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A Páscoa no concelho de Seia: memórias e tradições

A Páscoa tem associada um profundo sentimento religioso dado que para os Cristãos marca a Ressurreição de Jesus Cristo três dias após a sua crucificação, simbolizando a vitória da vida sobre a morte.

Associado a este significado religioso existem, contudo, alguns costumes e tradições, sendo objetivo do presente artigo recordar/evidenciar os que têm maior significado no concelho de Seia e que refletem a riqueza cultural e religiosa do nosso concelho.

Uma das tradições que continua a ser praticada em algumas freguesias do concelho é a Amenta das Almas que consiste numa oração/canto noturno para evocar as almas dos entes já falecidos, efetuado em todas as sextas-feiras da Quaresma junto de cruzamentos, encruzilhadas ou de “Alminhas”, que são pequenos oratórios de culto às almas do Purgatório. Com alguma frequência os grupos de Amenta das Almas promovem, também na Quaresma, um encontro anual com intervenções de todos os grupos.

Em Domingo de Ramos existe a tradição de realização da Procissão dos Ramos em que, nomeadamente as crianças, mas também alguns jovens, ostentam ramos com algum tamanho e devidamente enfeitados com vários tipos de guloseimas. Ainda em Domingo Ramos existe, em várias localidades do concelho, a tradição do almoço ser grão de bico dado que, como nesse Domingo a Missa tem uma maior duração, permite a compatibilização com a cozedura do grão que também é demorada, para além de haver uma superstição de não se deverem comer hortaliças em Domingo de Ramos.

Acrescente-se ainda que os Ramos Benzidos são guardados para posteriormente fazer as cruzes que serão colocadas nos campos em dia de Santa Cruz (03 de Maio) para proteção dos terrenos e das culturas agrícolas.
Refira-se também a existência da tradição, em algumas freguesias, nomeadamente em S. Romão e Seia, de realizar em sexta-feira Santa a Procissão do Enterro do Senhor, cerimónia noturna que reúne os fiéis num percurso de recolhimento e oração.

Entre as tradições de Páscoa em Portugal, e também no concelho de Seia, está o hábito de padrinhos e madrinhas dar o folar, ou seja, um presente, aos seus afilhados e afilhadas que simboliza a fartura, a união e a amizade.

Um costume que no passado era generalizado em todas as localidades do concelho, que atualmente se mantém em muito poucas, era a Visita Pascal ou Compasso Pascal em que o Pároco visitava as casas de todos os paroquianos anunciando a Ressurreição de Cristo, dando a Cruz a beijar e abençoando os lares e seus habitantes, havendo o costume de efetuar a bênção total da casa aquando da primeira visita. A Visita Pascal era devidamente anunciada pelo toque de uma campainha e constituía um dos “momentos altos” das festividades da Páscoa nas diversas localidades. Esta tradição permitia uma aproximação das famílias dado que os familiares faziam questão de “beijar a cruz” em casa uns dos outros.

Dado o grande número de localidades existentes, em algumas delas esta Visita Pascal era realizada no Domingo a seguir à Páscoa, denominado como Domingo da Pascoela.

Registe-se ainda uma outra tradição significativa do tempo Pascal no concelho de Seia que é a Festa de São Bento, já com bastantes anos de história e que é sempre celebrada na segunda-feira de Páscoa em Torroselo, incluindo no seu programa várias procissões e outro tipo de manifestações religiosas.

AFONSO COSTA RECORDADO DE 4 EM 4 ANOS. COINCIDÊNCIAS

Oliveira Marques, um dos historiadores que mais estudou e escreveu sobre a vida e a obra de Afonso Costa, afirmou que ele foi “porventura, entre 1910 e 1930, o mais querido e o mais odiado dos Portugueses”.

Para se ter uma ideia da dimensão destes sentimentos para com Afonso Costa, um seu grande admirador, José Carneiro, um industrial nortenho, tinha em casa uma estátua em prata em tamanho natural, e um dos seus mais ferozes críticos, Homem Christo, considerado o maior panfletário português do século XX, chegou a ameaçá-lo de lhe dar um dia “uma cacetada”.

