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Os perigos do Inverno nos nossos animais

O Inverno traz temperaturas mais baixas, chuva e humidade, exigindo cuidados redobrados com cães e gatos para garantir o seu bem-estar e manter a sua saúde.
Tal como os humanos, os animais também sentem o frio, particularmente os bebés (pois têm dificuldade em manterem a sua temperatura corporal sozinhos), animais idosos, animais de pêlo curto ou com problemas de saúde. Existem alguns fatores que devem ter em conta para ser um Inverno mais seguro, nomeadamente:
Abrigo: se vivem no exterior, devem ter acesso a uma casota bem isolada do chão, protegida do vento e da chuva, com mantas secas. Sempre que possível, devem dormir num local resguardado das intempéries, é essencial que não fiquem expostos ao frio intenso, que pode ser mesmo fatal, principalmente em animais molhados expostos a temperaturas negativas.
Alimentação: também desempenha um papel essencial no Inverno. Por norma, os animais podem necessitar de um ligeiro aumento calórico para manter a temperatura corporal, especialmente os que passam mais tempo no exterior ou realizam mais atividade física. No entanto, este ajuste deve ser feito com orientação veterinária, evitando o excesso de peso. É igualmente importante manter uma alimentação de qualidade (além da quantidade), adequada à idade, porte e estado de saúde do animal. No inverno, muitos animais tendem a ser menos ativos, o que pode levar ao aumento de peso se a alimentação não for bem controlada. Por isso, o equilíbrio entre ingestão alimentar e atividade física é essencial. A hidratação não deve ser esquecida: a água fresca e limpa deve estar sempre disponível, mesmo que os animais bebam menos nesta estação. Garantir uma nutrição adequada ajuda a reforçar o sistema imunitário, e promove também mais resistência às doenças comuns do Inverno.
Rotina de passeios: continua a ser essencial, sobretudo para os cães, mas deve ser adaptada às condições meteorológicas, obviamente. Em dias de chuva, é aconselhável secar bem o animal ao regressar a casa, dando especial atenção às patas e às orelhas, para prevenir infeções fúngicas, dermatites e otites. O uso de capas impermeáveis pode ser útil, principalmente em animais mais sensíveis.
Rotina de banhos: porque a saúde da pele e do pêlo também merecem atenção. Banhos muito frequentes devem ser evitados no inverno, pois irão remover a oleosidade natural que protege a pele. Escovar regularmente ajuda a manter o pêlo saudável e a estimular a circulação sanguínea. O uso de camas confortáveis, mantas e, em alguns casos, roupas adequadas, pode contribuir para maior conforto térmico sem a necessidade de banhos com demasiada frequência.
Prevenção: é fundamental manter as vacinas e desparasitações em dia, uma vez que o inverno pode favorecer o aparecimento ou agravamento de algumas doenças respiratórias e infeções, sobretudo em animais mais frágeis. As visitas regulares ao veterinário ajudam a detetar precocemente qualquer problema de saúde e a ajustar cuidados específicos a cada animal. Os tutores devem estar atentos a sinais de desconforto como tremores persistentes, apatia, perda de apetite, tosse, espirros ou alterações no comportamento, pois estes podem indicar que o animal está a sofrer com o frio ou a desenvolver alguma doença.
Com cuidados simples e atenção diária, cães e gatos podem atravessar o Inverno de forma confortável, saudável e segura, tal como nós. Quem ama, cuida!

