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Município inicia processo participativo para a requalificação do Bairro da Raposeira

A Incubadora COM.ESTRELA acolheu, ontem, a primeira reunião com os moradores do Bairro da Raposeira, onde foi apresentada a Operação de Requalificação do Bairro da Raposeira, a desenvolver pela Câmara Municipal.

O encontro teve como principal objetivo dar a conhecer as linhas gerais da intervenção, bem como explicar o modelo participativo e colaborativo que se pretende desenvolver ao longo de todo o processo, envolvendo ativamente a comunidade residente na construção das soluções para o bairro.

Durante a sessão, foi destacada a importância da participação dos moradores, considerada essencial para identificar necessidades, prioridades e oportunidades que contribuam para a revitalização do Bairro da Raposeira e para a valorização da cidade.

O balanço da reunião foi extremamente positivo, tendo ficado evidente a motivação e expectativa dos moradores em colaborar na definição das melhores propostas para o futuro do bairro, em articulação com a equipa projetista.

Além das próximas reuniões, agendadas para os dias 10 e 11 de abril, está a decorrer um inquérito à população, disponível através do link https://ls.uc.pt/index.php/989526?lang=pt, uma vez que a opinião de todos é fundamental para o desenvolvimento do projeto.

A Câmara Municipal agradece a presença e contributo de todos os participantes, reforçando o compromisso de construir este processo de requalificação em conjunto com a comunidade, adiantou o Presidente Luciano Ribeiro, no final do encontro.

Para o autarca, a importância de envolver os moradores no processo está relacionada com a melhoria da qualidade das decisões, a adequação das soluções às necessidades reais da comunidade e o fortalecimento do sentido de pertença ao lugar.

Por outro lado, refere que a participação dos moradores no processo de planeamento e desenvolvimento do projeto, acrescenta conhecimento local sobre os problemas e potencialidades do espaço, que resulta da experiência diária dos residentes, permitindo identificar necessidades que podem não ser facilmente percebidas apenas por técnicos ou decisores.

Este envolvimento também reforça a transparência do processo e a confiança entre a comunidade e as entidades responsáveis pelo projeto, garantindo intervenções eficazes, inclusivas e sustentáveis a longo prazo.

Esta quinta-feira, às 21 horas, o CINECLUBE de Seia apresenta, na Casa da Cultura “PORTUGUESES”, o filme de Vicente Alves do Ó.

Um filme que celebra o passado, o presente e o futuro da portugalidade: 13 temas musicais, simbólicos da cultura portuguesa, são integrados no filme, cantados e interpretados por um elenco de 50 atores e atrizes, sob a direção musical de Lúcia Moniz e banda sonora e produção musical de Fred Ferreira.

Um grande filme, a não perder!

Associados: 1€ | Não associados: 2€

A participação na UNITA reforça a “qualidade académica e científica” do Politécnico da Guarda

Na sessão plenária da UNITA Week Guarda 2026, Joaquim Brigas destacou a convergência do Plano Estratégico 2030 do IPG com as prioridades da aliança universitária, e destas com o Relatório Draghi e com a estratégia da Comissão Europeia. Sérgio Costa, presidente da Câmara Municipal da Guarda, sublinhou “o papel fundamental do IPG na estratégia de desenvolvimento definida para o concelho e para a região”.

A participação do Instituto Politécnico da Guarda – IPG na aliança universitária europeia UNITA – Universitas Montium permite-lhe “criar novas ofertas formativas, mais pluridisciplinares, mais transversais e mais ajustadas às exigências do presente e do futuro e desenvolver graus conjuntos, duplas titulações e microcredenciais de elevada qualidade académica e científica”. Esta afirmação de Joaquim Brigas, presidente do IPG, marcou a abertura da sessão plenária da UNITA Week 2026, que, de 10 a 12 de março, reúne Guarda 12 instituições de ensino superior de Espanha, França, Itália, Roménia, Suíça, Ucrânia e Portugal que têm em comum a localização em zonas transfronteiriças e de montanha.