Mas, quer se queira quer não, este político senense é uma figura incontornável, sendo impossível escrever a história de Portugal dos períodos do fim da monarquia e início da república sem lhe fazer referência.

Também por isso, esteve bem o executivo da câmara municipal na recuperação do edifício da antiga escola primária e na sua reconversão naquele espaço temático cultural e, ainda melhor, no reposicionamento da estátua de Afonso Costa, erigida em 1981, numa cerimónia participada e sentida, durante o mandato de Jorge Correia, que proferiu um discurso cuja leitura recomendo, pela sua genuinidade e para memória do momento vivido.

Para muitos o CIRAC e a homenagem a Afonso Costa começa e acaba no dia da festa e nas fotografias do dia, onde aparecem como figurantes, mas é bom recordar e registar o caminho percorrido até aqui.

Recuemos 8 anos, a 2017, e mais propriamente a junho. Estamos em ano de eleições autárquicas, a CMS anuncia a criação do CIRAC e formaliza conversações para a cedência do espólio de um admirador de Afonso Costa.

Foi preciso esperar 4 anos para que essas conversações fossem conclusivas e para que em outubro de 2021, novamente ano de eleições locais, o então presidente da câmara, já eleito um novo executivo, promovesse uma visita ao local, num momento algo insólito, e durante o qual previa a abertura do CIRAC em maio do ano seguinte, no 85º aniversário da morte de Afonso Costa.

Filipe Camelo enganou-se, ou enganaram-no, pois foi necessário aguardar outros 4 anos, ou por novas eleições locais, para que, finalmente, se procedesse à abertura oficial do CIRAC, no passado dia 25 de março, a pretexto de comemorar um episódio menor, face à notável e preenchida vida de Afonso Costa e face ainda a outros episódios bem mais marcantes como, por exemplo e a verificar-se durante o corrente ano, o facto de se comemorar o centenário da sua presidência da delegação portuguesa na Sociedade das Nações, o embrião da ONU, instituição que viria a abandonar por ter sido demitido na sequência do golpe militar de 28 de maio de 1926.

Afonso Costa, querido e odiado em vida, exilado na vida e na morte, entre aqueles que o idolatraram e os que o perseguiram, ficam aqueles que dele se aproveitaram, na sua terra.

AFONSO COSTA RECORDADO DE 4 EM 4 ANOS. COINCIDÊNCIAS

Todos a votos no dia 18 de maio. Queremos um governo capaz de resolver os problemas deste país

No momento em que escrevemos este Editorial ainda estamos em choque pela notícia da morte de sua Santidade Papa Francisco. Todo o mundo católico ficou atónito, muito embora se verificasse que a saúde de sua Santidade já era bastante débil.
Como católico que somos não podíamos ficar indiferentes perante o desaparecimento de uma figura que deixa os católicos mais pobres. Sua Santidade deixa-nos uma mensagem de humildade que todos nós devíamos seguir e imitar. Os pobres e os mais desfavorecidos da sociedade eram dois dos principais temas de luta deste Homem bondoso e desprovido de bens materiais. Seguir o seu exemplo é, e será sempre, o nosso lema. Obrigado Papa Francisco, pelos exemplos de vida.

Vamos ter no dia 18 de maio as eleições legislativas. Já não vamos ter outra edição até àquela data. Por isso, vamos fazer a nossa reflexão sobre tão importante acontecimento para o povo português. Os portugueses têm obrigação e o dever cívico de irem votar naquele dia, pois vai partir da atitude de cada um de nós, o próximo governo.
Dentro do expecto politico temos partidos para todos os gostos. No entanto, na nossa opinião, existem alguns partidos com ideologias que se aproximam mais para ser governo.

Uma das muitas questões que o futuro governo terá de resolver é o grave problema que se prende com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) que, atualmente e infelizmente, não é um serviço para todos. Não é concebível ter urgências encerradas ao fim de semana, deixando as pessoas desprovidas de cuidados, reféns de interesses económicos que nada servem as pessoas especialmente os mais necessitados.

