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Neve e mau tempo – Guarda encerra escolas esta sexta-feira e ativa sala de situação

O Município da Guarda decidiu suspender as atividades letivas nos principais agrupamentos e institutos da cidade. A Proteção Civil alerta para a queda intensa de neve a partir das 08h00 de amanhã e recomenda que se evitem deslocações desnecessárias.

O agravamento das condições meteorológicas levou o Município da Guarda a determinar o encerramento de vários estabelecimentos de ensino durante o dia de amanhã, sexta-feira, 23 de janeiro. A decisão surge após uma reunião de emergência realizada esta tarde entre a autarquia e as forças de segurança e socorro.

Escolas encerradas

A suspensão das aulas abrange os seguintes estabelecimentos:
Agrupamentos de Escolas Afonso de Albuquerque e da Sé;
Escola Regional Dr. José Dinis da Fonseca;
Instituto Politécnico da Guarda (IPG).

Segundo o vice-presidente da Câmara, António Fernandes, responsável pelo pelouro da Proteção Civil, a medida é preventiva. As previsões apontam para queda de neve intensa a partir das 08h00 de amanhã, o que poderia comprometer a segurança no regresso a casa dos alunos e profissionais de educação ao final do dia.

Monitorização em tempo real

Para fazer face ao alerta, foi criada uma Sala de Situação nas instalações da Câmara Municipal. Esta estrutura irá funcionar em permanência para monitorizar as condições meteorológicas e coordenar a resposta a eventuais ocorrências, garantindo a articulação entre os Bombeiros, PSP, GNR e Proteção Civil.
O distrito da Guarda estará sob Aviso Laranja entre as 21h00 de hoje e as 09h00 de sábado, prevendo-se vento forte e neve em cotas que podem baixar até aos 600 metros de altitude.

Recomendações e segurança rodoviária

A Proteção Civil Municipal apela à população para que evite circular de automóvel, a menos que seja estritamente necessário. Caso a circulação seja inevitável, as autoridades recomendam o uso de veículos com tração integral e o porte de correntes de neve.

Corredores prioritários na cidade

Para além da VICEG (Circular Externa), recomenda-se a utilização do eixo principal que atravessa as avenidas Dr. Francisco Sá Carneiro, Monsenhor Mendes do Carmo, Cidade de Safed, Cidade de Béjar, Cidade de Watterbury e Cidade de Salamanca, bem como a Rua António Sérgio.

Atenção na VICEG:

Os condutores devem manter sempre livre a faixa da esquerda para a passagem de veículos de emergência e limpa-neves.

Contactos de Emergência

Em caso de perigo ou dificuldades na circulação, os cidadãos devem utilizar os seguintes números diretos:
965 920 678
271 220 262

Proteção Civil emite aviso à população. Depressão INGRID traz neve, chuva forte e vento às Beiras e Serra da Estrela

O Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela (SALOC) alerta para o agravamento severo das condições meteorológicas a partir de hoje. Esperam-se acumulações de neve até 30 cm nas zonas altas e risco de cheias.

 A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) emitiu um aviso de alerta à população devido aos efeitos da depressão INGRID, que irá fustigar Portugal continental nos próximos dias. De referir que o dispositivo de emergência das Beiras e Serra da Estrela está em prontidão para enfrentar episódios de queda de neve, vento forte e precipitação intensa.

Neve e gelo: o alerta para as terras altas

Para a região Centro e Norte, a previsão aponta para queda de neve já esta sexta-feira, 23 de janeiro.
A neve deverá cair acima dos 600 a 800 metros, podendo descer pontualmente aos 400 metros no final da tarde de amanhã.
São esperadas acumulações de até 5 cm acima dos 600 metros e entre 20 a 30 cm acima da cota dos 800 metros até à manhã de sábado, dia 24.
O aviso destaca o perigo de piso escorregadio e formação de gelo, apelando a que se evite a circulação em vias afetadas pela neve.
Recomendações da Proteção Civil
O Comando Sub-Regional reforça a necessidade de adoção de medidas preventivas por parte dos cidadãos:

  • Reduzir a velocidade, garantir que os sistemas de aquecimento do veículo funcionam e levar correntes de neve.
  • Em caso de viagens necessárias, assegurar o abastecimento de combustível e levar alimentos e medicamentos adequados.
  • Evitar viajar com crianças, idosos ou pessoas com necessidades especiais nas vias afetadas pela neve.
  • Não atravessar zonas inundadas e garantir a fixação de estruturas soltas (andaimes ou placards).

A Proteção Civil aconselha a população a acompanhar as atualizações meteorológicas no site do IPMA e a respeitar rigorosamente as indicações das Forças de Segurança

Tempestade Ingrid obriga a antecipar regresso dos alunos em zonas críticas de Seia

A descida acentuada da cota de neve para os 450 metros levou a Câmara Municipal de Seia a tomar medidas preventivas para garantir a segurança no transporte escolar.

​A passagem da tempestade INGRID pelo território nacional está a colocar, também, o concelho de Seia em alerta. Face ao agravamento severo das condições meteorológicas previsto para a madrugada e manhã desta sexta-feira, a Direção do Agrupamento de Escolas Dr. Guilherme Correia de Carvalho emitiu um aviso urgente aos encarregados de educação.