Integrar para educar, quando a ligação vem antes da correção

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Na minha prática clínica, enquanto psicóloga e terapeuta EMDR, observo diariamente como a integração é um pilar essencial do desenvolvimento emocional. Integrar significa ligar partes que, por momentos, parecem separadas, emoção e pensamento, corpo e mente, relação e aprendizagem. Também na parentalidade, esta integração é fundamental.
Quando uma criança está assoberbada por uma emoção intensa, o seu sistema nervoso encontra-se em ativação. Nesses momentos, a capacidade de refletir, compreender regras ou ouvir explicações fica limitada. O cérebro emocional assume o comando e o cérebro mais racional fica temporariamente em segundo plano. Insistir na correção ou na lógica pode aumentar a distância, não a aprendizagem. É por isso que a ligação deve vir primeiro. Acolher, validar, mostrar presença e segurança. Só depois é possível orientar, ensinar e ajudar a criança a organizar aquilo que sente.
Este processo exige também um olhar honesto para dentro. Como adultos, de que lugar reagimos? Por vezes, deixamo-nos dominar por emoções intensas, respostas impulsivas, medo ou frustração, o que pode gerar um ambiente emocionalmente caótico. Noutras situações, recorremos excessivamente à lógica e ao controlo, afastando-nos da experiência emocional da criança, tornando-nos rígidos e pouco disponíveis para escutar. Nenhuma destas posições favorece a integração.
Educar de forma integrada implica equilíbrio. Implica sentir sem perder a capacidade de pensar, compreender emoções sem abdicar de limites, ligar-se profundamente sem deixar de orientar. É neste espaço seguro, onde emoção e razão caminham juntas, que a criança aprende a regular-se, a confiar nas relações e a construir uma base emocional mais saudável.
A parentalidade não pede perfeição. Pede consciência, intenção e disponibilidade para integrar. Quando o adulto consegue fazer este caminho interno, torna-se um modelo vivo de autorregulação e segurança emocional. E é muitas vezes nesse exemplo silencioso que acontece a verdadeira aprendizagem.

A pergunta que poucos dizem em voz alta

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Por que é que os outros conseguem e eu não?

Em algum momento da sua vida já se deve ter perguntado sobre isto… Parece tão fácil para os outros e para mim tão difícil, porquê?
Estamos demasiado expostos aos resultados dos outros, mas pouco conhecedores dos seus processos. Vemos o resultado final, mas não vemos o seu caminho. Não vemos as dúvidas, os medos, as desistências ou os trilhos difíceis. Ainda assim, insistimos em processos de comparação, em ilusões de progressos constantes e em retirar das redes sociais as conclusões superficiais (e desajustadas) sobre a vida dos outros.

As nossas trajetórias de vida não são iguais, nem partimos todos do mesmo ponto de partida. É nesse ponto de partida que estão os recursos distintos, os contextos únicos e as histórias singulares.

Mas a pergunta ainda persiste e anda de mãos dadas com a comparação: Mas por que é que os outros conseguem e eu não?
A esta pergunta adicionamos mais uma: O que há de errado comigo?

Neste momento a comparação agrava-se. Surge a vergonha, a autocrítica e as crenças que limitam a nossa vida pessoal, social e profissional.

Talvez precisemos de ajuda para colocar novas questões e reflexões: Que partes de mim e da minha história ignoro quando me comparo? Haverá um ritmo igual para todos? De onde vem toda esta cobrança que faço a mim mesmo?

O que serve aos outros pode não nos servir a nós! Não temos todos as mesmas medidas, existem histórias que não são nossas, mas todos temos o poder de (re)conhecer a nossa própria história, (re)definir critérios de progressos e de dar pequenos passos que façam sentido para nós.

Sabia que a sua capacidade de avançar também é válida e pode ser suficiente? Pense sobre isso!

Quando comunicar deixa de ser uma escolha ocasional

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Há um momento comum em muitas organizações em crescimento em que o marketing passa a ser visto como algo circunstancial. Já não é improvisado, mas também ainda não é assumido como função estratégica. Faz-se quando é preciso, ajusta-se quando há pressão e adia-se quando outras urgências tomam conta da agenda.
Este posicionamento cria uma ilusão de controlo. A empresa sente que comunica, sente que está presente, mas fá-lo de forma irregular e reativa. O mercado, porém, não lê intenções, apenas percebe consistência ou ausência.
Quando a comunicação acontece apenas em ciclos de necessidade, perde-se continuidade. As mensagens não se acumulam, não criam memória, não constroem perceção sólida. Cada ação começa quase do zero, exigindo mais esforço para gerar o mesmo impacto. Não por falta de competência, mas por falta de cadência.
À medida que a estrutura cresce, surgem outras prioridades legítimas: equipas, processos, operações, resultados. O problema não está nessas prioridades. Está na ideia silenciosa de que o marketing pode esperar. Pode não esperar. Porque não acompanha apenas o crescimento, prepara-o.
Marketing não é ruído nem visibilidade pontual. É um trabalho discreto e contínuo de alinhamento entre o que a empresa é, o que diz e o que o mercado reconhece. Quando esse alinhamento falha, surgem sinais subtis: vendas mais difíceis, decisões mais longas, maior pressão sobre o preço, menor diferenciação.
O seu investimento constante não é por isso sobre acelerar. É sobre estabilizar. Não é sobre aparecer mais. É sobre fazer sentido de forma contínua. Empresas que compreendem isto deixam de comunicar por urgência e passam a comunicar por clareza.
E essa diferença, embora pouco visível no curto prazo, torna-se decisiva com o tempo.