Seja qual for o partido que ganhe e venha a formar governo, quiçá, os profissionais de saúde (médicos) devem ter a obrigatoriedade de prestar serviço no sistema público por um período determinado. Esta pode ser uma medida a adotar por parte do partido vencedor e que vá ao encontro dos princípios fundadores do SNS.

Outro problema grave e que parece não ter fim à vista é a área da habitação. Há que lhe dar a urgência que merece. Temos a noção que as rendas praticadas são incompatíveis com os salários auferidos.

O governo que nos governa ou aquele que nos venha a governar não pode manter-se de braços cruzados perante a grave situação existente no país. Terá de pôr mão nos especuladores que até aqui têm tido campo livre para exercer a seu bel-prazer a sua atividade especulativa. Naturalmente que pertence ao governo travar estas situações abusivas que, infelizmente, não tem feito, ou antes, tem estimulado.

Em qualquer dos casos, mesmo que o futuro voto da maioria dos portugueses recaia na AD ou PS estes devem fazer acordos com partidos verdadeiramente democráticos e não com aqueles que, pela sua linguagem e atitudes embora falando dos pobres e dos desprotegidos, não passam de falsas promessas.

Assim, no dia 18 de maio, não fique em casa, vá votar, para não corrermos o risco de ficarmos com o mesmo governo ou pior.

Não podíamos passar a data do 25 de Abril, dia que nos foi concedida a liberdade, sem deixar de lhe fazer uma referência. Além de ser um dia em que o povo saiu à rua e se manifestou de uma forma incrível apoiando os militares de Abril, também nós, nos sentimos felizes por fazer parte dessa mole humana indiscritível. Ah! Se os jovens, mulheres e homens, hoje com 40 anos, soubessem como vivíamos antes de 25 de Abril, certamente que teríamos cidadãos mais politizados e que dariam mais importância às políticas e políticos que defenderam e defendem os valores de Abril.
Viva o 25 de Abril. Hoje e sempre!

Política do “Bota abaixo”. Quem se lixa é o mexilhão!…

O país está farto e os portugueses cansados das brincadeiras, das jogadas e das irresponsabilidades dos políticos de agora que um saudoso e brilhante advogado – Carlos Candal – tratava por rapazinhos. Na verdade, é por demais evidente que o governo de Luís Montenegro estava a operar transformações qualitativas importantes para a vida dos portugueses tomando medidas que, ao longo de oito anos, os socialistas não conseguiram concretizar apesar de, repetidamente, o prometerem.

Vamos ter novas eleições legislativas e porquê?

Apenas e tão só porque o menino Pedro Nuno Santos e a sua dama de honor, Alexandra Leitão, não aprenderam nem conhecem outra forma de atuar que não seja a do tacticismo de um “bota abaixo” sem precedentes. Se papéis desses fossem corporizados como também o são, por Ventura ou Mariana Mortágua, ninguém ficaria surpreendido; agora por alguém que sonha ser um dia Primeiro Ministro de Portugal, é triste, lamentável e vergonhoso. Para todos esses meninos de coro que fazem da política a sua profissão, devia haver sobremaneira uma preocupação dominante: Portugal, os portugueses e a situação internacional. Pode ser que o povo português esteja desperto, reflita, seja fino e lhe dê a resposta que merecem. Não se pode brincar com coisas sérias nem mesmo quando se é pequenino.


É verdade que Luís Montenegro podia ter sido mais esclarecedor e as suas respostas mais pormenorizadas e céleres mas convenhamos que fossem elas quais fossem jamais seriam satisfatórias para socialistas, bloquistas ou “venturistas”. O objetivo desses políticos que há muito escolheram a atuação pautada pelo “bota abaixo”, é desgastar, atropelar e bloquear os governos que produzem, agem e trabalham por Portugal e pelos portugueses. Não, senhor Pedro Nuno Santos, assim nunca lá chega! Os portugueses sabem bem o que querem para si e para o país. Razão tinha o dr. António Costa quando, com o saber e a habilidade política, que se lhe reconhecem, o “esfrangalhou” nas eleições para Secretário-geral do Partido Socialista.