​De acordo com o alerta da Proteção Civil Municipal, espera-se que a cota de neve desça até aos 450 metros, o que poderá comprometer a circulação rodoviária nas zonas mais altas e periféricas do concelho.
​Como medida de precaução, a Câmara Municipal de Seia determinou que todos os alunos residentes nas zonas mais críticas deverão regressar às suas habitações mais cedo. O transporte será assegurado pelo horário da carreira pública das 13h00.

​Localidades abrangidas

​A medida afeta as seguintes aldeias e freguesias:

​Zona Alta: Aldeia da Serra, Senhora do Espinheiro, Sabugueiro, Póvoa Velha, Póvoa Nova e Vales.

​Vertente de Loriga e Vide:

Lapa dos Dinheiros, Valezim, Sazes, Cabeça, Loriga, Vasco Esteves, Alvôco da Serra, Teixeira e Vide.

​Zona de Sandomil:

Corgas, Cabeça de Eiras e Sandomil.

​Apelo aos pais e encarregados de educação

​A direção do Agrupamento, solicita a colaboração das famílias para garantirem que os alunos tenham alguém à sua espera no momento da chegada.

​A direção alerta ainda para a imprevisibilidade da tempestade, sublinhando que as medidas agora anunciadas podem ser alteradas a qualquer momento. Recomenda-se a consulta regular do e-mail institucional e da página oficial da escola para atualizações de última hora.

Seia acolheu sessão de esclarecimento sobre o combate ao tráfico de seres humanos

Iniciativa decorreu na Casa Municipal da Cultura e alertou para os sinais de exploração e mecanismos de proteção às vítimas.

A Casa Municipal da Cultura de Seia foi palco, esta tarde, de uma sessão de esclarecimento dedicada à prevenção e intervenção no Tráfico de Seres Humanos (TSH). A iniciativa reuniu técnicos de intervenção social, forças de segurança e cidadãos numa frente comum contra aquela que é considerada uma das mais graves violações dos direitos fundamentais no mundo moderno.
Sob o mote “Prevenção e Intervenção”, o encontro focou-se na capacitação da comunidade para identificar sinais de alerta que muitas vezes passam despercebidos. De acordo com as especialistas presentes pertencentes às Equipas Multidisciplinares Especializadas de Assistência a Vítimas de Tráfico de Seres Humanos (EME) da região centro, da Associação para o Planeamento da Família (APF), o tráfico de seres humanos manifesta-se de formas subtis, escondendo-se frequentemente sob a capa da exploração laboral, exploração sexual ou mendicidade forçada.

Os quatro pilares de intervenção

Durante a sessão foi referido que o combate a este crime global exige uma abordagem multidisciplinar e uma vigilância ativa por parte de todos os agentes da sociedade. De referir que o tráfico de seres humanos continua a ser uma das violações mais graves dos direitos fundamentais, frequentemente escondida sob a aparência de legalidade ou em locais de difícil acesso. No centro da estratégia de combate a este fenómeno em Portugal, destaca-se a atuação da EME que opera sob quatro pilares fundamentais para garantir a proteção das vítimas e a punição dos agressores.
A eficácia da EME reside numa estratégia estruturada que acompanha a vítima desde o primeiro contacto até à sua plena recuperação e reintegração. Para tal, o trabalho que desenvolver assenta em quatro pilares de atuação: a sensibilização, com ações preventivas junto da comunidade e de grupos vulneráveis para informar sobre os métodos de recrutamento e os direitos das vítimas; a sinalização que é o momento em que se deteta uma potencial situação de exploração, seja através de denúncias ou de fiscalizações no terreno; a Identificação, que é o processo formal de reconhecimento da pessoa como vítima de tráfico, garantindo-lhe acesso imediato a proteção jurídica e social e a reintegração, em que o apoio terá de ser contínuo para que o indivíduo possa reconstruir a sua vida, seja através do retorno seguro ao país de origem ou da integração na sociedade de acolhimento.

O medo não pode travar a denúncia: a garantia do anonimato

Um dos maiores obstáculos ao combate a este crime é o receio de represálias. Muitas pessoas testemunham situações suspeitas — em explorações agrícolas, estaleiros ou estabelecimentos de diversão noturna — mas hesitam em reportar por medo de vingança por parte das redes criminosas.
É fundamental esclarecer que as autoridades garantem o total anonimato de quem sinaliza. A denúncia serve como o “alerta” necessário para que as equipas especializadas possam investigar e agir, sem nunca expor a identidade do denunciante. A segurança da fonte é um princípio inegociável para garantir que o silêncio não se torne cúmplice da exploração.

Um crime punível por lei

O tráfico de seres humanos não é apenas uma questão social; é um crime severo previsto no sistema jurídico português. Segundo o Artigo 160.º do Código Penal, quem recrutar, transportar ou alojar pessoas recorrendo à violência, ameaça ou engano para fins de exploração (seja laboral, sexual ou outra), incorre em penas de prisão que podem chegar aos 12 anos.
A lei é clara: a dignidade humana não tem preço e a exploração do próximo é punível com todo o rigor do Estado.

Como ajudar

Uma suspeita de situação de exploração, não pode ser ignorada. A sua sinalização pode ser o único caminho para a liberdade de alguém. Para tal, em caso de suspeita, deve-se contactar as autoridades locais ou as linhas de apoio especializadas com a garantia de que identidade será preservada.

Com esta iniciativa, Seia reafirma o seu compromisso na proteção das populações mais vulneráveis, lembrando que a informação é a primeira e mais eficaz barreira contra o tráfico humano.

