilitada pelo baixo peso do hidrogénio.
Central de Hidrogénio Verde de Seia irá reter talento e é a chave para fixar profissionais
O desenvolvimento de projetos de alta tecnologia é visto como crucial para a fixação de talento no interior do país. Ao JSM, Carlos Oliveira, CEO da empresa e sócio maioritário da empresa, salienta que consegue reter engenheiros e profissionais qualificados, não apenas através de salários competitivos (embora admitindo não igualar os do litoral ou de países europeus), mas principalmente através da oferta de projetos aliciantes e carreiras que promovem o crescimento e a especialização. O CEO da empresa admite, ainda, que mantém os seus profissionais “cá em Portugal” e “na HEN” porque lhes oferece “oportunidades para crescerem”. “As pessoas que tenho aqui, estão pelos projetos que aqui se desenvolvem. As pessoas estão motivadas e no saem. Tenho aqui excelentes profissionais e sei que eles gostam muito de estar na empresa.”
Numa altura em que o interior do país luta para reter talento qualificado, uma empresa de tecnologia como esta, promotora da Central de Produção de Hidrogénio Verde em São Romão, está a provar que a inovação é a chave para fixar profissionais. A Central de Hidrogénio Verde é, assim, um motor para a criação de um ecossistema que valoriza o conhecimento técnico na região.
Estrutura inovadora
Para garantir esta retenção de “saber e conhecimento”, a empresa abandonou a tradicional estrutura de liderança piramidal. Adotou, em seu lugar, uma estrutura matricial, comum em empresas de tecnologia, que é focada no projeto.
Neste modelo, “toda a gente é chefe de toda a gente”, dependendo do projeto e o líder é definido como “quem sabe dar liberdade”, refere Carlos Oliveira.
Ainda segundo o CEO, esta filosofia promove um ambiente de trabalho sem rotinas, com “algo em movimento” constante, valorizando o profissional pela sua contribuição técnica e pelo seu crescimento na carreira.
Da América à China
Inicialmente, o projeto de Hidrogénio Verde tinha como parceiro tecnológico o cluster norte-americano, tendo a empresa trabalhado nessa direção durante cerca de um ano e meio. No entanto, após uma análise aprofundada, a empresa optou por virar-se para o cluster chinês.
Segundo o CEO da empresa, Carlos Oliveira, a decisão foi motivada por critérios de fiabilidade e custos. O empresário visitou a China e verificou que a tecnologia asiática apresentava maior fiabilidade, com “muitos mais anos de uso contínuo e de sistemas em operação”, em contraste com os sistemas que estariam “sempre parados” noutros locais. “A China trabalha há anos nisto e sabe bem o que está a fazer. Por isso sei que é fiável,” concluiu o responsável.
Esta alteração obrigou a refazer todos os parâmetros da candidatura e o contrato inicial, o que resultou numa redução do apoio financeiro. A mudança para a tecnologia chinesa foi aceite pelo Fundo Ambiental em dezembro do ano passado (2024), com uma alteração física, temporal e financeira no termo de aceitação.
O preço da burocracia no Interior
O projeto é visto como um esforço para que Portugal seja pioneiro no setor, mas o seu desenvolvimento tem sido atrasado pela complexidade dos trâmites legais e pela falta de experiência da máquina estatal em lidar com este tipo de projetos inovadores.
O promotor da central de Seia fala no ambiente de “excesso de burocracia”, que acarreta “falta de competitividade” e dificulta o cumprimento do calendário. O CEO sublinha que o problema não é a burocracia em si, que considera boa por “responsabilizar”, mas sim o seu excesso.
Atualmente, o projeto está na fase final de cumprimento de formalidades legais, como a contratação pública. Todo o processo, desde a contratação à Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) para parecer técnico, é “muito filtrado”, obrigando a empresa a atuar com “muita prudência”.
Para Carlos Oliveira, o maior desafio já não é a execução, mas sim a preparação burocrática: “O que se vê é nada. Mas nós estamos num ecossistema em que fazer não é difícil. O que é difícil é toda a preparação para a execução”.
Com o contrato da obra de construção civil prestes a ser assinado, o promotor mantém a data-limite inabalável de julho de 2026 para o arranque da produção de Hidrogénio Verde.
O investimento em equipamento para a central está avaliado em cerca de 8,2 milhões de euros, com custos adicionais em acessórios, engenharia e peças sobressalentes.
Criação de emprego especializado e apoio do Município de Seia
O projeto em São Romão prevê a criação de 16 postos de trabalho efetivos, focados em técnicos especializados nas áreas de mecânica, eletricidade e eletrónica. O CEO salienta que este tipo de projeto de inovação é essencial para criar ecossistemas que valorizam e ajudam a reter profissionais qualificados no interior do país.
A nível local, a cooperação da Câmara Municipal de Seia tem sido destacada como “excelente”, nomeadamente na celeridade e análise dos processos, demonstrando compreensão pelas dificuldades burocráticas associadas a projetos de inovação desta natureza.
