Na Sociedade Musical Estrela da Beira, a Semana Santa é um marco importante na nossa época musical, trabalharmos deste novembro com esta meta em mente e ocupamos muitos ensaios a otimizar o máximo possível o repertório para esta altura do ano.
Este ano, pela primeira vez, pensamos, criamos, aprimoramos, refinamos e executamos o nosso primeiro concerto de Semana Santa. Foi apresentado, no passado dia 13 de abril, que foi o primeiro dia de Semana Santa, o Domingo de Ramos. Sabendo que a música tem uma capacidade única de transmitir emoções e criar laços profundos entre as pessoas, apresentámos temas que representassem os sentimentos e eventos marcantes da Semana Santa, deixamos aqui um pequeno resumo para quem não pôde estar presente:
Domingo de Ramos, a marcha “Era uma vez”, de Mike Garcia, alterna temas alegres – que espelham a euforia popular – e sombrios, que prenunciam a Paixão de Cristo. Os trompetes simbolizam a esperança da multidão em Jesus, e o tema repetido oferece um “raio de luz” nos momentos mais escuros, culminando num motivo final que antevê a ressurreição.
Segunda-feira Santa, a Saudação à Senhora da Hora de Nogueira, de Fernando F. Costa (há mais de 50 anos), a solenidade e majestade convidam à introspeção e à purificação do coração, preparando-nos para os mistérios que se aproximam e renovando o compromisso com o Evangelho.
Terça-feira Santa, Em Spiritus Sanctus, Carlos Almeida, maestro e colaborador de bandas portuguesas, apresenta uma marcha de rica melodia e harmonia, elevando o espírito e convidando à contemplação da mensagem de Cristo.
Quarta-feira Santa, a marcha Nirodha – Em Memória de Hélder Fernandes, de Rogério Barros, envolve-nos numa melancolia profunda. O nome (que significa cessação do sofrimento) evoca a dor da separação e a esperança de reconciliação, recordando-nos o sofrimento de Jesus e a promessa de redenção.
Quinta-feira Santa, La Cruz Divina, de Manuel Castrejón Navarro, dedicada à Cofradía de la Santa Vera Cruz de Salamanca, transporta-nos pela solenidade do sacrifício de Cristo, convidando-nos a renovar o amor e o serviço ao próximo, ao ritmo dos ecos da “Cruz divina”.
Sexta-feira Santa, Duas marchas – Mater Mea (Ricardo Dorado Jaineiro) e Soledad Franciscana (Abel Moreno Gómez) – unem emoção profunda e ritmo marcante para nos acompanhar no caminho de dor de Jesus, expressando a perda e a esperança de redenção.
Sábado Santo, em Mi Amargura, de Víctor M. Ferrer Castillo, a melodia melancólica, porém esperançosa, reflete a tristeza do dia e a promessa de vida. O solo de saxofone alto, repetido e enriquecido, culmina numa conclusão poderosa de devoção.
Domingo de Páscoa, “Nostalgia Eterna”, de Rubén Bustos Romero, celebra a ressurreição com música vibrante, exaltando a alegria, a renovação da fé e a vitória da vida sobre a morte. E assim se fez uma viagem musical pelo que iria ser a semana santa.
A nossa banda ainda se deslocou até Salamanca para participar na Semana Santa de Salamanca a pedido da confraria de La Vera Cruz, mas devido às contrariedades meteorológicas não foi possível começar a procissão.
E, finalmente, terminámos a Semana Santa com a tradicional Procissão da Páscoa que é um serviço que a nossa Banda oferece à Povoação, uma tradição que já é muito longínqua.