O presidente do Politécnico da Guarda sublinhou que a participação na UNITA tem um significado estratégico para a instituição, uma vez que permite que uma escola superior situada num território de montanha e de fronteira participe ativamente numa rede europeia de ensino superior, investigação e inovação. “Sem diminuir a autonomia de cada instituição, a UNITA torna mais coesa a relação entre as diferentes universidades, confere-lhes densidade estratégica e dá-lhes uma voz mais forte no espaço académico europeu”, afirmou Joaquim Brigas. “A UNITA reforça a projeção internacional do IPG, ampliar a mobilidade académica dos seus estudantes, docentes e investigadores e desenvolver projetos de investigação científica em parceria com universidades de vários países europeus”.

Entre os projetos em curso o presidente do Politécnico da Guarda destacou o lançamento do primeiro doutoramento no IPG, que será na área das ciências biomédicas e biotecnológicas e avançará este ano na Guarda em cooperação com a Universidade de Saragoça. Segundo Joaquim Brigas, a integração nesta redepermite ao IPG ganhar escala e reforçar a sua capacidade de ação no espaço europeu, apesar da dimensão moderada da instituição: “É certo que o Politécnico da Guarda é, à escala europeia, uma instituição de dimensão moderada, mas ao integrar uma aliança desta natureza ganha escala, reforça a sua projeção e amplia a sua capacidade de ação”, referiu.

O presidente do Politécnico da Guarda referiu várias áreas estratégicas em que a cooperação no âmbito da UNITA poderá contribuir para reforçar a investigação científica e a oferta formativa da instituição. São os casos das tecnologias para a logística, das ciências biomédicas e biotecnológicas, das energias verdes e renováveis e das tecnologias para a defesa. São áreas em que “o Plano Estratégico 2030 do Politécnico da Guarda, e as prioridades da UNITA, se articulam com o Relatório Draghi e com a orientação da Comissão Europeia expressa na Bússola para a Competitividade.”, afirmou Joaquim Brigas.

Sérgio Costa destacou a investigação científica no IPG

O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa, destacou o papel estratégico do Politécnico da Guarda no desenvolvimento da cidade e da região, sublinhando a importância da instituição na afirmação do território no contexto europeu. Na sessão plenária da UNITA Week Guarda 2026, Sérgio Costa afirmou que “o Politécnico da Guarda tem um papel fundamental na estratégia de desenvolvimento definida para o concelho, nomeadamente no âmbito da Agenda Guarda 2040, que pretende transformar o ecossistema de conhecimento local num motor de crescimento com impacto regional e europeu”.

O presidente do município sublinhou o crescimento da investigação científica desenvolvida no IPG, destacando que o número de unidades de investigação da instituição avaliadas positivamente pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) duplicou recentemente, passando de três para seis. Para o autarca, o desenvolvimento do ensino superior e da investigação científica constitui “um dos pilares essenciais para afirmar a Guarda como um território de conhecimento, inovação e atração de talento”.

A UNITA Week Guarda 2026 reúne esta semana representantes das universidades parceiras da aliança em reuniões dedicadas a temas como governação, qualidade institucional, educação ao longo da vida e impacto dos projetos desenvolvidos no âmbito da rede. No final da sua intervenção, o presidente do IPG agradeceu a presença das delegações internacionais e destacou o trabalho da equipa do UNITA Office do Politécnico da Guarda, responsável pela organização deste encontro.

Tempo de reflexão, de entrega e de esperança

Passadas as folias do Carnaval, entramos no mês de março com muitas preocupações motivadas pelas grandes catástrofes que assolaram o nosso país, especialmente a zona centro e oeste, deixando marcas que vão para além do visível.
As tempestades fizeram-se sentir por todo o nosso Portugal e pensamos que não há nenhum português que não viva esta angústia. Sim, pelo que nos é dado conhecer, todo o português, nestas circunstâncias ou noutras, é generoso, solidário e vive com emoção o sofrimento de uns e de outros. É por esta nobreza de alma que, hoje e sempre, amo Portugal e os portugueses.
Coincidindo com este cenário de superação, entramos agora no tempo em que o mundo católico se prepara para a Ressurreição de Jesus Cristo. Março convida-nos à abstinência, ao jejum e à reflexão profunda sobre a Paixão de Cristo, cobardemente crucificado e morto pela maldade dos homens, mas que resultou na maior lição de Amor da História.
Ao meditarmos nos exemplos que Ele nos deixou, torna-se impossível, para qualquer coração aberto e sincero, renunciar aos sentimentos de Amor por tudo e por todos.
Por todo o concelho, a realidade é de trabalho árduo. É justo reconhecer a azáfama dos Presidentes de Junta, das associações, das entidades locais e da própria Câmara Municipal de Seia. As equipas mantêm-se no terreno, numa luta constante contra os estragos deixados pela tempestade.
Só que todos os problemas, que são muitos, não se resolvem de um dia para o outro e temos que ter um bocadinho de paciência, porque ninguém está sem ninguém.
A mesma fé que nos faz esperar pela Páscoa deve dar-nos o fôlego necessário para aguardar pela reconstrução total. Que este Março seja, acima de tudo, o mês em que a nossa solidariedade se transforme em alicerces firmes para o futuro e gerações vindoiras.