Seia promove sessão de esclarecimento sobre o Tráfico de Seres Humanos

​Iniciativa na Casa Municipal da Cultura pretende sensibilizar a comunidade para a prevenção e as formas de intervenção neste crime global

​A cidade de Seia recebe, hoje, uma sessão de informação dedicada ao Tráfico de Seres Humanos (TSH). O evento terá lugar na Casa Municipal da Cultura, com início marcado para as 14h30.
​Sob o mote “Prevenção e Intervenção”, a sessão visa capacitar profissionais e cidadãos comuns para a identificação de sinais de alerta e para o conhecimento dos mecanismos de apoio às vítimas. O tráfico de seres humanos é uma violação grave dos direitos fundamentais e, muitas vezes, manifesta-se de formas subtis através da exploração laboral, sexual ou mendicidade forçada.

​A iniciativa conta com o apoio do Município de Seia e de redes especializadas, como a Rede Regional do Centro de Apoio e Proteção a Vítimas de Tráfico de Seres Humanos (RRCAPVTSH). A presença destas entidades reforça a importância de uma abordagem multidisciplinar e de proximidade no combate a este fenómeno.

A sessão é aberta à comunidade em geral, técnicos de intervenção social e forças de segurança.

Mêda – Detido por caça em área de proteção

O Comando Territorial da Guarda, através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) do Destacamento Territorial de Pinhel, deteve, no dia 17 de janeiro, um homem de 58 anos por caça em área de proteção, no concelho da Mêda.

No decorrer de uma ação de fiscalização ao exercício do ato venatório, destinada à prevenção, deteção e repressão de situações de caça fora das normas legalmente estabelecidas, os elementos do SEPNA verificaram que o suspeito exercia o ato venatório em área de proteção, nomeadamente a menos de 250 metros de habitações residenciais.

No âmbito das diligências policiais, o suspeito foi detido, tendo sido ainda apreendido diversos materiais: carta de caçador; livrete de manifesto de arma; uma caçadeira; três cartuchos carregados com bala e uma bolsa, para acondicionamento a arma e o respetivo cadeado.

O detido foi constituído arguido, e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Vila Nova de Foz Côa.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) relembra que existem áreas de proteção onde o exercício da caça é interdito, devido ao risco que pode representar para a vida, saúde ou tranquilidade das pessoas, ou pela possibilidade de causar danos materiais. Entre estas áreas incluem-se: praias de banho e respetivos terrenos adjacentes; terrenos adjacentes de estabelecimentos como escolas, hospitais, prisões, lares de idosos, de proteção à infância, instalações militares ou de forças de segurança, entre outros serviços sensíveis; infraestruturas como estações radioelétricas, faróis, portos marítimos e fluviais, aeroportos, instalações turísticas, parques de campismo e desportivos; instalações industriais e de criação animal, bem como terrenos circundantes a estas áreas, numa faixa de 500 metros de proteção; povoados, numa faixa de proteção de 250 metros; vias de comunicação, incluindo estradas nacionais (EN), itinerários principais (IP), itinerários complementares (IC), autoestradas, estradas regionais das Regiões Autónomas (ER) e linhas de caminho de ferro, numa faixa de proteção de 100 metros.

O cumprimento destas medidas é essencial para garantir a segurança e o bem-estar da população e a proteção dos bens e infraestruturas.

A Guarda Nacional Republicana, através do Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), tem como preocupação diária a proteção ambiental e dos animais. Para o efeito, poderá ser utilizada a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520), funcionando em permanência para a denúncia de infrações ou esclarecimento de dúvidas.

Santa Casa da Misericórdia de Seia iniciou projeto “ImpulsionaMente” para intervenção no Défice Cognitivo Ligeiro

A Misericórdia de Seia deu início ao “ImpulsionaMente – Intervenção no Défice Cognitivo Ligeiro”, um novo projeto integrado na valência Cuidar em Demência, dirigido a pessoas com 55 ou mais anos que apresentem Défice Cognitivo Ligeiro (DCL) ou se encontrem em fases iniciais de demência, com intervenção gratuita.

O “ImpulsionaMente” tem como objetivo geral melhorar a qualidade de vida e o apoio social das pessoas com DCL, apostando na deteção precoce, na intervenção cognitiva e psicológica e no reforço da literacia em saúde, promovendo um envelhecimento mais ativo e com maior bem-estar.

O projeto é desenvolvido por uma equipa multidisciplinar, integrando profissionais das áreas da Psicologia, Fisioterapia, Terapia da Fala, Animação Sociocultural e Serviço Social, assegurando uma intervenção abrangente, especializada e ajustada às necessidades individuais de cada pessoa.

Entre os seus objetivos específicos, destacam-se a deteção e sinalização, na comunidade, de casos de declínio cognitivo ligeiro e de sintomatologia depressiva e ansiosa associada; a intervenção no DCL, com vista a retardar a sua evolução; a redução do impacto da sintomatologia emocional no funcionamento cognitivo; a promoção da manutenção e/ou melhoria da qualidade de vida e o aumento da literacia em saúde psicológica e cognitiva, junto das pessoas com diagnóstico, das suas famílias e da comunidade em geral.

Com este projeto, a Misericórdia de Seia reforça o seu compromisso com a intervenção precoce na demência, a proximidade à comunidade e a criação de respostas especializadas, humanizadas e baseadas em evidência científica.