Se os procedimentos de Luís Montenegro são legais, que mais é preciso? Saber a cor dos vestidos da mulher ou o nome das namoradas dos filhos? Vamos ser sérios e reconhecer o trabalho do governo! Se aos jornalistas dá uma onda para levantar o véu da vida de muitos dos políticos da Assembleia da República e das Câmaras Municipais o país vai ficar atónito! E depois, senhores Pedro Nuno Santos, Ventura e Mariana Mortágua? “Quod tibi non vis alteri ne facias” – “Não faças a outrem o que não queres que te façam”.

“Uma viagem pela Semana Santa”

Na Sociedade Musical Estrela da Beira, a Semana Santa é um marco importante na nossa época musical, trabalharmos deste novembro com esta meta em mente e ocupamos muitos ensaios a otimizar o máximo possível o repertório para esta altura do ano.

Este ano, pela primeira vez, pensamos, criamos, aprimoramos, refinamos e executamos o nosso primeiro concerto de Semana Santa. Foi apresentado, no passado dia 13 de abril, que foi o primeiro dia de Semana Santa, o Domingo de Ramos. Sabendo que a música tem uma capacidade única de transmitir emoções e criar laços profundos entre as pessoas, apresentámos temas que representassem os sentimentos e eventos marcantes da Semana Santa, deixamos aqui um pequeno resumo para quem não pôde estar presente:

Domingo de Ramos, a marcha “Era uma vez”, de Mike Garcia, alterna temas alegres – que espelham a euforia popular – e sombrios, que prenunciam a Paixão de Cristo. Os trompetes simbolizam a esperança da multidão em Jesus, e o tema repetido oferece um “raio de luz” nos momentos mais escuros, culminando num motivo final que antevê a ressurreição.

Segunda-feira Santa, a Saudação à Senhora da Hora de Nogueira, de Fernando F. Costa (há mais de 50 anos), a solenidade e majestade convidam à introspeção e à purificação do coração, preparando-nos para os mistérios que se aproximam e renovando o compromisso com o Evangelho.

Terça-feira Santa, Em Spiritus Sanctus, Carlos Almeida, maestro e colaborador de bandas portuguesas, apresenta uma marcha de rica melodia e harmonia, elevando o espírito e convidando à contemplação da mensagem de Cristo.
Quarta-feira Santa, a marcha Nirodha – Em Memória de Hélder Fernandes, de Rogério Barros, envolve-nos numa melancolia profunda. O nome (que significa cessação do sofrimento) evoca a dor da separação e a esperança de reconciliação, recordando-nos o sofrimento de Jesus e a promessa de redenção.

Quinta-feira Santa, La Cruz Divina, de Manuel Castrejón Navarro, dedicada à Cofradía de la Santa Vera Cruz de Salamanca, transporta-nos pela solenidade do sacrifício de Cristo, convidando-nos a renovar o amor e o serviço ao próximo, ao ritmo dos ecos da “Cruz divina”.

Sexta-feira Santa, Duas marchas – Mater Mea (Ricardo Dorado Jaineiro) e Soledad Franciscana (Abel Moreno Gómez) – unem emoção profunda e ritmo marcante para nos acompanhar no caminho de dor de Jesus, expressando a perda e a esperança de redenção.

Sábado Santo, em Mi Amargura, de Víctor M. Ferrer Castillo, a melodia melancólica, porém esperançosa, reflete a tristeza do dia e a promessa de vida. O solo de saxofone alto, repetido e enriquecido, culmina numa conclusão poderosa de devoção.

Domingo de Páscoa, “Nostalgia Eterna”, de Rubén Bustos Romero, celebra a ressurreição com música vibrante, exaltando a alegria, a renovação da fé e a vitória da vida sobre a morte. E assim se fez uma viagem musical pelo que iria ser a semana santa.