Portugal está de Luto

Tempestades terríveis devastaram o país

Ao longo de mais de duas semanas, Portugal sofreu das mais devastadoras tempestades ocorridas nos últimos 60 anos, que deixaram um rasto de destruição e morte do pior a que já assistíramos.

Dá tristeza, gana e revolta que alguns “inteligentes” do nosso país levantem a sua “bonita” voz para malhar em Montenegro e em todo o governo tentando fazer crer que são eles os principais responsáveis por tudo quanto aconteceu, de Coimbra à Figueira da Foz, de Montemor-o-Velho a Leiria, de Torres Vedras a Alcácer do Sal, etc., etc.

É preciso ter muita lata, atrevimento e pouca honestidade intelectual para assumir um tal comportamento. Parece até que esses “artistas” procuram transformar uma intervenção de arrojo “palhaçal” que não respeita quem sofreu e permanece em inconsolável sofrimento e dor, num palco político-partidário despido de qualquer laivo de inteligência, verdade e oportunidade. Que nenhum político dessa estirpe dos “espertos” que o povo sustenta sem qualquer proveito para o país, venha acusar este ou aquele do que aconteceu a Portugal! Estes fenómenos são de agora? Quem construiu e quem autorizou as construções naqueles locais? O que fizeram os governos e o Poder Local, de há muitos anos a esta parte, para evitar os efeitos desses fenómenos? Para que servem, afinal, os Planos Diretores Municipais e os avisos, das Autoridades?

Apesar de tanta infelicidade, miséria e mortes, ressaltou claro e inequívoco, o espírito de solidariedade do nosso povo e o enorme exemplo de empenho, entrega e sentido de responsabilidade dado por Marcelo Rebelo de Sousa, Ana Abrunhosa e o novel ministro da Administração Interna, Luís Montenegro.

Aos Bombeiros, à Proteção Civil, às Forças de Segurança, aos Militares, a todos os voluntários e aos portugueses que sofrem e lutam denodadamente por se reerguer, queremos deixar uma profunda e enorme palavra de respeito, solidariedade e gratidão.

A esses tais que, por aí andam, muito pequeninos de corpo e espírito, quais ovelhas de um certo rebanho e a quem, lamentavelmente, os acompanha, queremos deixar uma mensagem tão simples quão objetiva: “Vão pregar para outras paragens porque este não é, seguramente, nem o vosso país nem fazeis parte, tão pouco, do povo que Camões e Torga tão bem cantaram!

Vamos todos, os autênticos lusitanos, dar as mãos e ajudar quem sofreu a reerguer-se quase do nada.

Festa ou prevenção e segurança?

O governo levou tempo a perceber a dimensão da tragédia e das consequências da tempestade “Kristin” e acrescentou dimensão à tragédia ao tardar a mobilizar e fazer mobilizar os meios necessários para acudir à situação.

É óbvio que o impacto nas infraestruturas principais de energia, telecomunicações e água foram de tal dimensão, como nunca antes tinha acontecido e para um fenómeno meteorológico para o qual não foram dimensionadas, que apenas a ignorância, má fé, oportunismo político ou vocação para estar contra, por parte de entidades às quais se exige bom senso e serenidade, podem explicar a manifestação de incompreensão para o facto de essas redes não terem sido, e em casos pontuais ainda não foram, repostas em tempo mais curto.
A somar a tudo isto, temos as particularidades que fazem parte do nosso ADN mental; esperar e improvisar, em vez de aprender com o passado, planear, priorizar, coordenar e liderar com responsabilidade.

