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Parque de Recolha de Biomassa Florestal entra em funcionamento em Oliveira do Hospital

A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital abriu, esta quarta-feira, dia 16, o novo Parque de Recolha de Biomassa Florestal, disponível para uso gratuito por toda a população, com o objetivo de promover uma gestão mais sustentável dos resíduos florestais e prevenir incêndios rurais.

Instalado na Zona Industrial de Oliveira do Hospital, próximo do Ecocentro, o Parque de Recolha de Biomassa Florestal resulta de um projeto financiado pela Agência Mobilizadora Transform, num investimento de cerca de 35 mil euros, no âmbito do Programa Recuperar Portugal: Plano de Recuperação e Resiliência, através da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra. 

Com uma área de 1000 metros quadrados, à disposição de toda a população e de entidades públicas e privadas, o presidente da Câmara Municipal, José Francisco Rolo, refere que a implementação desta nova infraestrutura “dignifica o concelho”, na medida em que “é uma mais-valia para ser usada por toda a população”.

O espaço “essencialmente serve para acolher, em segurança e sem encargos económicos, sobrantes de podas, da manutenção de jardins e de quintais e da atividade agrícola e de desbastes”, que serão posteriormente encaminhados para um destino adequado, com vista à valorização energética numa central termoelétrica.

O local onde o Parque de Recolha de Biomassa Florestal está implementado, na Zona Industrial da cidade, acrescenta Francisco Rolo, “permitiu a valorização da zona envolvente e a criação de um espaço seguro” para a deposição de sobrantes agroflorestais.

Numa fase inicial, o Parque de Biomassa está disponível para acolher os sobrantes, todos os dias, das 07h00 às 16h30. Contudo, o presidente da Câmara Municipal refere que “a expetativa é alargar este horário para um período de 24 horas, de forma a permitir e a facilitar a retirada de massa de combustível” do território.

Recorde-se que, na Região de Coimbra, é proibida a realização de queimas e queimadas até ao final de setembro. José Francisco Rolo refere que esta decisão alinhada entre todos os municípios da CIM-RC “tem permitido reduzir o número de ocorrências” de incêndios rurais.

Por outro lado, “as pessoas também já começam a estar familiarizadas com a importância da limpeza dos terrenos e esta estrutura vem responder à necessidade de proporcionar maiores recursos para a prevenção do risco de incêndio”.

O presidente da Câmara Municipal sublinha ainda que “para um território com a dimensão” que tem Oliveira do Hospital, “é importante criar mais parques de recolha de biomassa florestal, a norte e a sul” do concelho. 

Miguel Araújo substitui Jorge Palma na EXPOH de Oliveira do Hospital

O concerto de Jorge Palma na EXPOH de Oliveira do Hospital, agendado para o próximo dia 26 de julho, acaba de ser cancelado devido a problemas de saúde do conhecido cantor português, que se encontra a recuperar de uma intervenção médica a que foi recentemente submetido.

O cancelamento deste espetáculo acaba de ser comunicado à organização do evento pela empresa responsável pelo agenciamento do músico que cancelou a sua agenda dos próximos concertos.

Perante este imprevisto de última hora, o Município de Oliveira do Hospital, entidade responsável pela organização do evento, em parceria com a ADI – Agência para o Desenvolvimento Integrado de Tábua e Oliveira do Hospital, assegurou já, para a penúltima noite da EXPOH, a substituição de Jorge Palma pelo músico e compositor Miguel Araújo.

Reconhecido como um dos mais notáveis compositores, guitarrista e intérpretes da música portuguesa, Miguel Araújo soma uma das carreiras mais bem sucedidas e subirá ao palco do Parque do Mandanelho para um grande concerto no sábado, dia 26 de julho.

Nessa mesma noite sobem também ao palco principal, a banda portuguesa Capitão Fausto e mais tarde a dupla Insert Coin. The Joker’s band e Dj Tiago Moreira completam o cartaz musical deste penúltimo dia deste certame regional de Oliveira do Hospital. Mantém-se o mesmo valor do preço do bilhete (cinco euros).