Outro projeto: Fábrica de assemblagem em Vila Chã
Além da central em São Romão, a empresa planeia instalar uma fábrica de assemblagem de sistemas de produção de hidrogénio verde, na Zona Industrial da Abrunheira, na Vila Chã (Seia), onde serão produzidos sistemas de pequena escala, de até 250 kW, que irá colmatar uma falha no mercado europeu.
A fábrica na Vila Chã irá criar cerca de 30 postos de trabalho efetivos, é um projeto apoiado pelo IAPMEI e terá um investimento de 5,2 milhões de euros.
O processo está em licenciamento e fase de concurso público. Carlos Oliveira optou por realizar um concurso público para a construção e aquisição de equipamentos, mesmo que não fosse legalmente obrigatório, por uma questão de “prudência” e por não se sentir confortável em usar milhões de euros públicos sem o procedimento.
Riqueza do país assente em tecnologia
O empresário defende que a aposta em projetos de Hidrogénio Verde, como os que estão em curso na região, é vital para a competitividade de Portugal.
“A riqueza de um país também tem muito a ver com o investimento em inovação e novas tecnologias”. Para o CEO, a atualização tecnológica é uma obrigação, pois “se nós não nos atualizamos tecnologicamente, tendencialmente somos cada vez menos competitivos”.
No total, os dois grandes investimentos da empresa em Seia — a Central de Hidrogénio em São Romão e a fábrica de assemblagem na Vila Chã (avaliada em 5,2 milhões de euros) — irão criar cerca de 46 postos de trabalho efetivos altamente especializados, injetando conhecimento e valor técnico na região.
O país prepara-se para uma mudança drástica nas condições meteorológicas a partir desta noite, com a aproximação e rápida travessia de uma superfície frontal fria que promete agitar o estado do tempo. O dia de amanhã, 5 de novembro, será marcado por precipitação forte, descida acentuada das temperaturas e, pela primeira vez nesta época, a possibilidade de queda de neve nos pontos mais altos.
Durante a noite e nas primeiras horas da manhã de quarta-feira, a frente fria deverá atravessar o território nacional de forma veloz, descarregando chuva forte num curto espaço de tempo. Esta intensidade e concentração da precipitação levam as autoridades a alertar para possíveis impactos graves, incluindo:
• Inundações rápidas em zonas historicamente vulneráveis.
• Cheias urbanas devido à dificuldade de escoamento dos sistemas pluviais.
• Acumulação de água nas estradas, com forte recomendação para a máxima prudência na condução.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu avisos, com especial destaque para a possibilidade de trovoada e rajadas de vento que, nas terras altas, poderão atingir valores próximos ou superiores a 100 km/h.
Neve à vista: Serra da Estrela com os primeiros flocos
Após a passagem da frente fria, o cenário será de uma descida acentuada das temperaturas. Este ar frio, que se fará sentir com maior rigor nas regiões Norte e Centro, trará a tão aguardada primeira incursão de neve na Serra da Estrela.
A possibilidade de surgimento dos primeiros flocos de neve está prevista para os pontos mais altos da serra (acima dos 1800 metros), a partir do final da tarde de quarta-feira. As autoridades já alertam para o condicionamento da circulação rodoviária nos acessos à Serra, caso se confirme a queda de neve.
Recomendações à População
Perante este cenário, as entidades de Proteção Civil recomendam à população que:
• Limpe algerozes e caleiras.
• Garanta a desobstrução de sistemas de escoamento.
• Evite atravessar zonas alagadas ou passagens subterrâneas.
• Reduza a velocidade e redobre a atenção na condução.
• Acompanhe as atualizações dos avisos meteorológicos emitidos pelo IPMA.
A instabilidade deverá prolongar-se por grande parte do dia de quarta-feira, atenuando-se gradualmente nas regiões do sul, mas mantendo-se a probabilidade de aguaceiros até ao final da semana.
A Associação de Estudantes da Escola Superior de Turismo e Hotelaria do Instituto Politécnico da Guarda (AEESTH) está a postos para lançar a [E]nergiaSTH-2025 – Semana do Caloiro, prometendo ser o maior evento académico do ano no concelho. De 10 a 15 de novembro, Seia será palco de seis dias de festa, música e convívio, espalhando a vitalidade da comunidade estudantil por espaços emblemáticos da cidade.
O evento visa reforçar o espírito académico da ESTH e sublinhar o dinamismo da comunidade, com um programa diversificado que culmina num grande encerramento no Parque Municipal.
Seis noites de Animação e Música
O programa musical e de convívio está distribuído por três espaços noturnos da cidade (LOCO, SENALONGA, PRETO & BRANCO) e culmina com uma festa de encerramento na Tenda.