Mais uma vez, e esta não será a última, sobraram o passa-culpas, a incompetência e a ausência de responsabilidade e faltaram a coordenação entre as várias entidades (proteção civil, bombeiros, militares, poderes públicos e privados, etc) e a liderança e autoridade centralizadas.

Mas mesmo com todas estas falhas, os danos humanos e materiais poderiam ter sido minimizados. Mas a habitual falha no investimento na manutenção de infraestruturas, meios e equipamentos e na prevenção e segurança, ajudaram a multiplicar os estragos. E aqui, desde o poder central ao local e passando por entidades públicas, poucos se salvam. Bombas de extração de água que não funcionaram por falta de manutenção preventiva, diques que colapsaram por falta de supervisão, muros e taludes com deficiente construção, ruas urbanas e estradas que inundaram por falta de drenos adequados e limpeza das vias de escoamento, são alguns dos exemplos. Todos conhecemos, à porta de casa, sarjetas, drenos e canais de escoamento de águas pluviais que nunca foram sujeitos a supervisão, manutenção e limpeza…desde a sua construção.

Por uma razão muito simples; prefere-se gastar dinheiro em festas e eventos com orçamentos avultados mas com entradas gratuitas, do que investir em manutenção, prevenção e segurança.

Já aqui manifestei a minha frontal oposição à gratuitidade de acesso a eventos onerosos para o erário público. Por outro lado, estudos revelam que, por cada euro investido em manutenção preventiva, se poupam oito euros em reparação e danos materiais.

Estou convencido que nada mudará no futuro, pelo que continuaremos a ter orçamentos generosos para festas, e tímidos para prevenção e segurança de pessoas e bens.

Voltaremos ao tema após a próxima “Kristin”, se sobrevivermos.

FESTA OU PREVENÇÃO E SEGURANÇA ?

Edição Fevereiro 2026

O Irão, o mau tempo e as boas notícias

Quando a edição do Jornal de Santa Marinha, deste mês de fevereiro, vir a luz do dia, será altamente provável que o presidente Trump já tenha ordenado o início das hostilidades contra o Irão. O reforço militar americano no médio oriente, o aumento da repressão em Teerão e o estado de negação permanente dos dirigentes iranianos e – pormenor importante – o aumento significativo do movimento militar na base americana das Lages, nos Açores, são fatores que aumentam a convicção de que um “ataque” americano ao Irão está iminente. Convém sublinhar a importância de uma eventual intervenção dos americanos no Irão: o pragmatismo na política e nas decisões e atos deve ser visto como uma virtude, pois, mesmo na Venezuela, se aparentemente existiu um atentado à soberania de um país, não deixou, supostamente, de se estar perante a defesa de um interesse de elevado valor para os E.U.A. – a aniquilação de uma alegada organização de produção e tráfico de droga também alegadamente dirigida pelo presidente venezuelano. Creio que muitos estarão de acordo na afirmação de que, tanto na Venezuela como no Irão, são valores e interesses muito importantes para o ocidente que estão ou estiveram em jogo. A luta contra os traficantes de droga e a defesa de direitos e liberdades, vulgares no ocidente, bem como “castigar” os ditadores que protagonizam, num caso, a dita ligação a uma organização de produção e tráfico de droga e, no outro, a repressão das liberdades elementares à dignidade humana, são, sem dúvida, atos que um espírito pragmático deverá encarar como objetivamente justificados pela proteção dos valores que os mesmos têm em vista, ainda que quem lidere o processo tenha outro tipo de pecados imperdoáveis.

