O plano para a paz e as nossas presidenciais

Escrevo este articulado precisamente no dia de Natal! Nem sequer sei se será publicado, pois já foi enviado para a redação após a data limite. Mas, como o Natal é tempo de tolerância, acredito que poderá ver a luz do dia. Tal como, provavelmente, a paz no conflito Rússia. Ucrânia! Pelo menos é o que parece indiciar a proposta conjunta USA-Ucrânia enviada a Putin. Mas será assim? É que, como se dizia por cá relativamente a Espanha, parece que da Rússia também não virá nem bom vento nem bom casamento! Acredito, porém, que, nos tempos que correm, ninguém estará interessado num conflito permanente, com o desgaste inerente, quer físico quer financeiro, sacrificando as economias de bem-estar. Julgo que todos procurarão ganhar tempo com um eventual acordo de paz: Zelensky para preparar eleições e sair de palco de forma limpa ou então para apostar na renovação do seu mandato e continuar a liderar o seu país com o objetivo de integrar a União Europeia. Quanto à NATO, será difícil senão impossível. Quanto a Putin, certamente aproveitará uma eventual pausa no conflito para, além de consolidar os “ganhos” obtidos face à Ucrânia, como o fez relativamente à Crimeia, também refrescar o aparelho militar e as relações diplomáticas e económicas. Quanto à Europa, deverá aproveitar uma eventual pausa no conflito para o seu rearmamento e afinação de estratégias nas relações com a Rússia. Uma coisa é certa: a presença da NATO junto à fronteira russa será sempre um fator de instabilidade pelo que creio que se Putin não tiver a perceção clara de que a Ucrânia não aderirá à NATO a pausa na guerra será curta.

Mais de uma dúzia de candidatos às eleições presidenciais poderão baralhar, no momento do voto, alguns eleitores menos informados. Porém, os mais informados vão optando por André Ventura, Marques Mendes, Gouveia e Melo, Seguro ou Cotrim de Figueiredo. Catarina Martins e Jorge Pinto não têm grande acolhimento no eleitorado mais informado. Curiosamente, à direita é André Ventura que tem galvanizado o eleitorado com os temas bandeira do seu partido, com destaque para a imigração. Gouveia e Melo é o “enfant terrible” quer para Marques Mendes quer para António José Seguro. É o “irritante” de ambos. Que têm gasto munições a tentar descredibilizar a candidatura de Gouveia e Melo. À esquerda, confesso que tanto Catarina Martins como Jorge Pinto são quem, no meu entender, têm acrescentado valor aos debates. Os restantes passam o tempo a zurzir argumentos para descredibilizar os adversários. No global, os debates com os candidatos às presidenciais de 18 de janeiro foram, na minha perspetiva, de baixa qualidade. Aguardemos pelo resultado final.

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