Cartas abertas, votos fechados e a democracia em saldo

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Nas últimas semanas instalou-se em Portugal um curioso ritual cívico: figuras do espaço dito “não-socialista” — liberais, sociais-democratas e democratas-cristãos de currículo respeitável — sentiram um súbito impulso de anunciar publicamente o seu voto em António José Seguro. Não se trata apenas de votar. Trata-se de proclamar. De assinar cartas abertas com a convicção de quem acredita estar a prestar um serviço à pátria — e, já agora, a educar o eleitorado.
Perante tão elevada pedagogia democrática, sinto-me tentado a fazer um apelo bem mais simples e, curiosamente, mais democrático: votem como entenderem. Sem certificados de virtude. Sem selos morais. Sem tutelas.
Porque a democracia não é um jantar de gala onde se avalia quem usa os talheres certos. O voto é individual, livre e intransmissível. Quando se tenta condicionar o seu sentido por vergonha, medo ou chantagem moral, não se fortalece a democracia — subverte-se.
O argumento usado por muitos subscritores destas cartas é revelador: quem não vota em Seguro e vota em André Ventura é antidemocrata. Como se a democracia deixasse de existir precisamente no único momento em que se manifesta de forma inequívoca: na urna. Aparentemente, o voto só é democrático quando coincide com o voto certo. Quando diverge, passa a ser patologia.
Confesso que, sendo eu um social-democrata com algum sangue democrata-cristão, observo com perplexidade esta corrida vertiginosa às cartas abertas de apoio a um candidato socialista. Não questiono o direito de ninguém votar em Seguro. Cada um terá as suas razões. Questiono apenas a necessidade de publicitar o voto como se estivéssemos num intervalo televisivo a vender lixívia: “Eu voto Seguro. Branco mais branco não há.”
A analogia não é inocente. A publicidade funciona pela repetição e pela normalização. E é exactamente isso que aqui se tenta fazer: transformar uma opção política numa obrigação social.
Convém, contudo, não esquecer um pequeno detalhe frequentemente omitido: António José Seguro é socialista. Um socialista de pedigree. Militante desde sempre, moldado por uma cultura política muito específica. Mais socialista do que isto só se tivesse nascido no Largo do Rato, embalado entre congressos, moções e discursos de encerramento, com o cartão de militante passado antes da certidão de nascimento.
Ainda assim, por artes mágicas — quiçá por imposição de uma carta aberta ou duas — surge agora convertido em representante do “campo não-socialista”. A política portuguesa tem destas maravilhas: um homem pode passar a vida inteira a ser socialista e, de repente, acordar transversal. Curioso. Revelador.
Façamos então um exercício simples de futurologia. Imaginemos uma crise política no governo da AD. Um bloqueio orçamental, uma moção de censura. O que fará o Presidente Seguro? Fará o que fizeram os presidentes socialistas antes dele: não forçará soluções artificiais, não inventará blocos centrais e dissolverá o Parlamento sem grande hesitação.
E então será delicioso assistir ao momento seguinte: os mesmos subscritores das cartas abertas a Seguro a apelarem ao voto na AD ou na IL, depois de o governo ter caído por decisão do Presidente que ajudaram a legitimar. Não será difícil imaginar André Ventura a exibir essas cartas como quem agita recibos antigos em horário nobre, esfregando-as na cara dos seus autores: “Foram vocês.” Cada carta será prova material do crime político, lida e dramatizada entre gargalhadas cúmplices do seu eleitorado.
É por isso que me espanta a falta de ponderação — e a precipitação quase adolescente — de figuras que se dizem da Iniciativa Liberal, do PSD e do CDS. Política também é memória. E alguns parecem acreditar que ela se apaga com uma carta aberta.
Termino como comecei: votem. Votem em consciência. Mas não se deixem convencer de que o vosso voto precisa de validação externa. O voto pertence-vos. Só a vocês.
Tudo o resto é ruído. Travestido de virtude.