O país foi fustigado por fortes intempéries que deixaram vastas regiões com prejuízos elevados e milhares de pessoas com as suas “vidas” gravemente afetadas. Durante quase duas semanas, as televisões quase que esqueceram a Ucrânia e Gaza e centraram a sua atenção no país e na tragédia emergente. Ainda bem que assim foi. O país falou muito sobre causas e efeitos, remédios e soluções. Também falou em dinheiro e no cuidado a ter com a sua gestão. Para evitar aproveitamentos e corrupção. Confesso que, no calor da tragédia, o que mais me impressionou, negativamente, foi a existência de furtos de geradores, combustível dos mesmos e de outros bens essenciais. Vergonhoso como da tragédia também há quem se aproveite. E caiu uma ministra. E foram feitas acusações ao governo. E o governo responde com a nomeação de um ministro com “currículo”. Ter sido diretor de um organismo que nos tem dado provas de elevada competência só pode tranquilizar-nos quanto à escolha de Montenegro. Mas, verdade se diga, não há culpados na tragédia. A intempérie foi de tal monta que se tornou impossível agir de outro modo. Porém, será na reconstrução que se verá a capacidade de cada um atuar. Os municípios afetados terão de acelerar procedimentos e os ministérios envolvidos terão de adotar medidas sem burocratização. Deve existir fiscalização, mas à posteriori. Regras? Já existem, muitas. Na construção, por exemplo. Fiscalize-se depois, para ser rápido. Quem não cumprir as regras, terá que corrigir depois. A responsabilização é de todos, do dono da obra e de quem a executa, que deve conhecer as regras e as técnicas. Mas, repito, deve existir fiscalização. Acompanhamento, sem ser impedimento ou entupimento.
Da nossa “terra” têm chegado boas notícias. Do ensino superior, que parece mexer, e do “nosso” hospital, que parece voltar a ter atividade acrescida. Impõe-se, assim, que se felicite quem dirige e quem trabalha nas duas instituições. O reforço da importância, tanto da Escola Superior de Turismo e Hotelaria como do Hospital Nossa Sr.ª da Assunção, beneficiam não apenas as populações e estudantes envolvidos, como dignificam quem trabalha nas duas entidades e também o IPG e a ULS da Guarda.

Inteligência Artificial no Vídeo e na Fotografia: Inimigo ou Aliada?

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A inteligência artificial já faz parte do dia a dia de quem trabalha com vídeo e fotografia. Para alguns, é uma ameaça, para outros, uma oportunidade. A verdade é que não define quem somos, mas pode ampliar aquilo que podemos vir a ser. Não substitui a nossa visão nem a experiência de estar no terreno, mas pode ajudar-nos a explorar novas possibilidades criativas.

No meio desta transformação, o mais importante é aprender a trabalhar com ela. Tal como aconteceu com a passagem do analógico para o digital, quem se adapta evolui. A IA acelera processos de edição, melhora a imagem e o som, ajuda na organização de conteúdos e permite testar ideias que antes eram difíceis ou quase impossíveis de concretizar. No entanto, não faz tudo nem serve para tudo. Não sente a energia de um evento, não cria ligação com as pessoas, não decide o momento exato de iniciar a gravação. Continua a ser uma ferramenta e depende sempre de quem a utiliza.

A inteligência artificial não é o futuro, é o presente. Em vez de a julgar ou de a temer, devemos compreendê-la e usá-la a nosso favor. Não é algo que venha substituir-nos, mas sim uma ferramenta poderosa que, quando bem utilizada, pode expandir as nossas capacidades e levar a criatividade a um nível que antes parecia distante ou mais difícil de alcançar. No final, continua a ser o ser humano que transforma a técnica em expressão e dá valor real às imagens que cria.

O autocuidado na vida dos pais: é possível?

Ser pai ou mãe é uma experiência transformadora. Radical pelas mudanças na rotina e pela sua exigência.

Frequentemente ouvimos: “Em primeiro lugar está o meu filho”. Será o meio termo possível? Estaremos a reunir esforços para que haja um equilíbrio?

Quando o “eu fico para depois” se instala, acumula-se cansaço, o equilíbrio emocional fragiliza-se, a paciência parece cada vez menor… e o bem-estar físico e emocional diminui. Nestes casos, há um prejuízo enorme: pais cansados e exaustos não conseguem oferecer o mais importante – presença de qualidade.

Cuidar de si, pai ou mãe, não significa retirar tempo, atenção ou disponibilidade ao seu filho. Significa que está a fazer algo importante para se manter emocionalmente disponível, ativo e participativo. Quando negligenciamos as nossas necessidades básicas, o corpo e a mente dão sinais. Quando retiramos os momentos de autocuidado, os sinais agravam-se.