A nossa banda ainda se deslocou até Salamanca para participar na Semana Santa de Salamanca a pedido da confraria de La Vera Cruz, mas devido às contrariedades meteorológicas não foi possível começar a procissão.
E, finalmente, terminámos a Semana Santa com a tradicional Procissão da Páscoa que é um serviço que a nossa Banda oferece à Povoação, uma tradição que já é muito longínqua.

O Papa, o apagão e a saúde

Acontecimentos internacionais, nacionais e locais de grande importância marcaram os, podemos dizer, últimos dias.

A nível internacional o destaque não pode deixar de ir para o falecimento do Papa Francisco, o grande e corajoso Senhor da Igreja, Senhor no sentido da dignidade do adjetivo e Igreja no sentido de comunidade cristã e católica. Se em três questões sempre polémicas – no melhor sentido da expressão – o Papa Francisco se manteve fiel ao conservadorismo da Igreja Católica e do Vaticano (o matrimónio dos padres, o aborto e a eutanásia), todo o seu percurso e todo o seu mandato foi marcado pela expressão verbal e de atos de simbologia impressiva sempre conotados com a defesa da humildade, dos carenciados, dos menos favorecidos, da não discriminação em toda a sua extensão, do apelo à paz, à defesa do ambiente, dos migrantes, etc. O “mandato” do Papa Francisco foi consideravelmente inclusivo e quase sempre cirúrgico nas mensagens quando se deslocava ao exterior. Foi Grande na atitude e Forte na mensagem.

O “apagão” do dia 28 de abril marcou o dia de forma negativa a nível nacional. Demonstrou que o País não estava – e não estará ainda – preparado para este e outros eventos semelhantes que originam a paralisação das organizações e despertam alarmismo na população. É prevenindo que se minimizam as consequências das crises. A falta de eletricidade evidenciou a extrema dependência relativamente à eletricidade, claro, o que é normal, mas expôs, também, a necessidade de se anteciparem os cenários, ou seja, “prever para prover”. Na prática, o que é necessário é antecipar riscos e minimizar efeitos. Trata-se de prevenir com antecipação, dotando os organismos e operadores de meios alternativos à eletricidade, ou de meios que possam produzir eletricidade, como os geradores e começar a pensar seriamente no investimento em painéis solares com acumuladores de energia. Em Seia consta que os geradores a combustível “despareceram” dos stocks de quem os vendia num ápice, tendo a procura sido muito acentuada. A agravar o contexto que se vivia, as inúmeras informações que os meios de comunicação social iam passando e em que eram feitas afirmações preocupantes sobre o que se estava a passar e sobre a duração eventualmente prolongada do “apagão”, provocou uma corrida desenfreada das populações de todo o país aos supermercados que poderia ter sido evitada se o governo tivesse tido uma atuação diferente da que teve durante todo o processo, informando e esclarecendo, o mais possível, e contrariando as informações que eram transmitidas por entidades não oficiais e que despoletaram alarmismo nas populações.

Por cá vamos tendo algumas novidades no setor da saúde, com a proximidade da reabertura do “restaurado” Centro de Saúde de Seia. Parece que o serviço terá uma estrutura diferente e redimensionado de forma diferente da que existe. O poder político local deverá estar muito atento aos recursos humanos no setor da saúde no território, quem o vai gerir e não enveredar apenas pelo entusiasmo e vaidade da inauguração de mais um edifício na cidade e concelho. É que não é só no País que a saúde não vai bem. Em Seia também não anda tudo bem. E há responsáveis pelo “mau andamento” que não podem nem devem ser premiados(as) sem o merecerem. Situações, de resto, denunciadas na última Assembleia de Freguesia da União de Freguesia de Seia, São Romão e Lapa dos Dinheiros.