O Município de Oliveira do Hospital e a ADI, lamentam o cancelamento deste espetáculo, agendado há vários meses com uma figura incontornável da música portuguesa, mas apelam à compreensão do público, fazendo votos para que Jorge Palma recupere rapidamente o seu estado de saúde.
Todas as pessoas que já adquiriram o bilhete de entrada e eventualmente pretendam a restituição do valor, face a esta inesperada alteração do cartaz, devem contactar a Ticketline no caso dos ingressos comprados online; ou o Gabinete da ADI na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital no caso dos bilhetes adquiridos nos balcões de venda locais (mais informação através do número 238 605 250 ou e-mail: agencia.desenvolvimento@gmail.com).

A EXPOH de Oliveira do Hospital, que abre portas na próxima quarta-feira, decorre entre os dias 23 a 27 de julho com uma oferta variada de espetáculos musicais, gastronomia, espaços de diversão para todas as idades, entre muitos outros atrativos.

Pelo palco principal do Parque Mandanelho e durante os cinco dias do evento vão passar – entre outras bandas e diversos espetáculos – Némanus (23 de julho); Plutonio (24 de julho), Hybrid Theory (25 de julho), Miguel Araújo, Capitão Fausto (26 de julho) e Calema (27 de julho). Sobem também aos palcos: Grupo AF, Sofia Fonseca, DJ Scatter, Soltem Talentos, DJ Dadda, Troveiros, DJ Boozye, ABBA MIA – Tribute do Abba, One Vision – Tribute do Queen, Banda Índice, DJ Panchito, Insert Coin, The Joker’s Band, DJ Tiago Moreira, P*ta da Loucura, Eletrik Band e DJ Tuxx.

Não me esqueças no verão

Numa altura do ano de festa e tradição, com os Santos Populares e as férias de Verão à porta, trago-vos uma reflexão num tom mais leve, mas de extrema importância, sobre o abandono animal que atinge o seu pico máximo precisamente agora no Verão.

Em caso de dúvida, pergunte ao alojamento onde irá passar as férias com a sua família ou pergunte a amigos e familiares contactos seguros de hotéis para animais ou petsitters. Felizmente são cada vez mais as opções para famílias multiespécies! Abandonar não é opção e constituiu (felizmente) crime punível por lei. Ficou com alguma dúvida ou precisa de indicações? Contacte-me através do email ritam_costper@hotmail.com ou nas redes sociais @beehaviourbyritapereira. Tenha um bom Verão, bem acompanhado pelos seus animais e família!

No Verão todos viajam,
Sol e mar no coração,
Mas há quem, sem coragem,
Deixe o seu animal na estação.

O teu cão tão fiel,
Ou o gato que adorava brincar,
Sozinhos sob o céu,
Sem saber onde ficar.

O verão é pra alegria,
Mas com responsabilidade.
Quem abandona um dia
Mostra a própria crueldade.

Eles foram a tua alegria,
Esperaram-te no portão,
Não merecem covardia,
Nem este fim sem compaixão.

Verão é tempo de amor,
De cuidado e proteção.
Quem tem animais sente a dor
De deixá-lo sem razão.

Abandonar é ferida e traição,
É crime que a lei faz valer.
Quem deixa um animal na solidão Em tribunal vai responder.

Leva o teu amigo contigo,
Ou procura um bom local para ficar,
Mas não tornes inimigo
Quem só sabe te amar!

Democracia à prova: Como chegámos aqui?

As eleições legislativas de 18 de maio de 2025 desenharam um cenário político surpreendente, mas ainda incompleto. A contagem dos votos da comunidade emigrante, ainda por apurar, pode reposicionar o Chega, que disputa o segundo lugar em representação parlamentar. Por ora, o partido consolidou-se como a terceira força política nacional, empatado com o Partido Socialista (PS) em deputados (58), apesar de ter apenas 50 mil votos a menos. Com 22,56% dos votos — cerca de 1,3 milhões de eleitores —, o Chega aproxima-se do PS, que obteve 23,38%. Estes números, pendentes da contagem final, não são apenas estatísticas: são um alerta político que exige uma reflexão profunda sobre o estado da nossa democracia.