Relembre-se… Está focado em proporcionar o melhor ao seu filho, mas estará ele a aprender de acordo com o modelo que lhe quer ensinar? Os filhos aprendem com o que observam e tendem a imitar comportamentos.

Não conseguirá ter a rotina perfeita. Mas conseguirá trazer intenções para o seu dia-a-dia: O que preciso hoje para estar bem? Como quero viver o meu dia de hoje? O que quero mostrar hoje ao meu filho?

A parentalidade está carregada de exigências… exigência em ser presente, equilibrado, produtivo, muito paciente e estimulante. Tudo ao mesmo tempo e, por isso, uma expectativa irrealista.

Neste mundo de pressas e pressões, pergunte-se: Que modelo quero transmitir ao meu filho? Um modelo de equilíbrio e que contempla o autocuidado, ou um modelo de exaustão e superficialidade?

Presidenciais 2026

Já há quatro décadas que as eleições presidenciais não eram disputadas em duas voltas como aconteceu neste ano de 2026.
Na primeira volta o nível de abstenção foi razoavelmente baixo, 47,7%, quer função da importância que os portugueses conferem a este ato eleitoral, quer função do grande número de opções existentes, 11 candidatos, tendo também ajudado as boas condições climatéricas do dia 18 de Janeiro de 2026.

Não tendo nenhum dos candidatos a sufrágio obtido mais de 50% dos votos, passaram à segunda volta os dois candidatos mais votados, António José Seguro com 31,1% dos votos e André Ventura com 23,5% dos votos. No concelho de Seia também foram estes os dois candidatos mais votados, tendo António José Seguro obtido 34,9% dos votos e André Ventura 23%, com a abstenção a situar-se em 41,4%, portanto inferior à média nacional.

No dia 08 deste mês de Fevereiro disputou-se a segunda volta destas eleições Presidenciais, situação que já não ocorria desde o confronto entre Mário Soares e Freitas do Amaral, em 1986, tendo, nessa altura, Soares obtido mais cerca de 140 000 votos que o seu adversário e, em consequência, ascendido ao cargo de Presidente da República.

O sufrágio de 08 de Fevereiro ocorreu em circunstâncias bastantes especiais, dado que uma parte do País foi devastado, desde finais de Janeiro, por enormes tempestades que trouxeram ventos muito fortes e grande intensidade de chuva, provocando avultados prejuízos e, em várias zonas do País, falta de eletricidade, água e comunicações, situação que levou inclusive três concelhos (Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã), bem como algumas freguesias de outros cinco concelhos, a adiar as eleições para 15 de Fevereiro, abrangendo um total de cerca de 37 000 eleitores.

Apesar das más condições climatéricas a abstenção foi apenas 2,3% superior à da primeira volta, tendo havido também algum crescimento dos votos brancos, que se situaram em 3,2% assim como dos votos nulos que foram 1,8%, o que é compreensível face à existência de apenas dois candidatos a sufrágio.

António José Seguro foi inequivocamente o grande vencedor destas eleições, considerando não só a esmagadora margem que obteve, mas também o seu contexto de partida, em que as sondagens lhe atribuíam um resultado inferior a 10%, tendo ainda assim avançado de forma decidida e corajosa.

Mais de dois terços dos portugueses manifestaram a sua preferência pela moderação, pelo humanismo, pelo diálogo e pela estabilidade, elegendo como primeiro magistrado da nação uma pessoa civilizada, com sólidos valores democráticos, profundos valores éticos e morais e com uma honestidade a toda a prova.

De facto, uma vez mais, o povo português deu mostra de toda a sua maturidade e sabedoria e, colocado perante uma escolha decisiva, soube optar pelos valores que constituem marcas da nossa identidade: a verdade, a ética, a democracia, o diálogo e o humanismo.

VOTAÇÃO PORTUGAL E ESTRANGEIRO – Resultados Finais

Os resultados finais das eleições Presidenciais/2026 evidenciam uma retumbante vitória de António José Seguro que obteve mais de 3,5 milhões de votos, ou seja 66,8%, vencendo, com exceção de dois, em todos os concelhos do País!
Também no concelho de Seia a vitória de António José Seguro foi esmagadora tendo obtido 68,6% dos votos.