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O envenenamento de animais de rua e abandonados não é a solução!

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O recente episódio de envenenamento de animais de rua na nossa cidade é mais do que um título dramático: é um alerta sobre a necessidade de mudar mentalidades. O caso ocorreu na Urbanização dos Martinhos, em Seia, zona frequentada por famílias e animais, junto a uma clínica veterinária onde entram dezenas de animais por dia. Este ato premeditado deve levar-nos a refletir sobre o que ele revela.

A presença de animais de rua no concelho é um problema que nos diz respeito a todos. As associações estão cheias, os voluntários exaustos e o canil municipal faz o melhor que pode, mas a responsabilidade é coletiva. Só com uma estratégia conjunta de resgate, acolhimento, esterilização e adoção poderemos construir um concelho onde todos os animais tenham um lar.

Quem exerce violência sobre seres indefesos ataca um princípio básico de civilização. A lei portuguesa pune maus-tratos e atos cruéis contra animais — e fazê-lo é proteger a vida e a confiança da comunidade num espaço público seguro. A GNR de Seia, com o apoio da equipa veterinária municipal, está a apurar responsabilidades para que a justiça seja célere, não por vingança, mas por respeito à dignidade e à vida animal.

Quem exerce violência sobre seres indefesos ataca um princípio básico de civilização.

Rita Pereira – Médica Veterinária

Mas a resposta não deve ser apenas penal. É preciso transformar a indignação em ações concretas: campanhas de adoção, reforço da esterilização e educação cívica nas escolas e associações. Um bairro que protege os seus animais é também mais seguro para as pessoas.

Se vir algo suspeito, denuncie. Se conhecer colónias não controladas, informe as entidades competentes. Seja voluntário, adote, apadrinhe ou acolha temporariamente. Recuperar a confiança coletiva exige medidas legais, sociais e educativas. Só assim transformaremos este episódio cruel em mudança duradoura — pelos animais e pela nossa comunidade.

Em caso de dúvida, contacte-me através de ritam_costper@hotmail.com ou @beehaviourbyritapereira.

Teatro Musical “OZ Hermínios” no Cineteatro de Seia

A Casa Municipal da Cultura de Seia prepara-se para receber um espetáculo de teatro musical que celebra a cultura e o imaginário da Serra da Estrela. Intitulado “OZ Hermínios”, a performance será apresentada no Cineteatro no próximo sábado, dia 8 de novembro, às 21h00.

O musical, classificado para maiores de 6 anos (M/6), é uma criação de Ana Carina Reis e resulta de um encontro mágico entre a tradição popular serrana e o universo encantado do teatro musical, bebendo da inspiração do clássico “O Feiticeiro de Oz”.

A peça “OZ Hermínios” tem a sua génese no livro colaborativo “O Chinelo d’Avó Rita Ganhou Asas” (2018), com uma história original de Carla Borges e Leonor Borges.

O espetáculo transporta o público numa viagem fantástica pelos cenários mais emblemáticos da Serra da Estrela, onde a lenda, a ciência e a imaginação se entrelaçam como o Covão dos Conchos, Covão d’Ametade, Faias, Cântaro Magro e a Torre.

Tal como em “O Feiticeiro de Oz” e “Wicked”, as personagens enfrentam dilemas, forjam amizades improváveis e procuram o verdadeiro sentido de casa e identidade.

Um dos aspetos mais originais de “OZ Hermínios” é a forma como os produtos endógenos da serra ganham destaque e vida própria no palco: o queijo, a lã e o burel tornam-se símbolos de resistência, engenho e cultura da região, transformando a Serra da Estrela em palco e personagem principal.

O musical, produzido pela Associação Vocacionarte e interpretado pelas alunas da Escola de Música ACR Music & Voices, é prometido como um espetáculo repleto de humor, enredo e ciência, mas, acima de tudo, um manifesto de amor pela terra e pela memória coletiva.