10 de novembro – LOCO 🔹 Convívio Académico de Abertura Uma noite de boas-vindas à comunidade estudantil, com bebidas especiais e muita animação para marcar o início da [E]nergiaSTH-2025.
11 de novembro – SENALONGA 🔹 Candy Shop com Rita & Peixe Um conceito original e divertido, criado por jovens senenses, que promete transformar a noite num espetáculo de cor, música e energia.
12 de novembro – PRETO & BRANCO 🔹 Atuação de Renato Rocha Diretamente da Covilhã, o DJ residente da Companhia Club traz o seu estilo vibrante e envolvente, conhecido por transformar cada atuação numa experiência memorável.
13 de novembro – PRETO & BRANCO 🔹 Atuação de KOLD Natural de Aveiro e habituado aos grandes palcos académicos, com passagens por rádios como Mega Hits e RFM, promete uma noite eletrizante.
14 de novembro – SENALONGA 🔹 Atuação de Edgar Marquez Nome de referência nas Semanas Académicas de todo o país, chega a Seia logo após a sua atuação na Receção ao Caloiro da UBI, para uma noite que promete ficar na memória.
15 de novembro – TENDA (Parque Municipal de Seia) 🔹 O grande encerramento da [E]nergiaSTH-2025 Com Karyoka, Serio, Ermida e Van Gohen — quatro atuações de peso que prometem encerrar a semana com toda a energia.
Durante a noite, haverá serviço de bar, comidas e doces, num espaço preparado para receber toda a comunidade académica e o público em geral.
Acessos e Bilheteira
A organização preparou um sistema de bilheteira flexível, com a opção de pulseira geral para acesso a todos os dias do evento
➔ Entradas diárias (terça a sexta-feira): 2,00€
➔ Entrada sábado (Tenda): 4,00€
➔ Pulseira geral: 10,00€ ➔ Pulseira estudante: 8,00€ (mediante comprovativo de estudante – ensino superior, profissional ou secundário)
As pulseiras estão disponíveis desde o passado dia 27 de outubro nos bares Preto & Branco, Senalonga e Loco, bem como junto dos membros da AEESTH. As entradas diárias serão vendidas apenas nos respetivos locais do evento.
Apoios e Parcerias
A AEESTH destaca o papel fundamental dos seus parceiros e patrocinadores na concretização da [E]nergiaSTH-2025. O evento conta com o apoio institucional do Município de Seia, Junta de Freguesia de Seia, IPDJ e IPG, além de empresas locais como Maquiseia, Funerária Simões e Grupo OMB. A coordenação e execução técnica estão a cargo da Festcorp.
A [E]nergiaSTH-2025 é encarada como um momento de união e celebração, que promete “colocar Seia no mapa dos grandes eventos académicos da região” e ser uma semana de muita energia e de recordações para toda a comunidade.
A aldeia de montanha do Sabugueiro prepara-se para mais uma edição da sua emblemática “Noite das Caçoilas”, um evento que celebra a rica gastronomia e as tradições ancestrais da região. A festa está marcada para o dia 8 de novembro, prometendo uma experiência imersiva na cultura serrana.
A “Noite das Caçoilas” é um regresso às origens da aldeia, terra de pastores, onde a preparação de pratos de carne em caçoilas de barro e o seu cozimento no forno comunitário eram um ritual em casamentos e festividades. É essa memória e esse sabor que a comunidade do Sabugueiro se propõe a reviver anualmente.
A “Noite das Caçoilas” não é apenas uma refeição, mas uma experiência cultural completa. De manhã, as mulheres da aldeia cozem o pão e, a partir da tarde, o Forno Comunitário ganha vida com o cheiro da lenha e o ritmo das tarefas ancestrais, culminando com a retirada das caçoilas, que são então servidas ao público.
As mulheres da aldeia reúnem-se para confecionar o tradicional pão de centeio, que é cozido no forno comunitário, enchendo o ar com o aroma característico. Durante a tarde, as caçoilas contendo carnes como cabrito, chanfana ou borrego, temperadas ao gosto da aldeia, são levadas ao forno para assar lentamente. Perto das 19h00, as caçoilas são retiradas do forno, prontas para serem servidas e saboreadas, proporcionando uma experiência gastronómica autêntica e reconfortante.
Este evento visa não só dar a conhecer a gastronomia local, mas também desafiar os visitantes a vivenciar a essência da aldeia num ambiente de festa e animação popular.
A “Noite das Caçoilas” é uma oportunidade imperdível para quem procura uma ligação genuína com as Aldeias de Montanha, valorizando o património cultural imaterial e os sabores que resistem ao tempo.
A iniciativa, que se foca na degustação dos pratos de carne confecionados nas caçoilas de barro, é promovida pela Junta de Freguesia do Sabugueiro e associações locais, no âmbito do Plano de Animação da Rede de Aldeias de Montanha.
As inscrições encontram-se abertas no site: www.sabugueiro.pt e no Posto de Turismo do Sabugueiro.