A FELICIDADE no Trabalho: Perspetiva de um Enfermeiro

Por Hugo Correia – Enfermeiro e Presidente do Conselho Jurisdicional da Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros

A busca pela felicidade no trabalho é uma preocupação crescente em todas as profissões, e na enfermagem, esta temática adquire contornos ainda mais relevantes. Para nós, Enfermeiros, a satisfação profissional não se traduz apenas num salário justo, mas envolve uma combinação de fatores que vão desde o ambiente de trabalho até o reconhecimento da nossa dedicação.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a satisfação no trabalho está diretamente relacionada à qualidade do cuidado que proporcionamos aos nossos utentes. Como enfermeiro, sinto que a felicidade no exercício da minha profissão resulta em um círculo virtuoso: um cuidado realizado com entusiasmo gera utentes mais satisfeitos e, consequentemente, alimenta a nossa própria realização profissional.

Comparando a felicidade no trabalho entre enfermeiros portugueses e aqueles que decidiram emigrar, percebe-se uma diferença notável nas perceções. Muitos enfermeiros em Portugal enfrentam desafios como a sobrecarga de trabalho, a falta de recursos e a escassez de pessoal. Estas condições nem sempre propiciam um ambiente de trabalho que favoreça a felicidade. Vários colegas expressam, em conversas informais, que a paixão pela profissão se esvai face a um sistema que, por vezes, não valoriza adequadamente os seus esforços.

Em contraste, muitos enfermeiros emigrados relatam experiências positivas. Em países como o Reino Unido ou a Alemanha, encontram-se frequentemente condições de trabalho mais dignas, reconhecimento profissional e oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional. Como afirma a Comissão de Trabalhadores de Saúde da Europa, “A felicidade no trabalho é fundamental para a retenção de talento na saúde, e o reconhecimento das nossas competências é um motor essencial para a satisfação”.

É fundamental que tanto os gestores/decisores da saúde em Portugal como os próprios profissionais de Enfermagem se unam na busca por um ambiente de trabalho que valorize a felicidade. Investir em bem-estar, formação contínua e reconhecimento é essencial. Como enfermeiros, devemos lutar por melhores condições laborais, mas ao mesmo tempo, cultivar um espírito positivo e colaborar uns com os outros, independentemente do local onde exercemos a nossa profissão. Afinal, a verdadeira felicidade no trabalho reside no cuidado que oferecemos e na comunidade que construímos ao nosso redor.

O KIT DE SOBREVIVÊNCIA: ADAPTAÇÃO PARA FAMÍLIAS COM CÃES E/OU GATOS

Devido aos recentes acontecimentos, muito se tem falado da preparação de um kit de sobrevivência. Estarmos preparados para situações de emergência é essencial para garantir a segurança e bem-estar da comunidade, que pode e deve começar nas nossas casas. O facilitismo com que aprendemos a viver afastou-nos deste tipo de preparação, mas faz todo o sentido. Preparar um kit de emergência familiar não é alarmismo, é uma forma de apostarmos na preparação e prevenção, para qualquer tipo de eventualidade, como tempestades, incêndios, falhas de energia, terramotos, entre outros. Aqui vos deixo um guia prático e adaptado a famílias multi-espécies, ressalvando que as necessidades individuais dos animais devem obviamente ser levadas em conta também neste kit:

Água e comida

  • Água potável: Pelo menos 1 litro por dia por animal (mínimo para 3 dias).
  • Ração: Porções individuais em sacos vedados ou potes herméticos.
  • Comedouro e bebedouro dobrável: Leves e fáceis de guardar.

Documentos e identificação

  • Boletim de vacinação ou passaporte: Em cópia física e digital.
  • Foto atual do animal: Para identificação, caso ele se perca.
  • Coleira com placa de identificação: Nome do animal, do tutor e telefone.
  • Registo médico detalhado: contendo alergias existentes, historial médico e doenças relevantes.
  • Contactos de emergência do médico veterinário habitual e do mais próximo.

Medicações e primeiros socorros

  • Medicação que o animal tome regularmente.
  • Kit de primeiros socorros (assunto já explorado numa edição anterior do jornal).

Higiene

  • Sacos plásticos: Para recolher fezes.
  • Tapetes higiénicos, resguardos ou jornal.
  • Pano ou toalha de uso exclusivo do animal.
  • Areia para gato.