O público está convidado a descobrir a magia que habita na montanha num espetáculo que celebra o património material e imaterial da Serra da Estrela com criatividade e emoção.

Bilhetes: Preço Normal: 10 €

Cartão Municipal: 5€

HEN aposta 8 milhões em Hidrogénio Verde: Projeto de São Romão quer colocar o Interior na linha da frente da transição energética

A HEN – Serviços Energéticos, uma empresa de base tecnológica fundada em 2012 e sediada na Plataforma Logística da Guarda, está na linha da frente da transição energética em Portugal. A empresa, que começou como uma startup focada em eficiência energética, prestando serviços a IPSS e autarquias na região (incluindo iluminação pública em concelhos como Covilhã, Belmonte, Seia e Meda), evoluiu para se tornar um ator-chave na produção de hidrogénio verde.

Com investimentos em projetos de hidrogénio verde, a empresa está a criar um ecossistema de inovação que visa reter talento no interior do país, com a criação de cerca de 46 postos de trabalho especializados entre Seia e Vila Chã.

A Central de Produção de Hidrogénio Verde, um projeto ambicioso, que vai ser desenvolvido na Senhora do Desterro, em São Romão, visa a instalação de um eletrolisador de 5 MW, que permitirá abastecer camiões e autocarros de longo curso com hidrogénio de elevada pureza, substituindo combustíveis fósseis e reduzindo significativamente as emissões. A infraestrutura, que exigirá a demolição de antigos edifícios de lanifícios aí existentes, irá dar lugar a uma central moderna e tipificada, controlada e monitorizada 24 horas por dia.

Este é um percurso marcado pelo pioneirismo da HEN, empresa que se assume como pequena e do interior, mas “a desbravar caminho”. Contudo, a jornada exigiu uma mudança tecnológica radical e uma batalha contra o que o promotor descreve como “excesso de burocracia”.

Hidrogénio de alta pureza para a mobilidade

A central terá como foco a produção de hidrogénio puro para mobilidade. Ao contrário de projetos que injetam o hidrogénio na rede de gás natural (blending), esta unidade está dedicada a alcançar uma pureza de 99,99999%, essencial para o armazenamento e pressurização seguros do combustível.

O mercado-alvo deste hidrogénio de alta densidade energética são os veículos pesados (camiões e autocarros), onde o hidrogénio apresenta vantagens significativas sobre as baterias elétricas a longas distâncias. A logística de transporte, que é feita através de atrelados de camião (semelhante a bombas de combustível), é considerada facilitada pelo baixo peso do hidrogénio.

Central de Hidrogénio Verde de Seia irá reter talento e é a chave para fixar profissionais

O desenvolvimento de projetos de alta tecnologia é visto como crucial para a fixação de talento no interior do país. Ao JSM, Carlos Oliveira, CEO da empresa e sócio maioritário da empresa, salienta que consegue reter engenheiros e profissionais qualificados, não apenas através de salários competitivos (embora admitindo não igualar os do litoral ou de países europeus), mas principalmente através da oferta de projetos aliciantes e carreiras que promovem o crescimento e a especialização. O CEO da empresa admite, ainda, que mantém os seus profissionais “cá em Portugal” e “na HEN” porque lhes oferece “oportunidades para crescerem”. “As pessoas que tenho aqui, estão pelos projetos que aqui se desenvolvem. As pessoas estão motivadas e no saem. Tenho aqui excelentes profissionais e sei que eles gostam muito de estar na empresa.”

Numa altura em que o interior do país luta para reter talento qualificado, uma empresa de tecnologia como esta, promotora da Central de Produção de Hidrogénio Verde em São Romão, está a provar que a inovação é a chave para fixar profissionais. A Central de Hidrogénio Verde é, assim, um motor para a criação de um ecossistema que valoriza o conhecimento técnico na região.

Estrutura inovadora

Para garantir esta retenção de “saber e conhecimento”, a empresa abandonou a tradicional estrutura de liderança piramidal. Adotou, em seu lugar, uma estrutura matricial, comum em empresas de tecnologia, que é focada no projeto.