Para obter mais informações sobre o “Impulsionamente”, deverá contactar a equipa da valência Cuidar em Demência através do e-mail cuidaremdemencia@misericordiadeseia.pt ou do número 963 684 950. Projeto apoiado pela Portugal Inovação Social 2030, através de Fundos da União Europeia.

ULSG e CIMRBSE reúnem-se para alinhar estratégia de saúde na região

A Unidade Local de Saúde da Guarda (ULSG) e a Comunidade Intermunicipal Região Beiras e Serra da Estrela (CIMRBSE) deram um passo importante na articulação regional com a realização da primeira reunião de trabalho entre as respetivas lideranças. O encontro, que decorreu na passada sexta-feira, juntou Rita Teimão Figueiredo, Presidente do Conselho de Administração da ULSG, e Carlos Condesso, Presidente da CIMRBSE.

O encontro serviu para definir as linhas mestras da política de saúde para os concelhos que integram a CIMRBSE. Em cima da mesa estiveram os objetivos estratégicos da ULS da Guarda, com um foco particular no processo de transferência de competências para os órgãos municipais e entidades intermunicipais, uma reforma central na gestão pública da saúde em Portugal.

Um dos pontos centrais da agenda foi a discussão do Plano Local de Saúde, que deverá servir de alicerce para a futura Estratégia Supramunicipal de Saúde. Esta abordagem visa garantir que os cuidados prestados não sejam apenas hospitalares, mas sim integrados e adaptados às especificidades geográficas e demográficas do território das Beiras e Serra da Estrela.

Esta reunião reforça o compromisso da ULS da Guarda com a cooperação estratégica com os municípios, promovendo uma abordagem centrada no território e, acima de tudo, nos utentes.

Com esta iniciativa, ambas as entidades pretendem consolidar uma frente comum para enfrentar os desafios da saúde no interior do país, garantindo uma gestão mais eficiente de recursos e uma resposta mais ágil às necessidades da população local.

Crónica de uma primeira volta anunciada

Tenho lido, com particular deleite, as mais variadas análises aos resultados destas presidenciais. Algumas são exercícios de ginástica argumentativa dignos de medalha olímpica. Há quem veja nestes números um “crescimento da esquerda” — presumo que estejam a usar uma lupa, ou talvez um microscópio eletrónico. O resultado total de toda a esquerda, totaliza cerca de 35% dos votos nesta primeira volta.

Outros, num registo mais dramático, apressam-se a decretar o fim do PSD, como se o resultado de Marques Mendes tivesse provocado um terramoto político de escala bíblica, com direito a pragas, trombetas e queda imediata das muralhas da sede nacional.

Comecemos então pela esquerda. Mas não por qualquer esquerda — pela esquerda à esquerda do PS, esse espaço ideológico onde a realidade raramente entra sem pedir desculpa.

O Bloco de Esquerda decidiu reciclar Catarina Martins, um dos seus pesos pesados — e quando digo “peso pesado” refiro-me mais ao tempo de antena acumulado do que à capacidade de tração eleitoral. O resultado foi edificante: 2,06%, ou 116 303 votos. Para termos um termo de comparação minimamente humilhante, em 2021 a candidata bloquista Marisa Matias tinha obtido 3,95% (164 741 votos) e, em 2016 — atenção a este pormenor delicioso — chegara aos 10,12%, com 469 582 votos. Ou seja, em menos de uma década, o Bloco conseguiu transformar uma força política de dois dígitos num partido de rodapé estatístico. Isto já não é apenas uma derrota estrondosa; é uma espécie de dieta eleitoral forçada, onde a cada eleição o partido perde mais uns quilos de votos, até ficar reduzido a um esqueleto ideológico a acenar bandeiras para si próprio.

O Partido Comunista Português também decidiu ir buscar uma das suas figuras mais reconhecíveis. António Filipe, homem sério, postura institucional, discurso articulado — admito sem dificuldade que há nele um certo estilo antigo com o qual até partilho alguma afinidade. O problema é que a afinidade termina exatamente aí. Tudo o que António Filipe defende no plano ideológico é, em 2026, indefensável para qualquer democrata que não esteja preso num calendário parado em 1974. O resultado foi tão previsível quanto pedagógico: 1,64%, ou 92 589 votos. Em 2021, João Ferreira ainda tinha conseguido 4,32% (180 518 votos). Em 2016, o PCP apresentou o praticamente desconhecido Edgar Silva e, mesmo assim, obteve 3,95% (183 009 votos). Ou seja, nem com figuras respeitáveis, o PCP conseguiu evitar a trajectória descendente.