Trump, Seguro e Ventura

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Invariavelmente temos de voltar a Trump! Agora, aliás, há já algum tempo, impressiona mais Trump que Putin. Diria, até, que em matéria de surpresas, de imprevistos, Putin se tornou previsível nos seus planos e o imprevisível é Trump. Imprevisível e perigoso. Tão ou mais perigoso que Putin. Este, sabemos ao que vem. Aquele, tornou-se difícil adivinhar. Sabemos, é certo, duas ou três “linhas” da sua “personalidade” enquanto político: valoriza a perspetiva monetária, os ganhos, faz a apologia de um nacionalismo persecutório e isolacionista, por um lado, e por outro assume um intervencionismo internacional duvidoso e contraditório e utiliza as relações internacionais para benefício próprio e do seu império empresarial. Veja-se o caso da Venezuela, em que apenas pretendeu efetuar um exercício de poder militar aparentemente sem uma estratégia consistente para substituir Maduro. Ao nível interno, a perseguição obsessiva aos imigrantes tem, além das mortes que já causou, exposto o ridículo das justificações que as e os porta vozes da casa branca têm vindo a dar sobre os acontecimentos mortais. Ao permitir que uma força policial mate impunemente Trump coloca-se ao lado dos líderes criminosos como Putin ou os dirigentes iranianos que fomentam o assassinato de opositores. Já não parece seguro visitar os E.U.A. Desejável será que a Europa tenha acordado definitivamente para a nova realidade e quebre as dependências deste ou daquele mercado e, já agora, invista mais na defesa. É que, atualmente, o Estados Unidos da América são uma espécie da “paria” internacional em que não é seguro confiar. Tal como relativamente a Putin e à Russia, também relativamente aos E.U.A. e a Trump se deve aplicar o “principio da desconfiança permanente.

É mais do que óbvio que António José Seguro será o próximo Presidente de Portugal. Não se trata de uma manifestação de fé, mas antes uma conclusão assente na análise do contexto político em Portugal. Em que o resultado da primeira volta e as suas consequências também entram. O facto de Seguro ter ganho a primeira volta das presidenciais e de os principais protagonistas das candidaturas que ficaram atrás de Ventura terem dito que iriam votar em António José Seguro reforçam em mim a convicção de que a sensatez predominará na jornada eleitoral de 8 de fevereiro. A “bem da Nação”!

O “irritante político” em que se tornou André Ventura e o seu CHEGA têm a sua “causa” naquilo que o líder “chegano” apelidou recentemente de “tacho de interesses”. Efetivamente, tanto o PSD como o PS têm a responsabilidade de terem sido as únicas forças partidárias portuguesas a governarem Portugal na quase totalidade do pós 25 de abril. E, efetivamente, durante os últimos cinquenta anos o aparelho de estado foi utilizado muitas vezes para favorecimentos a amigos e companheiros de partido, e alguma política económica favoreceu, muitas vezes, uma certa clientela política. A utilização de serviços do Estado ou em que o mesmo participa ou está representado tem sido utilizado por, pelo menos, uma das duas forças para “ajeitar” esta ou aquela situação deste ou daquele “companheiro”. É claro que André Ventura e muita gente sabe disto e do resto. O crescimento do CHEGA será sempre proporcional ao crescimento do descontentamento relativamente às governações dos socialistas e social democratas. E quando for absolutamente insustentável a dita governação então o CHEGA será governo.

AI, PORTUGAL, PORTUGAL …

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…Enquanto ficares à espera, Ninguém te pode ajudar (Jorge Palma). Os portugueses parecem ficar sempre acomodados, à espera que algo, como foi o ouro do Brasil, algum milagre, como o de Fátima, ou alguém, como um Presidente da República, os venha ajudar a resolver os seus problemas.

Talvez também por isso Portugal seja frequentemente descrito como o país dos absurdos, expressão que reflete as situações paradoxais do comportamento dos portugueses.

É um absurdo que um país com dez milhões de habitantes no território nacional e onze milhões de potenciais eleitores, contando a diáspora, mas em que apenas metade vota, tenha onze candidatos a PR, qualquer um pior que o antecessor.

É um absurdo que um país que criou uma lei da paridade, porque considerava que não havia representação equilibrada de géneros nas listas eleitorais de alguns orgãos, incluindo a Assembleia da República, se confronte com um desequilíbrio extremo de géneros, numa eleição cujos candidatos partem de uma decisão pessoal, e não imposta por leis ou partidos.

É absurdo que um pseudo-candidato que vem de um partido com uma representação parlamentar de seis deputados, seis, incluindo ele próprio, seja humilhantemente ultrapassado por um candidato surrealista que, como o próprio afirma, se candidata para expor o “absurdo da política”. Isto é rebaixar o papel das eleições e do lugar de Presidente da República.