Neste modelo, “toda a gente é chefe de toda a gente”, dependendo do projeto e o líder é definido como “quem sabe dar liberdade”, refere Carlos Oliveira.

Ainda segundo o CEO, esta filosofia promove um ambiente de trabalho sem rotinas, com “algo em movimento” constante, valorizando o profissional pela sua contribuição técnica e pelo seu crescimento na carreira.

Da América à China

Inicialmente, o projeto de Hidrogénio Verde tinha como parceiro tecnológico o cluster norte-americano, tendo a empresa trabalhado nessa direção durante cerca de um ano e meio. No entanto, após uma análise aprofundada, a empresa optou por virar-se para o cluster chinês.

Segundo o CEO da empresa, Carlos Oliveira, a decisão foi motivada por critérios de fiabilidade e custos. O empresário visitou a China e verificou que a tecnologia asiática apresentava maior fiabilidade, com “muitos mais anos de uso contínuo e de sistemas em operação”, em contraste com os sistemas que estariam “sempre parados” noutros locais. “A China trabalha há anos nisto e sabe bem o que está a fazer. Por isso sei que é fiável,” concluiu o responsável.

Esta alteração obrigou a refazer todos os parâmetros da candidatura e o contrato inicial, o que resultou numa redução do apoio financeiro. A mudança para a tecnologia chinesa foi aceite pelo Fundo Ambiental em dezembro do ano passado (2024), com uma alteração física, temporal e financeira no termo de aceitação.

O preço da burocracia no Interior

O projeto é visto como um esforço para que Portugal seja pioneiro no setor, mas o seu desenvolvimento tem sido atrasado pela complexidade dos trâmites legais e pela falta de experiência da máquina estatal em lidar com este tipo de projetos inovadores.

O promotor da central de Seia fala no ambiente de “excesso de burocracia”, que acarreta “falta de competitividade” e dificulta o cumprimento do calendário. O CEO sublinha que o problema não é a burocracia em si, que considera boa por “responsabilizar”, mas sim o seu excesso.

Atualmente, o projeto está na fase final de cumprimento de formalidades legais, como a contratação pública. Todo o processo, desde a contratação à Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) para parecer técnico, é “muito filtrado”, obrigando a empresa a atuar com “muita prudência”.

Para Carlos Oliveira, o maior desafio já não é a execução, mas sim a preparação burocrática: “O que se vê é nada. Mas nós estamos num ecossistema em que fazer não é difícil. O que é difícil é toda a preparação para a execução”.

Com o contrato da obra de construção civil prestes a ser assinado, o promotor mantém a data-limite inabalável de julho de 2026 para o arranque da produção de Hidrogénio Verde.

O investimento em equipamento para a central está avaliado em cerca de 8,2 milhões de euros, com custos adicionais em acessórios, engenharia e peças sobressalentes.

Criação de emprego especializado e apoio do Município de Seia

O projeto em São Romão prevê a criação de 16 postos de trabalho efetivos, focados em técnicos especializados nas áreas de mecânica, eletricidade e eletrónica. O CEO salienta que este tipo de projeto de inovação é essencial para criar ecossistemas que valorizam e ajudam a reter profissionais qualificados no interior do país.

A nível local, a cooperação da Câmara Municipal de Seia tem sido destacada como “excelente”, nomeadamente na celeridade e análise dos processos, demonstrando compreensão pelas dificuldades burocráticas associadas a projetos de inovação desta natureza.

Outro projeto: Fábrica de assemblagem em Vila Chã

Além da central em São Romão, a empresa planeia instalar uma fábrica de assemblagem de sistemas de produção de hidrogénio verde, na Zona Industrial da Abrunheira, na Vila Chã (Seia), onde serão produzidos sistemas de pequena escala, de até 250 kW, que irá colmatar uma falha no mercado europeu.

A fábrica na Vila Chã irá criar cerca de 30 postos de trabalho efetivos, é um projeto apoiado pelo IAPMEI e terá um investimento de 5,2 milhões de euros.