E depois há o Livre. Ou melhor, houve. Porque o que se passou com o seu candidato, Jorge Pinto, já não cabe no domínio da má noite eleitoral — entra diretamente no território do constrangimento público. 0,68%, apenas 35 536 votos. Um resultado tão baixo que obriga o leitor a confirmar se não estará, por lapso, a ler a percentagem da abstenção numa freguesia remota. Para agravar a situação, Jorge Pinto ficou atrás de Manuel J. Vieira, personagem que dispensa apresentações políticas porque nunca as quis ter: candidato performativo, provocador profissional, mistura de happening artístico com exercício de liberdade absoluta. Manuel J. Vieira não faz campanhas, prometia “vinho canalizado em todas as casas”, um Ferrari para cada português, uma patinadora russa e dançarinos cubanos “para as raparigas”, tudo numa sátira escancarada à política — e, ainda assim, bateu o Livre. Isto não é apenas perder; é perder para alguém que transforma a candidatura num número de cabaré político. O resultado do Livre não é apenas mau, é aflitivo, é o ridículo do ridículo. Para se ter uma noção clara da ordem de grandeza do desastre, Jorge Pinto teve menos votos do que Vitorino Silva, o célebre Tino de Rans, que em 2021 obteve 2,94% e 122 774 votos — Tudo isto vindo de um partido que, nas últimas legislativas, tinha alcançado 4,07% e 257 273 votos. Ou seja, em poucos meses, o Livre passou de “nova esperança progressista” a nota de rodapé estatístico.

Chegados aqui, e para fechar a análise da esquerda, chegamos a António José Seguro. O grande vencedor da primeira volta. O homem que, durante meses, parecia não convencer nem o próprio Partido Socialista, acabou por convencer uma fatia considerável do eleitorado. Recorde-se que Augusto Santos Silva, destacado quadro do PS e ex-presidente da Assembleia da República, teve a delicadeza democrática de afirmar que Seguro “não cumpre os requisitos mínimos de uma candidatura” à Presidência da República. Seguro respondeu com classe: “Foi tão baixo que não merece resposta da minha parte.” Pouco tempo depois, Augusto Santos Silva declarou voto… em António José Seguro.

Uma demonstração notável de flexibilidade ideológica — ou, sendo mais rigorosos, de uma elasticidade de coluna vertebral digna de aulas de pilates político — que tão bem caracteriza certa fauna partidária.

E isto não é um pormenor. É absolutamente central para compreender o resultado de Seguro.

A esquerda, quando sente a direita mais forte, faz aquilo que sempre fez: une-se. Vem do tempo do célebre apoio de Álvaro Cunhal a Mário Soares, nas eleições em que Soares acabou por bater Freitas do Amaral; ou, mais recentemente, da engenhosa invenção da geringonça após a vitória de Passos Coelho, apenas para garantir que a direita não governava. Nada de novo, portanto.

O resultado de António José Seguro deve-se essencialmente ao voto útil de toda a esquerda, o que explica a implosão eleitoral do Livre, do PCP e do Bloco.

Os “costistas” tiveram de engolir em seco, dobrar a espinha e votar em Seguro — porque, convenhamos, se até Augusto Santos Silva votou…  Ou seja, a esquerda fez aquilo que sabe fazer melhor quando se sente ameaçada: fechou fileiras em torno de um candidato. O resultado está à vista: 31,11% e 1 754 904 votos.

Foi também uma vitória pessoal — não há como o negar. Mérito de Seguro, que soube antecipar-se às conspirações de bastidores dos notáveis “costistas”, ainda entretidos a magicar, entre si, qual seria a solução mais conveniente para representar o PS. Seguro arriscou, jogou primeiro e ganhou o xadrez interno do partido — e, por arrasto, conquistou também uma fatia substancial do eleitorado.

Isto não é um pormenor. Porque, em contraste com a esquerda — que quando pressente perigo fecha fileiras com a disciplina de um batalhão — temos a direita, que continua a comportar-se como um saco de gatos fechado a pontapé. Cada um para seu lado, unhas de fora, sem mapa e sem farol.

Tenho para mim que o principal responsável por este estado de coisas tem nome próprio: Rui Rio. Foi ele quem conseguiu a proeza histórica de liderar o Partido Social Democrata enquanto explicava, com ar sério, que o PSD afinal não era de direita — era de centro-esquerda.

Estas declarações, somadas às suas ações enquanto líder, deixaram um eleitorado inteiro órfão, desorientado e a perguntar-se: então afinal eu voto em quê?

Mais uma vez, isto não é um pormenor para interpretar os resultados destas eleições — é uma das chaves.

Curiosamente — ou talvez com a previsibilidade de um relógio avariado — muitos dos chamados “rioístas”, entre os quais Adão Silva e Paulo Mota Pinto, apressaram-se a assinar um manifesto de apoio a Henrique Gouveia e Melo. A este desfile de fragmentação juntaram-se várias figuras em modo “reforma ativa”, como Ângelo Correia, António Capucho, António Carmona Rodrigues, David Justino, Fernando Negrão, Luís Valente de Oliveira e Miguel Cadilhe, bem como a constitucionalista Teresa Violante. Até Francisco Rodrigues dos Santos, o ex-líder do CDS e seu dedicado coveiro político, sentiu o impulso irreprimível de reaparecer em cena para declarar apoio ao Almirante.

Convém ainda sublinhar um pormenor delicioso: o próprio Rui Rio assumiu o papel de mandatário nacional desta candidatura. Quando um ex-líder do PSD se presta a apadrinhar, com solenidade institucional, uma candidatura que concorre contra o candidato do seu próprio partido, não estamos perante pluralismo interno nem saudável divergência — estamos perante a mais pura e cristalina auto-sabotagem política, feita à luz do dia e sem qualquer pudor.

Foi com este lastro que Marques Mendes avançou para estas eleições: uma base eleitoral já partida à nascença, dividida entre si próprio e Henrique Gouveia e Melo. E como se isso não bastasse, viu-se ainda obrigado a disputar os restos do eleitorado com João Cotrim Figueiredo e André Ventura, ambos a operar no mesmo espaço político à direita do PS. Um cenário que não augurava nada de bom — e ao qual voltaremos, porque merece atenção própria.