Portugal é um país que resistiu ao autoritarismo e reafirmou os seus valores democráticos a 25 de novembro de 1975 — o momento em que a democracia representativa foi firmemente escolhida, perante a ameaça da radicalização de uma ditadura de esquerda e da instabilidade política constante. Foi aí que se consolidaram os pilares do regime pluralista que conhecemos hoje. E, no entanto, meio século depois, cresce no Parlamento uma força que rejeita os consensos fundamentais do regime democrático e alimenta-se do ressentimento, da polarização e da indignação crua.

Mas não basta apontar o dedo ao eleitorado ou ao próprio partido Chega. A sua ascensão é sintoma de algo mais vasto e desconfortável. Vivemos tempos de desilusão profunda com a política tradicional. Décadas de promessas não cumpridas, uma perceção de impunidade nas elites políticas e económicas, serviços públicos à beira da rutura, uma geração encurralada entre salários baixos e custos de vida incomportáveis — tudo isto criou terreno fértil para quem aparece a dizer que “vai varrer tudo”.

O Chega não ganhou votos com ideias. Ganhou com emoções: medo, raiva, frustração. Não apresentou um programa económico sólido, nem listas completas de candidatos. Apresentou ressentimento. E isso bastou. Não porque o eleitor português seja “ignorante” — mas porque está exausto. E a exaustão é um dos estados mais perigosos para qualquer democracia.

Rotular os eleitores do Chega como desinformados, racistas ou irresponsáveis é uma simplificação perigosa. Muitos deles votavam anteriormente noutros partidos, sobretudo no PS, que perdeu terreno para o Chega nestas e nas eleições anteriores. Ignorar esta transferência de votos é fechar os olhos à realidade: o descontentamento não nasce do nada.

A questão da imigração também teve um peso silencioso, mas determinante nestas eleições. Portugal enfrenta uma necessidade real de atrair mão de obra para sustentar a sua economia e o sistema de segurança social, mas as políticas de imigração adotadas pelo anterior governo do PS pecaram pela falta de planeamento e controlo. A facilidade com que se atribui a nacionalidade — transformando um dos passaportes mais importantes do mundo num bem de acesso surpreendentemente simples — contribuiu para uma pressão social significativa. Em pouco tempo, assistimos a um aumento expressivo da população residente sem que houvesse qualquer reforço proporcional na capacidade dos hospitais e centros de saúde (só quem não usa o SNS não percebe isto), escolas ou no mercado habitacional. O argumento de que estes fluxos são fundamentais para sustentar a Segurança Social perde força quando se constata que apenas cerca de um quarto dos novos imigrantes está efetivamente empregada e contribui para o equilíbrio da segurança social. A falta de visão estratégica e de medidas de integração sustentada não só alimentou o descontentamento generalizado, como criou um terreno fértil para o discurso populista que ganhou força nestas eleições.

Parte do problema reside, de facto, numa fragilidade crónica da literacia política e mediática. O sistema escolar não está a preparar cidadãos capazes de analisar criticamente discursos populistas; antes, forma adultos com limitações no raciocínio e no pensamento crítico, alimentados por currículos e métodos de ensino desatualizados e pouco adaptados aos desafios do mundo contemporâneo. Enquanto isso, as redes sociais amplificam slogans e desinformação a uma velocidade que a verdade factual nem sempre consegue acompanhar. E a comunicação social — que deveriam ser o pilar da racionalidade no debate público — tornou-se, muitas vezes, parte ativa do problema.
Nos últimos anos, assistimos a uma campanha mediática alinhada que apelida sistematicamente o Chega de “partido de extrema-direita” – muitas vezes sem clarificar o que isso significa, nem contextualizar ideologicamente a acusação. Para quem não reconhece no Chega os traços históricos do fascismo ou do autoritarismo clássico, a etiqueta soa a exagero ou a manipulação.

A cobertura jornalística transformou-se, em muitos casos, num espetáculo. Debates vazios entre candidatos com 30 minutos de duração são imediatamente seguidos por painéis de “comentadores” durante horas, compostos por figuras com filiações partidárias evidentes, pouco ou nenhum trabalho de investigação política, e muitas vezes sem qualquer contraditório real. O espaço da análise deu lugar ao entretenimento; a informação deu lugar à opinião. E o eleitor, saturado, descrente, encontra consolo no discurso direto e emocional.