O processo está em licenciamento e fase de concurso público. Carlos Oliveira optou por realizar um concurso público para a construção e aquisição de equipamentos, mesmo que não fosse legalmente obrigatório, por uma questão de “prudência” e por não se sentir confortável em usar milhões de euros públicos sem o procedimento.

Riqueza do país assente em tecnologia

O empresário defende que a aposta em projetos de Hidrogénio Verde, como os que estão em curso na região, é vital para a competitividade de Portugal.

“A riqueza de um país também tem muito a ver com o investimento em inovação e novas tecnologias”. Para o CEO, a atualização tecnológica é uma obrigação, pois “se nós não nos atualizamos tecnologicamente, tendencialmente somos cada vez menos competitivos”.

No total, os dois grandes investimentos da empresa em Seia — a Central de Hidrogénio em São Romão e a fábrica de assemblagem na Vila Chã (avaliada em 5,2 milhões de euros) — irão criar cerca de 46 postos de trabalho efetivos altamente especializados, injetando conhecimento e valor técnico na região.

Alerta Meteorológico – Frente fria traz chuva intensa e poderão cair os primeiros flocos de neve na Serra da Estrela a partir desta quarta-feira

O país prepara-se para uma mudança drástica nas condições meteorológicas a partir desta noite, com a aproximação e rápida travessia de uma superfície frontal fria que promete agitar o estado do tempo. O dia de amanhã, 5 de novembro, será marcado por precipitação forte, descida acentuada das temperaturas e, pela primeira vez nesta época, a possibilidade de queda de neve nos pontos mais altos.

Durante a noite e nas primeiras horas da manhã de quarta-feira, a frente fria deverá atravessar o território nacional de forma veloz, descarregando chuva forte num curto espaço de tempo. Esta intensidade e concentração da precipitação levam as autoridades a alertar para possíveis impactos graves, incluindo:

• Inundações rápidas em zonas historicamente vulneráveis.

• Cheias urbanas devido à dificuldade de escoamento dos sistemas pluviais.

• Acumulação de água nas estradas, com forte recomendação para a máxima prudência na condução.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu avisos, com especial destaque para a possibilidade de trovoada e rajadas de vento que, nas terras altas, poderão atingir valores próximos ou superiores a 100 km/h.

Neve à vista: Serra da Estrela com os primeiros flocos

Após a passagem da frente fria, o cenário será de uma descida acentuada das temperaturas. Este ar frio, que se fará sentir com maior rigor nas regiões Norte e Centro, trará a tão aguardada primeira incursão de neve na Serra da Estrela.

A possibilidade de surgimento dos primeiros flocos de neve está prevista para os pontos mais altos da serra (acima dos 1800 metros), a partir do final da tarde de quarta-feira. As autoridades já alertam para o condicionamento da circulação rodoviária nos acessos à Serra, caso se confirme a queda de neve.

Recomendações à População

Perante este cenário, as entidades de Proteção Civil recomendam à população que:

• Limpe algerozes e caleiras.

• Garanta a desobstrução de sistemas de escoamento.

•  Evite atravessar zonas alagadas ou passagens subterrâneas.

• Reduza a velocidade e redobre a atenção na condução.

• Acompanhe as atualizações dos avisos meteorológicos emitidos pelo IPMA.

A instabilidade deverá prolongar-se por grande parte do dia de quarta-feira, atenuando-se gradualmente nas regiões do sul, mas mantendo-se a probabilidade de aguaceiros até ao final da semana.

Semana do Caloiro – Escola Superior de Turismo e Hotelaria prepara o maior evento académico em Seia

A Associação de Estudantes da Escola Superior de Turismo e Hotelaria do Instituto Politécnico da Guarda (AEESTH) está a postos para lançar a [E]nergiaSTH-2025 – Semana do Caloiro, prometendo ser o maior evento académico do ano no concelho. De 10 a 15 de novembro, Seia será palco de seis dias de festa, música e convívio, espalhando a vitalidade da comunidade estudantil por espaços emblemáticos da cidade.