Abrigo e transporte

  • Caixa transportadora ou mochila apropriada.
  • Cinto de segurança adaptado.
  • Cobertor ou manta.
  • Casinha dobrável ou lona para proteger o animal do frio e da chuva.
  • Brinquedos e/ou manta preferida: para conforto e apoio emocional.

Lembre-se: mantenha o kit pronto e acessível.
Verifique a validade dos alimentos e medicamentos regularmente e mantenha a calma: a calma não é ausência de preocupação, mas a capacidade de não deixar que o medo ou a ansiedade dominem as nossas ações. Em caso de dúvida, contacte-me através do email ritam_costper@hotmail.com ou nas redes sociais @beehaviourbyritapereira

“Quem sou eu?”

Vivemos num mundo acelerado e com ritmos intensos. Queixamo-nos, frequentemente, da falta de tempo, da necessidade de cumprir rotinas, de desempenhar diferentes papéis, atender a expectativas e, raramente, paramos para pensar: Quem sou eu?

Muito se fala de autoconhecimento, mas poucos são aqueles que se conhecem.
A verdade é que o autoconhecimento pode ser uma ferramenta que pode mudar a tua vida!

O autoconhecimento é a capacidade para olharmos para nós próprios, com curiosidade e humildade. Esta capacidade permite-nos perceber o que sentimos, o que pensamos e como reagimos em determinadas circunstâncias. Envolve identificar características, pontos fortes, pontos fracos, valores, limites e necessidades.
Quanto melhor nos conhecermos, mais satisfeitos estaremos connosco e com a vida em geral.

  • Quando identificamos os nossos valores, tomamos decisões alinhadas com os mesmos, evitando arrependimentos ou decisões baseadas na opinião dos outros e no que pensamos que os outros pensam sobre nós!
  • Quando identificamos os nossos limites comunicamos com maior clareza e isso melhora os nossos relacionamentos sociais e profissionais!
  • Quando identificamos as nossas características e reconhecemos padrões de comportamento, conseguimos, aos poucos, alterá-los com vista a comportamentos mais funcionais e adaptativos!
  • Quando nos conhecemos melhor, conseguimos, com maior facilidade, reconhecer as nossas emoções, dar-lhes um nome e geri-las!
  • O autoconhecimento não é um destino. É antes um caminho a percorrer, um caminho constante de evolução e conhecimento. Quanto mais nos conhecemos mais livres nos tornamos, mais escolhas conscientes faremos e menos atenção damos a opiniões alheias.
    Posto isto: Quem és tu?

A Importância da Cobertura Audiovisual na Valorização dos Eventos Locais

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Por Afonso Nascimento, Produtor de Audiovisuais

Independentemente da dimensão ou natureza de um evento, investir numa cobertura audiovisual profissional é, nos dias de hoje, uma decisão estratégica com benefícios duradouros.

O audiovisual tem o poder de eternizar momentos, captar emoções e transformar experiências vividas em conteúdos envolventes que perduram no tempo.

Num evento, o trabalho de um videógrafo vai muito além de apontar uma câmara e carregar no botão de gravação. É um exercício de atenção, sensibilidade e narrativa visual. Captamos expressões, gestos e pequenos detalhes que, na maioria das vezes, escapam ao olhar comum, mas que são essenciais para transmitir ao público as sensações de quem ali esteve — criando memórias e alimentado o desejo de participar numa próxima edição.

Um bom vídeo transforma-se numa montra promocional de excelência. É possível revelar a beleza dos lugares, a riqueza das tradições, a alma das pessoas e a vibração de uma comunidade.

Esta é, sem qualquer dúvida, uma ferramenta poderosa para valorizar eventos, promover localidades e atrair novos visitantes, especialmente no contexto das regiões do interior de Portugal, tantas vezes esquecidas, mas repletas de património, identidade, cultura e tradições.

Num mundo onde a imagem é rei e o digital dita o ritmo da comunicação, o vídeo tornase a chave para dar visibilidade a territórios e acontecimentos. Se queremos que um evento se torne conhecido, que conquiste credibilidade e desperte o interesse do público, a aposta na promoção audiovisual não é apenas importante — é essencial!