A pergunta que poucos dizem em voz alta

Por que é que os outros conseguem e eu não?

Em algum momento da sua vida já se deve ter perguntado sobre isto… Parece tão fácil para os outros e para mim tão difícil, porquê?
Estamos demasiado expostos aos resultados dos outros, mas pouco conhecedores dos seus processos. Vemos o resultado final, mas não vemos o seu caminho. Não vemos as dúvidas, os medos, as desistências ou os trilhos difíceis. Ainda assim, insistimos em processos de comparação, em ilusões de progressos constantes e em retirar das redes sociais as conclusões superficiais (e desajustadas) sobre a vida dos outros.

As nossas trajetórias de vida não são iguais, nem partimos todos do mesmo ponto de partida. É nesse ponto de partida que estão os recursos distintos, os contextos únicos e as histórias singulares.

Mas a pergunta ainda persiste e anda de mãos dadas com a comparação: Mas por que é que os outros conseguem e eu não?
A esta pergunta adicionamos mais uma: O que há de errado comigo?

Neste momento a comparação agrava-se. Surge a vergonha, a autocrítica e as crenças que limitam a nossa vida pessoal, social e profissional.

Talvez precisemos de ajuda para colocar novas questões e reflexões: Que partes de mim e da minha história ignoro quando me comparo? Haverá um ritmo igual para todos? De onde vem toda esta cobrança que faço a mim mesmo?

O que serve aos outros pode não nos servir a nós! Não temos todos as mesmas medidas, existem histórias que não são nossas, mas todos temos o poder de (re)conhecer a nossa própria história, (re)definir critérios de progressos e de dar pequenos passos que façam sentido para nós.

Sabia que a sua capacidade de avançar também é válida e pode ser suficiente? Pense sobre isso!

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