O evento visa reforçar o espírito académico da ESTH e sublinhar o dinamismo da comunidade, com um programa diversificado que culmina num grande encerramento no Parque Municipal.

Seis noites de Animação e Música

O programa musical e de convívio está distribuído por três espaços noturnos da cidade (LOCO, SENALONGA, PRETO & BRANCO) e culmina com uma festa de encerramento na Tenda.

10 de novembro – LOCO 🔹 Convívio Académico de Abertura Uma noite de boas-vindas à comunidade estudantil, com bebidas especiais e muita animação para marcar o início da [E]nergiaSTH-2025.

11 de novembro – SENALONGA 🔹 Candy Shop com Rita & Peixe Um conceito original e divertido, criado por jovens senenses, que promete transformar a noite num espetáculo de cor, música e energia.

12 de novembro – PRETO & BRANCO 🔹 Atuação de Renato Rocha Diretamente da Covilhã, o DJ residente da Companhia Club traz o seu estilo vibrante e envolvente, conhecido por transformar cada atuação numa experiência memorável.

13 de novembro – PRETO & BRANCO 🔹 Atuação de KOLD Natural de Aveiro e habituado aos grandes palcos académicos, com passagens por rádios como Mega Hits e RFM, promete uma noite eletrizante.

14 de novembro – SENALONGA 🔹 Atuação de Edgar Marquez Nome de referência nas Semanas Académicas de todo o país, chega a Seia logo após a sua atuação na Receção ao Caloiro da UBI, para uma noite que promete ficar na memória.

15 de novembro – TENDA (Parque Municipal de Seia) 🔹 O grande encerramento da [E]nergiaSTH-2025 Com Karyoka, Serio, Ermida e Van Gohen — quatro atuações de peso que prometem encerrar a semana com toda a energia.

Durante a noite, haverá serviço de bar, comidas e doces, num espaço preparado para receber toda a comunidade académica e o público em geral.

Acessos e Bilheteira

A organização preparou um sistema de bilheteira flexível, com a opção de pulseira geral para acesso a todos os dias do evento

➔ Entradas diárias (terça a sexta-feira): 2,00€

➔ Entrada sábado (Tenda): 4,00€

➔ Pulseira geral: 10,00€ ➔ Pulseira estudante: 8,00€ (mediante comprovativo de estudante – ensino superior, profissional ou secundário)

As pulseiras estão disponíveis desde o passado dia 27 de outubro nos bares Preto & Branco, Senalonga e Loco, bem como junto dos membros da AEESTH. As entradas diárias serão vendidas apenas nos respetivos locais do evento.

Apoios e Parcerias

A AEESTH destaca o papel fundamental dos seus parceiros e patrocinadores na concretização da [E]nergiaSTH-2025. O evento conta com o apoio institucional do Município de Seia, Junta de Freguesia de Seia, IPDJ e IPG, além de empresas locais como Maquiseia, Funerária Simões e Grupo OMB. A coordenação e execução técnica estão a cargo da Festcorp.

A [E]nergiaSTH-2025 é encarada como um momento de união e celebração, que promete “colocar Seia no mapa dos grandes eventos académicos da região” e ser uma semana de muita energia e de recordações para toda a comunidade.

Sabugueiro revive a tradição com a Noite das Caçoilas

A aldeia de montanha do Sabugueiro prepara-se para mais uma edição da sua emblemática “Noite das Caçoilas”, um evento que celebra a rica gastronomia e as tradições ancestrais da região. A festa está marcada para o dia 8 de novembro, prometendo uma experiência imersiva na cultura serrana.

A “Noite das Caçoilas” é um regresso às origens da aldeia, terra de pastores, onde a preparação de pratos de carne em caçoilas de barro e o seu cozimento no forno comunitário eram um ritual em casamentos e festividades. É essa memória e esse sabor que a comunidade do Sabugueiro se propõe a reviver anualmente.