Está em final de mandato, após 10 anos de presidência, um PR que, em 2019 tinha assumido o objetivo de erradicar o fenómeno dos sem-abrigo em Portugal até 2023. O mesmo PR que, em 2022, e com a justificação da pandemia, sempre a pandemia, voltou a fazer a mesma promessa, já não até 2023, mas “num prazo razoável”.

Todos sabemos o resultado, mas preferimos ignorar, porque todos temos responsabilidades nisso, quer direta ou indiretamente,e é mais cómodo ficar à espera que o problema se resolva por si ou alguém o resolva.

Tivemos onze candidatos, agora reduzidos a dois, que prometeram e prometem, resolver os problemas do SNS, da habitação, do desenvolvimento da economia, do êxodo dos jovens qualificados e tudo mais.

Mesmo não estando no âmbito dos seus poderes e com o exemplo apresentado acima sobre a erradicação dos sem-abrigo, e outros poderiam ser apresentados, os candidatos têm o descaramento de garantir que são a solução desses problemas, e os portugueses a ingenuidade de acreditar que eles são a salvação de Portugal. Bem podem ficar à espera.

Salvé o ano de 2026

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Foi com muita alegria palmas, foguetes, festas e cantares que recebemos o ano de 2026 na esperança que todos os dias do ano nos traga mais paz e prosperidade.
Por todos os cantos da terra se fizeram festas e a alegria estampada nos rostos era visível. As pessoas cumprimentavam-se umas às outras, desejando um bom Ano Novo. É certo que as condições atmosféricas não foram as melhores, mas a força da juventude misturada com a nostalgia do passado mantiveram-se bem vivas para dar entusiasmo às gerações vindoiras.
Começámos o ano pródigo com eventos e com as eleições para a Presidência da República. As televisões, rádios, jornais, arruadas ou comícios serviram para trazer Portugal em “ebulição” acabando, esta primeira etapa, no dia 18 de janeiro, com a eleição de 2 candidatos para a 2ª volta, que se realiza no dia 8 de fevereiro. Até lá, os 2 candidatos apurados, António José Seguro e André Ventura têm que conquistar e convencer os eleitores a votar neles. Para nós, porque conhecemos de perto o Dr. António José Seguro, sabemos que ele é aquele que tem mais qualidades humanas e políticas e, desde sempre, foi a voz dos mais desfavorecidos da sociedade. Por isso, é o único que deve ser eleito como o mais alto representante de Portugal. A sua honestidade, educação, sensatez e caracter irão, com certeza, elevar o bom nome de Portugal.
É já no próximo dia 8 que se realizam as tradicionais festividades em honra do Mártir e Santo São Brás, em Santa Marinha, que pela sua longevidade são bastante concorridas. Nós que, desde a nossa meninice as vivemos com muita alegria e fé, esperamos que a juventude de Santa Marinha as mantenha com o mesmo sentido, pois foi a ela que se deve esta tradição com o envolvimento de toda a população.
De realçar que o próprio dia de homenagem ao Santo é o dia 3 de fevereiro, alterado, este ano, talvez pelo calendário religioso da paróquia.
Em qualquer caso, esta festa sempre teve o carácter muito mais religioso que profano.
Esperamos e fazemos votos que não alterem este sentido para que continue a ser objeto de gratidão.
Vamos entrar no mês de fevereiro. É um mês de folias em que o ambiente leva muitas pessoas à degradação. A folia vai estar presente, o que achamos muito bem, mas não nos devemos esquecer nunca da mensagem de Natal, festejada há pouco mais de um mês: “Paz na terra aos homens de boa vontade”.
Ao pensar assim, não nos devemos esquecer das guerras que proliferam por todo o mundo, com tanta gente a morrer; uns encontram-se num leito da cama a sofrer e outros tantos desamparados que andam pelo mundo e que nada têm.
É com isso que nos devemos preocupar, porque o supérfluo que se esbanja nas folias, festas e festinhas era o suficiente para matar a fome a milhões de pessoas.
Seria agradável que tanta gente pudesse pensar não nos milhares ou milhões que tenham nos bancos, mas que soubessem gerir o ordenado que recebem pensando nos amanhãs que se aproximam e rápido.
Sentimos esta recomendação, porque lidamos com ela diariamente e é um dever de alertar as pessoas para o óbvio.
“A pessoa cega não é aquela que não vê, mas toda aquela que não quer ver”.

