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Cimeira do clima no Brasil – algumas reflexões

Neste ano de 2025, entre 10 e 21 de Novembro, decorreu no Brasil, mais precisamente na cidade de Belém, na Amazónia, a 30ª cimeira mundial do Clima – a COP30 (Conferência das Partes).
A primeira cimeira deste tipo ocorreu em 1995, em Bona, e atualmente este é um evento absolutamente decisivo para análise e debate relativamente às Alterações Climáticas no nosso Planeta, bem como para definir estratégias e linhas de atuação em termos de negociações climáticas, formas de financiamento dos países mais vulneráveis afetados por catástrofes climáticas, redução mais ambiciosa das emissões de gases de efeito de estufa, transição energética e sustentabilidade.
Este ano a cimeira tinha um significado especial dado que passam 10 anos sobre a cimeira do Clima em Paris onde, pela primeira vez, foi conseguido um acordo vinculativo sobre a necessidade de garantir que o aquecimento do Planeta não ultrapasse 2ºC ou preferencialmente 1,5ºC, tendo como referência a Revolução Industrial, para assim minimizar impactos ao nível das emissões de gases de efeito de estufa e consequentemente em termos de alterações climáticas (tempestades, furacões, cheias, secas, ondas de calor…).
A COP30 realizou-se num momento decisivo em termos de luta contra
as alterações climáticas, dado que a janela de oportunidade para agir e evitar impactos irreversíveis sobre a Humanidade e a Natureza está a fechar-se muito rapidamente.
A cimeira teve como principais temas de agenda a transição nos setores da energia, indústria e transportes, a gestão sustentável de florestas, oceanos e biodiversidade, a transformação da agricultura e dos sistemas alimentares, o reforço da resiliência urbana, infraestruturas e água e a promoção do desenvolvimento humano e social.
A cimeira contou com a participação oficial de 195 países e mais de 42 000 participantes pertencentes a vários tipos de entidades: governos, organizações não governamentais, associações, empresas, representantes de diversos tipos de interesses (lobistas), tendo sido objeto de uma ampla cobertura mediática.
Em termos de conclusões da cimeira importa sublinhar a adoção de uma base comum para medir e acompanhar a prevenção de eventos climáticos extremos, o compromisso em triplicar o financiamento, até 2035, dos países ricos aos mais pobres (atualmente fixado em 300 milhões de dólares/ano), para que estes possam tomar medidas contra o aquecimento global e a maior articulação entre clima e biodiversidade, tendo, neste âmbito, havido o compromisso de afetar os primeiros milhões ao fundo TFFF — Tropical Forest Forever Facility para proteger florestas tropicais.
A maior crítica à cimeira foi a de não ter conseguido incluir nas conclusões uma calendarização para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis: petróleo, gás e carvão, o que constitui um ponto de grande impasse negocial.
Apesar de tudo, a presidência brasileira comprometeu-se a liderar a criação de um roteiro para os combustíveis fósseis, mantendo a esperança de avanços em próximas cimeiras.
Estas cimeiras são, de qualquer modo, extremamente importantes, o que fica evidente quando olhamos para os avanços conseguidos nos últimos 30 anos, e também porque o entendimento, ainda que pouco ambicioso, de 195 Países acerca do futuro do nosso Planeta é indubitavelmente um bem a preservar.
É, no entanto, necessário manter uma grande urgência na implementação rápida de medidas que permitam, ainda a tempo, transições económicas e ambientais que sejam compatíveis com a sustentabilidade do nosso Planeta.

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