Neste contexto, Luís Montenegro reiterou, com firmeza, que “não é não” no que toca a entendimentos com o Chega. Mas esta posição tem um preço democrático: ao rejeitar qualquer acordo e afirmar que os eleitores do Chega não merecem ser ouvidos, que o seu voto não conta e que a representação parlamentar deve ser reservada apenas a alguns, põe em causa o princípio básico da democracia representativa — a legitimidade de todos os votos e a inclusão de todas as vozes eleitas. Mais de 1,3 milhões de portugueses escolheram o Chega, e negar-lhes a representatividade significa criar cidadãos de segunda categoria, um sinal preocupante para a saúde da nossa democracia.

Essa linha vermelha, se mantida, será um baluarte de integridade democrática — mas será também um desafio para a coesão política e social. Num Parlamento fragmentado, sem maioria absoluta, será crucial que as forças políticas encontrem formas de garantir estabilidade sem ceder a extremismos que minem a democracia, mas também sem excluir uma parte expressiva do eleitorado.

O Partido Socialista, por seu lado, enfrenta a responsabilidade de se reconstruir rapidamente, não só em termos de propostas concretas e coerência política, mas também na reconquista da confiança dos portugueses. A resposta ao populismo não pode ser apenas moral ou institucional. Tem de ser política. O sistema tem de provar que funciona. Que sabe ouvir. Que sabe corrigir. Que serve.

Portugal não está à beira do abismo. Mas está a atravessar um momento de inflexão. Ou enfrentamos a crise da confiança democrática com coragem e lucidez — ou veremos, em breve, o que antes era impensável tornar-se normal.

E quando isso acontecer, já não bastará dizer que fomos apanhados de surpresa. O 25 de Novembro ensinou-nos que a democracia não se defende com ingenuidade — defende-se com firmeza, vigilância e ação cívica permanente.

O futuro do Design está na Inteligência Artificial?

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A inteligência artificial está a transformar profundamente o universo do design.

Ferramentas como Dall-E e Midjourney permitem gerar imagens, layouts e protótipos apenas com alguns “inputs”. O que antes levava horas de trabalho, agora, pode ser feito em apenas alguns minutos e, por vezes, com resultados surpreendentes.

Este avanço tem facilitado o processo criativo, poupando tempo em tarefas repetitivas e abrindo novas possibilidades para uma experimentação visual.

Estas ferramentas baseadas em IA trouxeram um aumento de recursos criativos, permitindo que mais designers e pequenas empresas produzissem conteúdos de qualidade.

Mas nem tudo são boas notícias. A facilidade com que se produz também levanta questões sobre a originalidade, autoria e até sobre o valor do trabalho criativo.

Se qualquer pessoa pode criar “designs” com um clique, qual é o papel do designer neste novo cenário? A resposta pode estar no equilíbrio. A IA pode sugerir caminhos, mas ainda não possui sensibilidade cultural, pensamento crítico ou entendimento profundo de contextos humanos.

Usar inteligência artificial de forma consciente, ética e criativa, é o verdadeiro desafio.

Em vez de temer esta mudança, o design deve abraçá-la como se fosse uma oportunidade. A inteligência artificial não veio substituir o talento humano, mas sim, amplificá-lo. E talvez, mais do que nunca, o futuro do design dependa da nossa capacidade de criar com inteligência artificial.

Aléssia Varão – Designer da dappin – Agên. Marketing

Também te chateias com as pessoas que mais amas?

Os conflitos fazem parte do quotidiano e acontecem em situações de divergência, oposição ou desacordo entre duas ou mais partes. Podem ocorrer em diversos contextos, podem ser construtivos ou destrutivos, e envolvem ideias, necessidades, interesses ou objetivos.

E quando se trata de um conflito com o/a namorado/a, marido/esposa, companheiro/a? Que motivos poderão tornar mais intensos os conflitos com quem mais amamos? Por gostarmos tanto deles não deveríamos respeitá-los mais? Ser mais carinhosos e aceitar os seus defeitos?