Enquanto a esquerda se unia em torno de António José Seguro e os seus candidatos mais à esquerda caíam alegremente na insignificância, à direita o voto foi sendo distribuído semana após semana por quatro candidatos, como quem reparte migalhas.

Nada disto serve para desculpar Marques Mendes. O seu resultado é mau porque a sua campanha foi má. Ficou demonstrado — mais uma vez — que presidentes não se fabricam em estúdios de televisão, mesmo quando estas os embalam ao colo durante anos.

Erro crasso, quando Marques Mendes optou por não se pronunciar sobre os problemas reais da governação — em particular na saúde — para não beliscar Luís Montenegro. Ao abdicar de uma posição clara, auto-excluiu-se do debate político relevante e colocou-se voluntariamente numa zona cinzenta de irrelevância, onde já não se é alternativa, mas também não se é autoridade. E ninguém quer hoje um Presidente da República que seja apenas um yes man, um corta-fitas ou um comentador institucional de gravata posta.

O resultado foi claro: não só não conseguiu captar os votos que o Almirante foi perdendo, como ainda viu parte significativa do seu eleitorado migrar para Cotrim. Os 11,30% de Marques Mendes, correspondentes a 637.394 votos, são uma derrota pesada. Mas, acima de tudo, são o reflexo de um PSD perdido, onde nem os seus próprios ex-líderes parecem acreditar nos candidatos naturais do partido, sem estratégia e incapaz de se afirmar como aquilo que lhe era exigido — sobretudo após as últimas legislativas —: o farol da direita democrática, o grande partido agregador do centro e do centro-direita.

Esse farol apagou-se. E, como já referi, apagou-se com a água do Rio — o tal, o Rui. O resultado é um eleitorado órfão e desorientado, que olha à direita à procura de rumo, de bússola ou, pelo menos, de um poste de iluminação pública… e encontra apenas nevoeiro cerrado, apitos desencontrados e um vazio político tão profundo quanto agonizante.

Acima de Marques Mendes ficou Henrique Gouveia e Melo, com 12,32% e 695 571 votos. O candidato que se queixou das sondagens… mas que só foi candidato por causa delas.

Durante meses foi pré-anunciado vencedor, tratado como inevitável, ungido pelos estúdios de televisão e embalado por comentadores em modo vidente. Chegou-se mesmo a dizer — com uma seriedade comovente — que poderia ganhar à primeira volta. Num país onde a imprensa se entretém com cenários imaginários e analistas de pacotilha, cada vez mais afastados do jornalismo e cada vez mais próximos do entretenimento político, Gouveia e Melo apresentou-se finalmente como candidato. E a partir desse exato momento começou a perder intenções de voto. Abriu a boca… e puf.

Quanto mais se deixava ver, mais desaparecia o mito. E quando decidiu deixar-se representar por figuras como Isaltino Morais, percebeu-se que algo tinha corrido muito mal no gabinete de estratégia — se é que existia um.

Num país que se diz cansado da corrupção endémica, Isaltino Morais é tudo menos um ativo eleitoral. Dá votos em Oeiras, talvez. No resto do país, só os tira. Não sei o que lhe passou pela cabeça, mas sei o que passou pela cabeça de muitos eleitores: não, obrigado.

Depois, mesmo rodeado de apoios vindos maioritariamente do centro-direita, decidiu piscar o olho ao centro-esquerda e declarou-se “do centro pragmático”. Seja lá o que isso for. Um conceito tão vago que podia servir tanto para um presidente da República como para um gestor de condomínio. Quando não há ideologia, regra geral também não há ideias. E foi precisamente isso que se foi descobrindo sobre Gouveia e Melo: muita pose, pouca substância, nenhum rumo claro.

No fim, o seu contributo político resumiu-se a uma coisa muito concreta: fragmentar ainda mais o eleitorado da direita. Não ganhou, não agregou e não construiu alternativa. Serviu apenas como peça de dispersão num tabuleiro já caótico.

Foi neste contexto que emergiu João Cotrim Figueiredo — o candidato amado pela comunicação social. Talvez mesmo o único político português com direito a um jornal quase inteiramente dedicado à idolatria sistemática de tudo o que mexe na Iniciativa Liberal — chamemos-lhe, sem rodeios, Observador. Mérito onde ele existe: num mundo cada vez mais mediado por cliques, algoritmos e likes, dominar as redes sociais é essencial, e nesse campo Cotrim revelou-se estrategicamente irrepreensível. Percebeu aquilo que durante anos apenas André Ventura e o Chega tinham compreendido: ali há eleitorado. E investiu sem complexos. O resultado foi claro: partindo de uns modestos 4–5%, foi crescendo semana após semana, captando voto jovem e colhendo, com notável eficácia, os frutos dos sucessivos tiros nos pés que Henrique Gouveia e Melo e Marques Mendes foram dando, dia após dia.

Nas últimas três semanas de campanha, esse eleitorado órfão da direita — abandonado pelo tal farol entretanto apagado — olhou em redor à procura de orientação. Tentou perceber o que afinal defendia Gouveia e Melo e saiu ainda mais confuso; olhou para Marques Mendes e ganhou insónias; não se querendo, para já, radicalizar votando Ventura, acabou por pousar os olhos em Cotrim, como quem escolhe a opção menos inquietante do menu.