A “Noite das Caçoilas” não é apenas uma refeição, mas uma experiência cultural completa. De manhã, as mulheres da aldeia cozem o pão e, a partir da tarde, o Forno Comunitário ganha vida com o cheiro da lenha e o ritmo das tarefas ancestrais, culminando com a retirada das caçoilas, que são então servidas ao público.

As mulheres da aldeia reúnem-se para confecionar o tradicional pão de centeio, que é cozido no forno comunitário, enchendo o ar com o aroma característico. Durante a tarde, as caçoilas contendo carnes como cabrito, chanfana ou borrego, temperadas ao gosto da aldeia, são levadas ao forno para assar lentamente. Perto das 19h00, as caçoilas são retiradas do forno, prontas para serem servidas e saboreadas, proporcionando uma experiência gastronómica autêntica e reconfortante.

Este evento visa não só dar a conhecer a gastronomia local, mas também desafiar os visitantes a vivenciar a essência da aldeia num ambiente de festa e animação popular.

A “Noite das Caçoilas” é uma oportunidade imperdível para quem procura uma ligação genuína com as Aldeias de Montanha, valorizando o património cultural imaterial e os sabores que resistem ao tempo.

A iniciativa, que se foca na degustação dos pratos de carne confecionados nas caçoilas de barro, é promovida pela Junta de Freguesia do Sabugueiro e associações locais, no âmbito do Plano de Animação da Rede de Aldeias de Montanha.

As inscrições encontram-se abertas no site: www.sabugueiro.pt e no Posto de Turismo do Sabugueiro.

Produção d’Fusão projeta Loriga no mapa internacional da “La Nuit du Cirque”

Nos dias 15 e 16 de novembro, Loriga recebe dois espetáculos internacionais de circo contemporâneo, no âmbito da La Nuit du Cirque — evento mundial que celebra a criação circense contemporânea.

A Escola Dr. Reis Leitão será o palco do encerramento da Temporada Cultural “Um Lugar à Varanda”, iniciativa promovida pela Produção d’Fusão nas Aldeias de Montanha de Valezim e Loriga. Pela primeira vez, a La Nuit du Cirque, celebração nascida em França em 2019, chega à Serra da Estrela, marcando a presença da região nesta rede internacional de programação cultural.

A La Nuit du Cirque é uma iniciativa internacional dedicada ao circo contemporâneo, promovida pela associação Territoires de Cirque, com o apoio do Ministério da Cultura de França e de várias redes europeias. Todos os anos, durante um fim de semana, centenas de cidades em França e noutros países acolhem espetáculos, demonstrações e eventos participativos que evidenciam a vitalidade e diversidade da criação circense atual.

Em Loriga, o programa inclui dois espetáculos:

15 de novembro (sexta-feira), às 18h“Gregarious”, da Companhia Soon Circus, combina acrobacia e comédia, com uma fusão fluída entre competição e colaboração, a destacar temas como trabalho em equipa, amizade e rivalidade.

16 de novembro (sábado), às 15h“Rima”, de Alan Sencades e Alvin Yong, une técnicas de circo e movimento, tendo como linguagem central a Roda Cyr, como um símbolo de conexão entre duas peças consoantes dentro do mesmo (uni)verso. O público é convidado a identificar-se com essa experiência de uma procura de uma casa, um lar, um abrigo.

A Temporada Cultural “Um Lugar à Varanda” decorreu entre setembro e novembro, prolongando o verão cultural nas aldeias e promovendo o diálogo entre as comunidades locais e as artes contemporâneas.

Sérgio Alves lança o seu livro dia 8 de novembro, na Biblioteca Municipal de Seia

Intitulado “Cartas dos Grandes e Graves Prejuízos – Relatos da Invasão Francesa nos Concelhos de Seia e Gouveia”, o livro será apresentado no dia 8 de novembro, pelas 15h, na Biblioteca Municipal de Seia.