Precisamente por sentirmos que são relações mais seguras, por não recearmos tanto o seu julgamento ou até mesmo a ausência de medo de mudança de sentimento, nem sempre temos o cuidado que deveríamos ter.
A proximidade emocional, as expectativas elevadas, as aprendizagens com os modelos familiares (amamos e discutimos com base nestes modelos) e as falhas na comunicação poderão ser algumas das raízes destes conflitos.
Por isso, importa reforçar que tudo começa quando:

– Não escutamos ativamente;
– Reagimos e não respondemos;
– Interpretamos as comunicações e os comportamentos como ataques quando estamos emocionalmente ativados.

Importa aprender a discutir! Aprender a resolver conflitos e a comunicar de forma mais assertiva. Escutar ativamente, fazer uma pausa para regular o nosso comportamento, validar o sentimento do outro (mesmo quando não concordamos com o seu ponto de vista) e centrar a mensagem no EU e não no TU (“eu senti-me…” em vez de “tu é que…”). E claro, saber quando pedir desculpa.

Os conflitos não são sinais de pouco amor, nem de fracasso nas relações. Podem ser oportunidades de crescimento para todos os envolvidos desde que tratados com respeito, consciência, empatia e responsabilidade emocional.

Futebol… um fenómeno cada vez mais global

O futebol é, atualmente, um desporto que mobiliza muitos milhões de euros e arrasta multidões de adeptos, tendo evoluído de forma extraordinária nas últimas décadas!

A atividade mais antiga com semelhanças com o futebol moderno de que existe conhecimento data da dinastia Han da China (século II a. C.), embora o futebol atual tenha a sua verdadeira origem na Inglaterra, com regras criadas em 1863, as quais ainda hoje constituem a base essencial deste desporto.

O futebol nos moldes atuais, considerado hoje como o desporto mais popular do mundo, tem pouco mais de 150 anos tendo-se, nas últimas décadas, assistido à sua notável propagação da Europa para o Mundo, sendo cada vez mais visível a sua importância não só nos países Europeus, como em África, no mundo Árabe, na América Latina e também já nos Estados Unidos da América.

Uma análise retrospetiva em Portugal e na Europa evidencia que, num passado ainda não muito longínquo, existiam muitas equipas amadoras, campos de futebol não relvados, alguns sem balneários, com praticantes de futebol sem outro objetivo que não a prática pura do desporto e da competição pela competição.

A evolução recente foi avassaladora: os clubes profissionais hoje começam a sua estrutura nos escalões infantis, iniciando logo nessa fase a “observação” e identificação do potencial dos atletas tendo em vista a sua profissionalização e rentabilização financeira a conseguir tão cedo quanto possível.

Por outro lado, a estrutura dos clubes é cada vez mais sofisticada desde a gestão ao acompanhamento médico, integrando ultra-modernos equipamentos de ginásio, centros de treino de alta competição, culminando em estádios com inúmeras funcionalidades e extremamente bem preparados nomeadamente tendo em vista a rentabilização da publicidade.

A publicidade é, a par dos bilhetes, uma das grandes fontes de receitas dos clubes, a que se junta o merchandising, nomeadamente dos equipamentos, bem como as verbas arrecadadas com as transmissões televisivas e, também, os proveitos dos negócios de jogadores.

Os jogadores, por seu lado, iniciam cada vez mais cedo as suas carreiras as quais tendem, contudo, a terminar cada vez mais tarde, como se torna evidente nos casos de Ronaldo e de Messi.

Os jogadores estão também completamente envolvidos com as redes sociais, competindo também aí pelo número de fãs, o que acaba por lhes proporcionar enormes receitas de publicidade e potenciar o incremento do seu valor em termos de eventuais transações futuras.

Os media estão omnipresentes e são muito importantes neste fenómeno mundial que é o futebol, como se vê em Portugal com aumento do número de jornais desportivos, que se tornaram de periodicidade diária, bem como com a importância dada ao futebol pelas rádios e televisões, com inúmeros comentadores, tendo inclusive surgido vários canais exclusivos de desporto.

Para acompanhar este crescendo de importância do futebol como desporto rei vão surgindo também cada vez mais competições, quer a nível nacional, quer a nível internacional.