Chegou aos 16%, com 902 571 votos — muito mais do que vale a Iniciativa Liberal e, arrisco dizer, muito mais do que vale o próprio Cotrim Figueiredo. Força das circunstâncias.

Uma figura confortável para televisão, bom falante, polida, nunca verdadeiramente confrontada sobre o que pensa para lá das generalidades. Um candidato ideal para quem quer votar sem grandes sobressaltos cognitivos.

Se os portugueses tivessem perfeita noção de que a Iniciativa Liberal — e Cotrim Figueiredo — são, em matérias como direitos civis, liberdades individuais, laicismo, liberalizações sociais e imigração, mais próximos da esquerda radical do que de vários sectores do Partido Socialista, talvez a empatia fosse menor. Mas como nas televisões passa quase exclusivamente a narrativa da liberalização económica, do “menos Estado” e da redução de impostos — o que os aproxima artificialmente da direita — o partido vai passando entre os pingos da chuva como uma espécie de modernidade ideológica light, sem grande escrutínio.

Cotrim teve, é certo, três dias particularmente difíceis de campanha na sequência do caso de assédio que veio a público já na reta final. Um caso que levanta mais perguntas do que respostas: relatos contraditórios, explicações lacónicas e uma gestão comunicacional que optou claramente pelo silêncio controlado. Sabe-se hoje que a situação não era totalmente desconhecida — circulava há algum tempo em meios jornalísticos e no próprio grupo parlamentar da Iniciativa Liberal, desde pelo menos 2023, sem que nunca tivesse merecido investigação aprofundada ou escrutínio público sério. A história cheira a esturro — não se sabe ainda se por excesso ou por defeito, mas cheira. E sejamos honestos: se um caso semelhante envolvesse André Ventura, os mesmos jornalistas hoje cautelosos já teriam levantado todas as pedras da calçada, escavado até ao subsolo e transmitido tudo em direto, mesmo que o alegado “escândalo” acabasse por se revelar vazio de conteúdo.

Ainda assim, não creio que este episódio tenha tido impacto significativo no resultado final de Cotrim. Os 16% explicam-se muito mais pelas campanhas desastrosas de Gouveia e Melo e de Marques Mendes do que por qualquer entusiasmo ideológico. Explicam-se por esse eleitorado órfão de direita que, ainda — e sublinho o ainda — não se quis assumir radical votando Ventura, e acabou por votar Cotrim.

Não chegou. Ficou-se pela primeira volta.

Chegamos, por fim, a André Ventura. Ficou em segundo quando queria ficar em primeiro. Um pequeno detalhe. Mas passou à segunda volta — e esse era o verdadeiro objetivo desta candidatura. Missão cumprida. O seu eleitorado esteve com ele do princípio ao fim, mesmo reconhecendo-lhe, curiosamente, mais aptidão para primeiro-ministro do que propriamente para Presidente da República. Ainda assim, cresceu em todo o lado. Ganhou a Madeira. Foi o candidato mais votado ou o segundo mais votado em 94% dos concelhos do país. Venceu em 80 municípios e, pela primeira vez, o Chega conquistou vitórias no Norte. Se isto não é motivo suficiente para Ventura abrir um espumante político, então não sei o que mais lhe faltaria.

Convém lembrar um pormenor delicioso: a candidatura de André Ventura a estas presidenciais nem sequer foi consensual dentro do seu próprio partido. Houve dúvidas, resistências, receios. Ventura arriscou. E, mais uma vez, ganhou. Não porque tenha ido buscar um eleitorado completamente novo nesta primeira volta — o tal eleitorado órfão dispersou-se entre Marques Mendes, João Cotrim Figueiredo e Henrique Gouveia e Melo — mas porque consolidou totalmente o seu. E isso, em política, vale ouro. (veja-se por exemplo o que o Livre não conseguiu fazer).

A passagem à segunda volta fará com que parte desse eleitorado órfão — que votou em Cotrim, Mendes ou Gouveia e Melo — acabe por votar em Ventura. E como costumo dizer: desde que André Ventura entrou pela primeira vez na Assembleia da República, só custou a primeira vez. O que os últimos anos nos mostram é simples: o Chega, depois de conquistar votos, consegue mantê-los.

Não acredito que André Ventura tenha qualquer hipótese real de vencer a segunda volta. Acredito, sim, que já atingiu o seu principal objetivo: consolidar-se — ele e o Chega — como o terceiro grande bloco do sistema político português.

Esta segunda volta pode, ainda assim, marcar um ponto de viragem. Pode ser o momento em que Ventura começa a captar eleitorado mais tradicional do CDS — muitos dos quais entretanto migraram para a Iniciativa Liberal — e também do PSD: aquele eleitorado que nunca se imaginou a votar Chega… até ser confrontado com a alternativa.

E qual é essa alternativa? Votar no candidato do Partido Socialista. Um candidato onde votarão socialistas, mas também estalinistas, leninistas, marxistas e toda a fauna ideológica que costuma acompanhar estas convergências táticas. Que alternativa resta, então, aos sociais-democratas, aos liberais e aos democratas-cristãos que não se revêm nisso?

É aqui que pode residir a grande vitória de André Ventura.

Não será suficiente para vencer estas presidenciais, mas pode revelar-se decisivo nas próximas legislativas, sobretudo com a governação do país a evoluir como tem evoluído. A construção dessa narrativa começou logo na noite da primeira volta, quando Ventura se apresentou como “o candidato da direita e de Portugal”.