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A vida, ao longo de todos estes anos, tem-nos ensinado muito mas do ponto de vista social, foi o hospital e mais recentemente a ABSST, que nos conferiram total legitimidade para falar dum assunto que, pelas piores razões, se tornou, infelizmente, cada vez mais atual e razão de crescentes preocupações.

A velhice ou terceira idade deveria constituir motivo de permanente preocupação e análise por parte do poder político de tal modo que levasse os sucessivos governos a tomar decisões profundas e sérias. Está longe de nós a ideia de que os vários governos do país não tenham voltado o seu olhar para o grave problema social que envolve a terceira idade e as conhecidas dificuldades de vária ordem que o transformam numa autêntica tragédia. Apesar de tudo, urge reconhecer que o poder político se esquece muito das pessoas em favor de outras coisas muito especialmente daquelas que dão votos.

É bom que se diga, sem hesitações nem rodeios que há milhares de camas nos hospitais ocupadas por pessoas idosas que, praticamente, sem eira nem beira, são ali deixadas ao abandono pelas famílias. Uma tal situação constitui um dilema terrível para quem dirige essas instituições de Saúde. Não poder internar doentes cuja indicação médica o exige porque as camas se encontram ocupadas por idosos cujas condições sociais são gritantes, é dramático!

Por outro lado, há muitos outros velhinhos abandonados, esquecidos e marginalizados pela própria família que os mantém em permanente solidão, em casa, sem quaisquer condições, entregues, pura e simplesmente, à ironia do destino com uma agravante, a de que gastam as suas pensões em tudo menos naquilo a que, exatamente, se deviam dirigir. E aqueles que são colocados em lares e de cujas pensões os familiares se apropriam para não falar ainda dos que deixam de ser donos dos dinheiritos que, ao longo da vida, amealharam com tanto sacrifício e privações só porque alguns “espertos” entre filhos ou outros familiares próximos os chamaram a si?

Em resumo; um sem número de situações tristes e degradantes que ilustram com propriedade e realismo, aquilo em que se transformou a nossa sociedade. Há exceções, claro! Bem honrosas e dignas, mas são poucas e tendem a acabar.

Vivemos, infelizmente, num mundo completamente louco e desumanizado, sem respeito por nada nem ninguém onde cada um olha demais para o seu umbigo e pouco, muito pouco, para o próximo.

Razão tinha um velho sábio da nossa terra que proclamava aos quatro cantos do planeta: “Adeus Mundo, cada vez pior”!

2026: 180 anos de Música e Comunidade

O ano de 2026 assume um significado especial para a Sociedade Musical Estrela da Beira (SMEB). Celebramos uma data “redonda”: 180 anos de história. Desde que o povo de Santa Marinha se uniu para fundar a nossa instituição, em 1846, temos trilhado um caminho de cultura e união, e é com essa mesma alegria que convidamos todos os amigos a juntarem-se a nós nesta celebração. Queremos que sintam o orgulho de ver a “Banda da nossa Terra” viver, crescer e evoluir. Para assinalar este marco histórico, estamos a preparar um ano repleto de atividades. Bem-vindos a 2026 e aos 180 anos da SMEB!

Janeiro passou a grande velocidade, mas o ritmo na nossa sede continua intenso. A direção da SMEB conta agora com novos elementos, que trazem consigo energia, ideias e uma enorme vontade de fazer acontecer. Já cumprimos a tradição das Janeiras, desejando um bom ano aos santamarinhenses com a entrega de um calendário muito especial, onde a imaginação e a boa disposição da banda brilham em cada mês. Além disso, as nossas deliciosas “Migas dos Reis” voltaram a ser um sucesso, reunindo amigos em torno deste petisco tão nosso.

O que nos reserva fevereiro? Todos sabemos que este é o mês de São Brás. A sua festa será celebrada no dia 8 de fevereiro e a SMEB terá a honra de animar as festividades. Outra tradição que cumprimos orgulhosamente há 25 anos é a animação da Feira do Queijo de Seia. Este ano, o encontro está marcado para o Dia dos Namorados, sábado, 14 de fevereiro, às 10h. Fica o convite: venha saborear o nosso melhor queijo, ao som da melhor música e na companhia do amor da sua vida.

Estamos a trabalhar para vos proporcionar momentos únicos e inesquecíveis, mas, para manter o suspense, não podemos revelar tudo de uma vez. Estejam atentos, juntem-se a nós e ajudem a vossa banda a crescer ainda mais neste ano histórico.
Até breve!