O que está a fazer a Humanidade para gerir as alterações Climáticas? (Parte II)

Na primeira parte do artigo, publicada na edição anterior deste jornal, analisámos, de forma breve, a evolução das preocupações da Humanidade com as alterações climáticas até à cimeira de Paris em 2015.
Dentre as cimeiras do Clima realizadas posteriormente, importa destacar a COP26 que se realizou em Glasgow em 2021, com enorme visibilidade mediática, tendo havido convergência de todos os Países na absoluta necessidade de atuação urgente em favor do clima.
Foram, pela primeira vez, assumidos objetivos de Neutralidade Carbónica pela Índia (2070), China (2060), EUA (2050) e também pela União Europeia no seu conjunto (2050). Também pela primeira vez foi mencionada na declaração final, aprovada pelos 196 países presentes, a questão dos combustíveis fósseis, referindo-se a necessidade de “intensificar esforços” para reduzir o carvão e eliminar subsídios aos combustíveis fósseis.
A COP 27 realizou-se no Egito, em 2022, e começou com um cartão vermelho do secretário geral da ONU, António Guterres, aos líderes dos Países ao referir “estamos numa estrada para o inferno climático, ainda com o pé no acelerador”.
A Conferência evidenciou a necessidade de redução imediata das emissões de gases que causam efeito de estufa, apelou à aceleração da transição para as energias renováveis e aprovou ainda um acordo histórico que prevê a criação de um fundo para financiar danos causados pelas alterações climáticas em países “particularmente vulneráveis”.
No final de 2023 realizou-se a COP28 no DUBAI, com a participação de 197 Países, existindo uma enorme expetativa no sentido de saber se seria possível fixar um calendário para a eliminação dos combustíveis fósseis.
As conclusões finais, aprovadas por todos os Países presentes, acabaram apenas por “reconhecer a necessidade de reduções profundas, rápidas e sustentadas das emissões de gases com efeito de estufa” e apelam às partes para que contribuam para uma “transição para o abandono dos combustíveis fósseis nos sistemas energéticos, de uma forma justa, ordenada e equitativa, acelerando a ação nesta década crítica, de modo a atingir emissões líquidas nulas até 2050, em conformidade com a ciência”.

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