Tempestades terríveis devastaram o país
Ao longo de mais de duas semanas, Portugal sofreu das mais devastadoras tempestades ocorridas nos últimos 60 anos, que deixaram um rasto de destruição e morte do pior a que já assistíramos.
Dá tristeza, gana e revolta que alguns “inteligentes” do nosso país levantem a sua “bonita” voz para malhar em Montenegro e em todo o governo tentando fazer crer que são eles os principais responsáveis por tudo quanto aconteceu, de Coimbra à Figueira da Foz, de Montemor-o-Velho a Leiria, de Torres Vedras a Alcácer do Sal, etc., etc.
É preciso ter muita lata, atrevimento e pouca honestidade intelectual para assumir um tal comportamento. Parece até que esses “artistas” procuram transformar uma intervenção de arrojo “palhaçal” que não respeita quem sofreu e permanece em inconsolável sofrimento e dor, num palco político-partidário despido de qualquer laivo de inteligência, verdade e oportunidade. Que nenhum político dessa estirpe dos “espertos” que o povo sustenta sem qualquer proveito para o país, venha acusar este ou aquele do que aconteceu a Portugal! Estes fenómenos são de agora? Quem construiu e quem autorizou as construções naqueles locais? O que fizeram os governos e o Poder Local, de há muitos anos a esta parte, para evitar os efeitos desses fenómenos? Para que servem, afinal, os Planos Diretores Municipais e os avisos, das Autoridades?
Apesar de tanta infelicidade, miséria e mortes, ressaltou claro e inequívoco, o espírito de solidariedade do nosso povo e o enorme exemplo de empenho, entrega e sentido de responsabilidade dado por Marcelo Rebelo de Sousa, Ana Abrunhosa e o novel ministro da Administração Interna, Luís Montenegro.
Aos Bombeiros, à Proteção Civil, às Forças de Segurança, aos Militares, a todos os voluntários e aos portugueses que sofrem e lutam denodadamente por se reerguer, queremos deixar uma profunda e enorme palavra de respeito, solidariedade e gratidão.
A esses tais que, por aí andam, muito pequeninos de corpo e espírito, quais ovelhas de um certo rebanho e a quem, lamentavelmente, os acompanha, queremos deixar uma mensagem tão simples quão objetiva: “Vão pregar para outras paragens porque este não é, seguramente, nem o vosso país nem fazeis parte, tão pouco, do povo que Camões e Torga tão bem cantaram!
Vamos todos, os autênticos lusitanos, dar as mãos e ajudar quem sofreu a reerguer-se quase do nada.



