E se os animais fizessem resoluções de Ano Novo?

Já parou para pensar: e se os animais fizessem resoluções de Ano Novo, ou pedissem desejos? Tenho a certeza que dificilmente pediriam mais do que o essencial… Não falariam em sucesso, dinheiro ou grandes compras. As suas listas seriam curtas, simples e, ainda assim, profundamente reveladoras da sua inocência e sobre quem somos enquanto sociedade.
Talvez a primeira resolução fosse esta: ser respeitado. Respeito pelo seu espaço, pelo seu tempo, pelos seus medos e personalidade. Respeito por não serem tratados como objetos descartáveis quando crescem, envelhecem ou deixam de caber na rotina de alguém.
Para muitos animais, o Ano Novo começa com a mesma incerteza de sempre: continuar a ser invisível, ou preso a uma corrente curta, fechado num canil sobrelotado ou abandonado numa estrada qualquer.
A segunda resolução seria óbvia: abrigo. Um lugar seguro onde dormir sem sobressaltos. Não um luxo, apenas dignidade. Num país onde ainda tantos animais vivem expostos ao frio, ao calor extremo ou ao abandono, esta resolução continua por cumprir ano após ano.
Depois viria o cuidado. Cuidado diário, responsável e consciente. Alimentação adequada, assistência veterinária, esterilização para evitar ninhadas indesejadas que acabam quase sempre em sofrimento!
Cuidado que não se limita a gostar, mas que implica compromisso. Porque gostar de animais não é apenas acariciá-los quando são pequenos e dóceis; é cuidar deles quando dão trabalho, quando adoecem e exigem tempo e recursos.
No fundo, se os animais fizessem resoluções de Ano Novo, estariam a pedir-nos humanidade. Nada de extraordinário. Apenas respeito, abrigo e cuidado. Três palavras simples que dizem muito sobre o tipo de comunidade que queremos ser.
Talvez este ano possamos inverter os papéis. Em vez de imaginar o que eles pediriam, que tal assumirmos nós essas resoluções? Porque a forma como tratamos os animais não define apenas o nosso Ano Novo — define quem somos todos os dias do ano. Um feliz Ano Novo a todos, humanos e não humanos!

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