Temos acompanhado, dentro do possível, a campanha para as Presidenciais e assistimos à esmagadora maioria dos debates. Sabem a que conclusão chegámos? O nosso país, infelizmente, a exemplo do que se passa na Europa, salvo raríssimas exceções, não possui políticos de classe. A montra para as Presidenciais vem mostrar à evidência que os candidatos e os seus apoiantes mais diretos deviam envergonhar-se com a tristeza das suas intervenções e a pobreza das suas propostas.
Há muito tempo que vimos repetindo a máxima de que enquanto não houver alguém que os tenha no sítio, Portugal e os portugueses estão lixados. Enquanto não houver a coragem de consignar aos candidatos e aos partidos que os apoiam a responsabilidade de custearem as despesas das campanhas, isto não entra nos eixos e o país continuará a ser depauperado. Mas por que raio de razão é que o dinheiro dos impostos dos portugueses tem de pagar os gastos habilidosos dos partidos? O povo costuma dizer e com carradas de razão: “Quem quer boleta, trepa”.
É sabido e está provado que os partidos vivem à sombra do dinheiro que o Estado lhes dá. E porque é que tem de ser assim? Nos clubes não são os sócios que pagam as quotas? Mas há alguém, neste mundo, que acredite que candidatos e partidos agem de boa fé, com imparcialidade, honestidade intelectual e isenção? Ninguém porque toda a gente sabe, até os surdos, cegos e aleijados, que candidatos e partidos agem só e exclusivamente em função dos seus interesses, colocando primeiro e acima de todos os outros, os interesses pessoais e partidários. Já pensaram o que seria aplicar os largos milhões de euros que Portugal entrega aos partidos, na Saúde, na Educação ou na Segurança? É mais do que tempo de alguém despir o casaco, dar um murro na mesa e dizer: “acabou o regabofe”; querem festa e foguetes? Então, puxem da carteira e paguem! Tenham vergonha, senhores políticos e deputados. Façam, ao menos, um bem a Portugal e aos portugueses! Paguem do vosso bolso as loucuras que cometem. Deixem de sugar Portugal e os portugueses! Em 2026, cumpram, ao menos, este desígnio!





