A liberdade não é apenas um direito político. Apesar de abril nos lembrar, todos os anos, da importância do valor da liberdade, há uma liberdade menos presente em nós: a liberdade interna.
Será que somos verdadeiramente livres por dentro?
A liberdade não se relaciona apenas com circunstâncias externas. Por vezes, é uma construção interna demorada, silenciosa e que implica consciência e coragem. Trata-se de um processo em que questionamos crenças, colocamos em perspetiva aprendizagens e relações que moldaram profundamente a forma como sentimos, pensamos e agimos. Não escolhemos tudo o que sentimos, muito menos o que pensamos, mas podemos aprender a relacionar-nos com as nossas emoções e pensamentos de uma forma diferente.
A verdadeira liberdade não é um estado pleno e definitivo. Seremos verdadeiramente livres quando aceitarmos que este é um exercício diário, uma escolha com consciência, onde existe um alinhamento connosco próprios e com os nossos valores.
Ser livre pode começar em pequenas ações como dizer não, reconhecer limites, pedir ajuda, aceitar que podemos mudar de opiniões e tomar diferentes decisões… Estas ações aproximam-nos de nós próprios e contribuem para a nossa autenticidade. Muitas pessoas vivem afastadas de si e, por isso, vivem presas nos outros.
Vale a pena olhar para dentro. Onde, na nossa vida, ainda não nos sentimos verdadeiramente livres?