Em Portugal a par do Campeonato e da Taça de Portugal, temos o exemplo do aparecimento recente da Taça da Liga, competição que existe apenas desde 2007.

A nível europeu, para além das competições tradicionais, que foram sendo ajustadas para garantir mais competitividade e receitas surgiu em 2018 uma nova competição – a Liga das Nações – que Portugal já venceu duas vezes.

Em termos mundiais o Campeonato Mundial de Clubes foi recentemente reajustado em termos organizativos para possibilitar a participação de mais equipas, e este ano de 2025 é disputado nos EUA, o que permite uma importante divulgação do futebol neste País, bem como a captação de mais adeptos para este desporto.

Importa ainda acrescentar que, se durante muitos anos o futebol foi um desporto exclusivamente masculino, atualmente está em franco crescimento o futebol feminino que apresenta já um elevado nível técnico e profissional pelo que irá continuar a ter desenvolvimentos importantes no futuro próximo.

O futebol teve, portanto, evoluções muito significativas nas últimas décadas, envolvendo cada vez estruturas mais sofisticadas, maior número de competições, atletas cada vez melhor preparados, existindo uma enorme interligação com os media que lhe dá uma notoriedade mundial, pelo que se tornou um grande espetáculo à escala planetária.

Sol, Calor e Prevenção

Os dias de verão chegaram, com temperaturas elevadas que, embora previsíveis, continuam a representar um risco real para a saúde, em especial dos mais idosos. É nestas alturas que a prevenção assume um papel fundamental — e os conselhos dos profissionais de saúde devem ser ouvidos com atenção redobrada.

Em primeiro lugar, manter-se bem hidratado é essencial. Com a idade, o organismo tende a manifestar menos sensação de sede, o que pode levar a situações de desidratação sem que disso nos apercebamos. Por isso, recomenda-se a ingestão regular de água ao longo do dia, mesmo que não haja sede. Evitar bebidas alcoólicas ou com cafeína é igualmente prudente.

A alimentação deve ser leve, fresca e fracionada. Frutas e legumes da época — como melancia, pepino ou alface — são boas opções para manter o corpo nutrido e bem hidratado. Refeições pesadas dificultam a digestão e aumentam o desconforto térmico, pelo que devem ser evitadas.

Outro aspeto importante é a proteção contra a exposição solar excessiva. Entre as 11h e as 17h, deve-se procurar permanecer em locais frescos, bem ventilados ou com ar condicionado. Se tiver de sair, o ideal é usar roupa de algodão, chapéu, óculos escuros e aplicar protetor solar com regularidade.

Pessoas com doenças crónicas — como hipertensão arterial, diabetes ou problemas respiratórios — necessitam de especial atenção durante os dias mais quentes. Medicamentos que interferem com os mecanismos de regulação térmica devem ser avaliados pelo médico de família, enfermeiro de camilia ou farmacêutico.

Os enfermeiros, pela sua proximidade e conhecimento da comunidade, estão na linha da frente na educação para a saúde e na vigilância dos sinais de alerta. São eles que, muitas vezes, identificam os primeiros sintomas indesejáveis do calor, mal-estar ou agravamento de condições crónicas.

Cuidar, nestes dias quentes, é sobretudo prevenir. E a prevenção, como sempre, começa com informação segura e acessível. O verão pode ser vivido com prazer e segurança — basta estar atento, seguir as recomendações, e ouvir quem cuida de nós com conhecimento, proximidade e dedicação.

Por: Pedro Lopes – Tesoureiro do Conselho Directivo da Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros

A lei do mais forte e outros temas

A lei do mais forte é o atual status quo mundial, iniciado por Vladimir Putin e agora impulsionado por Donald Trump. Pelo meio fica Israel, a demonstrar, no Médio Oriente, que o poder das armas é que determina o futuro e a própria existência. Veja-se Gaza e a chacina permanente e sem fim à vista. Com a cumplicidade de Trump – diria, até, com a sua anuência!