“Cartas dos Grandes e Graves Prejuízos – Relatos da Invasão Francesa nos Concelhos de Seia e Gouveia”, da autoria de Sérgio Alves, vai ser será apresentado no próximo dia 8 de novembro, pelas 15h00, na Biblioteca Municipal de Seia.

Resultado de uma investigação historiográfica minuciosa, esta obra convida o leitor a mergulhar nas sombras de um tempo de dor e resistência, através das palavras autênticas dos curas e párocos que testemunharam a devastação provocada pelas tropas napoleónicas.

As cartas, escritas entre 1810 e 1811, revelam a dimensão humana da guerra — o desespero das populações, a destruição das igrejas e capelas, os saques e incêndios, e a perda irreparável de vidas e bens. Mas também deixam transparecer a força e a fé de comunidades que, mesmo perante a tragédia, não deixaram que a memória se perdesse.

Com uma linguagem acessível e um rigor histórico exemplar, Sérgio Alves reconstrói, documento a documento, o retrato de uma região marcada pelo conflito, onde Seia e Gouveia se tornam palco de histórias de coragem e sofrimento. Mais do que uma simples recolha de fontes, o livro propõe uma leitura viva do passado, aproximando o público contemporâneo das vozes que, há mais de dois séculos, denunciaram os “grandes e graves prejuízos” infligidos pelas invasões francesas.

Cada carta é um fragmento de memória que, reunido com tantos outros, forma um testemunho coletivo da resistência das gentes da Serra da Estrela.

Com esta obra, Sérgio Alves reafirma o seu compromisso com a preservação da história local e a valorização do território, continuando o caminho iniciado com o seu primeiro livro, “Por entre marcos e padrões – A história dos limites de São Romão”.

Sérgio Alves, natural de São Romão, é licenciado em História pela Universidade de Coimbra. Tem-se dedicado ao estudo e valorização da história e memória do concelho de Seia, procurando dar nova vida aos documentos e às vozes que moldaram a identidade das suas gentes.

Transição na Juventude Socialista de Seia –  Hugo Abreu eleito novo presidente

A Juventude Socialista (JS) de Seia elegeu a Lista A, encabeçada por Hugo Abreu, como a nova direção concelhia. As eleições, realizadas na sede do Partido Socialista no passado dia 1 de novembro, assinalam o início de um novo ciclo para a estrutura, após quatro anos de liderança de Gonçalo Dias.

Hugo Abreu eleito novo presidente da JS

Hugo Abreu, de 23 anos e vice-presidente cessante, assume a presidência com o objetivo de “dar continuidade a um caminho” de superação e crescimento, propondo uma JS mais “próxima, participativa e interventiva” nas causas locais, como o acesso à habitação e a fixação de jovens no concelho.

O dever cumprido de Gonçalo Dias

Gonçalo Dias – Presidente cessante

A eleição decorreu após a decisão do presidente cessante, Gonçalo Dias, de não se recandidatar. Numa mensagem partilhada a 25 de outubro, Gonçalo Dias fez um balanço dos quatro anos (2021-2025) à frente da JS Seia. “Saio com a convicção de dever cumprido: recuperámos o que se tinha perdido e assegurámos o futuro da nossa estrutura,” afirmou Gonçalo Dias.

O mandato de Gonçalo Dias foi marcado pela reconstrução e resiliência da estrutura, destacando iniciativas como: a celebração do 25 de Abril com “Memórias da Liberdade”; a formação de jovens através da “Rota do Conhecimento”; a organização da XII Edição do WinterFest, que reuniu cerca de 300 jovens de todo o país e o aumento da presença da JS Seia nas listas do Partido Socialista nas últimas Autárquicas, com 16 candidatos.

Deixou um agradecimento à sua família, “por toda a paciência e apoio”, e à sua “equipa — Alexandre, Ana Rita, Daniela, Hugo, Matilde, Afonso e Raúl — que nunca desistiu e esteve sempre na linha da frente, independentemente das circunstâncias.” Disse ter sido “um enorme privilégio liderar esta estrutura. O futuro está em boas mãos — e estarei sempre por perto.”