Agora, imagine-se o cenário: figuras da direita democrática, sociais-democratas, liberais e democratas-cristãos a anunciarem, com ar solene, que vão votar em António José Seguro. Foi exatamente isso que aconteceu — pasme-se — nos minutos imediatamente seguintes ao anúncio dos resultados da primeira volta. Tudo feito sem grande ponderação sobre as consequências que a publicitação apressada desses apoios pode vir a ter no futuro do país.

Para Ventura, isto é um presente embrulhado — ouro sobre azul. É tudo o que precisa para alimentar a sua narrativa.

Nas próximas legislativas, ser-lhe-á extremamente fácil repetir aquilo que sempre disse — agora com ainda mais convicção: são todos iguais. Tão iguais que, quando chega a hora decisiva, acabam todos a votar na esquerda.

E isso, goste-se ou não, é politicamente explosivo.

ESTH de Seia promove “Sabores e Segredos da Serra: Uma Viagem Sensorial pela Estrela”

A Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia (ESTH) vai organizar, esta quarta-feira, dia 21 de janeiro, o evento “Sabores e Segredos da Serra: Uma Viagem Sensorial pela Estrela”, que terá lugar nas suas instalações, entre as 9h30m e as 17 horas.
Esta iniciativa, organizada pelos alunos finalistas das licenciaturas em Gestão Hoteleira, Restauração e Catering e Turismo e Lazer, tem como objetivo apresentar uma mostra dinâmica e integrada do que de melhor a região tem para oferecer. O evento propõe uma verdadeira imersão nos pilares do turismo local, combinando gastronomia tradicional (Restauração e Catering), hospitalidade e acolhimento (Gestão Hoteleira) e a criação de experiências turísticas memoráveis (Turismo e Lazer), sempre com a Serra da Estrela como pano de fundo.
A docente Tânia Pereira, responsável pela unidade curricular de Animação Turística que acompanha os alunos das turmas envolvidas, sublinha a importância pedagógica e comunitária deste projeto: “É um verdadeiro privilégio para a nossa Escola poder realizar este tipo de eventos. Eles são a culminação do trabalho e da formação de excelência aqui desenvolvidos, permitindo que os nossos alunos apresentem, na prática, as competências adquiridas. Mais do que uma avaliação académica, é uma contribuição ativa para a divulgação do potencial turístico da nossa região e uma celebração dos produtos endógenos e do património único da Serra da Estrela.”
A sessão solene de abertura está marcada para as 10h15m e será presidida pelo Senhor Diretor da ESTH, Ricardo Guerra. O evento contará ainda com a presença de personalidades ilustres das áreas do Turismo e da Hotelaria, que se juntarão para partilhar o seu testemunho e visão sobre o setor.
A programação inclui workshops dinâmicos dedicados à valorização dos produtos endógenos da Serra, proporcionando uma experiência prática e sensorial única aos visitantes. Num espírito de partilha e de promoção do ensino profissional, o evento contará com a visita de 170 alunos de escolas parceiras que lecionam cursos profissionais na área da Restauração e Hotelaria, num momento de convívio e de troca de conhecimentos entre gerações de futuros profissionais.
A ESTH abre assim as suas portas para um dia repleto de experiências, sabores e descobertas, dirigido a toda a comunidade, profissionais do sector, empresários e a todos os que se interessam pelo desenvolvimento e promoção do território.
A entrada é livre.

PROGRAMA

09h30 – Receção/Credenciação dos Convidados (Check-in)

09h45 – Welcome drinks

10h15 – Abertura oficial com a presença da Direção da ESTH e entidades convidadas.

10h20 – Abertura SeiaTuna

10h30 – Apresentação do Evento10h40 – Diretor ou Sub Diretor da ESTH

10h50 – Presidente da Junta de Freguesia de Seia – Miguel Caetano

11h00 – Movimento Estrela Viva – Joana Viveiro

11h10 – Aldeias de Montanha – Célia Gonçalves

11h20 – Confraria Báquica do Requeijão – Paula Pires

11h30 – Fecho

11h40 – Aberturas dos Stand dos produtores locais (Grupo A)• Stand 1- Licores 21%• Stand 2- Museu do Pão• Stand 3- Vinhos Vila Nova de Tázem• Stand 4- Confraria Báquica do Requeijão• Stand 5 – Estrela COOP• Caça ao Tesouro

11h40 – Atividades de jogos tradicionais (Grupo B)(Cada jogo tem duração de 10 minutos – 60 minutos)

12h40 – 14h20: Pausa para almoço

14h30 – Aberturas dos Stand dos produtores locais• Stand 1- Licores 21%• Stand 2- Museu do Pão• Stand 3- Vinhos Vila Nova de Tázem• Stand 4- Confraria Báquica do Requeijão• Caça ao Tesouro

14h30 – Atividades de jogos tradicionais15h30– Coffeee Break16h00 – Regresso ao Auditório• Breve Introdução• Apresentação dos cursos da ESTH.

16h20 – Conto de lendas de Seia – Dra. Rita Saraiva

16h40 – Anunciar os grupos vencedores e atribuição de prémios e lembranças a todos os alunosenvolvidos e certificados de participação às escolas.

17h00 – Sessão de encerramento com agradecimentos.