A cimeira da NATO realizada em Haia parece indicar mais uma “vitória” de Trump, se conseguir os tais 5% por parte dos países da União Europeia que integram a NATO. Lá se vai o sonho de uma organização de defesa comum europeia, já que não há capacidade para “alimentar” duas soluções na defesa – uma europeia e outra atlântica.

Mas não devem os países da União Europeia deixar de definir uma estratégia de defesa comum, que possa contar com a NATO mas que assegure a defesa dos interesses e do território europeus.

A europa não deve ficar dependente da imprevisibilidade alheia, deve fortalecer-se independentemente da aliança e mostrar-se coesa na defesa dos princípios que caracterizam as democracias europeias e combater a prática da “lei do mais forte”. Claro que só sendo forte é que pode enfrentar os atuais “donos do Mundo”.


As autárquicas são a próxima “disputa” eleitoral em Portugal. No que a Seia, enquanto Município e às suas freguesias, diz respeito, são conhecidos os “cabeças de lista” das principais forças políticas à Camara Municipal, mas pouco ou nada se sabe ainda relativamente aos outros órgãos, pelo menos oficial e publicamente.

Ainda há muito tempo, claro. Aliás, parece que para alguns “dossiers”, leia-se, freguesias, não está a ser fácil “arranjar” candidatos.

O Partido Socialista tem a responsabilidade de ser o Partido que governa Seia, quase ininterruptamente, desde o 25 de abril. Tem, pois, a obrigação de ter, nos seus quadros, militantes capazes de assumirem os lugares a eleger. Tal como os dirigentes estão, no meu entender, obrigados a colocar os militantes em primeiro lugar. Como, de resto, em qualquer outro partido político deverá ser assim.

Os partidos são, constitucionalmente, estruturantes do regime democrático, devendo assegurar o preenchimento das listas para os órgãos a eleger, assegurando, desse modo, o cumprimento da democracia – são os partidos que são votados, pelo que não deverá existir qualquer complexo ou alinhamento na ideia de independentismos.

A Saúde Mental não se retira para férias!

Estamos numa época do ano de mudanças no estilo de vestuário, mais leve, claro e solto, em geral. Também associamos, muitas vezes, a dias longos, quentes, socialmente ativos e de maior contacto com a natureza. Supomos, habitualmente, que vivemos dias mais felizes e alegres. Será esta uma realidade transversal a muitos de nós?

Deseja-se que no período de pausa predominem emoções agradáveis, prevê-se momentos alegres, produtivos e relaxados ao mesmo tempo, paradoxo que afasta muitas pessoas da sua realidade emocional. Por vezes, vivem-se dias de tensões emocionais no seio familiar, solidão de muitos que veem as suas relações afetivas de suporte enfraquecidas e mesmo quebradas, quando o até então stress do dia-a-dia camuflava realidades proteladas.

Contrariando a premissa de que o verão é sinónimo de bem-estar, para muitas pessoas esta pode tornar-se uma época de desafios não muito expostos. A quebra de rotinas, a pressão para usufruir “ao máximo” da pausa de verão, os conflitos e tensões familiares e o confronto com silêncios interiores, tornam-se, frequentemente palco para o surgimento de emoções intensas de tristeza, ansiedade e desespero.

Numa região do interior como a nossa, acresce em algumas situações o isolamento, a saudade e a ausência dos jovens que rumam para outras localidades do país ou para o estrangeiro.

É comum ouvirmos frases como “no verão esquece-se tudo”, “é tempo de não pensar”, “deixa lá isso agora”, entre outras. Contudo, a nossa mente não para e o nosso corpo manifesta. Frequentemente é nas pausas que muitas pessoas observam e escutam o seu interior e esta pode ser a oportunidade de se priorizar iniciando um processo de cuidar da sua saúde mental. Sente-se emocionalmente assoberbado, irritado, com falta de foco e pouco sentido de realização? As férias não o/a revitalizam?

Estes podem ser sinais não para uma pausa que “anestesia”, mas para uma ação que mobiliza a melhores dias, com mais equilíbrio e saúde. Não permita que a estação da luz obscureça a sua verdade interior. É sempre uma boa altura para dar espaço ao que sente. Estabeleça pontes e pontos de ajuda. Permita-se ser escutado(a) e cuidado(a).