Continuidade e ambição com Hugo Abreu

A candidatura de Hugo Abreu, apresentada a 30 de outubro, baseou-se na consolidação das conquistas da direção anterior. O novo presidente destaca a JS Seia como uma “casa comum, um espaço de participação, de aprendizagem e de crescimento coletivo.”

A sua plataforma eleitoral centra-se em temas cruciais para a nova geração, procurando transformar a “inquietação em ação”: acesso à habitação; ação climática; direito à educação de qualidade e a criação de atrativos para a fixação de jovens em Seia.

Pretende “que a Juventude Socialista de Seia continue a ser um espaço de ideias, de compromisso e de resposta aos desafios do presente mas, acima de tudo, um espaço onde cada jovem se sinta representado e ouvido”, pode ler-se em comunicado enviado ao JSM.

Conquistas e nova estrutura

Ainda segundo o comunicado, durante o último mandato, “a JS Seia não só reergueu a sua credibilidade, como também alcançou um crescimento notável, tornando-se atualmente a maior concelhia do distrito da Guarda em número de militantes.”

Os novos órgãos sociais são compostos por:

Presidente: Hugo Abreu
Vices Presidentes: Alexandre Alvo e Daniela Cabecinha

Secretariado: Matilde Martins; Francisco Flor; Ana Rita Santos; Afonso Cardoso; Beatriz Branquinho; Nuno Campos; Vitor Nércio; Mariana Pinheiro e Samuel Coelho.

Mesa da Assembleia Concelhia:
Presidente: Raúl Ramos
Membros: Duarte Cabete; Sara Ascensão e César Sério.

Representantes na Comissão Política do Partido Socialista:
Gonçalo Dias e Alexandre Alvo.

Os novos órgãos concelhios assumem agora a missão de “manter e reforçar este desempenho, garantindo que a política continua a ser um espaço de interesse e desenvolvimento para a juventude do concelho.”

A nova direção, que representa uma “Juventude que inspira”, segundo o lema da lista vencedora, promete estar “sempre por perto” para guiar o futuro do projeto em Seia.

Maratona Clube Vila Chã brilha no grande prémio “Cidade de Viseu”

O Maratona Clube Vila Chã teve uma participação notável na 63.ª edição do Grande Prémio Internacional “Cidade de Viseu”, que se realizou no passado dia 2 de novembro. Quatro atletas representaram o clube, alcançando resultados de destaque, com duas presenças no pódio.

Os atletas do Maratona demonstraram excelente forma em diversas categorias, consolidando a presença do clube nas provas de fundo regionais e nacionais.

O destaque da representação do Maratona Clube Vila Chã vai para a experiência e resiliência dos atletas dos escalões mais velhos, que garantiram o segundo lugar em duas categorias distintas: M55: o atleta Virgílio Figueiredo alcançou um excelente 2.º lugar, subindo ao pódio para receber a prata neste escalão; M60: Jacinto Correia replicou o feito de Figueiredo, terminando o Grande Prémio também na 2.ª posição do seu escalão, numa prova que exigiu grande esforço e determinação.

A prestação do clube foi completada com resultados sólidos em outros escalões, demonstrando a abrangência e o potencial do Maratona

No escalão de M40, António Rodrigues classificou-se na 8.ª posição, ficando no top 10 de uma das categorias mais competitivas da prova. Já no escalão mais jovem, a atleta Ema Rodrigues obteve o 20.º lugar na prova de Benjamins, um resultado que sublinha o trabalho do clube na formação e a promessa de futuro.

A 63.ª edição do Grande Prémio Internacional “Cidade de Viseu” reafirmou a importância do evento no calendário nacional de atletismo e o compromisso do Maratona Clube Vila Chã com a modalidade, com a ambição de continuar a colecionar pódios e bons resultados nas próximas competições.